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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

FMM Sines programa completo!

O Juramento Sem Bandeira avança com o programa completo do melhor festival de Verão do país. Sem mais demoras aqui fica a cópia do que o amigo V.J. publicou.

FMM Sines programa completo!

Lee 'Scratch' Perry como principal cabeça-de-cartaz, The Ukrainians em Porto Covo (lembram-se da banda do guitarrista dos Wedding Present que nos anos 80 divertiam John Peel com as suas versões dos Smiths?), a recente descoberta de Rupa & the April Fishes, o pianista cubano Chucho Valdés, os congoleses Kasaï All Stars (à terceira é de vez!), os nova-iorquinos Chicha Libre, reinventores das chichas/cumbias peruanas, são, entre outros, os principais destaques da 11ª edição do FMM, cujo cartaz a organização do FMM Sines acaba de divulgar. Vai haver música proveniente de quase todos os continentes (só a Ocêania ficou de fora), muita música portuguesa (entre outros, os Oquestrada abrem o festival e à guitarra portuguesa e, depois, a Janita Salomé, cabem as tradicionais honras de abertura do castelo), alguns regressos (caso dos diabólicos finlandeses Alamaailman Vasarat e dos polacos Warsaw Village Band), muitos cruzamentos de culturas, geografias e cronologias (os chineses Hanggai a trazerem os cantos guturais mongóis para o terreno da free folk, o alaúde electrificado da Speed Caravan, o avant-rock dos tunisinos L'Enfance Rouge, o afro-beat multi-étnico da Orchestra de Dele Sosimi, etc.) e muito mais para descobrir.
O FMM conta este ano com 37 concertos, além de outras actividades, e decorre por nove dias, de 17 a 25 de Julho. Eis o programa completo dos concertos, incluindo as notas da organização a respeito de cada projecto:

Porto Covo (17 a 19 de Julho)

Sexta, 17 de Julho
O'QUESTRADA (Portugal), 21h30
Criador de música misceginada - entre o fado e o funaná, entre a pop e a canção francesa -, o quinteto O’Questrada é um dos grupos mais comunicativos da história da música em Portugal.
RUPA & THE APRIL FISHES (EUA), 23h00
Nascida na Califórnia, filha de pais indianos e com uma adolescência passada em França, a cantautora Rupa Marya é a nova embaixadora da América musical cosmopolita.
CIRCO ABUSIVO (Itália), 00h30
Num universo estético próximo dos Gogol Bordello, com quem tem colaborado, o grupo Circo Abusivo junta a música cigana balcânica a outras músicas num espectáculo explosivo.

Sábado, 18 de Julho
VICTOR DÉMÉ (Burkina Faso), 21h30
Considerado uma das maiores revelações africanas dos últimos anos, o cantor e guitarrista Victor Démé é um verdadeiro trovador folk, cruzando tradição mandinga e influências latinas.
THE UKRAINIANS (Reino Unido), 23h00
Um dos melhores representantes da fusão entre a folk e a música punk com origem no Reino Unido apresenta o seu disco novo, “Diáspora”, dedicado à emigração ucraniana e de Leste.
DELE SOSIMI AFROBEAT ORCHESTRA (Nigéria / Reino Unido), 00h30
Companheiro de Fela e Femi Kuti, o teclista e director musical Dele Sosimi apresenta-se no FMM com a sua Afrobeat Orchestra, máquina de ritmo afro-funk que vai pôr Porto Covo a dançar.

Domingo, 19 de Julho
WYZA (Angola), 21h30
Autor de “Bakongo”, um dos mais surpreendentes trabalhos de um músico da África de língua portuguesa produzidos no novo milénio, Wyza é música angolana como não a ouvimos antes.
ORQUESTA TÍPICA FERNÁNDEZ FIERRO (Argentina), 23h00
Criada em 2001 por um grupo de estudantes de Buenos Aires, a OTFF faz tango com o charme de sempre transformado pela energia e a informalidade de uma nova geração de músicos.
DAARA J FAMILY (Senegal), 00h30
Vencedora dos prémios de “world music” da BBC Radio 3 em 2004, a Daara J Family traz a Porto Covo o melhor hip hop africano, com surpreendentes temperos de Cuba e da Jamaica.

Sines (20 a 25 de Julho)

Segunda, 20 de Julho
MOR KARBASI (Israel / Reino Unido), 22h00, Centro de Artes de Sines
Israel sempre foi rico em vozes femininas e Mor Karbasi, uma jovem cantora interessada no herança judia da Península Ibérica, é mais uma diva a acrescentar a esta galeria dourada.
PORTICO QUARTET (Reino Unido), 23h30, Centro de Artes de Sines
Com o seu álbum de estreia nomeado para o Mercury Prize e considerado o melhor do ano pela revista Time Out, Portico Quartet já não faz jazz, mas “pós-jazz” eivado de espírito “indy”.

Terça, 21 de Julho
CORNELIU STROE & AROMANIAN ETHNO BAND (Roménia), 22h00, Centro de Artes de Sines
O folclore tradicional dos aromenos, um povo latino do Leste Europeu, tem nova dimensão através da criatividade efervescente do percussionista romeno Corneliu Stroe.
CARMEN SOUZA (Portugal / Cabo Verde), 23h30, Centro de Artes de Sines
O jazz vocal ganha expressão cabo-verdiana na voz de Carmen Souza, presente em Sines na companhia do saxofonista Jay Corre, que tocou com Sinatra, entre outros grandes dos EUA.

Quarta, 22 de Julho
MAMER (China), 18h30, Centro de Artes de Sines
Figura do movimento de redescoberta das raízes musicais pela nova geração chinesa, Mamer faz folk alternativa a partir da música tradicional do povo cazaque da região de Xinjiang.
TRILHOS - NOVOS CAMINHOS DA GUITARRA PORTUGUESA (Portugal), 21h00, Castelo
A guitarra portuguesa do músico sineense Rui Vinagre inicia os concertos no Castelo integrada num quarteto que abre novos horizontes para um instrumento extraordinário.
JANITA SALOMÉ (Portugal), 22h15, Castelo
Um dos cantautores com uma carreira mais consistente na música portuguesa, Janita apresenta um espectáculo onde canta o vinho através de textos de grandes poetas mundiais.
UXÍA (Galiza), 23h30, Castelo
Uma das maiores cantoras ibéricas há mais de 20 anos, Uxía promove um encontro emocionante de músicas e músicos da Galiza, de Portugal e de vários países da África de língua portuguesa.
ACETRE (Extremadura), 00h45, Castelo
Instituição da folk peninsular, o grupo Acetre traz de Olivença a Sines um espectáculo fundado na cultura raiana, com repertório cantado em português e castelhano.
L'ENFANCE ROUGE (Tunísia / França / Itália), 02h30, Av. Vasco da Gama
Considerado “um dos melhores grupos europeus” por Thurston Moore (Sonic Youth), L'Enfance Rouge faz rock experimental com bases de música tradicional árabe.

Quinta, 23 de Julho
ASSOBIO (Portugal), 18h00, Centro de Artes de Sines
Composto por César Prata e Vanda Rodrigues, o duo Assobio expande material acústico popular através do espectro de novos sons e timbres que só é possível produzir por computador.
NARF & MANECAS COSTA (Galiza / Guiné Bissau), 19h30, Av. Vasco da Gama
O projecto “Alô Irmão!” junta as vozes e as guitarras (acústicas e eléctricas) do músico galego Fran Pérez (Narf) e de Manecas Costa, expoente contemporâneo da música da Guiné Bissau.
HANGGAI feat. MAMER (China), 21h30, Castelo
O património vocal e instrumental das estepes da Mongólia Interior tem brilho redobrado nas mãos de Hanggai, um dos grupos mais originais da nova música chinesa.
CHUCHO VALDÉS BIG BAND (Cuba), 23h00, Castelo
Um dos melhores pianistas do mundo e uma referência do jazz latino, Chucho Valdés chega a Sines com mais de 50 discos gravados e cinco Grammys conquistados, entre 14 nomeações.
KASAÏ ALLSTARS (Rep. Dem. Congo), 00h30, Castelo
Experiências domésticas de amplificação eléctrica de instrumentos tradicionais misturam-se com o espírito do rock e ritmos de transe nativos num espectáculo de grande força musical e visual.
RAMIRO MUSOTTO & ORCHESTRA SUDAKA (Argentina / Brasil), 02h30, Av. Vasco da Gama
Argentino radicado no Brasil, Ramiro Musotto cruza música baiana e música de vários pontos da América Latina num show de percussão a que a electrónica acrescenta cambiantes.

Sexta, 24 de Julho
PAULO SOUSA (Portugal), 18h00, Centro de Artes de Sines
Ex-guitarrista dos Essa Entente, Paulo Sousa apaixonou-se pela música da Índia e é hoje um exímio intérprete do sitar, que tocará em Sines na companhia das tablas de Francisco Cabral.
NJAVA (Madagáscar), 19h30, Av. Vasco da Gama
Formado por quatro irmãos e um primo a viver em Bruxelas desde os anos 90, Njava reflecte toda a riqueza da música do Madagáscar num espectáculo de dança de fusão “Ethnotic Groove”.
WARSAW VILLAGE BAND (Polónia), 21h30, Castelo
Revelação dos prémios de “world music” da BBC Radio 3 em 2003, a Warsaw Village Band é um dos grupos de culto da folk europeia e traz dois discos novos para mostrar no FMM 2009.
DEBASHISH BHATTACHARYA (Índia), 23h00, Castelo
Melhor artista da Ásia / Pacífico nos prémios da BBC Radio 3 em 2007 e nomeado para um Grammy em 2009, Debashish Bhattacharya é o grande mestre da “slide guitar” indiana.
CYRO BAPTISTA BEAT THE DONKEY (Brasil / EUA), 00h30, Castelo
Considerado um dos melhores percussionistas do mundo, o brasileiro radicado nos EUA Cyro Baptista vem a Sines com Beat the Donkey, um show rítmico e visual a não perder.
CHICHA LIBRE (EUA), 02h30, Av. Vasco da Gama
Chicha Libre reinventa, a partir de N. Iorque, a música incrível dos índios da Amazónia peruana, que nos anos 70 fundiam cumbias colombianas e melodias andinas com sons psicadélicos.

Sábado, 25 de Julho
MELECH MECHAYA (Portugal), 18h00, Centro de Artes de Sines
O espírito festivo do klezmer, a mais conhecida música secular do povo judaico, chega ao Centro de Artes de Sines através do quinteto português Melech Mechaya.
BIBI TANGA ET LE PROFESSEUR INLASSABLE (RCA / França), 19h30, Av. Vasco da Gama
Nascido na Rep. Centro-Africana e criado em França, o cantor e baixista Bibi Tanga chama o DJ Le Professeur Inlassable para uma actualização pessoal da grande música africana e afro-americana.
JAMES BLOOD ULMER (EUA), 21h30, Castelo
Considerado uma das referências da música negra, o cantor e guitarrista James Blood Ulmer enche o palco do Castelo com os seus blues cultivados pelo jazz, funk e rock psicadélico.
ALAMAAILMAN VASARAT (Finlândia), 23h00, Castelo
Acústico - embora, pela sua energia, não pareça - o quinteto instrumental Alamaailman Vasarat cruza músicas tão diferentes quanto o klezmer, o jazz e o heavy-metal.
LEE 'SCRATCH' PERRY (Jamaica), 00h30, Castelo
O fogo-de-artifício dispara com Lee Perry, um dos maiores visionários da música jamaicana, incluído na lista dos 100 maiores artistas de sempre publicada pela Rolling Stone em 2004.
SPEED CARAVAN (França / Argélia), 02h30, Av. Vasco da Gama
O baile de encerramento do FMM 2009 é comandado por Mehdi Haddab, músico de origem argelina que transformou o alaúde árabe numa máquina electrificada ao serviço do rock.

Os preços dos bilhetes variam entre os 5€ (por cada noite em Porto Covo e para os espectáculos de 22 a 25 no CAS Sines) e 10€ (por cada noite no Castelo de Sines e para os espectáculos de 20 e 21 no CAS). Os espectáculos realizados junto à praia têm, como é habitual, entrada livre.
Mais informação em fmm.com.pt

OqueStrada no Tivoli: Cómicos de Garagem

Os OqueStrada montaram a sua tasca no respeitável Teatro Tivoli e fizeram da apresentação do seu disco uma festa como só eles sabem fazer. A sala cheia ajudou, e aplaudiu.

Tomo a liberdade de assinar esta crónica na primeira pessoa do singular porque ajuda o leitor a perceber que este é um texto especial. Ver uma banda como os OqueStrada chegar à noite em que apresenta o seu primeiro disco é motivo de satisfação porque já acompanho o percurso deles há uns anos. Ao contrário do que possa parecer a quem só agora os está a descobrir, esta rapaziada já anda nesta vida há sete anos e já correu o mundo a apresentar o seu espectáculo. Pelo meio até editaram um EP com 4 temas ainda hoje aproveitados. Já os vi na pequena sala da Galeria Zé dos Bois, na sua Tasca Móvel em vários locais, e por isso posso dizer que hoje ao chegarem a uma noite tão especial como esta foram exactamente iguais ao que sempre foram.

Um concerto dos OqueStrada é muito mais do que um grupo de músicos a acompanharem a vocalista Miranda. É um conceito de fado dos subúrbios apresentado sempre em tom de brincadeira, e com surpresas que podem ir de fadistas novos, e veteranos, a pequenos instrumentais, a números de dança, ou mímica. Tudo vale. É a tasca deles, à maneira deles. Quem fala é Miranda que continua lidar com esta exposição como uma alternativa mais barata a «ir à consulta». E nós acreditamos. Tudo é normal, os discursos perdidos, os enganos que obrigam a repetir a canção, fazem parte de uma representação cómica que já não se vê desde os tempos áureos dos Ena Pá 2000. Aliás, a vocalista Miranda é o equivalente a Manuel João Vieira no feminino, herdando o seu espírito bem humorado e irreverente mas sem usar o calão.

Musicalmente os OqueStrada não têm muito para dar. Há ali uma mao cheia de boas canções, como é o caso óbvio de «Se esta Rua Fosse», mas eles não existem para fornecerem as playlists. Não se levam a sério, nem querem, e o objectivo é mesmo agir e divertir do palco para a plateia. E ainda bem. Nunca serão um caso sério de vendas, nem chegarão aos Globos de Ouro, mas continuarão a ter seguidores por essas estradas fora de gente pronta a cantar com eles rimas descomplexadas parecidas com «tá-se bem no lado do cu do Cristo Rei».

Beyoncé no Pavilhão Atlântico: Beleza americana


(foto: Rita Carmo)

Mais que um simples concerto pop, a noite de Beyoncé no Pavilhão Atlântico foi um musical que traduz a força da imagem em formato videoclip com a força da música, e dança, que pode levar mais de 18 mil pessoas ao histerismo durante duas horas. Numa frase; actualmente o maior espectáculo ao vivo do mundo pop chama-se "I Am... Tour"!

Beyoncé Giselle Knowles representa a beleza estética das imortais pernas de Tina Turner, tem a alma de Diana Ross, a memória de Aretha Franklin, o fôlego de Madonna, e é a voz maior em palco do nosso século. É a cantora com mais canções que chegaram a Número 1 nesta década, e a mais rica abaixo dos 30 anos.

Neste seu regresso ao Pavilhão Atlântico, Beyoncé cumpriu todas as expectativas e brindou os fãs portugueses, que esgotaram por completo a sala, com um deslumbrante concerto com uma dinâmica contagiante durante duas horas.
O tiro de partida é dado ao som de "Crazy in Love", que passados 6 anos ainda soa fresco, e os trunfos são logo mostrados. Um palco suportado por um gigante videowall de alta definição ainda suportado por dois écrans laterais, e com os músicos arrumados como se estivessem em andaimes deixam todo o espaço para a cantora e suas companheiras dançarinas brilharem. Muitos truques de luzes, imagens a pintarem a magia do espectáculo ao melhor estilo MTV videoclip.

Até o timming das várias interpretações parece ser perfeitamente em Lisboa. Fica na memória a imagem de Beyoncé vestida toda de branco elevada por cima de refrescantes ondas, e mergulhada na ilusão de um oceano reproduzido no cenário. Diríamos que se recuássemos uma semana a americana estava a deslumbrar no "White Sensation". E poucos minutos no mesmo espaço tudo fica muito mais discreto, Beyoncé transforma-se num anjo enquanto canta "Ave Maria" do seu mais recente disco. Uma representação que não seria desajustada se a imaginássemos 24h antes nos festejos dos 50 anos do Cristo Rei.

A sequência de canções tem um ritmo elevado e nem a constante troca de vestidos de Beyoncé atrapalha o processo porque se passa sempre algo relevante no palco. O melhor exemplo acontece perto do fim quando a sala fica absorvida pelas imagens do clip de "Single Ladies", provavelmente, a canção que melhor funde todo o universo em que se move Beyoncé. Terminada a reprodução das imagens aparece a cantora pronta para mostrar como se faz ao vivo, sem quebras, e contagiante.

Para trás não esqueceu as Destiny's Child apresentando um "medley" de alguns sucessos da banda feminina que mais vendeu até hoje, 50 milhões de álbuns e 45 milhões de singles!
Assim como não hesita em homenagear as suas influências, Diana Ross, ou Tina Turner, e os seus ídolos inspiradores com destaque para grandes planos nos écrans para o novo Presidente norte americano muito querido pelo jovem público lisboeta, a fazer fé na ovação ouvida nesses momentos.

Beyoncé consegue surpreender e espantar tudo e todos quando surge elevada numa espécie de trapézio que a faz "voar" do palco para o meio da sala pendurada a grande altitude. Aterra num pequeno palco, qual ilha no meio dos fãs. Apesar de na sua grande maioria serem jovens do sexo feminino que a aclamavam, Beyoncé meteu conversa com um rapaz feliz da vida que só lhe teve de dizer (gritar) que se chamava Andersson, ou algo parecido, e identificar o nome da sua deusa.
Foi aí que "Video Phone" teve direito a imagens mesmo captadas pelo telemóvel de um dançarino e reproduzidas no grande ecran, isto depois da americana se ter atirado para os ritmos do reggae, com bandeira jamaicana e tudo, com sucesso em "You Don't Love Me ( no no no ). Com o mesmo sucesso que antes já tinha "roubado" "You Oughta Know" a Alanis Morrissete encaixando-a em "If I Were a Boy".

Não fosse o som do baixo estar estupidamente desnivelado soando com estrondo aos nossos ouvidos e teria sido um regalo audiovisual prefeito.
Beyoncé, essa mostrou que é a senhora pop do século XXI. Fantástica!

in Disco Digital

Faith no More no Sudoeste!

Os renascidos Faith no More ,uma das mais populares bandas dos anos 90, estão de volta a Portugal em Agosto. O Correio da Manhã sabe que o quinteto liderado pelo carismático Mike Patton, que regressa ao activo após 11 anos de interregno, tem concerto marcado para dia 8 (sábado) no Festival Sudoeste-TMN.

O espectáculo acontecerá no âmbito de uma digressão europeia a iniciar em Junho, que vai levar a banda aos principais festivais do Veho Continente, como Roskilde, na Dinamarca.

Cyro Baptista, um dos melhores percussionistas da actualidade, no FMM 2009

Cyro Baptista, percussionista brasileiro radicado no EUA, actua no FMM Sines – Festival Músicas do Mundo 2009. O concerto tem lugar no dia 24 de Julho, no Castelo, e é a sétima confirmação oficial de um programa com 37 espectáculos previstos, a realizar em Sines e Porto Covo entre os dias 17 e 25 de Julho.

A viver nos EUA desde 1980, Cyro é um dos mais respeitados percussionistas do mundo, já tendo trabalhado com músicos tão diferentes quanto Paul Simon, Yo-Yo Ma, John Zorn, Herbie Hancock, Daniel Barenboim, Brian Eno, Sting, Caetano Veloso, Wynton Marsalis, Jay-Z e Snoop Dogg.

Entre essas colaborações destaca-se a sua participação em cinco discos vencedores de Grammys: "Obrigado Brasil" (Yo-Yo Ma), "Blue Light 'Til Dawn" (Cassandra Wilson), "Santiago" (The Chieftains), "A Love Affair" (Ivan Lins) e “Gershwin’s World” (Herbie Hancock).

Em nome próprio tem seis discos, três dos quais com Beat the Donkey, o grupo multinacional de percussionistas que traz a Sines.

Comparado a um espectáculo de Frank Zappa pela sua força e perícia musical (All About Jazz), Beat the Donkey é um show imparável de dança e percussão de todo o mundo (Brasil, Médio Oriente, Indonésia, África, EUA) preparado por músicos que, pela maneira exuberante e teatral como se apresentam em palco, mostram que também pode haver humor dentro do ritmo.

Eleito percussionista do ano, em 2002, pelas revistas JAZZIZ e DRUM, e considerado uma estrela ascendente do mundo da percussão na 51.ª “poll” de críticos da revista DOWNBEAT, Cyro Baptista traz a Sines o repertório dos trabalhos com Beat the Donkey e do seu disco de 2008, “Banquet of the Spirits”.

Além de Cyro Baptista, estão já confirmadas oficialmente as presenças no FMM 2009 de Lee “Scratch” Perry (Jamaica), Chucho Valdés Big Band (Cuba), Debashish Bhattacharya (Índia), James Blood Ulmer (EUA), Mor Karbasi (Israel / Reino Unido) e Portico Quartet (Reino Unido).

The Pains Of Being Pure At Heart em Coura!

Caso sério no panorama da música independente actual, os The Pains Of Being Pure At Heart (TPOFPAH) vão dar muito que falar!

Comparados com as bandas que fizeram parte do movimento indie britânico “C-86”, no anos 80, onde se evocam nomes como The Close Lobsters, The Wedding Present ou Mighty Lemon Drops e onde se ouvem ecos dos Jesus And Mary Chain, My Bloody Valentine ou até Smiths, torna-se difícil ficar-se indiferente a esta banda.

Oriundos de Nova Iorque, estes três rapazes e rapariga conseguem fundir todas estas influências sem nunca deixaram de criar uma identidade própria.

O disco de estreia dos TPOFPAH recebeu as melhores críticas por parte da imprensa e os concertos dispararam, sendo o dia 30 de Julho, a data que marcará a estreia absoluta da banda em Portugal, no palco Principal do Festival Paredes de Coura.

E ainda:
The Temper Trap são mais um produto made in Austrália. Não haverá muito ainda para dizer sobre estes rapazes vindos de Melbourne! Mas o seu som atmosférico e cativante, criado com guitarras majestosas, ritmos avassaladores e vozes melancólicas, que fez as delícias do público que esgotou os concertos na Musexpo, Londres em 2008 e no mítico festival South By Southwest já este ano, levou-nos a fazer esta aposta sem receios.

“Conditions”, o primeiro álbum do quarteto verá a luz do dia no próximo mês de Julho. Sob a chancela de Jim Abbiss na produção, conhecido pelo seu trabalho com os Arctic Monkeys e Adele, é mais uma razão para despertar a atenção de todos os que apreciam boa música.

O dia 30 de Julho vai revelar os The Temper Trap quando estes pisarem o palco principal do Festival Paredes de Coura! A partir daí, não faltarão motivos para que se fale deles!

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