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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Mão Morta na TMN ao Vivo: Carícias Malícias

 

 

 

 

Texto: João Gonçalves, Disco Digital

 

Regresso triunfante dos Mão Morta aos palcos com um concerto em Lisboa que marcou o arranque da digressão nacional Pelux in Motion no Dia Mundial da Música.


Um ano e meio após a edição de «Pesadelo em Peluche», os Mão Morta regressaram à vida de palcos com o álbum citado bem digerido. É uma mistura de celebração e agitação provocadora quando se escutam os clássicos da discografia da banda. Aqui podem pensar que isso já é tudo o que se sabe dos concertos de Mão Morta. Ok, é verdade mas o contexto social que vivemos torna tudo isto muito mais intenso.

 

Estamos numa noite de Outubro e é verão, estamos a pagar para ver um concerto e mais do que nunca fazemos contas à vida, temos um emprego (os que têm a felicidade de ter) e não sabemos até quando, assistimos à queda de uma economia que nos arrasta mas ainda nem sabemos bem para onde nem com que consequências. Estamos verdadeiramente num quadro negro em que nos sobra pouca coisa que dê prazer. É aqui que o festejo do Dia Mundial da Música ganha um novo sentido; se vamos ouvir música então que seja daquela que mexe connosco, nos faz torcer o pescoço, levantar os braços, agitar as ancas, gritar em fúria e libertar energias acumuladas.

A aposta certa para tudo isto só pode ser a música dos Mão Morta que sempre esteve por aí, que sempre andou connosco ao longo das últimas época mas que nunca como hoje nos serve tanto à medida.

Adolfo sabe que tudo isto é verdade e, por isso, contribui para que a experiência seja levada ao máximo. «Façam alguma coisa por vocês porque o tempo não espera por vós». E o povo faz, entrega-se de corpo e alma ao alinhamento que mistura canções mais recentes com outras sagradas. Também há provocações do vocalista em forma de elogios a Paris na introdução do tema com o mesmo nome mas o que vale mesmo uma noite com os Mão Morta é ver como Adolfo se entrega à interpretação de «Destilo Ódio» gritando em loop como que reagindo à pasmaceira com que fora da sala se consomem caipirinhas em esplanadas infestadas de perfumes caros desprezando a negritude dos tempos que correm.

 

A excelente forma que a banda apresenta teve como resultado dois regressos «forçados» por um público motivado que não se contentou com uma ponta final intensa ao som de «Tetas da alienação» e «Vamos Fugir». Tudo acabou com «Charles Manson» em final épico. Não querendo desvendar os pormenores que os leitores poderão descobrir numa sala perto de si por esse país fora sempre digo que vale a pena esperar pela recta final quando Adolfo toma conta da dança de uma bela dançaria serpenteante. Momento magnifico a descobrir.

Quando mais nos faziam falta os Mão Morta não falham e mostram que podemos contar com eles para agitar e reagir. Ainda bem.

 

PS: depois de «Charles Manson» ainda houve «Anarquista Duval»

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

Primavera Sound no Porto em 2012

O Porto vai acolher uma edição do festival de música Primavera Sound em 2012.

O anúncio oficial está a decorrer, esta segunda-feira de manhã, na Câmara do Porto.

O Primavera Sound é um dos maiores festivais de música do mundo, destacando-se sobretudo no panorama da música indie. Acontece desde 2001 em Barcelona. Em vez de aumentar o tamanho do festival, a organização optou por manter o evento de Barcelona e criar outro. Várias cidades europeias estiveram na corrida que o Porto acabou por vencer.

Em Agosto, ao “Público”, Gabi Ruiz, director do festival, revelou que o Porto era um dos candidatos, tendo como adversário directo uma cidade inglesa, que não revelou. Na altura, Ruiz elogiou o Porto, “uma cidade com muito potencial de se abrir à Europa”, um destino que “muita gente não conhece”, e com um perfil semelhante ao de Barcelona. Este ano, passaram pelo Primavera nomes como os Pulp, Animal Collective, Big Boi, Echo & The Bunnymen, P.I.L. e Suicide.

 

in Porto24.pt

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