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Herbie Hancock vai dar um concerto no Centro Cultural de Belém a 9 de Novembro.
O músico vem a solo para uma actuação que faz parte da digressão «Plugged In: A Night of Solo Explorations». Em comunicado, é prometida uma viagem «entre o piano acústico e inovação eletrónica, revisitando e recriando alguns dos seus eternos temas, como Canteloupe Island, Maiden Voyage, entre outros».
ALT-J "Fitzpleasure" from COSA on Vimeo.
É clicar em cima de cada imagem para recuperar tudo o que foi escrito aqui sobre cada festival. Em jeito de rescaldo.
Aos 63 anos Mark Knopfler edita o seu sétimo disco a solo e passa a ter mais em nome próprio do que com os Dire Straits; sete contra seis. Para assinalar esse marco, Knopfler não fez a coisa por menos e regista aquele que é, sem dúvida, o melhor capítulo da sua obra a solo.
Como nada é por acaso há evidentes razões para ter chegado a este novo álbum de forma triunfante. Privateering é o resultado da soma dos seus seis discos anteriores e respectivas digressões onde navegou pelos ambientes americanos da country e blues alternando com o imaginário de contos e baladas celtas. Knofler criou uma permanente ligação de tradições anglo-americanas e foi ficando com os músicos que melhor se encaixavam nas suas ideias. O resultado é este bonito e arriscado formato de duplo álbum com dez canções de cada lado.
À partida parece um exagero de canções mas depois de uma primeira audição fica a clara ideia que é necessário dissecar muito bem esta vintena. Isto porque o alinhamento alterna ambientes mais festivos com introspecção. Há blues a sério em «Hot or What», há baladas surpreendentes como a excelente «Radio City Serenade», com um piano a fazer milagres e até há uma ramificação de «Money for Nothing» em «Corned Beef City» a selar o reencontro com Guy Fletcher (Dire Straits) que veio para ficar desde o anterior disco e além dos teclados também se ocupou da co-produção.
Resta dizer que a toda esta boa forma não é alheia a companhia de Bob Dylan com quem andou em digressão no ano passado. Estivemos na última noite dessa digressão em Londres e foi lá que ouvimos pela primeira vez «Privateering» (onde se fala em vinho da Madeira) e «Haul Away», dois dos melhores momentos deste disco, e que podiam ser tocados com Dylan sem grande esforço. Agora ambos editam bons discos novos na mesma semana e vão repetir a digressão em conjunto nos Estados Unidos da América. Não pode ser só coincidência a boa forma dos dois velhos amigos.
Para terminar sentenciamos aqui que se o mundo fosse um lugar perfeito todas as rádios passavam «I Used To Could». Várias vezes ao dia.
jjoaomcgoncalves@gmail.com
Após 3 anos de pausa, os Sigur Rós regressam aos palcos e, como não podia deixar de ser, passam por Portugal em 2013: dia 13 de Fevereiro, no Coliseu do Porto e dia 14 de Fevereiro, no Campo Pequeno. Os bilhetes estão à venda na próxima sexta-feira, dia 14 de Setembro, nos locais habituais.
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