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Grandes Sons

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Festival Sudoeste (Dia 3): O fungagá da mikakada

(Fotos: Frederico Batista- SAPO)

 


Ao terceiro dia de Sudoeste, o espaço que nos últimos catorze anos consagrou grandes nomes transformou-se num gigantesco parque infantil para receber Mika no palco principal. O trajecto entre os dois palcos secundários tornou-se obrigatório.

O sábado é tradicionalmente uma noite forte deste festival; basta recordar a reunião dos Faith no More há um ano. A de 2010 ficará marcada como o momento em que o Sudoeste se transformou numa Eurodisney com milhares de adolescentes a invadirem o espaço em frente ao palco principal arrastando as respectivas famílias.

Mika é a personagem que explica este fenómeno, ele que chegou a ter concerto marcado há uns anos mas que, por motivos de saúde, foi obrigado a adiar. Entretanto, já se tinha apresentado ao público lisboeta e a avaliar pelo número de fãs que arrastou até à Zambujeira o seu espectáculo está aprovado pelos portugueses. O facto de hoje ter renovado o cenário e o próprio alinhamento valeu-lhe rasgados elogios. Mika monta um espectáculo à parte de tudo o que se costuma ver nestas paragens. É um autêntico cenário de musical Disney com laivos de Tim Burton, muita cor, muita flor, e os seus compinchas de palco a vestirem a pele de personagens deste gigantesco teatro cantado em falsete.

A garotada adorou: entre os graúdos houve quem tivesse esperança que, na recta final, a simulação de Mika a assassinar todos os seus companheiros acabando em suicídio fosse mesmo real. Não foi e o concerto até durou mais uns largos minutos. Foi como se tivessemos recuado até ao primeiro de Junho (Dia da Criança).

 

Quem procurasse propostas alternativas teria que se refugiar na tenda do palco secundário e no espaço reggae porque além de Mika o principal palco oferecia a possibilidade de vermos o que resta das Sugababes. A girl band mereceu um olhar pelo visual atrevido e pelos movimentos sensuais a acompanhar êxitos já fora do prazo como «Round & Round» ou «Freak Like Me». Cinco minutos bastariam porque nem o concerto melhorava nem as pernas das meninas faziam esquecer as de Colbie Caillat que ali desfilou na véspera.

Na tenda do palco secundário houve triunfo absoluto para os Diabo na Cruz com assistência numerosa e entusiasta a vibrar. Uma oportunidade muito bem aproveitada por Jorge Cruz, B Fachada e restante trupe diabólica.

 

Também os Anaquim não desperdiçaram a ocasião agarrando bem o público neste seu regresso ao festival e tal como os NuSoulFamily tinham feito na véspera.

Antes, havia sido o projecto João Só e Abandonados a abrir a noite bem proveitosa para a música nacional.

 

O grande concerto da noite pertenceu, contudo, aos ingleses Friendly Fires que foram acolhidos por uma tenda completamente cheia e bem conhecedora do álbum editado em 2008 e que ainda este ano lhes valeu uma nomeação para os Brit Awards. Ed McFarlane comanda as operações em palco imprimindo um ritmo alucinante sempre bem apoiado na precursão. O auge foi naturalmente atingido com os singles «Kiss of Life» e «Jump in the Pool» que bem poderia ter sido seguido à letra tal era o calor na tenda.

 

Ali ao lado no espaço reggae, os Black Seeds vieram da Nova Zelândia para mostrar a sua mistura com funk, soul e até afrobeat, o que equivale a tudo o que editaram nos cinco discos desde 2001. Proporcionaram grandes momentos musicais surpreendendo a tribo que ali habita mais habituada a sons mais clássicos mas que facilmente se entregou à dança irresistível até para os mais apressados a caminho do palco principal.

 

Mais tarde voltou a ser português o artista que levou ao delírio a tenda do palco secundário. DJ Ride arrasou o espaço lotado com as suas propostas musicais debitadas em desafio sempre bem aceite pelos festivaleiros que queriam distância de Mika. A passagem por «Killing in the Name» dos Rage Against The Machine, na remistura de SebAstian, foi o ponto alto e o escape ao parque infantil montado no outro lado do recinto.

 

O palco principal fechou com os argentinos Bajofondo mas a noite não estava para estrelas argentinas como já se tinha visto pela televisão com as prestações de Saviola e Aimar.

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

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