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Grandes Sons

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Grandes Sons

Festival Sudoeste (Dia 2): Rua dos funkeiros

(Fotos: Rita Afonso - SAPO)

Ao segundo dia. o Sudoeste ganhou a vida que o celebrizou nos últimos 14 verões com muito público no recinto, alguns grandes concertos repartidos pelos três palcos e uma noite excepcionalmente amena na Zambujeira do Mar onde só os ecrãs gigantes falharam.


A situação aconteceu por acaso mas serve na perfeição para ajudar os leitores a perceberem o ambiente que se vivem na segunda noite do Sudoeste. Quando se entra no recinto do nosso lado esquerdo encontramos logo o palco da música reggae e toda tribo que ali habita durante as quatro noites do festival. Ali ficámos durante mais tempo graças a um grandioso concerto que os britânicos Zion Train proporcionaram com o seu dub mais distorcido a reunir uma verdadeira multidão de convertidos.

Por nós passavam famílias inteiras com ar de quem vai à discoteca da moda desfilando roupa de marca, não faltando o pullover ao pescoço e um intenso cheiro a diferentes perfumes caros. Nada a ver, portanto, com os festivaleiros acampados com um ar bem menos fresco.

Tínhamos assim um público bem diferente e separado no espaço que, ao cruzar-se, originava engraçados olhares de parte a parte. Mas ninguém saiu insatisfeito do recinto nesta noite.

 

A plateia mais teddy, chamemos-lhe carinhosamente assim, deliciou-se com a simpatia e eficácia em palco de James Morrison que desfilou as suas cantigas formatadas para rádios comerciais durante uma hora e saiu com a sua fama reforçada.

Depois Colbie Caillat conquistou todos os que estavam mais perto do palco e se deixaram encantar pela beleza da loura californiana que se apresentou de curto vestido e botas à cowboy. As canções de pop açucarada assentaram na perfeição à sua imagem e agradaram à plateia. Cortem-lhe o microfone mas não as pernas!

 

Inexplicável só o facto dos ecrãs gigantes ao lado do palco só aproveitarem três quartos do seu espaço para transmitir imagens dos concertos sendo o restante ocupado pela operadora de telemóveis que patrocina o festival. Isto quando estão a funcionar, porque hoje os apagões foram mais que muitos. Para o agrado do público ser total só faltava um regresso em forma de Jamiroquai ao nosso país.

Jay Kay não desiludiu e arrancou um bom concerto com ritmo certo, revisitando clássicos da sua carreira, apoiado numa excelente banda como é seu hábito correspondendo por inteiro às expectativas de quem se deslocou só hoje à Zambujeira.

 

Ainda voltámos ao palco principal mais à frente mas quanto a estes nomes estamos falados, missão cumprida.

Quem se aventurou pelo palco secundário não se arrependeu e descobriu a interessante Ladi6 vinda da distante Nova Zelândia cheia de cheia de ritmos quentes entre a soul, funk e reggae com que converteu logo os poucos presentes.

Tenda cheia tiveram os NuSoulFamily liderados por Virgul (Da Weasel) que facilmente agarraram um público jovem, animado e cheio de vontade de dançar. Vontade essa que aumentou quando Virgul lembrou o falecido António Feio e a sua mensagem de aproveitarmos bem a vida. As muitas garrafas de plástico com as mais variadas cores confirmaram que os mais novos estão a aproveitar o melhor que podem e sabem.

Também a sueca Lykke Li aproveitou da melhor forma este regresso ao nosso país para espalhar mais uma vez a palavra do seu disco «Youth Novels» e lançar já alguns temas do que será o seu sucessor.

 

No entanto, o grande momento da noite foi a aparição de DJ Shadow com o seu novo espectáculo. Dentro de uma bola foi debitando composições dos seus discos e até um tema novo que deixou água na boca. A bola fez parte do cenário pois ganhava vida com projecções de imagens que a transformava em bola de ténis, de basebol, ou de futebol em movimento coordenado com a tela do cenário dando imagens a três dimensões espectaculares.

DJ Shadow por momentos rodou a bola de maneira a ficar com a janela virada para a o público e aproveitou para lembrar que há onze anos esteve no Sudoeste a actuar para trezentas pessoas e que estava contente de regressar numa tenda com tanta gente. Na verdade o espaço foi enchendo ao longo da actuação e o ambiente de euforia instalou-se na passagem por «Organ Donor». Concerto a ter em conta na lista de melhores no final do ano.

 

Voltemos ao palco principal para destacarmos duas bandas portuguesas. Os Expensive Soul que abriram a noite com grande determinação conseguindo agitar a já bem composta plateia com um concerto muito bem conseguido.

A fechar a noite outro concerto que vai marcar o Sudoeste 2010, os Orelha Negra levaram para o palco toda a magia do seu excelente disco de estreia arrancando um concerto que não se limitou a passar pelas músicas editadas. Surpreenderam com temas novos misturando com passagens de clássicos de dança como «Can`t Touch This». Estiveram perfeitamente à altura de um fecho de noite e assinaram um inesquecível concerto.

 

in Disco Digital

jjoaomcgoncalves@gmail.com

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