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Grandes Sons

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Grandes Sons

The National no Campo Pequeno: Maioria absoluta


Foto: Nuno Fontinha


Terá a banda de Cincinatti evoluído e mudado tanto desde o último concerto em nome próprio por cá? Nem por isso, o segredo está na empatia da banda com o público português que cresce a grande velocidade. A magia da Aula Magna repetiu-se perante uma plateia muito maior e ainda mais dedicada!


Os National começaram a fazer discos em 2001 mas só em 2005 com «Alligator», o terceiro álbum, foram reconhecidos e louvados por público e imprensa especializada. A partir daí foram muitos os que descobriram os dois primeiros discos e a legião de admiradores multiplicou-se com a chegada de «Boxer» em 2007 que confirmou a banda como um dos grandes valores do rock actual, indie ou alternativo como preferirem.

As canções foram apresentadas ao longo dos anos nos nossos principais festivais de verão mas foi na Aula Magna em 2008 que a empatia com os fãs portugueses conheceu o auge. Talvez a melhor banda do mundo, escreveu-se aqui no Disco Digital nessa noite.

 

Neste regresso a Lisboa Matt Berninger e a sua turma trouxeram mais um disco editado e mais passagens por festivais antes desta apresentação em nome próprio. Convenhamos que «High Violet», editado no ano passado, não mudou o mundo nem surpreendeu ninguém que já conhecesse a discografia da banda, mas veio cimentar o seu estatuto e enriquecer a colecção de temas favoritos dos seus seguidores especialmente com os singles «Bloodbuzz Ohio» e «Sorrow» que devem até ter (porque não?) angariado mais fieis à causa The National.

 

A esgotada plateia lisboeta viveu com emoção, suor (um calor infernal mais próprio de uma noite de verão do que de primavera) e dedicação cada uma das mais de duas dezenas de canções apresentadas. Quando é que se sabe que a noite foi mesmo especial? Quando temos no alinhamento o tema «Friend of Mine» (do álbum «Alligator») que a banda não tocou o vivo mais de duas vezes nos últimos largos anos. Hoje tocaram-no pela promessa feita a um grupo de fãs lusos, que andam há mais de quatro anos a pedirem para o ouvir, que hoje lhes iam fazer uma surpresa! Foi desta maneira que começou o primeiro encore após a primeira despedida ao som da fantástica «Fake Empire», uma das canções de marca dos National.

Se contarmos que o último tema da noite foi com a banda à boca do palco em registo acústico a cantar com o público em sintonia «Vanderlyle Crybaby Geeks», que também encerra o último disco, enquanto Matt mergulhava nas primeiras filas para dar de beber aos fãs e distribuir cumprimentos, já dá para se ter uma ideia do ambiente de enorme cumplicidade entre banda e admiradores.

 

Hoje em dia uma ligação emocional destas conquistada por um grupo que não é nenhum produto inventado por produtores para teenagers mas sim uma banda séria de rock é coisa de enorme valor. Os National são um caso de enorme paixão para o público nacional como se viu ontem no Porto e hoje em Lisboa e como o resto do país pôde testemunhar ouvindo o concerto pela rádio nacional Antena3. Acreditamos que é recíproco e que não vai ficar por aqui.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

 

Foto: Antena3

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