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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

FMM Sines - Despedida Abençoada por Lee Perry

Já amanhecia domingo quando ecoavam os últimos sons do FMM Sines 2009 pela praia Vasco da Gama. Os últimos agitadores foram os dj's do Bailarico Sofisticado que fecharam um dia verdadeiramente fantástico na despedida de Sines. Lee Perry arrasou no Castelo!

A edição 2009 do FMM Sines ainda agora terminou e já sentem saudades dos dias de Festival. Um fim de festa de arromba à altura da grande qualidade musical que oFMM nos proporcionou mais uma vez. No Castelo nova enchente, como não podia deixar de ser, para receber as últimas três propostas do cartaz.

A noite começou calma mas com enorme interesse. Pela primeira vez naquele palco actuava um artista sozinho. O feito pertenceu a JamesBlood Ulmer que acompanhado da sua guitarra deu uma autêntica lição triangular entre blues, jazz,e funk, recebida com respeito, e admiração por uma plateia encantada com tamanha alma norte americana. O espírito de Jimi Hendrix andou por aquelas muralhas.

Marca registada deste Festival é a facilidade com que se passa de um ambiente intimo para uma agitação quase heavy metal em poucos minutos. Foi o que aconteceu quando os finlandeses Alamaailman Vasarat tomaram conta do Castelo com uma explosiva combinação world music ficcional com poderosas batidas próximas do rock pesado. O público não demorou a reagir ao andamento do carismático Jarno Sarkula, saxofonista, que liderou o ataque aos ouvidos do público. Um concerto que deixou no ar muita energia à espera do último concerto.

Havia um certo nervoso miudinho à volta do que seria este regresso do grande Lee “Scratch” Perry a Portugal. Todos os receios deram lugar ao regozijo geral ao vê-lo chegar ao backstage simpático, sorridente e humilde. Os excelentes músicos que o acompanharam arrancaram com linhas de reggae capazes de fazer danças todas as pedras do Castelo, e Lee Perry como que atraído pelo "vibe" apresenta-se em palco na sua típica figura de elemento de outro planeta carregando a sua inseparável mala.
Fez os habituais alucinados discursos apelando à paz mas nunca perdeu o sentido do alinhamento do concerto que foi verdadeiramente fantástico. Toda a história doreggae a passar por aquelas cordas vocais a encantar os nossos ouvidos, toda a fantasia da figura de Perry carregada na sua vestimenta a ilustrar os nossos olhos. A figura maior do reggae jamaicano esteve entre nós e partilhou o seu legado de maneira irrepreensível. Com direito a encore e tudo!
Não há palavras que descrevam a emoção de ouvir os hinos «war in a babylon» ou «Exodus» cantados por Lee Perry em excelente forma aos 73 anos. O fogo de artifício que iluminou o céu de Sines por cima de Perry fez todo o sentido!
Foi um fim de festa no Castelo arrasador. Perfeito.

Restava aos resistentes a debandada até à Avenida da Praia para o encontro entre a tradição árabe e o rock n’ roll proposto pelos franco argelinos Speed Caravan que convenceram a multidão que encheu por completo o espaço em frente ao palco até à zona das tasquinhas e que rejubilou com a excelente versão de Galvanize dosChemical Brothers.

Passava já das quatro da manhã mas o público teimava em não arredar pé ficando a honra de encerrar as festividades ao colectivos deDJ 's Bailarico Sofisticado, à imagem do que tem acontecido nos últimos anos. O desafio era de respeito, fazer toda aquela multidão pular, e dançar o resto da noite, mas o Bailarico Sofisticado mais uma vez não vacilou. Apresentou-se com som de «Love me Tender» deixando a romântica mensagem entrar devagarinho em cada ouvido e num ápice Bruno Barros, Pedro Marques, e Vítor Junqueira dispararam ritmo frenético ao seu melhor estilo, montando a festa até de manhã.
Em ano de crise e gripe o FMM foi um sucesso total conservando o título imaginário de melhor festival de verão no país.

Ao Cuidado de João Bonifácio ( II ) - O Grande Ricardo Araújo Pereira

Não pela sua altura, é mesmo pelo gesto pleno de oportunidade que o Ricardo Araújo Pereira hoje tem n'A Bola.
Ao contrário de toda a ala de colunistas, analistas, comentadores, ditos atentos, imparciais, e preocupados com a liberdade de expressão no jornalismo, R.A.P. aproveita o seu espaço no jornal A Bola para chamar atenção ao inacreditável episódio entre o Belenenses e o jornal Público onde só o jornalista que assinou a reportagem do Festival SBSR saiu perdedor, e isolado.
Não li nenhuma reacção dos pesos pesados que tanto se preocupam em defender a liberdade. E estamos a falar de um dos principais diários do país.
Assim o gesto de R.A.P. tem ainda mais sentido e significado.
Para recordar sempre este parágrafo que aqui reproduzo ( e que todos os autores de blogues preocupados com o estado do jornalismo deviam reproduzir ):

Verdadeiramente difícil — e, isso sim, milagroso — não é fazer do Benfica campeão. É fazer com que o Belenenses desça à segunda divisão. Recentemente, vários treinadores têm tentado a proeza sem êxito. Nos últimos quatro anos, o Belenenses desceu duas vezes à segunda divisão e, mesmo assim, conseguiu ficar na primeira. Tem óbvias vantagens: assim, o clube pode dedicar à crítica musical o tempo que gastaria a preocupar-se com o futebol. Se fosse um clube que, como os outros, estivesse sujeito à descida de divisão, não poderia desperdiçar tempo com estas matérias. Na semana que passou, um jornalista do Público teve a ousadia de escrever, numa crítica a um concerto do Super Bock Super Rock, que o estádio do Restelo costuma estar às moscas. A direcção do Belenenses escreveu uma carta ao Público a chamar boi ao jornalista e exigiu um pedido de desculpas — que aliás obteve. O mesmo jornal que, no caso das caricaturas de Maomé, considerou que as desculpas eram injustificadas, pede desculpa ao Belenenses por uma crítica musical. Américo Thomaz, esteja onde estiver, repousará com certeza satisfeito.

FMM Sines - penúltima noite

Na penúltima noite do FMM Sines o Castelo voltou a esgotar a sua lotação para uma noite de sexta feira dominada pelos ambientes instrumentais numa viagem India - Brasil que começou na Polónia.

Só em Sines é possível reunir mais de 7 mil pessoas dentro ( e fora ) das muralhas do Castelo em ambiente de paz e total recepção às sonoridades vindas de pontos tão diferentes quanto distantes. Mas este quadro repete-se ano após ano e sempre com o entusiasmo em alto. O Disco Digital falou com espectadores vindos de diferentes cidades do país com o único propósito de assistir ao último fim de semana do FMM. Ninguém sai defraudado, a experiência é recompensadora.

Bastava olhar para as primeiras filas de uma plateia hipnotizada pela slide-guitar de Debashish Bhattacharya. Sons da Índia em formato original onde duas senhoras brilham não só com os seus tradicionais trajes como nas percussões tradicionais. Uma viagem instrumental que nos remete para a Índia mas com pontos de passagem que o nosso ouvido reconhece por vezes até como sendo sons nossos.

Poucos minutos depois da mensagem tranquila do mestre Bhattacharya, estavam em palco os surpreendentes músicos de Cyro Baptista. É nestas alturas que o escriba sente que lhe falta vocabulário para descrever o que se vive naquele palco. Cyro Baptista Beat the Donkey é um projecto do brasileiro Cyro, a viver há muitos anos nos E.U.A., que é uma autêntica locomotiva de percussão que percorre todos os cantos do planeta de forma espectacular. Muito ritmo, muito humor, e música que contagia todo o Castelo. Eles aceleram e o público salta, eles abrandam e o povo abana as ancas. Um dos espectáculos mais ricos em ritmo que Sines já viveu. Inesquecíveis "pau na mula".

A noite no Castelo tinha aberto com os Warsaw Village Band, banda polaca com algum culto já entre nós. Visitaram Sines numa nova fase da sua carreira em que apresentaram o seu disco «Infinity», do ano passado, composto só de canções originais, largando as transformações das canções tradicionais. Passara com distinção pelo público de Sines.

FMM Sines - Programa do Último Dia

Melech Mechaya (Portugal), 18h00, Centro de Artes de Sines

Bibi Tanga & The Selenites (Rep. Centro-Africana/França), 19h30, Av. Vasco da Gama

James Blood Ulmer (EUA), 21h30, Castelo
Alamaailman Vasarat (Finlândia), 23h00, Castelo
Lee “Scratch” Perry (Jamaica), 00h30, Castelo

Speed Caravan (França/Argélia), 02h30, Av. Vasco da Gama

BAILARICO SOFISTICADO
Avenida Vasco da Gama. 25 de Julho. 04h00 às 07h00. Entrada livre

Eagles no Pavilhão Atlântico: Águias de Ouro

Na sua estreia em Portugal os Eagles trouxeram uma produção de luxo e uma vontade de percorrer as várias etapas da sua carreira que durou três horas. As bancadas do Pavilhão Atlântico encheram-se provando assim que a nostalgia move multidões.

A estreia dos Eagles em Portugal mereceu casa cheia no Pavilhão Atlântico. Um público que ouviu atentamente cada música, aplaudindo efusivamente no fim de cada uma, houve pares mais afoitos a ensaiarem uns pezinhos de dança, conseguiram recuperar o, cada vez mais raro, efeito luz de isqueiros numa ou outra balada, e cantou a plenos pulmões clássicos como «In the City», «Take It to the Limit», «Heartache Tonight», ou «No More Cloudy Days».

O mesmo público também agradeceu o formato do concerto que sendo extenso contemplava um intervalo de 20 minutos a meio da noite precioso para os veteranos. Do palco e da plateia.

Valeu a pena a passagem dos Eagles por Lisboa. Uma banda que nos Estados Unidos da América conseguiu que uma compilação sua fosse o disco mais vendido de sempre, que soma cem discos de platina, e que faz parte da história do rock americano, apresenta-se com a grandeza e dignidade do seu passado. O palco é majestoso. Com jogos de luzes verdadeiramente geniais , com um sistema de vídeo impressionante que nos permite ver em dois ecrãs laterais com excelente qualidade de imagem, e reproduzir imagens no cenário, assim como imagens captadas directamente de uma câmara montada no chapéu de um dos músicos em certa altura da noite. Visualmente, um espectáculo perfeito.

A nível de alinhamento a primeira hora é passada a meio gás com a passagem pelo incontornável «Hotel California» logo à quinta música. Depois do intervalo os Eagles regressam com uma postura acústica. Os quatro sentados mais ao meio passam com a tranquilidade própria da folk americana por temas como «No More Walks in the Wood». O ambiente só aquece verdadeiramente na parte final do longo concerto quando passam para a fase mais blues rock e se soltam comunicando com o público que reage com entusiasmo às excelentes versões de «Funk #49» e «Heartache Tonight».

Apesar de já terem passado quase três horas desde que os Eagles tinham começado a tocar, o público não dava mostras de cansaço e depois do encore com os óbvios temas «Take It Easy» e «Desperado», os lisboetas queriam mais mas não tiveram sorte.

in Disco Digital

Ao Cuidado de João Bonifácio

A propósito disto Direcção do Belenenses insurge-se contra reportagem do "Público" sobre o SBSR queria deixa bem claro o meu apoio ao João Bonifácio:

Acho degradante o ruído que se está a fazer à volta da tua reportagem.
Tenho noção que já li prosas bem mais provocante ( o Cristiano Pereira é "pro" nisso) e para ir mais atrás buscar uma referência na minha vida tenho na minha memória deliciosos trechos escritos por outro jornalista dessa casa, o grande Fernando Magalhães. Até eu já terei usado analogias excessivas e parvas entre música e futebol bem mais graves que o que se lê no teu texto.
Espero bem que o ruído passe e em nada te prejudique. E continua a escrever como sempre o fizeste.
Abraço

FMM Sines: Chegou a Vez do Castelo

O FMM chega ao Castelo de Sines. O ponto alto do Festival é sempre entre as muralhas do seu Castelo com prolongamento até lá abaixo à Avenida Vasco da Gama à beira mar.
O programa para esta primeira noite no Castelo é o seguinte:

Trilhos - Novos Caminhos da Guitarra Portuguesa (Portugal), 21h00, Castelo

Janita Salomé (Portugal), 22h15, Castelo

Uxía (Galiza), 23h30, Castelo

Acetre (Extremadura), 00h45, Castelo

E para a Av. Vasco da Gama:

L’Enfance Rouge (França/Itália/Tunísia), 02h30, Av. Vasco da Gama

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