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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Festival SW Dia 1: Horários

Palco TMN

Maria Gadú: 20h00-20h50

Bomba Estéreo: 21h15-22h05

The Flaming Lips: 22h35-23h50

M.I.A: 00h20-01h50

Groove Armada: 02h30-04h05

 

Palco Planeta Sudoeste Jogos Santa Casa

Márcio Local: 19h45-20h30

Rye Rye: 20h50-21h35

The Very Best: 21h55-22h55

Groovebox Kruder & Dorfmeister Live: 23h45-01h00

Social Disco Club: 01h00-02h00

Hot Natured (Jamie Jones & Lee Foss): 02h00-03h30

Rui Vargas & André Cascais: 03h30-05h30

 

Sapo Positive Vibes

Richie Campbell: 20h45-21h45

Tarrus Riley: 22h15-23h45

Israel Vibration: 00h15-01h45

Lyre Le Temps: 02h00-04h00

FMM Sines (última noite): Celebração afro-reggae

 

Chegou ao fim mais uma edição do Festival das Músicas do Mundo de Sines. No último dia começámos depois das 18h com sons da Galiza no Castelo e acabámos já com a luz do sol na praia a dançar com os frenéticos Batida. Pelo meio houve encontros com representantes africanos, jamaicanos e até de Timor-Leste!


Permita-me o leitor que se saia um pouco do formato de reportagem para um relato mais pessoal mas é importante que o faça para se entender um pouco melhor o que é o FMM. Cada espectador leva de Sines o seu próprio festival porque o conceito é diferente do que estamos habituados. Não há um só espaço com vários pontos de acção, há um eixo envolvente que obriga as pessoas a moverem-se encosta abaixo, escadas acima, convivendo com diversas tribos proporcionando também os inevitáveis encontros com caras conhecidas de outras paragens.

 

Só em Sines é possível contactar e tirar fotos com alguns dos maiores artistas mundiais como é o caso de U-Roy ou de alguns membros dos Staff Benda Bilili. Depois há o factor gastronómico a ter em conta, é uma excelente altura para nos entregarmos aos pratos regionais e ao vinho alentejano, isto num ambiente que não se encontra em mais festival nenhum. Apesar das enormes enchentes vividas no Castelo por alturas do fogo de artifício e depois madrugada dentro na avenida da praia nunca se viveram problemas de qualquer espécie entre tanta gente tão diferente. São dias de celebração e paz que se vivem em Sines por estes dias à volta da música, e isso é tão bonito quanto raro.

 

A tudo isto não é alheio o facto da organização ser de uma entrega impressionante a cuidar todos os pormenores e tratar este Festival com um carinho notável. Depois há a música. Como já disse noutras peças o objectivo do FMM não é trazer só nomes sonantes e consagrados. A aposta passa muito pela diversidade de culturas espalhadas pelo globo criando o verdadeiro conceito de músicas do mundo ao evento. Assim temos grupos que entusiasmam mais e outros que valem pela curiosidade de os podermos ver.

No último dia do FMM houve sangue latino no Castelo com Guadi Galego, ex vocalista dos Berrogüetto, a proporcionar um sereno fim de tarde com portas abertas e ao início da noite, já com entradas pagas, Lole Montoya apresentou a sua versão de novo flamengo com o disco «Metáfora», nomeado para um Grammy, na sua estreia por cá.

Entre os dois concertos do Castelo houve emocionante encontro no palco da praia com os Galaxy, representante da música moderna de timorense numa espécie de reggae-metal. Muito saudados pelo público.

Para a recta final da edição 2010 ficaram os nomes maiores. Um encontro entre Cheick Tidiane Seck, teclista maior do Mali e a vocalista Mamani Keita encantaram com a mistura afro-americana conhecida do disco «Sabaly» de 2008 abrindo caminho para um final épico no Castelo de Sines assinado por congoleses.

Formado por músicos de rua paraplégicos,os Staff Benda Bilili arrancaram o grande concerto deste festival. Com a ajuda do sempre imponente fogo de artifício os homens fizeram dançar até as suas cadeiras de rodas, literalmente. Um ritmo contagiante, uma alegria desarmante nos seus rostos e uma música que não se consegue explicar assim. Só sentindo e dançando se entende. Ficam no top de melhores concertos da história do evento. Tal como o lendário U-Roy que depois das 2 da manhã trouxe as boas vibrações e cheiros do reggae a uma avenida completamente à pinha e entregue à celebração rastafari.

Grande concerto até às 4 da matina altura em que se entregou o fecho do festival à família Fazuma, mais propriamente às escolhas sonoras dos Batida que sem dificuldade agarraram a multidão até ao nascer do dia.

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

 

in Disco Digital

FMM Sines, penúltima noite: O mundo entre o castelo e praia

(Foto: FMM - Mário Pires)

 

Na penúltima noite, o FMM Sines 2010 viveu mais uma enchente pacífica de espectadores que aceitam o desafio de se deslocarem entre o castelo a praia para descobrirem as várias propostas musicais de pontos tão diferentes como a China, a Guiné ou o deserto do Mali.

 


Este ano, o festival convida a um zigue-zague ao fim da tarde que começa com uma proposta no palco do Castelo às 18h00 deslocando-se depois para a Avenida da praia antes da hora do jantar, regressando para os habituais três concertos no Castelo para começar a noite. Depois os mais resistentes voltam para o palco da praia até aguentarem e pelo que se viu esta madrugada poucos são os que desistem de receber a luz do dia a dançar.

 

No Festival de Sines não se esperam grandes vencedores nem grandes desilusões. O público assume o risco de vir conhecer novos sons das mais diversas origens e entrega-se aos concertos com o mesmo entusiasmo e abertura seja de noite ou de dia, seja entre as muralhas do castelo, seja perto da areia e da brisa do mar. Depois há aqueles artistas que marcam fortemente a sua passagem por Sines e fixam-se na memória dos milhares que aqui se deslocam. Entre estes artistas está o guitarrista Kimi Djabaté que fascinou com a apresentação do seu disco «Karam» colocando a Guiné-Bissau no mapa dos países em destaque no FMM.

Também a francesa Dorothée surpreendeu positivamente no palco da praia com uma leitura muito subjectiva do legado folk norte-americano bem patente no seu disco, editado este ano, «Music Maelström».

 

Dos Tinariwen não se pode falar em surpresa porque já são sobejamente conhecidos neste universo tão próprio a que se costuma chamar de Músicas do Mundo. Um regresso a Portugal após vários concertos entusiasmantes em vários locais de Lisboa como o CCB, Cinema São Jorge, Clube Lua, ou mesmo a uma passagem pelo Festival Sudoeste, os tuaregues vieram, finalmente, ao seu espaço natural de actuação como é este FMM. Trouxeram vozes femininas, desfilaram canções que já se podem considerar sucessos devido ao significativo número de vendas dos seus discos e cumpriram. Não excederam as expectativas mas cumpriram.

 

Era grande a curiosidade para receber Sa Dingding, nome maior da música asiática contemporânea, que prometia juntar as raízes chinesas à música electrónica. Visualmente exótica e muito colorida, Dingding foi mostrou uma voz poderosa e cumpriu a tal junção com o som mais electrónico mas torna-se algo agressivo aquele timbre para os nossos ouvidos ocidentais. Valeu a experiência.

 

Para fechar a noite, ou se preferirem para receber o novo dia, tivemos na praia um quarteto brasileiro residente em Nova Iorque com o sugestivo nome Forro in the Dark. Fizeram jus ao nome e deram batida forró a uma multidão que encheu por completo a avenida e a praia. A banda sonora para um imaginário Roque Santeiro de 2010 serviu na perfeição o propósito da urbe dançar sem parar.

 

Pelas 4 da madrugada o Bailarico Sofisticado entrou em acção ao som de um discurso falhado do nosso Primeiro Ministro que rapidamente deu lugar ao ritmo alucinante habitualmente visitado pelo colectivo que esta madrugada contou com um reforço de peso, a DJ Selecta Alice que não facilitou em nada e contribui fortemente para uma festança que aconteceu até o céu clarear.

Os resistentes da avenida pediam mais mas tudo acabou pelas 6 da manhã.

 

jjoaomcgoncalves@gmail.com

 

in Disco Digital

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