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Grandes Sons

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Grandes Sons

NOS Alive, dia 3: Apoteose é isto

Arcadefirenosalive.jpg

Quando começava a cair o sentimento de despedida, foram lançadas as datas para 2017: a partir de 6 de Julho a festa repete-se. Para o final ficou guardado um concerto apoteótico dos Arcade Fire a mostrarem de que fibra tem de ser feita uma actuação no imponente Palco NOS.

Aos primeiros minutos do dia 10 de Julho, comentava-se que só havia uma maneira de acabar com as discussões em torno da eficácia de um concerto de cabeça de cartaz do Palco NOS. Essa maneira era assistir ao que os Arcade Fire nos dão em hora e meia. Marcam a diferença e não deixam espaço a mais discussões porque dão, literalmente, tudo. Um alinhamento incrivelmente certeiro que mais parece uma antologia, lançado do imenso palco para gáudio da multidão que reage com um misto de gratidão e veneração a uma colecção de canções que já fazem parte da banda sonora das nossas vidas. A energia em palco, a troca de instrumentos e, acima de tudo, os sorrisos genuínos trocados entre eles e partilhados com a plateia, fazem deste regresso dos Arcade Fire mais um capítulo de celebração e cimentam a adoração entre banda e público. 

Win Butler não precisava de colocar o cachecol de Portugal aos ombros para ser mais popular mas colocou; Regina não precisava de nos olhar de forma tão doce e rendida para ser mais adorável mas olhou. Só podemos desejar que a felicidade continue a abençoar a ligação deste casal canadiano por muitos e bons anos. As visitas a Portugal sucedem-se e nunca lhes vimos um concerto abaixo de bom.

Depois da uma da manhã, os M83 ficaram encarregues de fechar o palco maior do Alive. Fizeram-no em formato de banda sólida debitando sempre electrónica dançável que ajudava os mais resistentes a queimarem os últimos cartuxos e os mais cansados a abandonar o espaço ainda abanando a cabeça com um sorriso. O êxito «Midnight City» foi o último momento de grande comunhão no Passeio Marítimo de Algés - esperemos que as alegrias vindas de França não tenham acabado aqui.


Para trás ficaram passagens dignas dos norte americanos Band of Horses e de Agir que fez a alegria dos miúdos que já frequentam festivais. A revelação do dia foi a actuação ao fim da tarde dos espanhóis Vetusta Morla. Desconfiámos quando sentimos uma pequena invasão de T-shirts e bandeiras de Espanha a caminho do palco principal, para depois confirmarmos que a banda madrilena goza de enorme prestigio entre público e critica. Ao ouvirmos «La Deriva» ficamos esclarecidos do potencial rock dos Vetusta Morla. Uma revelação que pede regresso breve em nome próprio.

Pelos outros palcos podemos destacar mais propostas nacionais sempre em destaque no Palco NOS Clubbing. Isaura e Mirror People confirmam-se como certezas na música portuguesa.

Mas foi no espaço Heineken, a tenda maior, que se viveu o concerto mais glorioso e inesquecível deste último dia. Ouvir Calexico, num fim de tarde quente, na sua maior força com todos os instrumentistas em palco é algo que não tem preço. Os sons das cumbias e mariachis de Tucson,  Arizona, ali bem perto da fronteira com o México a denunciarem toda a riqueza sonora que os sopros e as guitarras transformam facilmente numa banda sonora do imaginário de «Breaking Bad», a série de televisão. Joey Burns e John Convertino podiam ter convocado a sua turma para um apenas mais um concerto de festival mas preferiram assinar a melhor passagem por Portugal (já os vimos cinco vezes por cá ) com um alinhamento irresistível que contemplou uma versão incrível de «Alone Again Or» dos Love (do EP «Convict Pool» de 2004) e terminou com a passagem por «Crystal Frontier», uma das melhores canções de sempre! Ficam com mérito na história deste Alive.
 
João Gonçalves para o Disco Digital

NOS Alive, Dia 2: Sim, foi especial. Mas só no fim.

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Houve oferta musical para todos os gostos e, embora, todos os caminhos fossem dar ao regresso dos Radiohead, foi uma sexta feira com vários concertos marcantes nos diferentes palcos: Father John Misty à cabeça, passando pelas excelentes propostas nacionais e terminando a altas horas da madrugada ao som irresistível dos Hot Chip.

 

Pouco antes das 23h00 chegava o momento mais esperado do dia, do festival e até da temporada festivaleira: os Radiohead subiam ao palco maior do Alive. 

Há algo de muito misterioso entre o efeito que o nome dos Radiohead tem no fenómeno de esgotar este festival com vários meses de antecedência e a causa com observamos a reacção, ou a falta dela, da multidão na primeira metade do concerto. Aparentemente, durante o dia percebe-se que todos estão ali para ver Radiohead mas quando começa o concerto parece que só no espaço imediato em frente ao palco há fãs realmente rendidos ao que a banda propõe tocar. 

Na prática, entre a primeira dezena de canções tocadas estão seis do novo álbum «A Moon Shaped Pool» que são recebidas sem grande entusiasmo. O volume baixo do som também não ajudou mas o que sentimos no meio da plateia é que há desconhecimento sobre a obra recente da banda que motivou aquela enchente. 

 
Também não nos pareceu que a maior parte do público tenha notado a ausência de passagens por «Amnesiac» no alinhamento e apenas sentimos verdadeiro entusiasmo quando foram convocadas canções de «OK Computer» - primeiro encore incluído.

Os Radiohead são uma banda que gozam de uma estranha veneração de um público que parece só gostar de um ou dois álbuns e algumas vinhetas soltas da sua discografia. Quando estes pontos coincidem entre alinhamento e plateia o resultado é épico mas a maior parte do tempo é esquisito ver a entrega da banda não reflectida na maior parte dos assistentes.

Explicado este sentimento ambíguo, é fácil de imaginar a satisfação que se verificou quando Thom Yorke ataca «Paranoid Android», «Nude», «2+2=5» e «There There». Despedem-se em alta e voltam para o desejado derradeiro encore que provoca uma das reacções mais bizarras que assistimos em 10 anos de festival. Aos primeiros acordes de «Creep», centenas de pessoas que já estavam na porta de saída do recinto fizeram marcha atrás e foi ver uma correria incrível para verem e ouvir algo de tão raro. 

O autor destas linhas assistiu ao fenómeno enquanto recordava o ano de 1993 quando viu a mesma música ser celebrada por um mais que lotado Pavilhão do Belenenses na primeira parte de um concerto dos James. «Creep» aconteceu, e será isto que marcará a passagem dos Radiohead pelo Alive em 2016. «Karma Police» até soou melhor que nunca depois disto. 

Reduzir o segundo dia do NOS Alive ao fenómeno Radiohead seria injusto e negligente.No palco NOS, os Tame Impala regressaram e mostraram que mantém intacta a chama psicadélica do seu rock que os une a uma considerável mancha de fãs. Continuam a soar tão intensos como nos discos e nunca melhor nem maiores. Já não é mau. 

Os Foals cresceram bastante desde a última passagem por este festival. Mais conteúdo musical, muito mais experiência de palco e uma ambição enorme em se transformarem uma banda de massas à altura da grandeza da plateia do Alive. Vão no bom caminho mas não nos parece que sejam os próximos Coldplay.

Muito bem soou a proposta pop dançável dos juvenis Years & Years. Depois das 18h00 não se podia pedir nada mais ingénuo e refrescante que as melodias de «King» ou «Desire» do engraçado album «Communion» destes londrinos.

Para contextualizar o segundo dia do Palco NOS Clubbing, explicamos que as escolhas foram de DJ Kamala que convocou algumas das propostas mais interessantes de vários estilos músicais produzidos por cá. Destacamos a excelente forma de Sam The Kid a acompanhar Mundo Segundo e a versão afro do veterano DJ Rocky Marsiano que atraiu festivaleiros de várias origens para uma festa de dança étnica. Mas a grande actuação da noite vai para Da Chick e sua trupe que arrasou no período pós-Radiohead com o cocktail de funk e disco liderado pela irrequieta Teresa Freitas de Sousa. 

Perdemos a conta ao número de visitas ao Palco Heineken que fizemos durante esta segunda etapa. Vimos os Jagwar Ma a confirmarem créditos muito cedo e ficámos convencidos com a postura rock da australiana Courtney Barneet que defende o seu disco «Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Sit» bem com alto e bom som. Literalmente.

Voltámos pelas 22h00 para assistir ao concerto mais cénico e marcante deste espaço, Father John Misty não defraudou as expectativas. Quando Joshua Tillman passou pelo Alive como baterista dos Fleet Foxes não imaginámos que um dia o veríamos a liderar uma banda com tamanho carisma. Talvez nem ele imaginasse. A verdade é que aconteceu, pose à Nick Cave, intensidade na interpretação e contacto privilegiado com os fãs das primeiras filas. Entrega total no desfile das boas canções de «I Love You, Honeybear». Excelente.

Como já é tradição, o NOS Alive não pode encerrar o dia, neste caso a noite, sem uma festança de arromba. Desta vez coube aos Hot Chip fazer dançar até mais não uma multidão que ia muito além do perímetro da tenda Heineken. Facilmente agitaram o povo sedento de festa. Final perfeito.
 
João Gonçalves para o Disco Digital
 

NOS Alive, Dia 1: Pretérito Perfeito

Pixiesalive.jpg

Arrancou a 10ª edição do festival NOS Alive, agora com relva artificial a alcatifar o recinto, com todos os argumentos que fazem deste festival um sucesso que atrai muitos turistas e esgota a sua lotação. O tão elogiado sol iluminou todos os que vieram a Algés e que já tiveram momentos musicais para não esquecer, os britânicos rendidos aos nomes do Palco NOS e o resto a explorar entre os palcos Heineken e NOS Clubbing nomes mais ou menos conhecidos. Vencedores unânimes; Pixies, The Chemical Brothers, Wolf Alice e Bob Moses.

Fim de tarde em Algés e o recinto revisto, renovado e melhor do NOS Alive já apresentada uma impressionante multidão em movimentos. Claros elogios à relva artificial que agora dá um andamento de luxo no vasto espaço, além de retirar a poeira, muita curiosidade na rua EDP situada à esquerda da entrada principal com calçada portuguesa pintada e fachadas de edifícios conhecidos bem simuladas com destaque para o espaço EDP Cafe a evocar o museu do fado com ar condicionado com o excelente pretexto de ver Marco Rodrigues, Raquel Tavares ou os Dead Combo mais para a noite. A partir da meia noite, o espaço transforma-se em pista de slows; ainda não verificámos se há adesão.

A disposição dos palcos é a do costume. Os horários continuam a ser rigorosamente cumpridos e, portanto, só falta colocar em marcha um plano de exploração das várias propostas do cartaz que pode levar os mais curiosos a cumprir uma longa maratona à beira Tejo entre o fim de tarde e até onde a resistência deixar pela madrugada dentro.

Começamos pelo palco NOS Clubbing que já nos acostumou a trazer todos os anos alguns dos nomes mais entusiasmantes do momento na área electrónica dançável, portugueses em destaque ou mesmo nomes mais consagrados. No dia de estreia o espaço não desiludiu. Após a apresentação de Xinobi, que tem em «1975» uma importante âncora convidativa à dança. A seguir, houve grande aderência ao piso na «Days Gone By» da dupla nova iorquina Bob Moses. Os temas do álbum caíram de forma perfeita no demorado anoitecer de Algés, oferecendo uma banda sonora cool house que uma pequena multidão parecia conhecer de fio a pavio. 

Destaque ainda para as passagens de Branko, da enchente para celebrar o som dos Junior Boys e para a festança montada pelos Throes + The Shine, ali mesmo a fechar a noite.

Enquanto o duo Bob Moses encantava no palco instalado no meio do recinto, os escoceses Biffy Clyro faziam as delicias no Palco NOS de uma legião de fãs britânicos que dão à banda um surpreendente estatuto cimeiro no Reino Unido. Por cá continuam a ter de actuar à luz do dia, longe do protagonismo que gozam na sua região. Já antes, os The 1975 inauguravam o espaço principal para uma plateia maioritariamente inglesa e adolescente. 

Só depois das 21h00, o imponente palco principal recebeu um nome à sua altura. O lendário Robert Plant trouxe o legado dos Led Zeppelin com os The Sensational Space Shifters. Há sensações inevitáveis ao ouvir «The Lemon song» que abre o desfile e «Rock and Roll» que encerra actividades. Pelo meio algumas surpresas como versões de «Babe I'm Gonna Leave You» de Joan Baez e «Fixin' To die» de Bukka White, além de passagens por repertório a solo de Plant. Todas estas lembranças remetem-nos para a ausência de Page e para o desgaste vocal de Plant que acabo por nos trazer de volta à realidade. Soube bem mas não foi fantástico.

Continuando em modo revivalista, os Pixies passaram triunfantes pelo espaço maior do festival. Não há Kim Deal, a entrega já não é espontânea e nervosa como em outros tempos mas apresentam canções que só por si têm a força maior do puro rock que lhes dá a condição única de imortais. Ouvir «Monkey Gone To Heaven», «Gouge Away», «Tame», «Where Is My Mind», «Here Comes Your Man», «Caribou» ou «Debase», pela primeira vez ou não, é uma experiência que justifica a convocatória dos Pixies em 2016. Só a qualidade do som pareceu não querer acompanhar o momento alto de comunhão entre palco e plateia.

Depois da uma da manhã lugar à celebração de um nome maior da música de dança. Já foram impulsionadores do big beat nos anos 90, já se revelaram por bandas sonoras de filmes ou publicidade, de uma maneira ou de outra chegam aos ouvidos do mundo há várias décadas e sempre com a mesma qualidade. Continuam a editar discos com regularidade que sempre acrescentam três ou quatro músicas que se juntam a uma antologia que depois desfilados ao vivo com competência e o aparato certo resultam sempre numa experiência inesquecível. Muito grandes e muito bons os The Chemical Brothers. 

Falta mencionar os destaques do famoso Palco Heineken que tem revelado momentos gloriosos ao longo da última década. Neste primeiro dia ficam na memória as passagens dos Vintage Trouble e sua postura bem rock and roll, do regresso sempre celebrado de John Grant, do excelente concerto dos Wolf Alice, já uma certeza do rock britânico, e do encerramento festivo dos 2 Many DJs madrugada dentro. Na versão Soulwax não convenceram tanto, e os portugueses Sean Riley & The Slowriders mereciam mais calor humano.

 

João Gonçalves para o Disco Digital

Foto: Everything Is New

NOS Alive, Dia 2 - Horários

8 de julho
Palco NOS

18h00 - Years & Years
19h30 - Foals
21h00 - Tame Impala
22h45 - Radiohead

Palco Heineken

17h00 - Soulvenir
18h10 - Jagwar Ma
19h20 - Courtney Barnett
20h30 - Carlão
21h40 - Father John Misty
00h55 - Two Door Cinema Club
02h40 - Hot Chip

Palco NOS Clubbing

17h00 - Vizinhos do Lado
18h00 - NBC, Sir Scratch e Bob Da Rage Sense
19h15 - Mundo Segundo e Sam The Kid
20h30 - HMB, DJ Kamala e Filipe Gonçalves
21h45 - MGDRV
00h45 - Da Chick
02h00 - Rocky Marsiano e Meu Kamba Sound
03h05 - DJ Kamala

EDP Fado Cafe

17h30 - Helder Moutinho & Amigos
18h45 - Helder Moutinho & Amigos
20h00 - Helder Moutinho & Amigos
21h15 - Helder Moutinho & Amigos
22h30 - Helder Moutinho & Amigos
00h00 - Pista de Slows * Delux Trio

Raw Coreto by G-Star Raw

17h50 - Lotus Fever
19h00 - Elotee
20h10 - The Loafing Heroes
21h20 - Youthless
22h40 - DJ A Boy Named Sue
02h15 - DJ A Boy Named Sue

Pórtico NOS Alive

15h00 - Woodstock Band
16h15 - Woodstock Band
17h30 - Trio Cadmira + 1
18h45 - Trio Cadmira + 1
20h00 - Kokeshi

Jardim Caixa

17h00 - Miguel Caracóis
17h20 - Ricardo Couto
17h40 - Sebastião Dutschke
18h15 - Joana Machado
19h00 - David Almeida
20h30 - Diogo Batáguas
22h00 - João Seabra
00h45 - Pedro Tochas

GNR - Dançar Sós ft. Rita Redshoes

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 O dueto surgiu nos concertos do ano passado nos coliseus do Porto e de Lisboa. A versão original faz parte do álbum «Caixa Negra» de 2015. O vídeo é de André Tentúgal. 

Rita Redshoes é uma das convidadas confirmadas nos concertos de celebração dos 35 Anos de carreira dos GNR marcados para Novembro em Guimarães (dia 5) e Lisboa (dia 12). Javier Andreu e Isabel Silvestre também estarão presentes.

No dia 16 deste mês, a banda irá recuperar o álbum «Psicopátria» de 1986 no Super Bock Super Rock.

 

 

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