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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Bom Natal com os Move


A desejar um bom Natal a todos os leitores do Grandes Sons compartilho uma descoberta recente que vai ser banda sonora por aqui.
The Move banda inglesa em acção entre 1965 e 1972, portanto antes do meu nascimento, e que produziu grande malhas de rock que agora estou a descobrir graças a uma caixa editada recentemente.
Bom Natal.

Um Impressionante Arquivo de Concertos


Chama-se Wolfgang's Vault e armazena milhares de concertos de milhares de artistas! O registo não demora um minuto e o acesso ao impressionante número de concertos é imediato. Escolhe-se a banda, vê-se os detalhes dos concertos disponíveis, clica-se, abre-se uma janela e estamos a ouvir o concerto com uma qualidade de som boa.
Não resisti e já estou a ouvir estou a ouvir um concerto dos Dire Straits de 1985 no Texas.
Nem falta a descrição pormenorizada da actuação. Fica este como exemplo, mas vão encontrar lá milhares de concertos.

Em Wolfgang's Vault Concerts

Revoltados, Mas Educadinhos...

A propósito da minha crónica para o Disco Digital sobre o concerto dos Gotan project já recebi uns quantos mails de malta meio irritada com a prosa. Felizmente, também recebi uns poucos concordantes, mas o que me fascina é que todos os que são para expressar revolta, discordância, ou mesmo leves insultos, começam invariavelmente por: Senhor João...
Gosto muito.
Portugal é muito certinho, cheio de boas maneiras. Como vou reclamar à grande deixa-me começar por mostrar a minha educação e chamar a besta por senhor.

Gotan Project no Campo Pequeno

Diz que a classe média tende a desaparecer. Sinais da crise. É mentira.
Diz que os Gotan Project estão a desaparecer. Não parece ser verdade após mais uma visita ao nosso país em que saíram em ombros do lotado Campo Pequeno.

Já muito se falou e escreveu dos concertos dos Gotan Project. São presença habitual entre nós, já passaram pela Aula Magna, pelo Coliseu, ou pelos jardins de Oeiras. O que surpreende é o facto de ainda esgotarem salas mais de sete anos depois de editarem «La Revancha del Tango». Este seu disco de estreia continua a ser o abono do colectivo francês, argentino e suíço. Convenhamos que depois de 2001 o trabalho dos Gotan Project nunca mais despertou os níveis de entusiasmo que o disco de estreia proporcionou, ao ponto de inspirarem outros projectos como os Bajofondo Tangoclub.

O que se viu no sábado à noite em Lisboa foi um resumo da sua carreira, e dos seus concertos. Quem os viu nos outros anos, como é o caso do autor destas linhas, não pode evitar um bocejo em algumas alturas da noite já que o menu é previsível e requentado. Também é requintado, os jogos de luzes, as imagens projectadas na primeira parte do concerto em telas transparentes que tapam a boca do palco, a mudanças dos tons quentes vermelho e negro do cenário, para uma brancura total que dão receptividade a mais imagens que desta vez são projectadas no cenário do palco.

Tudo isto já foi visto, e tudo isto continua a entusiasmar milhares de pessoas. Apetece perguntar onde tem andado esta classe média alta que ontem foi desfilar roupa de marca, vistosas toiletes, e aromas de perfumes caros para a Praça de Touros da capital?

É verdade que sabe sempre bem ouvir temas como «Santa Maria (Del Buen Ayre)», «Queremos Paz», «Vuelvo al Sur», ou «Una Música Brutal», não por acaso todos do disco de estreia, e ver um par competente a dançar tango. Mas musicalmente falando percebe-se que Philippe Cohen Solal, Eduardo Makaroff, e Christoph H. Müller queiram dar por terminadas as operações do chamado electrotango. Não há muito mais por explorar, o conceito está esgotado.
Mas duvido muito que tenha sido a última visita dos Gotan Project.

Gotan Project de Volta

Portugal renova votos com os Gotan Project, naquela que é a última digressão mundial do trio franco-suíço-argentino. A chama deste caso de amor pelo seu "electrotango" reacende-se no hoje Campo Pequeno.

Eduardo Makaroff, Philiphe Cohen Solal e Christoph H. Müler regressam para mais uma dose (a última?) do sucessor do surpreendente "La Revancha del Tango". A BBC descreveu-o como um álbum "mais profundo, mais amplo e mais rico" que o anterior. Chama-se "Lunático" e o público português já conhece a sua forma ao vivo - o que, numa relação especial como esta, é uma vantagem.

in Y

Hoje Há IPOD BATTLE @ Music Box



A explicação do evento no Público:
Basta um leitor de mp3 com uma playlist cheia de surpresas e um público entusiasta. No fim, gan ha o melhor. Hoje à noite, em Lisboa, oito equipas vão travar a primeira iPod Battle portuguesa

É uma espécie de vale tudo musical, mas com um mínimo de regras básicas e a expectativa de alguma performance. A primeira iPod Battle portuguesa dá-se hoje no Music Box, em Lisboa, organizada pela Red Bull e com oito equipas em contenda. A luta é musical, a arma é um leitor mp3 (não precisa de ser um iPod, mas a marca da Apple é há muito um substantivo que designa todos os pequenos leitores digitais que acompanham a nossa vida) e o segredo é variedade. Êxitos, batidas contagiantes, canções de resposta imediata, vale mesmo tudo na iBattle da Red Bull - musicalmente falando.

Inês, nome de guerra Violet, é uma das lutadoras que esta noite sobem ao púlpito da cabina do DJ no Music Box, acompanhada por Mi, Maria de seu nome no BI, o outro lado da dupla A.M.O.R. Ela escreve sobre música, faz DJing e as A.M.O.R. são jovens valores da cultura clubbing e electro portuguesa. E Violet é um típico membro da geração mp3. A relação com o seu iPod é "muito próxima: sempre que vou nem que seja ao Pingo Doce ou ao Multibanco, levo-o sempre. Adoro ouvir música, tenho lá muitos álbuns que ainda não ouvi e está sempre comigo".

Este é um dos segredos de uma iBattle: a mobilidade musical, a capacidade de armazenar imensa coisa diferente e de ter toda uma discografia no bolso. "Normalmente, as pessoas chegam a um clube e estão três, quatro horas a ouvir o mesmo DJ e o mesmo género de música", contextualiza Miguel Silva, culture marketing manager da Red Bull. "Uma série de pessoas chegou à conclusão de que precisava de mais interacção e mais energia durante a noite" e assim nasceram as batalhas mp3, "uma nova forma de celebração nocturna". O que há de novo? Bom, o formato - uma espécie de aproximação entre os rituais do karaoke e o bom e velho DJ set.

O público decide
Numa batalha de iPod (com as quais a Apple não tem qualquer relação), qualquer pessoa pode participar. Desde o melómano ao produtor musical, do DJ ao curioso, basta ter o leitor de mp3 na mão e inscrever-se para, numa noite, entrar em luta pelos aplausos do público, que ditam o vencedor. Este é o outro segredo das batalhas iPod - não é preciso ser DJ profissional, nem ter o que Inês diz que lhe falta - mixing skills -, é só preciso dar música ao povo noctívago. "Gosto de seleccionar canções, adoro dar música às pessoas", diz Inês ao P2, ainda em processo de decisão do que vai pôr em prática esta noite com Mi.

Miguel Silva exemplifica: "Será uma noite bastante inconformista em termos musicais, porque pode-se atacar com techno e defender com uma música da Celine Dion", ri-se. A aura karaoke eleva-se aí, quando se puxa pelos êxitos mais rodados e popularuchos para levar a audiência ao rubro. É que o público é o juiz final, graças ao sonómetro que "mede os decibéis na sala", explica o manager cultural da Red Bull. "Há dois anfitriões que têm o sonómetro e que, no final de cada batalha, pedem ao público para se manifestar" e daí sairão os vencedores das eliminatórias seguintes.
Perante isto, as A.M.OR. anunciam que não vão apostar tanto em músicas orelhudas já gastas, mas num "mix de coisas novas, que adoramos, muito frescas mas que as pessoas ainda não sabem de cor". Prometem ingredientes anos 1990, "um pouco de tudo", do dancehall "à pop digital tipo Ace of Base", passando por um house para animar. Das oito duplas e dos seus 16 leitores mp3 sairão coisas bastante diferentes, mas com um mesmo objectivo - convencer o público de que a sua música é melhor do que a dos outros.

Interacção na noite
Bruno Sousa, o açoriano da dupla Bandido$ Desesperados, está preocupado. Acha que vai haver muito hip-hop, mas na verdade está às escuras. "Não sei bem o que as pessoas esperam, nunca estive num evento da Red Bull." Mas já esteve numa iPod Battle, em França, pouco tempo depois da primeira batalha ter surgido em Paris, ideia de Teki Látex e Romain Rock e posta em prática no clube ParisParis. Os dois, membros do colectivo electro e hip-hop TTC, sentiam que faltava interacção na noite. Queriam que o público participasse e inventaram o conceito, que depois chegaria a Lyon, ao Ninkasi, em que Bruno Sousa entrou já depois de ter visto a publicidade ao evento que juntaria candidatos para uma iPod Battle. "Não consegui participar e fiquei a ver." E que tal foi? "Achei que ganhava aquilo. Tinha músicas muito boas no meu iPod."

Quando falou com o P2, só tinha um álbum no leitor, aliás um iPhone recentemente comprado. Kill'Em All, dos Metallica. Mas, além de saber que o iPod de Rui Teixeira, o outro Bandido, "está cheio de músicas", previa rechear o seu com mais coisas boas. "Conhecemos tantas músicas que fazem o público dançar que não é preciso passar aqueles clássicos dos anos 80". Outras músicas que, "no fundo, são mais eficazes para fazer festa". A estratégia também passa por levar amigos, ajuda Miguel Silva, para fazer barulho no final de cada round. E por alguma performance. "A postura, o visual, tudo influencia o júri no final das batalhas", ajuda.

Os Bandidos e as A.M.O.R. estarão em guerra musical com mais seis equipas: The Scene (Ka§par e Victor Silveira), Spank Pod (DJ Ride e Espectro), URBA FEAT FAB (Urba/Sónia Carvalho e Fabulosa Marquise/Sara Sousa), Butterflie Soul Flow (PinyPon e Leo), Clube Socialismo Tropical (Alex Cortez e Vítor Belanciano) e Recycles (João Gomes e Fred Ferreira). Dois anfitriões, Marga e Tekilla, tomam conta do sonómetro e do cronómetro. É que tudo está controlado e as equipas têm de ultrapassar quatro eliminatórias para chegar a duas meias-finais e depois a uma final. Cada batalha opõe duas equipas, em quatro rounds para cada uma, alternadamente, e com um minuto e meio de duração.

As noites de batalhas iPod tradicionais podem ter inscrições abertas noite fora, mas, no caso da primeira em Portugal, a Red Bull optou por fazer convites por ser um novo conceito, um novo jogo na noite portuguesa. Nada de novo, no entanto, em Tóquio, onde a moda pegou definitivamente, ou nos EUA, Reino Unido ou Brasil.
Será que a moda pega?

Inês só soube o que era uma batalha iPod em Outubro, quando esteve na Red Bull Music Academy, em Barcelona. Não surpreendentemente, foi uma colega chinesa que lhe falou sobre o tema. Achou que era o tipo de coisa que "só na China", "mais uma coisa de gadgets do Extremo Oriente". Mas depois viu uns vídeos no YouTube (um dos centros de divulgação destas noites) e agora vai combater.

Bruno Sousa acha que o conceito vai pegar nas noites portuguesas, mas não tanto pela sede de novidades. É mesmo pela democracia da coisa. "Toda a gente tem música no mp3, toda a gente tem um mp3 ou um telemóvel com mp3 no bolso", postula, e por isso o conceito das iPod Battles "tem potencial para se espalhar rapidamente". Não só nas noites, nas discotecas, nos bares, mas "mesmo em casa, numa tarde com os amigos".
Inês acredita mais na criação de um "minicircuito" de entusiastas do iDJing, mas Miguel Silva, que pondera associar a Red Bull a novos eventos do género no próximo ano, está confiante, quanto mais não seja pelos sinais dos tempos. "Quando vivemos numa sociedade de informação em que durante o dia recebemos milhares de tópicos, depois à noite estagnamos? Não."

A única ressalva, que esta noite se desmistificará na sala do Cais do Sodré que acolhe a primeira iBattle, é mesmo saber qual a adesão dos noctívagos portugueses. Miguel Silva recorda a estranheza com que foi recebida
a silent rave que a marca dinamizou na noite de Santo António deste ano. "As pessoas ainda são um bocado presas a conceitos convencionais, embora digam mal deles... Só depois quando rebenta e é uma mania é que aderem."

Esta noite, para quem quiser ver a iBattle, o Music Box cobra oito euros à entrada.

...



Comunicado à navegação da Filho Único:

Arranque de preparações finais para a última festa Filho Único da Avenida no #211 da Av. da Liberdade, com algumas coisas importantes a comunicar. Não vamos fazer quaisquer reservas, sendo que a música começa às 21h30 e as portas (e subsequentemente a bilheiteira) abrem às 21h. As últimas duas edições esgotaram, pelo que se quiserem vir se calhar o melhor é chegarem a horas e aproveitam para ver a música toda.
Venham é jantados, que infelizmente já não vamos poder contar com a presença da Comida do Povo para esta edição. Fora os 19 concertos (todos ali na barra da direita e mais detalhadamente na secção Programação, há Deep Listening Station com o Zeca dos Discos, banca Daemond Deamond e a inevitável merch table dos amigos da Flur. Em baixo segue o horário de actuações:

21h30 - Gustavo Sumpta
22h00 - Kazike + Guilherme da Luz; Alexandre Estrela e J. Braima Galissa
22h40 - Rita Braga e Sei Miguel
23h00 - Ritchaz & Kéke e Alexandre Estrela
23h15 - David Maranha e António Contador + Calhau!
23h30 - Aquaparque
23h40 - Os N'Gapas
24h00 - Alexandre Estrela
00h20 - Panda Bear DJ Set; The Glockenwise e Frango
1h00 - Tropa Macaca
1h10 - Lobster e Coclea
1h35 - Zonk
2h00 - Loosers

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