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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Tamikrest - Os Novos Tinariwen

Ar fresco com mais música Tuareg. A referência aos Tinariwen é inevitável mas os Tamikrest garantem o seu próprio espaço com este belo disco, Toumastin , que na verdade até já é o 2º da banda. O primeiro foi editado em 2009, Adagh, ambos têm o selo da editora Glitterhouse Records e foram produzidos por Chris Eckman, esse mesmo dos Walkabouts e meu ex-vizinho em Benfica.

Fica aqui o disco para o descarregarem e apreciarem:

Tamikrest - Toumastin

M. Ward na Aula Magna: Monstro da Folk

(foto: Vanessa Krithinas - Cotonete)


Quando uma figura como M. Ward surge numa das principais salas de Lisboa espera-se casa cheia para venerar o homem que já nos deu álbuns inesquecíveis a solo e bandas como She & Him ou Monsters of Folk. Inexplicavelmente nem meia plateia da Aula Magna esteve ocupada para testemunhar uma grande noite de música.


Uma fugaz passagem por Cascais para abrir um concerto de Norah Jones não conta, por isso esta foi a noite de estreia a valer para M. Ward em Portugal tal como o próprio confirmou.

 

Tivesse uma das excelentes canções que compõem «Hold Time», um dos melhores álbuns de 2009 para não irmos mais atrás, chegado à banda sonora de uma telenovela nacional, servisse de fundo a um anúncio da moda ou caído nas graças de uma qualquer rádio comercial e hoje a Aula Magna teria esgotado a sua lotação.

O facto do californiano Matthew Stephen Ward ser uma das figuras mais respeitadas da chamada indie folk, não só pelos seus discos a solo mas também pelos dois álbuns já editados com Zooey Deschanel sob a designação de She & Him, com muitos elogios por cá, ou ainda pela mediática eleição para ser um dos Monsters of Folk, supergrupo com disco editado em 2009, não foi suficiente para encher a Aula Magna. Felizmente, não desmoralizou o artista.

 

Desprezou os lugares vazios e concentrou o olhar nas primeiras filas bem compostas e ofereceu um grande concerto revisitando a sua discografia ora de pé agarrado à sua guitarra, ora sentado ao piano e por vezes ainda munido com harmónica. Foi soltando as suas canções com aquela voz peculiar que ora parece sussurrar ora é plena de ironia, gerindo os silêncios com mestria criando uma intensidade única nas suas composições. Quando aumenta o ritmo é surpreendido por um ou outro espectador que não resiste a acompanhar com as irritantes palminhas. Felizmente foi noite de vingança de todos os que odeiam palmas parolas sem sentido e venceu o silêncio à volta da música para satisfação até do próprio Ward.

 

Nessas primeiras filas, não por acaso, estava o casal Paulo Furtado e Rita Redshoes. M. Ward será certamente uma influência de homem-tigre e convenceu a menina dos sapatos vermelhos que a esta hora já partilhou no seu mural do Facebook o vídeo de «Story of an Artist» de Daniel Johnston, precisamente um dos temas da noite que Ward interpretou explicando que muitos consideram Johnston um louco e que dedicava a canção aos artistas lisboetas que também passam por loucos. Não podia ter tido melhores ouvintes.

Além das canções dos seus discos a solo houve momentos inesperados como uma versão melosa de «Let`s Dance» de David Bowie, intercalados com obrigados que iam aumentando de intensidade com o avançar da noite e com a crescente reacção do público.

 

Tivéssemos sala cheia e a cumplicidade teria sido maior. Ficaram algumas canções por tocar como a «For Beginners» que abre o seu último álbum mas o que foi apresentado foi muito bom.

 

Quem foi não vai esquecer; perdeu quem não apareceu.

 

in Disco Digital

Fernando Magalhães: 6 Anos de Saudade!

Faz esta semana 6 anos que faleceu o jornalista Fernando Magalhães. Nunca o esquecerei e são muitas as ocasiões que me lembro dele e sei quantas saudades tenho de conviver e aprender com ele.

Recupero aqui o texto que deixei no antigo Fórum Sons na hora em que tive de encarar a triste notícia. Está actual e serve para o lembrar:

 

Acabo de ver um filme em dvd e vou buscar o meu telemóvel esquecido algures pela casa fora. Reparo que tenho duas chamadas não atendidas do Cristiano. Penso que terá alguma coisa a ver com a troca de bocas sobre a luta pelo título, e sorrio. Pensei melhor e pus-me a pensar que já não eram horas para ele me ligar, ainda por cima num domingo à noite, ainda por cima duas vezes. Resolvo ligar para saber o que se passa. Nisto recebo sms do Filipe Rodrigues... Antes de ler uma estranha sensação percorreu os meus sentidos. Leio que o Fernando Magalhães morreu.
Sem tempo para reagir, atendo o Junqueira. É chocante perceber que perdemos o Fernando.

Os minutos passam, as memórias aparecem em imagens mentais numa velocidade alucinante, as lágrimas aparecem. Penso no fórum, o único espaço onde me apetece ir neste momento. Corro para o computador para saber mais.
Penso no que vou escrever, e resolvo relatar estes minutos tristes que só existem pelas incontáveis horas de humor, amizade, aprendizagem e convívio que o FM proporcionou.

Ando com o filme atrás para me tentar lembrar quando é que comecei a ler crónicas dele. Impossível chegar à data precisa, já uma vez tinha tentado com ele e não chegámos a conclusão nenhuma. Sei que o primeiro texto que me marcou foi a reportagem dele ao concerto-tributo a Freddy Mercury em Wembley, salvo erro no Independente. Uma prosa com um humor e uma lata que me deixaram deliciado. Nunca mais perdi o rasto ao jornalista.
Muito aprendi à conta das suas críticas. Mais recentemente, fim da década passada e início desta, comecei a perceber que só comprava o suplemento musical do Público por causa de alguns escribas, ler as peças do FM era obrigatório.
Por alturas de 1999/2000 comecei a interessar-me a sério por música que até aí não ligava muito. Seguia os conselhos do FM no Público e fui abrindo as portas da Folk e da Electrónica. Era normal levar o Sons debaixo do braço ao sábado para as compras de cd’s.
Por essa altura tenho a sorte de descobrir o Fórum Sons, alojado no site do Público, e em pouco tempo começar a poder comunicar com o Fernando Magalhães. Lembro-me que a primeira vez que vi um texto meu no fórum ser comentado pelo FM, fiquei emocionado, cheguei a escrever lá que era uma honra para mim! Como resposta levei logo um belo gozo à FM, e foi isso que, de certa forma, mudou a minha vida.
Percebi que afinal eu podia conviver com as pessoas que eu mais admirava, que afinal génios como o FM eram acessíveis.

Do convívio no fórum aos primeiros encontros em jantares de noites de concertos, foi um pequeno passo. A empatia com o FM foi logo enorme.
Num ápice o Fernando passou a ser um de nós, um dos habituais participantes nas grandes jantaradas, presença assídua em todos os concertos, ou até só para bebermos uns valentes copos.
Esta aproximação resultou num número elevadíssimo de histórias fabulosas, com o FM por perto não era complicado termos noites memoráveis.
Neste momento recordo-me dum concerto do Rodrigo Leão na Aula Magna. Fiquei ao lado dele bem lá à frente, ao pé dos vips e de outros jornalistas. Vínhamos animados do jantar e aquilo estava a ser um bocado, vamos lá, parado de mais para o nosso estado de alma. Nós íamos rindo e fazendo piadas, perante o natural desagrado dos nossos “companheiros”, mas a coisa estava controlada. Até que eu lhe digo que quem estava ao piano era o Jorge Gabriel e não o Rodrigo Leão. Aí, o Fernando larga uma daquelas gargalhadas, isto numa altura bem calma do concerto. Foi de tal maneira que tivemos de ir para o bar...
Outra: eu, o Junqueira e o Fernando, juntos para assistir a um concerto dos Madredeus numa tenda de circo aquecida. Não estivemos lá dentro nem cinco minutos. Ficámos o tempo todo da parte de fora a beber cerveja e na conversa. Ao intervalo aconteceu o que acontecia sempre, muitas pessoas abordavam o Fernando na ânsia de lhe sacar um comentário sobre o espectáculo. A maneira como ele conseguiu comentar um concerto que não estava a ver foi inesquecível: “Se estou a gostar? Sim, o Ayres Magalhães está muito empenhado, se bem que depois isto com a Teresa é sempre assim, ela faz as coisas parecerem fáceis.”. E pronto lá ia o interlocutor feliz da vida, muitas vezes o Fernando nem sabia ao certo com quem tinha estado a improvisar, mas dava para umas valentes gargalhadas. O Fernando era assim.

Já num âmbito mais “private” aqui do fórum, foram com ele as tiradas mais engraçadas e históricas de sempre. O Homem-árvore, a lenga lenga de voltarmos ao fórum antigo, as listas intermináveis, as fases pós 16h30, o vendedor de bonecas insufláveis, o 10/10 na hora aos Mr. Bungle, os Dat Politics e a pop francesa, o Magnólia...
Acho que dava para fazermos um livro sobre tudo isto.
Lembro-me de uma noite má que passámos em Setúbal, num jantar de anos dele, que tinha corrido lindamente tal como tantos outros que ali fizemos, ao irmos para o carro, juntamente com o Nuno Proença, fomos assaltados por um grupo de 6 ou 7 anormais. Como eu ofereci resistência até à última, os rapazes ficaram enervados e “apertaram” com o Fernando, que largou facilmente um saco de com cd’s enquanto me dizia que não vali a pena arriscar. No fim, eu consegui salvar o meu auto rádio, mas ele ficou sem os cds, ainda me lembro do comentário: “ao menos vais a ouvir música para Lisboa”.

Outra faceta do Fernando era o seu lado lagartão. Eu que o via como um homem da música, aos poucos fui percebendo o quanto o homem sofria com o Sporting. E , claro está, o que ele rejubilava com os desaires do Benfica. Num célebre Benfica-Alverca, que o Alverca venceu por 1-2, estava a jantar com pessoal do fórum em Setúbal. O FM estava ao meu lado, e fartou-se de gozar com a situação. Ainda hoje me lembro que me fez rir com um comentário dele: “Pá, ó João, mas o Alverca não é vosso satélite?! Porra, já estou mesmo a ver amanhã a darem a vitória ao Benfica, vão alegar que com a pressa de começar o jogo, e como os jogadores são todos do mesmo clube, trocaram as camisolas, o Benfica são os azuis. O tal azul à Benfica...”
O FM pertencia à minha lista verde de sms’s. Sempre que o Sporting vacilava lá ia sms para ele. O que vale é que ainda recebi alguns “trocos” bem engraçados...

Vou sentir muita falta, revolta-me saber que isto ficou por aqui. Que não posso mais dar boleia e ficar na conversa com ele entre a redacção do jornal e a casa dele, que já não vou mais às pretas do Baleal com ele, que não vou ver aqueles fabulosos óculos a animarem qualquer espaço, que não o vou ver em Sines...

No meio de tanta coisa vivida com o Fernando, que tenho na minha memória, tenho aqui ao meu lado um objecto que me enche de orgulho: a gravação das duas horas do programa que eu e o Vítor Junqueira fizemos na rádio Voxx só com o Fernando Magalhães. Não sei se não terá sido das últimas aparições dele na rádio, mas sei que foi um programa que me deixou satisfeito e muito orgulhoso. Posso agarrar neste cds e mostrar a qualquer pessoa, com o maior orgulho do mundo.

Da mesma maneira que os escritos dele sobre música, futebol (lembro-me bem das prosas que ele publicou no Fórum em vésperas do Sporting quebrar o jejum), ou humor, me deixaram marcas, houve um texto que ele publicou no fórum por alturas do seu divórcio que me deixou sem palavras durante dias. E sei que foi a partir daí que o nosso Fernando se foi abaixo. Sempre acreditei que mais tarde ou mais cedo ele iria reaparecer em grande num qualquer concerto...
Só posso prometer que nunca o esquecerei, que sempre o mencionarei como uma das pessoas mais fantásticas que conheci. Um “ídolo” que se tornou num compincha de momentos fabulosos e que marcam a minha vida.
Até sempre, Grande FM!

Este post foi editado por J.G. em May 16 2005, 02:30 AM.

Jane's Addiction no Alive!

Os rockers norte-americanos actuam dia 9 de Julho no Palco Optimus ao lado dos já confirmados Paramore, Kaiser Chiefs e White Lies.

Líderes do que Perry Farrell chamou de "Alternative Nation", os Jane's Addiction, com o lançamento dos dois primeiros discos de estúdio, Nothing's Shocking (1988) e Ritual de Lo Habitual (1990), tiveram um tremendo impacto na história da música como a primeira banda de rock alternativo. Mais de uma década depois lançaram o terceiro longa-duração, Strays (2003), onde estava incluído o épico single Just Because, que lhes garantiu uma nomeação para os Grammy's.

Actualmente, os Jane's Addiction são Perry Farrell, Dave Navarro e Stephen Perkins, todos da formação original, e preparam-se para lançar disco novo em Agosto e tocar pela primeira vez em Portugal no Optimus Alive'11.

Venda de bilhetes cai pela primeira vez numa década

A venda de bilhetes para concertos sofreu uma quebra no Reino Unido durante o ano passado.

A descida de 6,7% representa a primeira queda no mercado de música ao vivo no espaço de uma década. Um dado que a indústria britânica atribui aos maus resultados de artistas consagrados como Paul McCartney e Bon Jovi. «Não é um desastre. É apenas um alerta», comentou o economista da PRS for Music, Chris Carey.

 

O responsável acrescentou que a quebra se explica pela ausência dos palcos de alguns grandes nomes. Algo que digressões como as dos Kings of Leon ou dos Take That poderá inverter. As vendas de música também baixaram - 11 por cento - com oito dos dez discos mais vendidos em 2010 a não terem sequer data de edição do ano passado. Mas mais uma vez essa situação tenderá a mudar com os números que Adele está a conseguir, com o novo álbum de Lady Gaga e o futuro longa-duração dos Coldplay.

 

in Disco Digital

Groundation no Coliseu dos Recreios: Vai ficar tudo bem

Noite quente com um tributo ao Deus do Reggae que atraiu militantes de todas as cores e idades proporcionando uma bonita enchente no Coliseu de Lisboa. A proposta dos californianos Groundation foi acolhida de braços abertos e revelou-se uma homenagem simples, honesta e justificada.

 

Se há mais de 30 anos contassem a Bob Marley que três décadas depois da sua partida, num país europeu falido, alguns milhares de pessoas se juntariam uma noite ao som de uma banda californiana para dançar, cantar e lembrar as suas canções o homem não poderia acreditar. Hoje a força do seu legado é tão evidente e pertinente que não causa estranheza vermos uma plateia composta na sua grande maioria por fãs que nasceram depois da sua morte mas que absorvem todas as canções como se estivéssemos no final dos anos 70.

Mesmo que a maioria não saiba que ao cantar «Punky Reggae Party» está a celebrar o encontro de Marley com o movimento punk da época em que escolheu viver na capital inglesa, mesmo que o contexto em que gritam «Revolution» seja bem diferente do original - Bob não deveria saber o que era o FMI - mesmo que a banda que está em palco não tenha o look jamaicano tradicional, a noite foi de verdadeira celebração e a harmonia entre palco e plateia total.

 

Os Groundation pegam na herança de Marley e citam-na com à vontade, humildade e convicção. Recordá-lo 30 anos depois da sua morte faz todo o sentido e é uma vitória para quem sempre batalhou para que a mensagem do reggae não se perdesse com o avançar do tempo. Além dos temas da obra de Marley, os americanos passaram ao de leve pela sua discografia sem aborrecer nem quebrar o ritmo dos clássicos a que voltaram na recta final do tributo. A resposta sempre entusiástica do público comprava a validade da sessão a que foram chamados também os nossos Terrakota que aproveitaram bem a oportunidade e celebrizaram bem à sua maneira o espírito de Marley. Como ele gostava.

 

Bob Marley está mais vivo que nunca; o reggae não o deixa morrer. E agora vamos todos ouvir o «Live Forever» álbum recentemente editado que recupera a sua última actuação com os The Wailers em Setembro de 1980 que comprova bem a validade do Mestre mais de vinte anos depois.

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

Enchufada no Alive

A editora portuguesa Enchufada vai tomar conta do Palco Optimus Clubbing, dia 7 de Julho, mostrando o que de mais inovador se faz na música nacional, complementado com a melhor electrónica internacional, com o norte-americano Diplo à cabeça. Para além de Diplo, o Palco Optimus Clubbing vai receber os Buraka Som Sistema, num formato de DJ's e MC, os Carte Blance, um projecto onde colaboram DJ Mehdi e Riton, o dubsteper Joker em colaboração com o MC Nomad, os belgas Goose, o rapper e DJ sul africano Spoek Mathambo, os Wildlife! e Diamond Bass.

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