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Grandes Sons

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Grandes Sons

M. Ward na Aula Magna: Monstro da Folk

(foto: Vanessa Krithinas - Cotonete)


Quando uma figura como M. Ward surge numa das principais salas de Lisboa espera-se casa cheia para venerar o homem que já nos deu álbuns inesquecíveis a solo e bandas como She & Him ou Monsters of Folk. Inexplicavelmente nem meia plateia da Aula Magna esteve ocupada para testemunhar uma grande noite de música.


Uma fugaz passagem por Cascais para abrir um concerto de Norah Jones não conta, por isso esta foi a noite de estreia a valer para M. Ward em Portugal tal como o próprio confirmou.

 

Tivesse uma das excelentes canções que compõem «Hold Time», um dos melhores álbuns de 2009 para não irmos mais atrás, chegado à banda sonora de uma telenovela nacional, servisse de fundo a um anúncio da moda ou caído nas graças de uma qualquer rádio comercial e hoje a Aula Magna teria esgotado a sua lotação.

O facto do californiano Matthew Stephen Ward ser uma das figuras mais respeitadas da chamada indie folk, não só pelos seus discos a solo mas também pelos dois álbuns já editados com Zooey Deschanel sob a designação de She & Him, com muitos elogios por cá, ou ainda pela mediática eleição para ser um dos Monsters of Folk, supergrupo com disco editado em 2009, não foi suficiente para encher a Aula Magna. Felizmente, não desmoralizou o artista.

 

Desprezou os lugares vazios e concentrou o olhar nas primeiras filas bem compostas e ofereceu um grande concerto revisitando a sua discografia ora de pé agarrado à sua guitarra, ora sentado ao piano e por vezes ainda munido com harmónica. Foi soltando as suas canções com aquela voz peculiar que ora parece sussurrar ora é plena de ironia, gerindo os silêncios com mestria criando uma intensidade única nas suas composições. Quando aumenta o ritmo é surpreendido por um ou outro espectador que não resiste a acompanhar com as irritantes palminhas. Felizmente foi noite de vingança de todos os que odeiam palmas parolas sem sentido e venceu o silêncio à volta da música para satisfação até do próprio Ward.

 

Nessas primeiras filas, não por acaso, estava o casal Paulo Furtado e Rita Redshoes. M. Ward será certamente uma influência de homem-tigre e convenceu a menina dos sapatos vermelhos que a esta hora já partilhou no seu mural do Facebook o vídeo de «Story of an Artist» de Daniel Johnston, precisamente um dos temas da noite que Ward interpretou explicando que muitos consideram Johnston um louco e que dedicava a canção aos artistas lisboetas que também passam por loucos. Não podia ter tido melhores ouvintes.

Além das canções dos seus discos a solo houve momentos inesperados como uma versão melosa de «Let`s Dance» de David Bowie, intercalados com obrigados que iam aumentando de intensidade com o avançar da noite e com a crescente reacção do público.

 

Tivéssemos sala cheia e a cumplicidade teria sido maior. Ficaram algumas canções por tocar como a «For Beginners» que abre o seu último álbum mas o que foi apresentado foi muito bom.

 

Quem foi não vai esquecer; perdeu quem não apareceu.

 

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