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Grandes Sons

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Sudoeste Dia 1 - O Arraso de Manu Chao, o reggae de Damian

Fosse o Sudoeste apenas e só um festival de música e podiam mandar encerrar a edição 2007 já que o concerto que encerrou a noite, caminhavam os ponteiros do relógio para as 5 da manhã, foi o mais dançado, celebrado, e festivo de que há memória na Zambujeira do Mar. Atraídos pelas cores, e cheiros, do reggae e derivados, dezenas de milhares de veraneantes encheram o renovado recinto do Sudoeste para celebrarem uma fantástica noite amena que marcou o arranque da edição 2007. Manu Chao e Damian Marley arrasaram!


Se há um ano a canção mais ouvida por estes lados era a «Chase The Devil» popularizada por Max Romeo (que acabou por não comparecer à chamada), este ano reina «Could You Be Loved» que só na primeira noite ouvia-se por um dos muitos stands dos patrocinadores, e que foi interpretada em palco duas vezes, primeiro por Gilberto Gil, e mais tarde com a dignidade que um membro do clã Marley lhe pode dar. Damian «Junior Gong» Marley. o mais novo dos filhos do mestre Bob, subiu ao palco já depois da meia noite, e tinha uma plateia já totalmente rendida ao encanto do seu apelido. Depois só teve que desfilar as suas canções dos três discos de originais com natural destaque para «Welcome to Jamrock», tema-título que encerrou a sua excelente actuação. Pelo meio tivemos direito a ouvir clássicos do reggae como «Get Up, Stand Up», sempre interpretados de maneira muito personalizada, e exemplarmente acompanhados a nível musical. Destaque ainda para o homem que agitou em palco sem parar (literalmente) a bandeira Rastafari de maneira orgulhosa!

Mas antes a festa foi grande ao som dos suecos I’m From Barcelona. Por volta das 22h30 entram cerca de 20 dos 29 membros que constituem este grupo e foi impossível não nos entregarmos por completo ao que víamos em palco tal como uma criança que prova o seu primeiro doce. «Treehouse» deu mote ao espectáculo, durante a qual o líder Emanuel Lundgren sobrevoou o público com uma colcha de praia. Durante uma hora regressou-se à infância, fez-se a festa com muitos balões e confettis, fizeram-se palhaçadas sem ninguém se importar minimamente com isso. Com música assim a Suécia deve ser um país onde a alegria e a inocência não faltam. Ainda bem!

Logo a seguir veio Gilberto Gil para aquecer as hostes para o belo espectáculo que foi o de Damian Marley, como já se referiu.O ministro da cultura brasileiro fez jus ao cargo que tem, apresentando ao vivo algumas das canções mais importantes para a música tradicional brasileira. Com um espírito irrequieto e descontraído pôs o público do Sudoeste a dançar ao som dos seus sambas, numa verdadeira lição de música brasileira.

Já muito se tinha dançado a Sudoeste, mas a loucura colectiva estava para chegar com o regresso a Portugal de Manu Chao com disco novo, «La Radiolina», pronto a sair no próximo mês. Lá bem na frente do palco, onde o Disco Digital assistiu ao concerto, as expectativas eram altas já que as passagens do ex-Mano Negra por Belém e Vilar de Mouros fazem parte do nosso imaginário musical.

Mas enquanto uns assistiam à festa de Manu Chao, outros (mas poucos) preferiram a alternativa no palco Planeta Sudoeste com os londrinos The Noisettes a apresentar o seu garage rock endiabrado. A vocalista Shingai Shoniwa em palco possui a irreverência de uma Karen O dos Yeah Yeah Yeahs mas com alguns pozinhos de Lola Olafisoye dos Spektrum. Apesar de um outro momento mais monótono, é de louvar o esforço da banda para atrair o público com uma concorrência tão forte como a de Manu Chao. Tentaram pegar fogo ao Planeta Sudoeste, mas este só se poderá alastrar para a próxima.

A entrada em cena de Manu Chao foi feita ao melhor estilo das apresentações de equipas de futebol, muito em voga por esta altura, com o os músicos a ocuparem os seus lugares um a um espaçadamente. Manu Chao foi o último, agarrou na guitarra começou a cantar, a pular, e sorrir, para não mais parar! O andamento foi acompanhado à risca por toda a plateia que durante mais de duas horas levantou a famosa nuvem de pó sudoesteana com tamanha agitação. Ouvimos as canções emblemáticas que pintam o reggae com a rumba pedindo emprestadas referências a quase todos os estilos musicais que puxem para a dança. O ritmo foi alucinante, a sintonia entre palco e plateia perfeita, e assim se explica que Manu Chao tenha ficado em palco mais 40 minutos do que estava previsto. E por vontade dos festivaleiros era até de manhã. Só não foi ainda melhor do que as passagens anteriores porque desta vez faltou a secção de sopros. Para a história fica a assinatura de Manu Chao no melhor concerto/festa que o Sudoeste já viveu!

Siga a festa.

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