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Grandes Sons

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Festival Super Rock Super Bock (Dia 2): Cont(r)a corrente


t: João Gonçalves  foto:Vera Moutinho - sapo.pt


Ao segundo dia de Festival Super Bock Super Rock, assistimos à consagração dos Vampire Weekend e ao triunfo do movimento electro que levou o Meco a dançar noite dentro do palco principal à tenda electrónica.


Foi um dia que fica marcado pela desilusão do concerto de Julian Casablancas. O homem dos Strokes perdeu uma grande oportunidade de desfilar o seu «Phrazes for the Young» em grande estilo por debilidades físicas que condicionaram a actuação obrigando-o mesmo a abandonar o palco uns bons 10 minutos mais cedo do que o previsto! Conseguiu disfarçar com profissionalismo chegando mesmo a entusiasmar os fãs mas não foi a noite dele, infelizmente.

 

Os londrinos Hot Chip chegaram para compensar e fazer esquecer Casablancas arrancando um enérgico, movimentado, e divertido concerto contagiando tudo e todos com os temas dançáveis de «Made in the Dark» ou do recente «One Life Stand». Ouvimos ao nosso lado no meio da plateia comentar que os Hot Chip não sabiam dar maus concertos e esta aparição no Meco tende a dar razão a essa teoria. A despedida foi apoteótica ao som de «Ready for the Floor».

 

Caminho aberto para uma das grandes atracções desta 16ª edição do SBSR, os Vampire Weekend que confirmaram todas as expectativas criadas e assinaram não só um dos melhores concertos do festival como um dos que vai figurar na lista de melhores de 2010. A banda certa na hora certa aclamada e consagrada por uma legião de admiradores que encheram o espaço em frente do palco principal entregando-se à dança que aquele rock com tiques africanos e resquícios de ska impõe. Foi sempre a crescer com um alinhamento equilibrado entre o álbum homónimo de estreia em 2008 e o recente «Contra» de onde quase todos os temas funcionam como hits. Foi seguramente um dos grandes momentos do festival e quase que juramos ter visto a silhueta de Paul Simon sorridente entre a nuvem de poeira que pairou sobre o recinto.

 

Estava ganha a noite mas não estava acabada. A partir daqui o Super Rock transformou-se em dois espaços de dança quase tribal. Numa ponta a tenda electrónica acolhia o muito concorrido chileno-germânico Ricardo Villalobos que partilhou o palco com um número considerável de convidados a dançarem e tirarem fotos com ele perante um espaço lotado. Uma adesão previsível. Muito menos previsível foi o entusiasmo com que os Leftfield foram recebidos noite dentro no palco principal chegando mesmo a roubar alguns cliente a Villalobos. Autores de dois discos que marcaram a música de dança dos anos 90, os ingleses Leftfield ressuscitaram inesperadamente para a geração Buraka Som Sistema que os acolheu de braços abertos e vibrou com a descoberta de clássicos como «Original». Já misturavam África com batidas electrónicas em 1995 mas 15 anos depois conseguem reentrar no mapa sem grandes dificuldades porque os ciclos da música são mesmo assim. Muito curioso ver a multidão que dançou furiosamente até depois das três da manhã ao som de uma banda que dificilmente conheciam.

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

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