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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

19º Super Bock Super Rock: Cartaz Fechado no Meco

Noite de recepção
António Freitas convida Rockline Tribe
Nuno Calado B2B Miguel Ângelo
Rui Estevão e Señor Pelota


18 de Julho
Palco Super Bock – Arctic Monkeys, Johnny Marr, Azealia Banks, Anarchicks
Palco EDP – Efterklang, TOY, Owen Pallett, Kalú

Antena 3 @Meco -
Mazgani, Trêsporcento, Nina Kraviz, Ben Klock B2B Marcel Dettmann, Expander, Freshkitos, Kinetic

19 de Julho
Palco Super Bock – The Killers, Tomahawk, Kaiser Chiefs, Black Rebel Motocycle Club 
Palco EDP – Miguel, Clã, Midnight Juggernauts, Manuel Fúria

Antena 3 @Meco -
Samuel Úria, Octa Push, Ricardo Villalobos, Julien Bracht LIVE, Joao Maria & Miguel Neto, Henriq

20 de Julho
Palco Super Bock– Queens Of The Stone Age, Gary Clark Jr., Ash, Miss Lava 

Palco EDP - Digitalism DJ Set, Chk Chk Chk, We Are Scientists, Asterisco Cardinal Bomba Caveira
Antena 3 @Meco -
Sam Alone and The Gravediggers, The Quartet of Woah!, Carl Craig, Josh Wink, Rui Vargas & André Cascais, Mary B

The xx Night + Day na Torre de Belém: TeXXo Beat

 

Foi um sucesso esta aposta de um dia e noite de música escolhida pelos The XX nos jardins em frente à Torre de Belém. Houve grande adesão popular, bons momentos musicais e um concerto inesquecível que os mentores do evento fizeram questão de oferecer aos muitos fãs.

Este dia 5 de Maio, domingo que assinalava o dia da Mãe, fica marcado pela festa Night & Day que os The XX montaram em Belém. Cheirou a abertura de época de festivais de verão.

 

Desde cedo que o relvado foi invadido por grupos de jovens e graúdos, elas desfilando os calções curtos da moda, eles de t-shirts recuperadas da gaveta após um rigoroso inverno. Sentia-se boa disposição no ar e sede de concertos. Dividindo o recinto ao meio temos para a frente da mesa de som e projectores de luz o espaço da plateia mais concentrada no palco principal e que esteve sempre bem composto, e para trás dessa ilha havia mais movimentação entre as laterais onde estavam os pontos de venda de comida e de cerveja além, claro, do coreto, já conhecido do Festival Alive, onde iam passando os conceituados DJ´s nos intervalos de mudanças no palco principal.

 

O ritmo de desfile de bandas foi sempre intenso e sem quebras. Entre coreto e palco principal nunca houve silêncio.

Falava-se em mais de dez mil pessoas no recinto e o número até deve ter sido mais alto. Muitos estrangeiros presentes, a fazer lembrar o ambiente do Alive do ano passado, algumas caras conhecidas do mundo da televisão e música nacional e muitos fãs.

Musicalmente temos de destacar a passagem de John Talabot que contou com a ajuda de Pional em palco para apresentar o disco «Fin» editado no ano passado e que passou ao lado de muita boa gente. Altura ideal para aconselharmos o seu consumo, tal como se viu hoje em Belém a música do catalão Talabot até faz dançar as pedras da Torre. Um momento grandioso foi a presença dos dois XX, Jamie e Romy, para recriarem ao vivo a Blinded Remix que Talabot e Pional fizeram para «Chained». Mágico.

 

Os Chromatics voltaram a deixar excelentes impressões em palco tal como aconteceu no ano passado em Paredes de Coura. Os norte-americanos da editora Italians Do It Better continuam a fazer render o excelente álbum «Kill For Love» muito apreciado pela plateia como se provou na recepção entusiástica a cada tema. O final de actuação com a versão de «Hey My My (Into The Black)» de Neil Young é absolutamente arrebatador.

 

Mais cedo os portugueses PAUS fizeram por justificar o generoso convite dos The XX e retribuíram em palco com grande desempenho a simpatia que os ingleses transmitiram numa mensagem que a banda de Joaquim Albergaria partilhou com o mundo via facebook. 

Mount Kimbie talvez tenha sido o nome mais discreto durante a maratona de concertos no palco principal . O duo britânico até tem trunfos fortes no disco de 2010 «Crooks and Lovers» e está em vias de editar novo disco pela prestigiada Warp mas não deixou grandes marcar neste dia.

Via-se que a festa era dos XX, além da aparição no concerto de Talabot, houve espaço para Jamie XX passar uns discos no coreto agitando os fãs. Claro que o ponto alto era o concerto dos The XX. Ficámos até com a ideia que houve muitas pessoas a chegarem em cima da hora da subida ao palco dos actores principais deste dia. Não que isso tenha evitado as enormes filas que se formaram para todas as bancas de comida e cerveja. Ninguém pareceu incomodado com as longas esperas, parecia até que já havia saudades destes rituais próprios de Festivais de verão.

O melhor elogio que nos ocorre dizer sobre a actuação dos The XX é esta: se todo este evento tivesse sido reduzido apenas ao concerto deles já teria valido muito a pena ter acontecido.

 

Os The XX conseguiram em pouco mais de uma hora encher-nos a alma, os olhos e a mente de boa música e um ambiente único devido à excelente combinação entre fumos e jogos de luzes. Por vezes criava-se um tecto de cor e névoa por cima de nós ao som dos temas dos dois discos editados e assimilados por uma considerável legião de fãs que reconhece cada canção aos primeiros sinais e cantam todas as músicas do principio ao fim. De «Try» a «Angels» não houve momentos maus. A cumplicidade do trio em palco é enorme, a postura de Romy e Jamie mais na frente do palco é equilibrada e a simplicidade com que interpretam as suas músicas é encantadora.

 

Por momentos olhamos para fora do recinto e anotamos que se tudo fosse tão positivo dali para fora como estava a ser ali dentro, tínhamos a Torre de Belém devidamente iluminada para ser o destaque da noite. Mas não, nem iluminada e nem uns projectores a apontarem-se uns X´s, como alguém ao nosso lado sugeriu. É uma visão simbólica, no jardim ocupado por artistas que sabem passar a sua mensagem há uma celebração festiva da música, dali para fora é a escuridão. A escuridão em que o povo cada vez se sente mais perdido e por isso anseia por dias de festa como o de hoje. Após o memorável concerto dos organizadores, que não se cansaram de elogiar Lisboa e os seus fãs, ainda houve como brinde uma actuação de DJ dos senhor James Murphy. Uma honra, um luxo ter um nome destes a fechar um domingo especial e que marca o arranque destas festas XX que terão a seguir a versão de Berlim e Londres. A versão lisboeta foi um sucesso.

 

João Gonçalves

Disco Digital

Spring Breakers

Spring Breakers é de conteúdo forte embrulhado em papel inocente de fantasia juvenil. Acontece cinema com ritmo imprevisivel , violência e sexo tratados da mesma maneira neutra e vive de imagens e momentos inesperadamente marcantes. Musicalmente é o triunfo da onda Trap mas o que fica para sempre é a cena Britney Spears ao piano na piscina.
Pedrada obrigatória!

Sete Anos de Grandes Sons !

Faz hoje sete anos que nasceu este blogue. Muitas canções, muitos discos, muitas sugestões e muitos concertos depois a vontade alimentar este espaço musical mantém-se intacta. Obrigado a todos que vão passando por cá e pelo mural do facebook.

Tudo começou assim:

 

Novidade. Folk Americana

 

 

Em jeito de estreia escolho um disco há muito esperado. Quem acompanhou a carreira de Knopfler após os Dire Straits sabe que o escocês é apaixonado pelos sons e paisagens de Nashville. As sonoridades visitadas no último original dos Straits denunciavam a entrada da guitarra de Mark em terrenos mais caros à country e aos blues do que ao som que celebrizou os Dire Straits. Naturalmente a sua caminhada a solo foi orientada em direcção aos mestres dos sons americanos. E desde logo dois nomes saltam à vista de qualquer admirador de Knopfler, Chet Atkins e Emmylou Harris. Duas grandes referências que explicam a paixão pelo blues e country de Mark.

 

Para quem gosta do tradicional som de blues deve procurar o disco do projecto Notting Hillbillies, "Missing...Presumed Having a Good Time ", e especialmente do álbum gravado a meias entre Mark Knopfler e (o já falecido mestre) Chet Atkins, "Neck and Neck". São dois projectos que mostram bem o gosto de Mark pelo blues.

 

Mas Knopfler nunca perdeu o contacto com a produção de bandas sonoras originais, que sempre adorou fazer, e foi construindo a sua carreira a solo com a edição de vários discos. Ao mesmo tempo era perceptível a aproximação à raíz da música americana e foi sem surpresa que o nome de Emmylou ia sendo mencionado com respeito e admiração. Quando chegou ao mercado mais uma compilação dos Dire Straits algo fez crescer a curiosidade dos mais atentos. Não era só mais um best of , havia uma faixa extra de um dueto anunciado com... Emmylou Harris. Já não havia margem para dúvidas, disco novo vinha aí.

 

E veio mesmo. Chama-se "All The Roadrunning", tem esta bela capa que ilustra o texto, e é um disco de uma dúzia de canções feitas à medida da fascinante voz da raínha da country, e onde Mark se sente à vontade para colocar o seu timbre mais grave. Musicalmente a presença das guitarras é inevitável, mas a maneira como desfilam os sons de steel guitar, acordeão e guitarra acústica, dá um ambiente de calmaria na pradaria ao fim da tarde a olhar a planície, que pode ser onde nós quisermos.

 

Uma delícia de disco para ouvirmos muitas vezes em alturas diferentes. Por uma bela coincidência foi lançado no passado dia 24 de Abril, dia do meu 33º aniversário.

 

NOTA: 4 /5

 

Disco fácil de encontrar em qualquer discoteca por 17€

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