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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

História do rock português em selos

Os CTT vão lançar uma edição especial de selos com as capas de vários discos da história do rock português. Da lista constam álbuns do Quarteto 1111 («A Lenda de El-Rei D. Sebastião»), Rui Veloso («Ar de Rock»), GNR («Psicopátria»), Moonspell («Wolfheart»), Heróis do Mar («Heróis do Mar») e UHF («À Flor da Pele»). Os selos começam a ser vendidos a 19 de Julho.

Chris Isaak em Cascais: The Chris Isaak Show

 

(Foto: Rui M. Leal/ IOL)


Os 54 anos de Chris Isaak não são mais do que um mero sinal aritmético de identificação. Em Cascais, viu-se um entertainer da velha escola americana consciente da resistência da sua música.


 

O título desta crónica é o nome do programa que o artista apresentou entre 2001 e 2004 na televisão americana. Para quem desconfiava que este era homem de dois ou três êxitos, ficou a prova em como Chris Isaak, além de saber cantar e tocar guitarra, também é um excelente entertainer daqueles que imaginamos dos filmes americanos de Verão passados na California com piadas fáceis mas que funcionam sempre. Agora compreende-se a ligação ao cinema seja por bandas sonoras, seja mesmo como actor. O homem nasceu para ser estrela e aos 54 anos diverte-se como um miúdo com os seus compinchas sempre prontos a alinharem em tudo. Visualmente o sinal está dado, os cinco músicos vestem fatos pretos debruados nas mangas e calcanhares com desenhos de chamas, a contrastar temos Chris Isaak com um dos famosos fatos, este é azul vivo. A noite começa calma com as primeiras músicas e a plateia cerimoniosamente sentada. Foi o tempo dos fotógrafos captarem as melhores imagens e Chris até ajudou indo ao pé deles fazer poses à Elvis.

 

Terminado esse período, arranca o espectáculo com Chris a improvisar um letra para um fado passando rapidamente para «Love me Tender» que cantou numa volta pelo parque! Saiu do palco e foi ter com o público que tinha sido convidado a trocar as cadeiras pelo espaço vazio que havia ali na frente. Depois invadiu a plateia e foi cantando, passeando no corredor entre as cadeiras enquanto se metia com as fãs, indo mesmo atrás de uma que recuou quando o viu aproximar-se. Falou do meio do parque para o palco e manteve sem o tom de«Love me Tender» que foi terminar já junto aos seus divertidos músicos. Quebrava-se o gelo e a partir daí houve um pouco de tudo. Rock, blues, country, gospel e versões mais despidas com os músicos sentados na boca do palco.

 

Num intervalo umas fãs mais inquietas pediam bem alto um tema. Chris admirado e de resposta pronta explicou que não era assim que funcionava porque não estávamos num bar e ele era um artista profissional. Mas descansou-as dizendo que não tinham pressa nenhuma em ir embora porque só tinham avião no dia a seguir ao fim da tarde. Mais à frente partilhou o momento em que conheceu James Brown. Gaguejou entre mil elogios e nervoso estendeu-lhe a mão e como resposta levou um claro, inequívoco, e brilhante: «BAH»! É assim um concerto de Chris Isaak interacção com o público, contagiante boa disposição e depois uma seriedade e entrega total na interpretação das canções. Nem «Wicked Game» escapa a esse profissionalismo como se fosse a primeira vez que a cantava.

 

A parte final do concerto é genial porque Chris Isaak optou por improvisar aceitando mesmo sugestões com «Only the Lonely», atacando a versão de «Pretty Woman» e já com um fato em formato de bola de espelhos convidou algumas fãs a invadirem o palco para dançarem. Ali ficou representado o público desta noite desde uma criança até às mães passando por uma beldade que, obviamente, chamou a atenção de Chris que preferiu envergonhar o segurança de serviço e de costas para o palco: «O homem está a noite toda ali de costas para nós de braços cruzados mas quando subiu esta rapariga virou-se logo!». Desculpemos o segurança porque também não era caso para menos, a moça era vistosa, engraçada e brilhou ao dançar um pouco de blues rodopiando sobre o seu vestido de verão de tal maneira sensual que Chris teve de pedir para ela parar porque não estávamos num bar de Las Vegas e havia crianças no palco. Mais tarde falámos com Rita la Rochezoire, que explicou que tinha acabado o curso de sociologia mas depois confessou que o à vontade em palco vem do facto de ter uma banda, Maxgirls. E também de já aparecer em capas de revistas, acrescentamos nós.

 

Chris Isaak é o clássico one man show, brilha e faz brilhar, troca de papéis com o baterista e exibe um notável ar jovial de rebelde engatatão suportado numa excelente forma física e vocal. Duas horas de delírios californianos clássicos em Cascais que agradou desde os fãs anónimos até aos músicos nacionais avistados na plateia como Miguel Ângelo, Rui Veloso ou David Fonseca. Um concerto memorável.

 

in: Disco Digital

 

 

(vídeo de Margarida Neves de Sousa)

The Cult encerram cartaz do Festival de Paredes de Coura

A confirmação da presença dos The Cult e os 18 concertos de bandas em estreia em Portugal são os grandes destaques do cartaz da 18.ª edição do Festival de Paredes de Coura apresentado ontem.

"Somos o festival que mais estreias fez em Portugal e esta edição não vai ser excepção, com 18 estreias de bandas em Portugal, o que é fantástico para uma terrinha do interior, esquecida durante o ano", frisou hoje João Carvalho, da Ritmos, responsável pela organização do evento, que decorre entre 28 e 31 de Julho.

Com o cartaz já completamente fechado, José Barreiras, responsável pela programação do 18.º Festival de Paredes de Coura, destacou "claramente" a confirmação dos The Cult, bem como a das bandas portuguesas Mão Morta e as Vozes da Raiva.

Os lendários Cult sobem ao palco principal do Festival de Paredes de Coura dia 29. Responsável por êxitos como "Go West", "Rain" ou "Fire Woman", a banda liderada por Ian Astbury revisitará os principais temas que marcaram o percurso de duas gerações.

Outro grande destaque da programação desta edição é o regresso do palco Iberosounds, depois de dois anos de ausência, que tem como convidados os Lost Park e Nouvelle Cuisine (dia 29), os Madame Godard e Boat Beam (dia 30) e os Triangulo de Amor Bizarro e Samuel Úria (dia 31).

"A venda antecipada de bilhetes leva-nos a crer que esta edição vai manter as 20 mil pessoas diárias, o que mostra a saúde do festival", comentou João Carvalho, enquanto José Barreiras preferiu destacar a importância do certame como "vento aglutinador de todo o noroeste peninsular".

Peter Hook, Klaxons, The Specials, The Prodigy, The Dandy Warhols, Gallows, We Have Band, White Lies, Enter Shikari, Best Coast, Vivian Girls, The Tallest Man on Earth, Caribou, Eli "Paperboy" Reed, Jamie T, Los Campesinos!, Memory Tapes, Plan B, The Courteeners e Cosmo Jarvis são os restantes nomes que completam o cartaz do Festival de Paredes de Coura

Novo álbum de Tricky em Setembro

Tricky vai regressar em Setembro com o álbum «Mixed Race», a editar no dia 27.

O sucessor de «Knowle West Boy» foi gravado em Paris e inclui participações de Bobby Gillespie (Primal Scream) e do cantor Franky Riley. «Passei a minha vida a descobrir culturas e Mixed Race fala disso», já explicou Tricky.

Antes, a 27 de Julho o artista vai estar na Casa da Música, no Porto.

 

in Disco Digital

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