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Grandes Sons

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Optimus Alive! 10 (Dia 1): Lar da primeira idade

(Foto: Vera Moutinho - Sapo)


Entre o velho e o novo, o Optimus Alive! 10 valeu mais pela ideia coerente e equilibrada de festival do que por um concerto que se destacasse. Um sinal de maturidade.


No primeiro dia da edição mais concorrida das quatro do Optimus Alive, o todo foi superior à soma das partes. Quer isto dizer que mais do que um concerto em particular, o que ficou da noite foi a distribuição quase sempre equitativa de público. Pelo menos, entre os palcos Optimus e Super Bock. Ainda assim, emergiram os Faith No More enquanto banda que mais atenções concentrou e La Roux como a confirmação da noite.

Entre o velho e o novo, não houve grandes surpresas. Os Faith No More replicaram a actuação do ano passado no Sudoeste com a mesma competência mas sem «We Care A Lot» a fechar. Em contrapartida, a fluência do português com sotaque brasileiro/italiano de Mike Patton está quase ao nível de um jogador com dois anos de Liga Orangina. Tal como em 2009, «Evidence» mereceu uma tradução à Planeta Agostini. E nem Cristiano Ronaldo se livrou dos comentários jocosos de um performer que recupera o universo satírico de Frank Zappa sem se dar por isso.

O canal memória do Alive recuperou Alice In Chains, agora com William DuVall, um sósia vocal do falecido Layne Stanley. Ouvi-los de olhos fechados recordará o grunge no seu ponto de ebulição. No palco Optimus, ainda houve Kasabian, Moonspell e Biffy Clyro, todos competentes mas sem surpresas. No caso dos portugueses mais internacionais do universo metaleiro, a ex-vocalista dos Gathering, Anneke Van Giersbergen acrescentou brilho e maquilhagem.

 

A primeira conclusão a tirar do palco Super Bock é que chamar-lhe secundário é uma injustiça tão grande como comparar o Maradona jogador com o treinador. Melhor exemplo: La Roux, capaz de transformar um espaço que se tornou minúsculo numa discoteca à beira-mar plantada. Elly Jackson foi, ao contrário de Florence, uma fiel intérprete de um revelador álbum de estreia. «Bulletproof» e «In It For The Kill» foram pontos altos de um concerto que pede mais.

 

Num plano oposto e inclinado para baixo, os XX só desiludiram aqueles que acreditam numa banda cujo som minimalista é uma defesa para a falta de ideias. A histeria em torno deste colectivo viral - a assistência transbordou em muitos metros o perímetro do palco - é proporcional à escassez de criatividade em palco. E basta pensar que o alinhamento foi igualzinho ao da Aula Magna para se comprovar que a pressão colocada sobre os XX é exagerada. Os Nouvelle Vague e o Gotan Project já passaram por isto antes de se tornarem bandas para dependentes bancários.

Ainda houve tempo para a «esganiçada Florence», a Celine Dion da cena indie, também ela a gerar o delírio nas hostes e a provocar irritação pélvica em quem insiste em manter os ouvidos imunes a campanhas de marketing espontâneas e populares vindas do Facebook. Um pouco mais velho, Devendra Banhart está mais solto embora eternamente defensor das trovas românticas. Dir-se-ia que Cristo desceu à Terra e deixou de frequentar a ZDB. The Drums, Local Natives e a selecção de Tiga justificaram o cachet.

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

marcomoutinho7@yahoo.com.br

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