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Grandes Sons

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Optimus Alive! 10 (Dia 2): Andam por aí os putos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No segundo dia do Alive, as histórias mais interessantes foram escritas pelos mais novos, sobretudo aqueles que recorreram à electrónica.

Apesar do cartaz atraente e equilibrado, o segundo dia do Optimus Alive! 10 era claramente o mais fraco, pelo menos a atentar no palco Optimus. E a verdade é que o recinto esteve um pouco menos povoado que na noite anterior, apesar da distribuição homogénea de público entre os palcos.

 

Da brigada dos quarentas, houve contrastes. Os Manic Street Preachers surpreenderam pela frescura com que se apresentaram, conscientes do seu percurso mas sem se esquecerem que um currículo pode não ser suficiente para convencer o público volátil de um festival. O arranque com «Motorcycle Emptiness» não podia ser mais certeiro e o nível manteve-se até ao fim.

 

A luz de fim de tarde podia ter sido um obstáculo a uns Mão Morta ainda a necessitar de rodar um pouco mais as novas canções mas sempre competentes e, por vezes, a roçar o brilhantismo. Tendo em conta a ingratidão do contexto, pode dizer-se que estiveram acima da média das bandas portuguesas que tocam em horário diurno.

 

Os Deftones conseguiram limpar a imagem da última passagem por um festival - Super Bock Super Rock, em 2005 - e, simultaneamente, confirmaram que estão aí para os half pipes de skate. Chino Moreno perdeu uns quilos e os Deftones aproveitaram o embalo que o regresso dos anos 90 lhes deu.

 

O caso dos Skunk Anansie é oposto. O modelo grandioso de rock apresentado está mais que gasto. Skin pode ter presença mas as semelhanças com Luisão do Benfica não contribuem para o sex appeal. É caso para dizer que uma rescisão de contrato com o aeroporto da Portela era muito bem-vinda.

 

O mesmo se aplica aos Jet, apesar dos dois fãs sósias que se passearam em frente ao palco, quais Dupond & Dupont. Quanto às razões pelas quais estiveram presentes no festival, permanecem incógnitas. Mas com tanta coisinha interessante que anda aí, era preciso ir buscar estes Crocodilos Dundee do rock?

 

Nos outros palcos, vingou o sangue novo, em cima do palco e na assistência. O fim da noite trouxe injecções de adrenalina maximal produzidas em doses industriais, primeiro pelos incríveis Bloody Beetroots e depois pelo louco Steve Aoki, que cada vez mais defende a herança familiar de um pai que foi pugilista.

 

Antes destes, o estilo minimal dos Booka Shade desbravou o caminho para o TGV de ruído que se seguiria. E imediatamente antes, Beth não deu o Ditto por não Ditto e repetiu a prestação de há dois anos, com o público a invadir o palco antes de o concerto terminar. A versão de «What`s Love (Got To Do It)» foi a cereja em cima do bolo mesmo sem ter as mesmas pernas de Tina Turner.

 

O selo de qualidade da Enchufada não permitiu abébias. O nível foi muito alto do começo à despedida mas destacaram-se Benga, Sinden e PAUS. Mais importante que destacar um artista, sobressaiu o trabalho de selecção e a bitola alta de uma produtora portuguesa com horizontes largos.

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

marcomoutinho7@yahoo.com.br

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