Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Dave Matthews Band @ Atlântico: O Concerto

Há uns 10 anos atrás perguntava eu a outros apreciadores, e conhecedores, das performances ao vivo da Dave Matthews Band, porque é que ninguém os trazia cá. Estávamos a meio da década de 90, altura em que pegou definitivamente o conceito de concertos, e festivais, por cá. Estavamos a receber gente ilustre como Tricky, Björk, Portishead, Blur, e muitas dezenas mais de nomes bem interessantes. A resposta para a ausência da DMB por cá era geral; não havia fãs em número suficiente para esgotar um grande espaço, era aposta arriscada, e o facto de tocarem muito pouco fora dos Estados Unidos da América não ajudava.

Serve esta introdução para dizer que foi a pensar nestas explicações que assisti à recepção fabulosa que Dave Matthews, e seus pares foram recebidos.
As luzes apagaram, o excelente disco de Bob Marley que tinha estado a tocar até ali deu lugar ao ruído do povo. Os músicos subiram a um palco muito simples, sem paredes, e só com uns jogos de luzes por cima, e sem tocarem uma nota, sem dizer uma palavra, ficaram ali surpreendidos, e compreensivos a olhar para uma multidão que enchia toda a sala do Pavilhão Atlântico com destaque para a plateia que estava repleta de uma ponta a outra. Dave olhava compreensivamente para os seus fãs portugueses, e terá pensado que bem podiam ter vindo mais cedo. Afinal tinhamos fãs que chegassem, porque nem a banda mudou assim tanto, basta dizer que as mais de 3 horas de concertos contemplam muitos dos seus temas mais antigos, nem a malta começou a ouvir compulsivamente DMB nos últimos anos, mesmo porque os discos mais recentes nem são grande coisa.

Estava dado o mote, e a partir daquela louca entrada só tinhamos duas hipóteses; ou a banda entrava em piloto automático e fazia passar o tempo de um concerto que já estava ganho à partida, ou se entregava de corpo e alma a uma actuação inesquecível que fizesse justificar toda aquela devoção vinda da plateia.
Felizmente, foi a segunda hipótese que aconteceu esta noite.
A vida da Dave Matthews Band pertence ao palco. Eles vivem ali, são extraordinários ao vivo, e justificam completamente a aura de mito que lhes é colada por causa de discos como "Live at Red Rocks".
Excelentes músicos, uma harmonia fantástica entre todos, uma atitude de rock lambido pelo espírito do jazz, e uma combinação de temas clássicos, com outros mais recentes, e até Dave a solo à boca do palco.
São mais de 3 horas seguidas a dar música a uma audiência totalmente rendida a cada nota, a cada palavra, a cada tema.
As canções sucedem-se ao sabor da disposição da banda, não vislumbrei nenhum alinhamento fixo no chão, ou perto dos músicos, fiquei convencido que os temas iam sendo escolhidos em tempo real. Basta comparar os alinhamentos de Lisboa, e Dublin, para perceber que a DMB não segue uma setlist fixa na digressão.
A simpatia, e humildade de Dave, o empenho de Stefan Lessard - baixista (aqui abro um espaço para dizer que ambos fizeram o favor de assinar algumas capas de cds meus antes do concerto) o carisma do baterista Carter Beauford, sem camisola do SLB, a imponência dos sopros, e o carisma de Boyd Tinsley no seu violino, tudo ali à nossa frente, finalmente, para contemplar em mais de 3 horas de um concerto inesquecível!
O alinhamento está publicado mais abaixo. É claro que cada um sente falta de uma outra música, pela minha parte saí do Atlântico a pensar que podia ter ouvido Typical Situation.

20 comentários

Comentar post

Pág. 1/2

redes sociais

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mais sobre mim

foto do autor

Links

actualize-se

Festivais

  •  
  • sirva-se

  •  
  • blogues da vizinhança

  •  
  • músicas do mundo

  •  
  • recordar João Aguardela

  •  
  • ao vivo

  •  
  • lojas

  •  
  • Arquivo

    1. 2018
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2017
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2016
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2015
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2014
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2013
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2012
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2011
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2010
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2009
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2008
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2007
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D
    157. 2006
    158. J
    159. F
    160. M
    161. A
    162. M
    163. J
    164. J
    165. A
    166. S
    167. O
    168. N
    169. D