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Grandes Sons

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Grandes Sons

The xx apresentam Lisboa Night + Day 5 de Maio Jardim da Torre de Belém

Acabados de editar “Coexist”, que alcançou o primeiro lugar dos tops, os The xx, vencedores do Mercury Prize, orgulham-se de apresentar Lisboa Night + Day, o maior e mais ambicioso evento criado pela banda até à data.

"Night + Day is a series of events, curated by us, to start in the summer of 2013. We searched high and low for unique and beautiful locations to stage these shows and picked the artists that we most respect and admire to join us. The events will run from early afternoon, with some of our favourite music (and food) to take you from day into night." - The xx

Os The xx vão encabeçar todas as noites dos 3 primeiros Night + Day, que acontecem em Lisboa, Berlim e no Osterley Park, junto a Londres
.

 

5 de Maio
Lisboa Jardim da Torre de Belém

Av de Brasilia, Lisboa, Portugal

18 de Maio
Berlim Spreepark

Kiehnwerderallee 1-3, 12437 Berlim, Alemanha

23 de Junho
Osterley Park & House

Jersey Road, Isleworth, TW7 4RB Reino Unido

Bilhetes para os três espectáculos à venda sexta-feira, 14 de Dezembro.
Detalhes completos em thexx.info/nightandday


Os bilhetes para o Lisboa Night + Day vão estar em pré-venda exclusiva no site dos The xx a partir de quinta-feira, 13 de Dezembro, às 10h00. Quem assinar a mailing list antes das 20h00 de quarta-feira, 12 de Dezembro, receberá um código único e um link, quarta-feira à noite, que dará acesso à pré-venda de quinta-feira.


O magnífico Jardim da Torre de Belém é o local perfeito para o maior espectáculo dos The xx em Portugal até à data. Com o Rio Tejo de pano de fundo, o Jardim da Torre de Belém está situado junto a vários monumentos históricos portugueses.

Como em todos os espectáculos Night + Day, a combinação entre um concerto dos xx e ambientes inspiracionais, juntamente com um alinhamento, a anunciar em breve, repleto de artistas que os xx adoram, admiram e respeitam, vai resultar num dia verdadeiramente memorável.



Jardim da Torre de Belém (5 de Maio de 2013)
Abertura de Portas * 16h00
Início do Espectáculo * 18h00

Vodafone Mexefest, dia 2: Welcome to the Django


Traçámos um trajecto ambicioso para esta segunda noite de Festival e o resultado foi uma maratona recompensadora de boa e variada música em espaços tão diferentes como o terraço do Hotel Avenida, a Igreja de São Luís dos Franceses ou o clássico espaço do Tivoli Forum. Bandas portuguesas em bom plano, algumas revelações, a confirmação de Michael Kiwanuka e a consagração dos Django Django.

Muito do sucesso pessoal na experiência de uma noite do Mexefest passa por um bom trabalho de casa a planear o que se quer ver e na disposição de mobilidade entre o Rossio e o eixo Cinema São Jorge - Tivoli Forum. No factor mobilidade há que elogiar a imensa ajuda que as muitas carrinhas que a organização pôs a circular na Avenida serviram a missão de correr os vários espaços. Recorremos várias vezes a estas boleias.

 

A noite na baixa lisboeta está muito bonita, viva e concorrida. Há luzes de natal a enfeitar a Praça D. Pedro V e o largo da Ginjinha a servirem de cenário a muitas conversas entre festivaleiros que escolheram jantar por ali na zona dos famosos frangos assados e das bifanas dos pequenos tascos característicos. Foi dali que começámos a viagem.

 

A Igreja de São Luís dos Franceses encheu-se para receber Aldina Duarte e Júlio Resende. A fadista ao fim da primeira canção quebra o gelo confessando que mesmo que não tivesse aparecido ninguém cantaria na mesma porque era um sonho de sempre actuar numa Igreja. A voz do fado acompanhada com piano resulta em momentos mágicos naquele espaço sagrado. São estes concertos que fazem do Vodafone Mexefeste um festival tão especial.

 

Ali ao lado na Casa do Alentejo um salão bem composto festejava o rock blues da Nicotine´s Orchestra que trouxe um pouco do bom ambiente do Barreiro Rocks a Lisboa. Ia animado o concerto liderado pelo carismático Nick Nicotine mas tivemos de subir apressadamente a Avenida da Liberdade para ver um dos cabeças de cartaz.

 

Michael Kinawuka regressava a Portugal depois da passagem por Oeiras em Julho, daí não ter estranhado a enchente na sala que tradicionalmente acolhe os principais concertos do Mexefest. Foi um concerto ganho à partida com o público rendido ao disco «Home Again», uma das grandes revelações do ano na área da soul. O músico britânico de 24 anos roda seguramente as canções do álbum e enche a sala com a sua voz quente. Passa por «May this Be Love» de Jimi Hendrix, uma das suas maiores influências, com distinção. A missão é cumprida sem grande esforço e com alguns prolongamentos instrumentais desnecessários.

 

Nova descida para conhecer ao vivo o muito promissor novo projecto de João Branco Kyron (Hipnótica). Os Beautify Junkyards chegaram-nos ao ouvido há uns meses via BBC6 Radio e é em terras britânicas que têm tido maior atenção com a editora independente Fruits de Mer a apostar neles. Apresentaram-se no terraço do Hotel Altis da Avenida num espaço intimista e com uma vista deslumbrante para a Praça dos Restauradores. Confirmaram as excelentes indicações deixadas no EP já conhecido e apesar de não terem uma multidão à espera contaram com a ilustre presença da filha do Presidente da República na plateia.

 

Após esta boa descoberta atravessámos a rua para medirmos a pulsação à recta final do concerto dos Batida na Estação Vodafone FM no Rossio. Festa total, público a mexer contagiado com o ritmo africano bem recortado e ilustrado no palco onde desfilaram vários convidados como Dama Bete em grande forma. O final mais que perfeito com «Alegria» foi irresistível e atrasou a nossa partida para o outro grande acontecimento do Festival.

 

Recorrendo à boleia da carrinha Vodafone rapidamente subimos para o Tivoli ainda com o som de Batida na cabeça. Uma impressionante fila à porta confirmava que ia começar a banda mais esperada da noite. Sala completamente cheia com grande ambiente, tarefa facilitada para o quarteto escocês que aproveitou para arrasar. Os Django Django editaram outro dos grandes discos do ano, por isso 24 horas depois de vermos ali os Alt-J é um privilégio testemunharmos a explosão sonora da banda de Edimburgo ao vivo. Tudo o que o que descobrimos no álbum homónimo é reproduzido em palco. Das batidas orientais ao rock mais básico, as variações rítmicas sucedem-se em poses quase tribais. Só não entendemos esta obsessão tão portuguesa de puxar pelas palmas a tentar acompanhar batidas impossíveis. Como alguém desabafava no Twitter: «demoraram 10 segundos a aparecer a porra das palminhas». Foi uma demonstração de força e talento confirmando que em «Django Django» moram as sugestões musicais mais estimulantes de 2012. Tal como na véspera com os Alt-J, este foi um concerto na hora certa.

 

Recuperados da estrondosa passagem dos Django Django decidimos descer novamente à estação do Rossio para rever os The Very Best. Escolha acertada já que voltámos a encontrar os ritmos africanos à solta. Quentes ao ponto de estarem de t-shirt e até em tronco nú esta junção Londres - Malawi resulta muito bem em concerto e eleva «MTMTMK», o disco editado este ano, a um nível superior. A entrega e simpatia do grupo destacou-se ainda mais com os elogios que deixaram aos Batida.

 

Nova corrida até ao cinema São Jorge para vermos um pouco dos Efterklang de quem ouvimos vários elogios ao longo da noite de um público cada vez mais atento e informado. A sala estava cheia e confirmou-se que os dinamarqueses têm por cá uma interessante legião de fãs. Foi o concerto mais morno que assistimos mas não podemos dizer que tenha sido uma desilusão. Registámos bons momentos instrumentais e canções em crescendo bem conseguidas. A plateia adorou e acabou de pé a celebrar as músicas do colectivo de Copenhaga.

 

A festa continuou no Ritz Club com Moodymann e no Cabaret Maxime com artistas da editora Enchufada.

O conceito do Vodafone Mexeste está mais que aprovado, duas noites em que a baixa lisboeta ganha ainda mais vida com a circulação de cerca de 10 mil pessoas atentas às novidades musicais e que se despedem dos concertos de 2012 da melhor maneira. Balanço muito positivo com as passagens de Alt-Je Django Django a contarem directamente para o topo das listas de melhores concertos do ano.

 

T: João Gonçalves

in Disco Digital

Vodafone Mexefest, dia 1: ALTamente

(F: Luís Martins)

A invasão de música no eixo entre a Avenida da Liberdade e o Rossio já é um hábito oficial deste período em que a baixa lisboeta se ilumina para assinalar a quadra natalícia. A edição 2012 do Vodafone Mexefest arrancou abençoada por uma noite de Outono bem generosa um dia depois da intempérie. Neste primeiro acto brilharam Alt-J e Cody Chesnutt.

O conceito de circular avenida acima, avenida abaixo, já está bem assimilado entre o público mais atento aos nomes da chamada música alternativa. Por isso é sem surpresa que nos cruzamos constantemente com caras bem conhecidas tanto nas salas dos espectáculos como na rua num convívio saudável em que cada um vai contando a sua experiência do festival e se trocam sugestões para os próximos destinos.

Apesar de nos parecer que há menos gente a mexer do que em edições passadas o grande drama continua centrado nas imensas filas que se formam à porta dos concertos mais esperados que fazem com que encontremos muita gente descontente por não ter conseguido ver o concerto que mais queria. O concerto de Alt-J no Tivoli terá sido o maior exemplo desta situação.

 

Foi precisamente à banda de Leeds que demos prioridade e fizemos questão de assistir ao concerto de principio ao fim, uma opção que é contrária ao espírito do Festival que pede mais circulação. A oportunidade era de ouro e não podia ser ignorada. Ainda há poucas semanas tivemos por cá os Black Keys a apresentar um dos melhores álbum de 2011 com um ano de atraso. Os Alt-J aparecem na hora certa com «An Awesome Wave» ainda em fase de descoberta por muitos, alvo de devoção por uma legião de fãs já assinalável e a figurar entre os melhores discos deste ano. Faltava saber se a banda do momento conseguia defender em palco o brilhante trabalho de estúdio. Quem os viu no Milhões de Festa em Julho jurava que sim e ficou provado no Tivoli que tinham razão.

A intensidade, os pormenores, os detalhes, as mudanças de ritmo, o jogo de vozes, tudo aquilo que faz das canções do disco de estreia dos ingleses algo de especial é transportado para o palco criando uma experiência recompensadora para quem já ouviu o disco de fio a pavio tantas vezes. Desta vez a euforia vinda da plateia e galerias foi perfeitamente merecida. Um concerto que vai directo para o top das listas de melhores concerto de 2012 tal como acontece com o disco. Prometeram voltar em breve, nos corredores do Tivoli havia quem apontasse ao Optimus Alive com convicção.

 

Terminado o efeito Alt-J a opção foi correr para a Estação Vodafone FM no Rossio onde actuava Cody Chesnutt. Apanhámos a recta final de um concerto que estava a ser uma festa bem divertida com o espaço bem composto. À medida que furávamos entre a multidão ouvíamos elogios e víamos um público animado com aquela mistura de R&B e soul, ritmos negros numa bela banda sonora com o Castelo de São Jorge a fazer de pano de fundo num palco descoberto, combinação mágica muito bem conseguida. Chesnutt voltou ao palco depois de se despedir visivelmente satisfeito com a recepção lisboeta.

 

Dois momentos de eleição deixavam a dúvida sobre a próxima paragem. Aproveitámos a aproximação geográfica e subimos ao Ateneu Comercial de Lisboa  para ver como os The 2 Bears apresentavam «Be Strong»  outro álbum em destaque este ano. A fila interminável à porta mostrava que o disco tem muitos fãs por cá. Lá dentro a dupla desiludia quem esperava ouvir as faixas ao vivo. Optaram por fazer um set em que só esporadicamente passaram pelo registo de estreia. As opiniões dividiam-se entre os que se entregaram à dança e os que se encostaram ao bar mas ficou um sentimento de desilusão no ar.

 

Tentámos subir de novo a avenida para ver como a inglesa Victoria Christina Hesketh, mais conhecida por Little Boots, se saía com a sua melódica electrónica dançável. O Mexefest tem destas coisas, chegámos mesmo no final do concerto...O que podemos dizer é que não vimos ninguém com ar desiludido a descer as escadas do cinema São Jorge. 

Seguimos a matilha das pulseiras vermelhas e fomos até ao Ritz Club, também com uma fila de espera para entrar de meter respeito, para descobrir o poder de Trus´me a agitar uma sala repleta entregue à house excitante do produtor britânico. Fim perfeito para esta primeira maratona a acabar já bem para lá das 3 da manhã.

 

Hoje há mais para descobrir. Destaque para os Django Django às 23h. Vão cedo para o Tivoli!

 

T: João Gonçalves

in Disco Digital


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