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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Arctic Monkeys actuam em Fevereiro em Portugal

Os britânicos Arctic Monkeys vão actuar em Fevereiro de 2010 em Portugal, em dois concertos em Lisboa e no Porto de apresentação do novo álbum, "Humbug", anuncia a página do grupo no Myspace. De acordo com a banda, a 2 de Fevereiro está marcado concerto no Coliseu do Porto e no dia seguinte no Campo Pequeno em Lisboa.

Os dois concertos fazem parte de uma digressão europeia para mostrar ao vivo o terceiro álbum de originais, "Humbug", que chega hoje às lojas.

Esta será a terceira vez que o grupo rock estará em Portugal depois de ter vindo apresentar os dois registos anteriores, em 2006 e 2007, sempre em Lisboa e em salas bem mais pequenas do que o regresso anunciado.

Os Arctic Monkeys surgiram em 2002 mas fizeram sensação alguns anos depois quando o primeiro álbum, "Whatever people say I am, that´s what i´m not", lançado em 2006, foi considerado o mais vendido logo na estreia, superando "Definitely Maybe" dos Oasis. Formados por Alex Turner, Jamie Cook, Nick O'Malley e Matt Helders, os Arctic Monkeys são um dos casos da música britânica com êxito inicial no Myspace e só depois um contrato com uma editora, lançando a discussão sobre as regras da edição discográfica internacional.

A banda começou por vender CD com gravações caseiras e registos de concertos e distribuiu pelos amigos, até que as canções, como o êxito "I bet you look good on the dancefloor", chegaram à Internet e a uma página do Myspace criada pelos fãs e que os próprios músicos desconheciam.

A partir daí chegaram aos tops britânicos e o primeiro álbum rendeu-lhes em 2006 dois importantes prémios do Reino Unido: o Mercury Prize e o Brit Award. "Humbug" é o terceiro registo do grupo, na senda do pós-punk e rock alternativo, e inclui temas como "Crying Lightning", Dangerous Animals" e "Pretty Visitors".

actualização:
BILHETES À VENDA AMANHÃ, 25 DE AGOSTO

COLISEU DO PORTO (2 DE FEVEREIRO)
PLATEIA EM PÉ * 30,00 EUROS
TRIBUNA * 35,00 EUROS
GALERIA * 24,00 EUROS

CAMPO PEQUENO (3 DE FEVEREIRO)
PLATEIA EM PÉ * 30,00 EUROS
BANCADA * 35,00 EUROS
CAMAROTE 1ª * 35,00 EUROS
CAMAROTE 2ª * 24,00 EUROS
GALERIA 1 * 26,00 EUROS
GALERIA 2 * 24,00 EUROS

Yo La Tengo

O novo álbum dos Yo La Tengo "Popular Songs" ainda não foi oficialmente lançado (8 de Setembro via Matador Records) e já conta com 4 videos promocionais. O mais recente é o do tema "Nothing To Hide".

Amanhã no CCB - Etran Finatawa


(os Etran Finatawa na edição 2007 do FMM Sines)


PRAÇA MUSEU

ENTRADA LIVRE

Oriundo do Níger, um dos países mais pobres do mundo, o grupo Etran Finatawa é uma formação de tuaregues e wodaabe, dois povos nómadas com culturas e sonoridades muito diferentes que coabitam nesta região africana. A música dos Etran Finatawa (literalmente “as estrelas da tradição”) combina a riqueza de duas linguagens: tradicionalmente, os wodaabe não utilizam instrumentos e centram-se na voz e ritmos que convidam à dança; por sua vez, os tuaregues sempre recorreram a violinos e tambores para animar as suas músicas e danças.
Amanhã à noite a não perder depois das 22h.

Recorde aqui a passagem dos Etran Finatawa pelo FMM Sines, em Porto Covo) em 23 de Julho de 2007.

The Rolling Stones - Cocksucker Blues (1976, documentário, p&b/cor, 95 min.)


Direcção: Robert Frank e Daniel Seymour
Produção: Marshall Chess

Elenco e Participações: the Rolling Stones, Nicky Hopkins, Bobby Keys, Jim Price, Ian Stewart, Marshall Chess, Stevie Wonder, Dick Cavett, Muddy Waters, Andy Warhol, Truman Capote, Terry Southern, Tina Turner, Bianca Jagger

Anárquico documentário da excursão americana de 1972. O filme teve uma aparição relâmpago em algumas poucas cidades, dado a seu nome e conteúdo. Poucas cenas dos shows, alguns ensaios e o resto é bastidor. Seja nos hotéis ou durante as viagens, as câmeras não param de filmar. O filme oferece cenas antológicas, como quando Keith, Bobby e Marshall resolvem jogar a televisão pela janela antes de deixarem o hotel. Ao sair, a gerência aparece no lobby fazendo questão de apertar a mão das celebridades, sem demonstrar saber sobre a TV. Há momentos mais arrastados, como quando a caminho para a cidade vizinha, encosta em um bar de beira de estrada e encontram Muddy Waters jogando sinuca. Assistimos então a tropa bebendo cerveja e jogando sinuca com Muddy Waters.

A cena mais comentada do filme possivelmente seja quando o cameraman registra Bobby Keys no avião, encenando praticar sexo oral com uma groupie para, em seguida, amigavelmente estuprar outra groupie presente. A camera chega ao requinte de focalizar em algumas reminiscências do ato que ficaram pingados sob as costas da parceira. Tudo isso enquanto Keith, Mick, Marshall e outros estão rindo, bebendo e levando uma batucada de inglês. O filme é bem chato, mas muito das historias sobre a vida "on the road" você vê acontecendo aqui.

O filme abre com a canção ainda inédita, "Cocksucker Blues". Porque uma música chamada "Cocksucker Blues"? A banda em 1970 já estava com tudo acertado para assinar com Atlantic Records quando é cobrado pela Decca Records, a gravar mais uma música inédita, por exigência contratual. Mick Jagger prontamente pegou seu violão, compôs e gravou "Cocksucker Blues", música tão cheia de palavrões e insinuações sexuais que deve permanecer nos cofres da Decca por mais alguns milênios.


whiplash.net

Aproveitem para ver aqui o famoso documentário:

10 Canções, 10 Verões

Gostei da sugestão do Público que partilho aqui:

O P2 junta som ao som infatigável e sugere dez Verões em forma de canção.

Verão não é a silly season

Fine for now
Grizzly Bear

Porque no Verão não nos limitamos a viver um hedonismo desenfreado, porque no Verão não existe apenas a apoteose habitual da pré-época do Benfica, mas também a depressão desta pré-época do Sporting, guarde-se espaço para algo mais essencial. Veckatimest, dos Grizzly Bear, é um dos discos do ano. Beatífico, luminoso, todo ele são vozes atiradas aos céus e magnífica introspecção. Durante os cinco minutos de Fine for now, aproveitemos para nos fecharmos ao mundo lá fora. Ali não entra a silly season.

Verão é o que um homem quiser

Muda que muda
João Coração

Ouvimos há dias alguém dizer que a verdadeira passagem de ano acontece em Setembro, quando as pessoas voltam de férias. Se assim é, não haverá melhor que Muda que muda, canção título do novo álbum de João Coração, para os habituais votos de ano novo, agora transpostos para pleno Agosto. Um trovador a atirar-se de cabeça ao baile popular, um homem que canta "vou a caminho do nada" sobre uma citação dos Talking Heads. "Se é para mentir, é para mentir"; "se é para mudar, é para mudar". João Coração já está em 2010.


Verão 2009, Verão Michael Jackson (I)

Don't stop til you get enough
Michael Jackson

Bem sabemos que recomendar esta canção, precisamente esta canção, precisamente este ano, é uma redundância. Morreu o Rei da Pop e o mundo esqueceu-se dos escândalos do branquelas alienígena que lhe tomara o lugar na consciência popular. Lembrámo-nos das canções, canções imensas como esta Don't stop til you get enough. O baixo a marcar o ritmo, aquele "Ooooohhh!" a ordenar ao ritmo que avance e a secção de cordas a espalhar magia. Nesse preciso momento, Michael é o maior de sempre e, se não fosse de mau gosto, diríamos que estamos no céu.

Verão 2009, Verão Michael Jackson (II)

I want you back
Discovery

Eles, os Discovery, que são formados por um membro dos Vampire Weekend e um dos Ra Ra Riot, não podiam adivinhar o que aí viria quando gravaram esta versão da melhor canção dos Jackson 5. Sintetizadores manhosos, a voz robótica, distorcida com auto tune, e o bom Michael criança transformado em personagem futurista. É a música ideal para as um pouco mais frescas 4 da manhã de um dia de 40 graus à sombra. Michael aprovaria certamente.



Verão para quem está farto dos anos 1980

True romance
Golden Silvers

Tal como 80 por cento da população adulta esclarecida, já está farto do revivalismo dos anos 1980? Pois aqui tem o antídoto perfeito. True romance, dos ingleses Golden Silvers, soa a uns anos 1980 que correram bem, ou uns anos 1980 que já não nos lembramos que existiram. É ouvir o baixo a gingar com o cowbell, o homem do canto-falado e do teclado funky. É dançar, boa gente, que estamos no Verão de 2009.



Verão para quem não está farto dos anos 1980

Human
Killers

Human, dos Killers, é o oposto de Fine for now dos Grizzly Bear, ou seja, a canção ideal para a silly season: imagina algo mais apropriado que, numa discoteca apinhada, berrar juntamente com centenas de pessoas algo tão indecifrável quanto "are we human, or are we dancer"? Os Killers sim, são os anos 1980 tal como nos lembrávamos. E Human será o Like a virgin de 2015 ou o Dragostea din tei de 2018 (mas em inglês). O melhor é ir treinando.



Verão são dias sem tempo

Ayrton Senna
Norberto Lobo

Há aqui algo daquela magia indefinível dos longos Verões da infância, quando o dia tinha, no mínimo, 48 horas e tudo parecia possível. Há aqui aquele dedilhado absurdamente tocante de Norberto Lobo, Midas das seis cordas, a convocar a imagem de um céu de uma imensa melancolia. O segredo está em que a ouvimos, com Norberto e numa canção intitulada Ayrton Senna, como algo que não angustia. É, digamos, melancolia pelo futuro. E, nestes três minutos de música, o dia volta a ter 48 horas.



Não te deixaremos morrer este Verão, Bruce Lee

Dragão
Cacique 97

Os lisboetas Cacique 97 levam pontos extra só pela intro de Dragão - um sample de Bruce Lee, retirado de A Fúria do Dragão, não é simplesmente cool, é sinal de óbvio bom gosto. Mas depois há o resto, este ritmo afro-beat contagiante com órgão Rhodes, metais a levitar, secção rítmica num frenesim e coros a potenciar o poder hipnótico da música. Esqueçam Steven Seagal, Jackie Chan e Van Damme. Alerta vermelho: escaldante. Vivam os Cacique 97.



Um clássico esquecido ("chaud, comme il faut")

Couleur Cafe
Serge Gainsbourg

Mestre Gainsbourg, o cultor insurrecto da chanson que haveria por se deixar seduzir, citamo-lo, pelos ventos que sopravam de Liverpool, era um romântico incurável (esqueçamos aquele episódio com Whitney Houston). Couleur Cafe não engana. Galanteio gracioso em balanço tropical gentil e ela a dançar, ele a elogiar-lhe a dança, as percussões e a guitarra a criarem com precisão um quadro de inocência veraneante - apesar do calor, apesar dos corpos. Como é saboroso recuperar um clássico esquecido.


No Verão, suor e dança

El borrachito
Chicha Libre

Uma vénia às boas coisas da globalização: uma banda do século XXI, de Nova Iorque, que pega em música peruana dos anos 1970 e a transforma num meltingpot irresistível. Salsa e cumbia e surf-rock, espanhol e francês, Ennio Morricone e um órgão Farfisa na selva amazónica. Os Chicha Libre não são as férias previsíveis num resort em Varadero. Os Chicha Libre misturam-se com o povo e misturam a música toda. Suemos irmãos, suemos.



Terrakota no CCB Fora de Si


Fica o recado dos Terrakota que acutam no CCB de borla no domingo à noite:
Atenção é daqueles concertos que começa á hora certa. Portanto vai mesmo arrancar ás 22 h.
Dentro do contexto da iniciativa, os Terrakota irão tambem levar a cabo 2 oficinas : a primeira de SABAR , no sábado 22 ás 16 h e a segunda de PERCUSSÃO no Domingo ás 17 h .
Apareçam !!! precisamos da vossa força.

Promotoras de festivais vivem dias difíceis

Notícia do Diário Económico por Luís Reis Pires:

Prejuízos anuais elevados complicam situação financeira de empresas como a Everything Is New e Música no Coração.

Apesar da alegria reinante nos festivais de Verão, as empresas responsáveis pela sua organização não têm razões para sorrir. As duas maiores promotoras nacionais - a Everything is New e a Música no Coração -, aliadas a uma outra mais pequena - a In Music We Trust -, apresentaram em 2007 prejuízos de quase 1,3 milhões de euros. De resto, as dificuldades no sector não são exclusivas das grandes promotoras, alastrando também às de menor dimensão. De entre um conjunto de cinco das mais conhecidas promotoras de espectáculos, aliás, apenas duas apresentaram lucros em 2007: a Ritmos & Blues e a Smog. Em 2008, as dificuldades agravaram-se, com a Everything Is New, líder do sector, a acabar o ano com prejuízos de 518,6 mil euros e a Smog - uma promotora de muito menor dimensão - de 3,5 mil euros.

Os Concertos Que Aí Vêm

Moby
Parque da Cidade, no Porto, 12 de Setembro
Bilhetes a 15 euros (venda antecipada) e 20 euros (dia do espectáculo)

The Rakes e Ebony Bones
Clubbing Optimus da Casa da Música, no Porto, 18 de Setembro.

The Cult
Coliseu de Lisboa, 25 de Setembro. Bilhetes a 25 euros.

Xutos & Pontapés
Estádio do Restelo, Lisboa, 26 de Setembro. Tara Perdida e Os Pontos Negros na primeira parte.

Green Day
Pavilhão Atlântico, Lisboa, a 28 de Setembro. Bilhetes entre 32 e 42 euros.

Amália Hoje
Figueira da Foz, 1 de Outubro
Coliseu de Lisboa, 5 de Outubro
Coliseu do Porto, 9 de Outubro
Vila do Conde, 10 de Outubro

Au Revoir Simone
Casa da Música, Porto, 3 de Outubro ( segundo o myspace da banda )
Aula Magna, Lisboa, 5 de Outubro. Bilhetes entre 23 euros e 30 euros.

Peter Murphy
Theatro Circo de Braga, 29 de Outubro
Teatro Sá da Bandeira, Porto, 30 de Outubro
Teatro Académico de Gil Vicente, Coimbra, 31 de Outubro
Centro Cultural de Belém, Lisboa, 1 de Novembro

Diana Krall
Campo Pequeno, Lisboa, 10 de Outubro
Pavilhão Rosa Mota, Porto, 11 de Outubro
Bilhetes entre 20 euros e 70 euros (Lisboa) e entre 25 euros e 60 euros (Porto).

Joan As Police Woman
Lux, Lisboa, 15 de Outubro
Centro Cultural de Redondo, 16 de Outubro
Casa da Música, Porto, 17 de Outubro

Dream Theater e Opeth
Digressão Progressive Nation, Pavilhão Rosa Mota, Porto, 22 de Outubro
Cartaz: Dream Theater, Opeth, Bigelf e Unexpect
Bilhetes: 30 euros

José Mário Branco, Sérgio Godinho e Fausto
Espectáculo Três Cantos
Campo Pequeno, Lisboa, 22 de Outubro
Coliseu do Porto, 31 de Outubro

Skunk Anansie
Coliseu de Lisboa, 3 de Novembro
Coliseu do Porto, 4 de Novembro

Rammstein
Pavilhão Atlântico, Lisboa, 8 de Novembro
Bilhetes entre 33 euros e 42 euros

Depeche Mode
Pavilhão Atlântico, Lisboa, 14 de Novembro
Bilhetes entre 30 euros e 40 euros

Porcupine Tree
Incrível Almadense, Almada, 20 de Novembro
Teatro Sá da Bandeira, 21 de Novembro

Massive Attack
Campo Pequeno, Lisboa, 21 e 22 de Novembro
Bilhetes entre 24 euros e 35 euros

Muse
Pavilhão Atlântico, Lisboa, 29 de Novembro
Bilhetes entre 30 euros e 40 euros

Marilyn Manson
Campo Pequeno, Lisboa, 1 de Dezembro
Bilhetes entre 22 euros e 35 euros

Franz Ferdinand
Campo Pequeno, Lisboa, 2 de Dezembro

My Brightest Diamond
Teatro São Luiz, Lisboa, 2 de Dezembro

Nouvelle Vague
Aula Magna, Lisboa, 3 de Dezembro
Teatro Sá da Bandeira, Porto, 5 de Dezembro

Editors
Campo Pequeno, Lisboa, 10 de Dezembro

Biffy Clyro
Santiago Alquimista, Lisboa, 12 de Dezembro

The Dodos
Santiago Alquimista, Lisboa, 15 de Dezembro

fonte: Blitz

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