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Grandes Sons

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Super Bock Super Rock, dia 2: Hypes@Meco


foto: José Sérgio/Sol
TEXTO: João Gonçalves


Ao segundo dia o Festival Super Rock Super Bock consegue consagrar o Meco como local de culto de grandes concertos. No dia da maior enchente de sempre no recinto, o trânsito fluiu antes e depois dos concertos. Já o cartaz confirmou-se como o melhor da temporada com concertos para todos os gostos e duas páginas de ouro assinadas por Portishead e Arcade Fire.


Quando um dia se escrever a história dos concertos que foram tão bons que ganharam um estatuto lendário vamos ter seguramente duas bandas que têm três discos editados e acabam de dar o seu terceiro concerto em Portugal. As coincidencias ficam por aqui porque Portishead e Arcade Fire estão em campos diametralmente opostos no que à música diz respeito.

 

Seria possível em 2011 um festival marcado pelas más condições que tem oferecido repetir duas das maiores epifanias dos concertos em Portugal? A noite de sexta-feira provou que sim.

Os Portishead passaram pelo Coliseu há relativamente pouco tempo; soube bem matar saudades mas o ambiente, o contexto, a atmosfera criada à volta da banda de Beth Gibbons durante todo o concerto transportaram-nos directamente para 1998 no então infante Sudoeste. Parecia impossível mas voltou a acontecer a magia esta noite com os Portishead. A diferença é que a plateia trocou as luzes dos isqueiros no ar pela luz dos telemoveis. Os clássicos dos Portishead voltaram a arrepiar a quem presenciou a primeira vez por cá e encantou quem não estava presente em 1998 e passou uma vida a falar dessa noite.

 

Também os Arcade Fire contaram com uma estreia auspiciosa por cá. Aconteceu em Paredes de Coura em 2005 num fim de tarde com uma actuação arrasadora. Repetiram a proeza em 2007 num Super Rock Super Bock quando ainda era urbano e hoje tivemos uma noite de emoções altas a igualar a intensidade do concerto de estreia. A química entre banda e pública foi tão intensa desde o primeiro minuto que se percebeu que para os Arcade Fire aquele não estava a ser apenas só um concerto mais e para a plateia aquela música era tudo o que queriam para deixar a emoção vencer as implicações de um festival com muito pó no ar.

 

Na mesma noite Portishead e Arcade Fire recordaram a magia das suas estreias por cá e logo na noite de maior enchente. Assinaram a meias o tratado que declara que no Meco a música venceu os problemas logísticos. Foram dois concertos seguidos no palco principal que fez parar o espaço secundário permitindo que toda a gente pudesse testemunhar esta aposta vencedora.

 

Com tão importantes cabeças de cartaz o palco secundário soube estar sem bem frequentado. Os maiorquinos LA provaram o quão vasta é a legião de festivaleiros espanhóis e a prata da casa a dar boa conta de si com Paulo Furtado em mais uma excelente prova de vida como Tigerman numa altura que já se fala de um regresso em grande de Wraygunn. Já B Fachada aproveitou para mostrar a suas canções mas não se livrou de uns desafinanços comprometedores.

 

Também em português se completou o resto do palco principal. Noiserv a abrir o dia com uma actuação cuidadada e delicada que agradou aos festivaleiros que iam chegando e embalados pela músicalidade receberam com agrado a actuação de Rodrigo Leão que serviu de banda sonora a muitos que jantavam. A maior expectativa não foi concretizada, Beth Gibbons não subiu ao palco.

 

OS Gift aproveitaram a passagem pelo palco princnipal para promoverem à força toda o seu novo disco. A pop épica e grandiosa resulta bem melhor no palco do que em disco. Apesar de ignorarem alguns dos maiores êxitos conseguiram ter o público sempre do seu lado acabando por se mostrarem à altura do desafio de tocaram no palco principal.

 

Mas a noite foi mesmo de Portishead, Arcade Fire e especialmente de todos aqueles que acreditaram na força das emoções da música ao vivo e que acabaram mesmo por convencer a maior parte dos festivaleiros a regressarem ao Meco nos próximos anos como se viu pela entrega que houve no palco EDP no fim da noite com uma enchente de gente que preferiu dançar ao som dos Chromeo.

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

in Disco Digital

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