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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Imagine Dragons no Coliseu dos Recreios: Noite de Santo Antão

Enorme romaria às Portas de Santo Antão para testemunhar a estreia dos Imagine Dragons em Portugal, Coliseu lisboeta esgotado e uma hora e meia que deixaram boas recordações a banda e fãs.

Quando estávamos perto do Coliseu no meio de uma incrível azáfama entre fãs e cidadãos que assistiam aos preparativos para a noite mais popular da capital um senhor polícia perguntou-nos se sabíamos quem eram os artistas responsáveis por tamanha agitação. Dissemos o nome da banda e desiludido encolheu os ombros dizendo não conhecer. Um casal adolescente ao nosso lado elucidou o agente da autoridade: «Oh senhor guarda, são aqueles do «Top of The World do anúncio dos telemóveis». Resultou num «Aaah, já sei».

Para a grande maioria dos fãs que hoje esgotaram a sala lisboeta é tremendamente injusto reduzir o grupo de Las Vegas ao tal anúncio mas não se pode negar que ajudou a sua música a chegar a todas as gerações.

 

Perante uma plateia maioritariamente adolescente mas com muitos crescidos e graúdos, principalmente nas filas de trás, Dan Reynolds liderou a banda com nome de jogo fantástico de consola a uma noite de glória. Não faltou a bandeira nacional em palco, balões gigantes na plateia, os elogios à comida e ao público que bem os mereceu ao viver o concerto em clima de euforia do principio ao fim.

 

Mais do que o grupo de «On Top of The World» os Imagine Dragons são os rapazes de «Radioactive», o momento alto da noite, que acabou em versão estendida com as cordas a serem trocadas por tambores e um sintetizador. Há também «It's Time» que é a raiz de todo este fenómeno de sucesso, foi o primeiro single a levar o grupo aos primeiros lugares de vendas e airplays de rádios. Foi também devidamente celebrado.

 

Pelo meio ficou uma balada a mais , uma versão de «Stand By Me» escusada, e tudo mais que «Night Visions», afinal o único álbum até agora editado, tem para oferecer. Num concerto que estava ganho à partida houve sincera entrega por parte da banda e o retorno foi, obviamente, caloroso. Estreia a prometer mais regressos.

No fim lá estava a tal música do anuncio a ser entoada rua fora. Agora também por quem não esteve na sala.

 

João Gonçalves


in Disco Digital

Mos Def no Coliseu dos Recreios: Com sentido

( do Instagram de José Mariño )

Fazer o que nunca foi feito, isto é, ter Mos Def em palco português e o músico conhecer os seus fãs portugueses foi o desafio proposto no Coliseu. Uma comunhão que aconteceu já de madrugada e com relativo sucesso. Para ambas as partes.

Desde que foi anunciada a vinda de Mos Def a Lisboa que os seus admiradores se mobilizaram e ficaram a saber aos poucos que o cartaz ia aumentar, empurrando a figura principal para mais tarde. Como é habitual nestas ocasiões as primeiras partes, que arrancaram às 22:00, arrastaram-se com a presença em palco dos portugueses Kilu e Groove4tet; mais tarde o brasileiro Emicida trouxe de São Paulo a força das suas rimas.

 

Faltava um quarto de hora para a uma da manhã quando Mos Def deu entrada no palco do Coliseu lisboeta. A curiosidade era muita quanto à adesão popular ao concerto. Pois bem, à hora em que a figura principal da noite iniciou a sua actuação a plateia estava bem composta mas muito longe de encher o recinto. Apontamos para meia casa, uma estimativa assim por cima. O entusiasmo dos que foram ajudaram a tornar a noite mais emotiva.

 

Mos Def, que agora se apresenta como Yasiin Bey, linguagem islâmica para riqueza de espírito, apresenta-se de maneira muito simples em palco. Calças brancas, camisa branca de manga curta e microfone personalizado. Traz consigo apenas uma comprida mesa onde dois DJ's disparam todos osbeats, samples e canções sobre as quais o homem de Brooklyn vai intervir. Estamos, portanto, em frente a dois DJ´s e um MC.

A boa notícia é que tudo o que é disparado pelas colunas, a nível melódico, é facilmente reconhecido pelo ouvido mais familiarizado com a obra editada de Mos Def.

 

Apesar de ter sido o álbum de 1999, «Black on the Both Sides», a colocar o rapper no mapa do cruzamento hip hop/Nu Soul , as canções mais apresentadas ao vivo são de discos mais recentes. Em destaque está «The Ecstatic», de 2009, de onde são tirados a maior parte dos temas. «Quiet Dog», «Auditorium» ou «Priority», por exemplo, são recebido em apoteose. Não tanto como «Ms Fat Booty», uma das poucas visitas ao tal álbum de estreia.

 

O controlo de Mos Def sobre os acontecimentos é total. Ele marca o andamento do alinhamento, aproveita para uns passos de samba em alguns instrumentais de ligação e mostrou-se comunicativo com a plateia. Além de referir estar contente com a estreia em Lisboa, meteu-se com uma fã que exibia uma cartolina a pedir que ele cantasse uma música para ela. Conseguiu captar a atenção do MC mas acabou por levar uma reprimenda, Dante Terrel Smith (verdadeiro nome do artista) explicou que ninguém lhe pede nada, ele só canta o que quer e o que lhe apetece. Ali quem mandava era ele e não estava receptivo a pedidos. Disse-o em tom bem disposto mas o recado foi percebido à primeira.

Houve clima, ouviram-se alguns clássicos, mas o avançar da hora não ajudava a grandes celebrações. Vimos muito boa gente a abandonar o recinto antes do fim lamentando o facto de faltarem poucas horas para acordarem e irem trabalhar.

 

Já para lá das duas e meia da manhã ficava encerrado este primeiro encontro de Mos Def com os portugueses. Mais do que um concerto inesquecível foi um acontecimento histórico. Fez sentido apesar a distância temporal entre a edição do primeiro disco e a chegada a palcos portugueses.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

The Stone Roses @ La Cigale, Paris - 04/06/13 por Pedro S. Gonçalves



Faço parte daqueles para quem o lento e trágico final da banda nos 90´s não faz esquecer o quão especial e importante foi sua passagem por este mundo. A esta crónica subjaz portanto um indelével sentimento de gratidão e até reverência por estes quatro working class mancs que em 1989 lançaram um álbum de estreia com uma importância só comparável a um Nevermind the Bollocks...


Não deixa de ser curioso este paralelismo espontâneo que me surgiu agora. Apesar de uma banda ter feito mais um álbum que a outra, 2 a 1 para os Roses e isto se considerarmos seriamente Second Coming, várias vezes se ouvem e lêem teorias sobre o que teria sido se tivessem continuado juntos. É um exercício que me recuso a fazer. Não acredito em determinismos cósmicos e prefiro pensar que ao invés de se terem arrastado em pântanos de mediocridade como tantos outros os Roses ofereceram-nos com o seu álbum de estreia um dos statements artísticos sobre a forma de álbum de música mais honestos e pertinentes de sempre. “It's better to burn out than to fade away” cantou Neil Young.


Estas duas noites em Paris foram marcadas em pouco tempo e teriam como objetivo não deixar que a máquina emperrasse depois de uma pausa de dois meses e antes dos dois grandes concertos agendados há muito para Finsbury Park a 7 e 8 de Junho.

Sobre a noite de dia 4… a mítica e bela La Cigalle não leva mais de 1500 pessoas. Cravada no quartier boémio parisiense mais célebre de Pigalle. Cá fora o forte contingente britânico deixava adivinhar que o jogo seria disputado em casa. Pints e sorrisos sob o saboroso e fugidio sol de Paris deixavam antever uma noite memorável.

 

A previsível I Wanna Be Adored deu início à soiré. E assim que toda a banda se junta na canção a primeira coisa que me veio à cabeça além da histeria generalizada salpicada por pints esvoaçantes foi a qualidade do som. Nas primeiras notas de Elephant Stone fixei-me em Alan Wren. Reni, sobre quem ninguém nada soube desde que saiu abruptamente da banda nos 90´s. É um baterista verdadeiramente único como foram Moon ou Bonham. Consegue ser agressivo quando a canção o exige mas nunca perde o seu swing incomparável. Parece que não toca mas dança sentado atrás da bateria. “Reni swings sweeter than the seine” dizia um pano que encontrou o seu caminho até às mãos de Ian Brown.

 

No palco o ambiente era muito cool. Sorrisos e piadas entre todos, mesmo no habitualmente taciturno John Squire, pareceram-me francamente espontâneos e senti, e se calhar fui só eu, que isso se refletiu na qualidade das versões das músicas que todos sabíamos de cor. Fools Gold, Shoot You Down, Waterfall, She Bangs The Drums, Made of Stone e Love Spreads fizeram a sala cantar em uníssono. Abraços e sorrisos entre desconhecidos fizeram-me esquecer a semi-depressão do verão passado por não os ter visto num dos vários festivais em que tocaram na Europa. Uma banda destas é para ser saboreada num contexto destes. Um milhar e meio de almas a quererem celebrar esta música sem serem importunadas por iphones ao alto ou grupos de amigos barulhentos à espera da próxima banda. Elizabeth My Dear e a incomensurável I Am The Resurection fecharam a noite, sobre a qual nem a ausência de um encore ou de Sally Cinnamon me entristeceu.

 

Não me interessam conversas de reunions feitas a pensar no cheque (não são todas assim?) nem em nostalgia de um tempo que já não existe. As canções estão lá para quem as quiser ouvir. Quatro tipos que cantaram os cinzentos anos 80 da Manchester da defunta Thatcher com uma força que ainda hoje impressiona, pioneiros da dance music with guitars. Ao ouvir temas como Waterfall ou Made of Stone é inevitável lembrar-me do que disse Tom Waits: “I like beautiful melodies telling me terrible things”. Assim são as canções dos Stone Roses, mas com os olhos postos num horizonte diferente. Nosso.

 

Pedro S. Gonçalves

Optimus Primavera Sound, dia 3: Savages In The Sky

 

O último dia de festival foi o menos entusiasmante, musicalmente falando, apesar de algumas passagens memoráveis assinadas pelos Explosions in The Sky, Dinosaur Jr., Liars, White Fence, Daughn Gibson e, especialmente, Savages.

O Optimus Primavera Sound conseguiu crescer sustentadamente, melhorou as condições no recinto, recebeu cerca de 75 mil pessoas nesta segunda edição - números da organização - manteve o excelente ambiente num espaço que se apresentou sempre limpo, continua a cimentar uma relação de qualidade musical com conforto para quem visita o evento construindo uma imagem de marca que o diferencia de todos os outros festivais por cá. Depois da grande enchente do segundo dia, os nomes em cartaz para o derradeiro dia não convenciam tanto e daí termos sentido muito menos apertos entre concertos.

 

A terceira edição do Optimus Primavera Sound já tem datas confirmadas: 5, 6 e 7 de Junho contando com os norte-americanos Neutral Milk Hotel como primeira banda confirmada.

A organização deixou a fasquia muito alta com o excelente cartaz do ano de estreia que não conseguiu manter este ano. Sentiram-se muitas quebras entre concertos quando no ano passado faltava tempo para conseguir apanhar tudo de bom que estava a acontecer. Nesta edição passámos pelos quatro palcos e apanhámos algumas bandas que não justificavam o crédito do Primavera.

 

Também a nível de cabeças de cartaz, este último dia apresentava nomes sonantes mas mais ao nível teórico do que prático. Prova disso mesmo, os My Bloody Valentine, nome maior quando se fala de shoegaze, barulho do bom ao serviço do rock quando os anos 80 já olhavam para a década seguinte. O disco «Isn´t Anything» de 1988 é um marco que ainda hoje influência muito boa gente mas ver os seus autores em palco em 2013 tem o mesmo efeito que chegar ao Porto e olhar para a Torre dos Clérigos: é histórico, monumental mas não acontece mais nada. Serve para dizer: «ok, já vi os MBV ao vivo.

 

Tudo bem revisto chegamos à conclusão que levamos saudades das Savages, a banda certa à hora certa na tenda Pitchfork bem lideradas pela carismática Jehnny Beth. Defenderam com convicção um dos grandes discos deste ano, «Silence Yourself», e vemos ali sombras nada incomodativas de Joy Division. Grande concerto a pedir urgente regresso em nome próprio.

 

No palco ATP vimos o natural triunfo dos PAUS; outra coisa não seria de esperar depois da bem sucedida passagem por Barcelona.

Os The Sea and Cake pareceram perdidos em tão amplo espaço mas contaram com uns quantos apreciadores bem na frente da plateia, e os californianos White Fence foram a banda revelação assimilando com personalidade a pesada herança de clássicos do rock dos anos 60 facção Velvet Undergound.

 

No espaço Pitchfork elegemos Daughn Gibson como nome a fixar pelo bom concerto conseguido a chamar a atençao para «All Hell», disco editado no ano passado.

Outra passagem triunfante pelo Parque da Cidade do Porto foi o dos Liars no palco Super Bock com um concerto que simboliza tudo o que se espera musicalmente deste evento, imprevisibilidade, rock com várias direcções e uma entrega que prende muito público na encosta.

A sequência perfeita aconteceu no palco ao lado imediatamente a seguir ao fim dos Liars, os Explosions in The Sky entraram simpáticos a falar português e atacaram com a sua armada de guitarras ora frenética, ora calma, sem restrições conseguindo grandes momentos instrumentais na amena noite portuense.

 

Este ano não houve chuva a atrapalhar, o frio só incomodou na primeira noite, daí o recinto registar muitos resistentes madrugada dentro. Muitos se aventuraram no som bruto dos Fucked Up, outros preferiram a zona de restauração para descansar, comer as últimas iguarias e fazer já um balanço que unanimemente é positivo.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

Optimus Primavera Sound, dia 2: Anos 90 Blur medidos

 

Dia histórico no Parque da Cidade da Porto, o Optimus Primavera Sound viveu a madrugada mais intensa e emotiva da sua curta vida com a celebração de vida dos Blur perante a maior enchente que já vimos no recinto. Claro que houve muito mais para contar mas este será para sempre recordado como o dia de Damon Albarn e companheiros no Porto.

 

Neste segundo dia cedo se percebe que a afluência ao recinto ia ser mais concorrida, logo pela zona de restauração é visivel a enchente. Não é demais repetir o já dissemos no primeiro dia, este é o festival com melhor oferta gastronómica que conhecemos.

 

Já com os quatro palcos a carburar a toda a força o circuito pedonal mostra toda a beleza natural do recinto verde, encosta abaixo, encosta acima, ouvimos várias conversas que confirmam a mesma teoria, veio tudo com o objectivo maior de ver os Blur. Sem mais demoras vamos então directos ao assunto.

 

Ao fim da primeira hora e meia do mês Junho Albarn, Coxon, James e Rowntree entram em palco e logo se percebe que só uma catástrofe natural ia evitar que o concerto não fosse um sucesso. Avisados pela má experiência da véspera com o som de Nick Cave & The Bad Seeds em que o vento frequentemente nos levava o som de palco para longe, apostámos em descer a encosta para assistirmos ao concerto bem perto do palco. Opção acertada, ouvimos na perfeição todas as secções de sopros e coros ao contrário de quem ficou mais longe.

Damon Albarn e Graham Coxon parecem estar a desfrutar verdadeiramente deste regresso, sem manifestações exageradas mas com a postura certa de quem sabe a importância que a sua música tem para tantos fãs, os Blur criam um elo de cumplicidade perfeito com a plateia. Para quem esteve atento ao alinhamento da passagem por Barcelona não ficou surpreendido com o desfile de clássicos, mesmo porque não se desviaram uma única música em relação ao que apresentaram na manga catalã do Primavera. «Girls & Boys» no arranque deixou tudo num estado graça que não mais terminou. Uma viagem à britpop dos anos 90 em jeito de consagração de uma carreira e de memórias colectivas festejadas a uma só voz. Damon Albarn despejou garrafas de água sobre as primeiras filas, sorriu, aventurou-se de pé nas grades da plateia, foi simpático com o público português e comandou com estilo as operações. Um dos grandes momentos deste reencontro aconteceu quando a meio do concerto se avistam dois grandes pacotes de leite fielmente reproduzidos a partir do inesquecível videoclip de «Coffe & TV» que era tocado no palco. Genial.

A ternura de «Tender», a alegria de «Country House», a genica de «Park Life», a calma de «The Universal», a recuperação de «Popscene», o encosto a Paul McCartney de «Under the Westway», tudo isto resultou num concerto memorável e previsivelmente ganho. O final frenético de «Song 2» foi, mais uma vez, abrilhantado do lado dos fãs que surpreenderam acendendo uma tocha em tons vermelhos para acompanhar aqueles pouco mais de dois minutos mágicos. Épico.

 

Depois foi a debandada geral. Nesta segunda madrugada como não se sentiu tanto frio como na véspera vimos muita gente a permanecer no recinto, enchendo a zona de restauração e a tenda do Palco Pitchfork para um divertido concerto da dupla Glass Candy. Os beats de Johnny Jewel, também alinha pelos Chromatics, contagiam a dança mas é Ida No quem supreende pela negativa no excesso de excitação traduzido em guinchos e gritos, pela positiva pela maneira descontrolada como se entregou literalmente à plateia deixando-se levar em braços deitada por cima das cabeças do público. Óptimo para recuperar da intensidade emotiva dos Blur.

 

Ainda em Maio, isto é, antes da banda mais esperada da noite houve muito para ver e descobrir.

Neko Case no palco Super Bock ao fim da tarde surpreendeu com um look despreocupado revelando a sua paixão por ... pastéis de nata! Em estreia no nosso país mostrou a força da sua voz em terrenos de folk americana e anunciou a edição de um novo disco para breve que será apresentado em Novembro em Portugal. Reencontro marcado, então.

 

Mais cedo no palco ATP, o mais escondido do Festival, os islandeses Ghostigital tiveram na assistência Damon Albarn que esteve envolvido na produção do disco «Division of Culture & Tourism». 

Também os californianos Local Natives deixaram o que contar no Porto. Soubemos que a banda veio mais cedo para o Porto e pediu dicas a jornalistas locais para passeios gastronómicos. Tiveram sorte e gostaram tanto das visitas às caves de vinho do Porto, das francesinhas e dos cachorrinhos do mítico Gazela na cidade Invicta que chegaram a dedicar um tema aos irmãos Oliveira, sendo um deles profissional da rádio pública que tem acompanhado o evento.

 

Por falar na Antena 3, ontem pelas 21h brindaram os seus ouvintes com um directo do palco Super Bock onde Michael Gira montou o habitual banzé sónico e experimental característico dos Swans. Óptimo retrato sonoro do que podemos encontrar neste festival para o resto do país sentir.

Mais atrás, no palco ATP, os Mão Morta assinam um concerto cheio de nervo e retribuem a enchente com um desfiles de clássicos de tirar as respiração e uma performance de Adolfo Luxúria Canibal a fazer esquecer o cancelamento do veterano Rodriguez.

 

No palco principal os Grizzly Bear encantaram os seus fãs com uma actuação segura e entreteram quem já estava a marcar posição para o concerto mais aguardado.

De regresso ao palco ATP deixar a nota sobre a emocionante passagem do resistente Daniel Johnston que continua a incrível luta em palco contra a sua conhecida doença. Também destaque para os renascidos Meat Puppets que provam ser muito mais do que uma mera bandeira grunge e até surpreendem com uma versão de «Sloop John B». Mas o maior destaque vai para a banda de Steve Albini, uma espécie de grupo residente dos Primaveras, que voltou a repetir a excelente actuação do ano passado. Não há Primavera sem os Shellac, isso é certo.

 

Finalmente, uma palavra para o regresso a Portugal dos Metz após dois concertos em Lisboa e Porto no inicio do ano. Na tenda Pitchfork deram uma , ainda, maior dimensão à agressividade de fuzz e feedbacks destes canadianos que editam pela Sub Pop.

Em contraste completo estiveram umas horas antes os Melody's Echo Chamber com um concerto fofinho, palavras ouvidas ao nosso lado.

 

Para a história fica a passagem dos Blur pelo Optimus Primavera Sound naquele que terá sido o dia mais concorrido dos seus cinco dias de vida.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

 

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