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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Music Loud Festival Traz The Vaccines a Setúbal

Phoenix e The Vaccines vão passar, em junho do próximo ano, pela primeira edição do Music Loud Festival, a decorrer em Setúbal, no Parque Algodeia, entre os dias 7 e 9 daquele mês.

 

A presença da banda francesa no evento, prevista para o seu primeiro dia, foi confirmada no facebook do festival. Já o concerto dos The Vaccines, que também atuam a 7 de junho, foi anunciada no Lastfm.

 

Organizado por membros da equipa de produção do Festival Internacional de Benicàssim, o Music Loud Festival vai contar com três palcos. O Palco Music (o palco principal) vai receber, ao longo dos três dias, 18 bandas (seis por dia, quatro internacional e duas nacionais), cujas atuações irão decorrer entre as 18h00 e as 2h00. O Palco Loud vai contar com um total de 30 bandas nacionais, cujas performances irão decorrer entre as 16h00 e a 1h00. PelaTenda Eletrónica All Night, entre a 1h00 e as 6h00, vão passar 15 DJs nacionais e internacionais – cinco por dia.

 

Os bilhetes para o Music Loud Festival serão colocados à venda no dia 20 de janeiro, nos locais habituais. O bilhete diário custa €30, sendo que o passe para os três dias custa €50.

Vodafone Mexefest, dia 2: Blake e os outros

 

por:Davide Pinheiro


James Blake venceu por maioria absoluta num festival com novo talento em stock e público leve de ouvido.


Apesar de alterado o nome de baptismo, o festival de Inverno inspirado no South By South West voltou a pôr mexer ouvidos inquietos à espera da next big thing e pernas sapientes do jogging necessário para não se perder pitada.

 

Se o conceito não se alterou, a maioria absoluta em torno de um artista também não. Havia sido assim com Santogold (agora Santi) e com Janelle Monáe; em 2011, todos queriam ver James Blake e a fila à porta do Tivoli não deixava mentir.

E foi um grande concerto, comprovativo da capacidade deste músico (e não apenas produtor) de tornar o quarto num espaço público. Se no Optimus Alive, alguma da intimidade se tinha perdido entre o cheiro das farturas e o frio produzido por ares marítimos, numa sala fechada nada ficou por contar.

O maior desafio da geração à qual Blake pertence é precisamente o da expansão da partilha em que a sua música criada. Do recato para o palco, alguns revelam dificuldades (Jamie Woon, por exemplo). Blake não.

Sem nunca abandonar o seu espaço reservado, meneia a cabeça enquanto vai disparando sons numa torrente de informação que nunca chega à cansar. As aparentes temperaturas baixas das suas canções ganham, com um toque dançável, um calor imperceptível nos discos.

«Limit To Your Love» é prolongada com ritmos dub inesperados, para os quais contribuem uma banda mínima (baterista e guitarrista) que domina a linguagem analógica na era digital. À vitória anunciada, responde James Blake com um concerto esmagador.

 

Logo após, Lindstrom, o mestre do nu-disco veio mostrar um novo álbum que, conforme o single «De Javu» antecipava, está mais psicadélico que nunca. O sueco não sabe fazer má música mas notaram-se alguns delírios que nem o espaço do Cabaret Maxime perdoa.

 

Apesar desse histrionismo, o pré-after (seguir-se-ia Isilda Sanches) foi divertido e quase ninguém abandonou a sala agora sem programação. Pelo que a curiosidade quanto ao disco se mantém.

 

Nenhum destes dois enganou e o Algodão também não. Aliás, Carlos Nobre (outrora Pacman) é admirador confesso de Blake e, nesta aventura em nome próprio, um pregador da palavra e do pensamento solitário.

Na magnífica Casa do Alentejo, a sala nunca encheu provavelmente porque as prioridades eram outras mas a consolidação de processos é audível num projecto reforçado por um guitarrista e um teclista faz-tudo.

 

Saldo positivo, portanto, tal como o de um festival que pôs a a avenida a mexer quando a liberdade (de escolha) não passava por aqui. Dantes não havia oferta, agora o Inverno tem outro encanto e com direito a chocolate quente e castanhas!

 

davidevasconcelos@gmail.com

Vodafone Mexefest, dia 1: (Re)mexer no rock e na dança

 

João Gonçalves


A imagem mudou, o patrocinador é outro, mas o essencial mantém-se; diversas salas, muitos concertos e animação noite dentro garantida.

Já se sabe que este é um festival de contornos muito particulares em que convém fazer trabalho de casa, estabelecendo uma agenda de maneira a tentar assistir ao maior número de concertos possível. As escolhas são sempre subjectivas e a meio do caminho há sempre desvios de última hora influenciados por caras conhecidas que sugerem algo diferente. Assim sendo convidamos o leitor a conhecer a nossa caminhada nesta primeira noite do Vodafone Mexefest.

 

A primeira nota vai para o facto de a crise se sentir mais nas árvores do que nas salas, isto é, os bilhetes do festival esgotaram e por isso é natural que todos os recintos apresentem uma taxa de ocupação alta. Nos trajectos a pé Avenida fora sente-se a falta das famosas iluminações de natal que este ano não existem. Era pior se fosse ao contrário, convenhamos.

 

A prioridade é sempre ir atrás dos artistas mais em voga, estreantes ou já conhecidos de créditos firmados. O bónus deste evento é que nos leva até espaços que são autênticos tesouros escondidos da capital. Este ano o acesso à sala da Sociedade de Geografia de Lisboa quase que dá vontade de dizer que vale o bilhete! Foi por aqui que começámos para acompanhar o concerto de Josh T.Pearson. O espaço é esmagadoramente belo e carregado de história. Uma plateia sentada olha em contemplação para a figura única de Pearson de pé com a sua guitarra, longa barba, pálido e a desfilar canções escritas no distante Texas com a mesma segurança com que comenta as constantes movimentações de público no fim de cada música, sendo que uma boa parte acompanhou toda a actuação. Foram momentos que acreditamos que vão ser falados e recordados com orgulho por quem tanto esperou por este concerto que terá de figurar como um dos mais emblemáticos da edição do Mexefest.

 

Ali perto, na Igreja de S.Luís dos Franceses Luísa Sobral tinha convencido o público que encheu o espaço acreditando nos muitos comentários que ouvimos no rescaldo. Mais abaixo Eleanor Friedberger encantava com as suas canções pós Fiery Furnaces na Casa do Alentejo mas a nossa aposta foi para uma subida ao frio até ao Tivoli para ver o casal de Montreal, Canadá, Handsome Furs. E em boa altura o fizemos pois a fama de actuações mexidas e contagiantes é de todo merecida. A sala cheia com os espectadores todos de pé ignorando as cadeiras são prova da boa energia que sai de músicas como «What About Us».

 

Convencidos com a genida dos Handsome Furs tentámos espreitar os portugueses You Can´t Win, Charlie Brown mas a entrada para o elevador do Restaurante Terraço Hotel Tivoli estava tão concorrida que optámos por atravessar a Avenida e perceber como estão actualmente os S.C.U.M. na sala 2 do cinema São Jorge. Os londrinos já tinham conquistado a generosa plateia quando lá chegámos e pareceu-nos que o recente «Again into Eyes» editado pela Mute Records tem aqui alguns fãs. Quem não conhecia ficou a ganhar um nome para investigar. Mais uma passagem positiva.

 

Tempo para descermos até ao mítico Maxime. Os Macacos do Chinês a apresentarem o seu novo disco, segundo na carreira, são um excelente pretexto para regressarmos a uma das salas mais encantadoras da capital e que agora está fechada no resto do ano. Como em todos os recintos por onde passámos havia casa cheia e não havia quem não estivesse a gostar numa plateia onde vimos gente ilustre como Sam The Kid: Lúcia Moniz subiu ao palco para um dueto com muito potencial chamado acertadamente de «Qual é o Mal?». Aprovado o regresso dos Macacos nova subida até ao Tivoli para ver se era desta que os Junior Boys nos convenciam completamente em palco. Boa atmosfera, tudo muito entregue à dança e alinhamento seguro justificaram a convocatória e asseguraram a segunda vitória canadiana naquele espaço, hoje mais dançável que nunca.

 

Curta corrida pela ponte aérea que este ano faz a ligação Tivoli - São Jorge e uma visita à principal sala de cinema para sentir o pulso aos Fanfarlo. Dificilmente o espaço podia ser melhor escolhido para os ingleses apresentarem as suas canções que não raramente vão parar a alinhamentos de bandas sonoras para cinema como é o conhecido caso de «Comets» e «Luna» no filme português «Um Funeral à Chuva». Uma plateia conhecedora arrancou com entusiasmo um encore, com mais entusiasmo até que a própria banda que pareceu nunca atingir um patamar superior na actuação.

 

Para fechar a noite havia que descer novamente até ao Maxime. Como é hábito nestes fins de noite acumula-se muita gente para entrar o que atrasa o acesso ao concerto. Neste caso os Spank Rock podem dizer que tiveram sempre lotação esgotada tal era a entrega do público. Os americanos sabem como alimentar a plateia com um rap por cima de electrónicas fortes em tons mais agressivos que contagiam facilmente o ambiente. Concerto explosivo a complicar a vida de quem queria ir entrando pois eram muito poucos os que saiam do Maxime.

 

O Disco Digital optou por sair mas concentrado numa missão maior; ver os Paus a defender ao vivo um dos melhores discos editados este ano por cá. O mesmo problema de acesso, sendo que agora as entradas eram para as escadas do metro dos Restauradores já que o concerto aconteceu no patamar onde estão os torniquetes para passes e bilhetes. Com calma lá conseguimos ir para a estação de metro e testemunhar a grande enchente que fez questão de aprovar o projecto. Joaquim Albergaria ainda ironizou dizendo que esta era a primeira data de uma digressão por estações de Metro mas todos sabemos que esta excepção só acontece de ano a ano. Esperiência ganha, venceu o som que agitou um público que só queria dançar não se importando com o facto de ninguém cá mais atrás conseguir ver a banda em palco.

Grande dose de rock para fechar em beleza esta primeira parte de um festival sempre a mexer.

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

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