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Grandes Sons

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Grandes Sons

Festival Optimus Alive!09, DIA 3: América eléctrica


( foto: Catarina Limão, Atena3)



O último dia do Optimus Alive!09 será recordado com o regresso glorioso da Dave Matthews Band a Lisboa para um concerto de duas horas e meia.

Quinze minutos depois da meia noite, Dave Matthews entrou em palco de sorriso estampado no rosto e partiu para uma actuação memorável que em nada ficou a dever à passagem de há dois anos pelo Pavilhão Atlântico. A banda apresentou o novo «Big Whiskey and the GrooGrux King» e recordou o falecido Leroi Moore. Em duas horas e meia, com dois encores exigidos pelos fãs, Dave Matthews viajou pela sua discografia e fez todos os músicos brilhar, como habitualmente, em longos solos. A recuperação de clássicos como «Ants Marching» - a segunda do alinhamento - «Crash Into Me», «Tripping Billies», «Don`t Drink The Water», entre muitos outros apimentou o espectáculo mas a química entre a banda e o público voltou a ser enorme. E Dave Matthews prometeu um regresso para breve.

Chris Cornell entrou ao som de uma versão para violino de «Black Hole Sun» e foram as canções dos Soundgarden que mais me brilharam. «Outshined», «Spoonman» e o próprio «Black Hole Sun» serviram para os fãs esquecerem a imagem transmitida no recente «Scream».

Do novo álbum, Cornell concentrou-se nos singles e…pouco mais. Pudera. A imagem de decadência já evidente a solo e que se prolongou nos Audioslave é demasiado forte para que esta antiga rockstar alimente, sequer, um culto. O concerto do Optimus Alive!09 conseguiu, ao menos, redimi-lo.

Se Cornell é um branco caucasiano que começou por vestir de preto e se entregou recentemente ao som dos negros (hip hop e R&B), os Black Eyed Peas têm dois afro-americanos e uma configuração de palco que cita os Kraftwerk, na forma como os instrumentos à retaguarda se dispoõe.

Apesar do aparato cénico, o espectáculo continua a ser demasiado pobre. As canções são fracas, as vozes desafinam por todo o lado e aquilo que têm classificado como um som futurista que vai beber em alguns produtores do tecno actual não é mais que uma forma encapotada de alimentar um estatuto.

Ao início da tarde, Ayo e, sobretudo, Boss AC sofreram com a parca presença de público. O rapper português resolveu o problema com versões de «I Feel Good» (James Brown) e «Get Down It» (Kool & The Gang). E deu também para perceber que TC (antigo vencedor do Festival da Canção) é o substituto de Gutto.

O espaço do Palco Super Bock provou mais uma vez que não é secundário mas sim alternativo, por estar habitado por um público dedicado. De resto, na sua maior parte nem quer saber do que se passa no principal e mostra conhecimento das novas sonoridades. Assim não foi de estranhar que os A Silent Film pouco depois das 18h já tivessem a plateia bem composta para festejar o single «You Will Leave a Mark». A banda de Oxford agradeceu.

Os Autokratz também surpreenderam pela positiva e deixaram boa imagem, mas a última noite do Alive foi toda dos Los Campesinos com uma atuacção verdadeiramente arrasadora que terá semeado muitos fãs por cá. Agora, é esperar que voltem.

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