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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

A Naifa @ Teatro Maria Matos: Uma inocente inclinação para a perfeição

A Naifa faz parte da solução de respostas à preocupação sobre como defender as nossas raízes musicais modernizando-as, e empolgando um público exigente.
Ao fim de três discos já não é possível ignorar o conceito de música que A Naifa propõe, não se pode passar ao lado de uma combinação tão perfeita entre a guitarra portuguesa, uma linda voz feminina, e canções de corpo e alma. Lisboa rendeu-se a uma música que tem muito do seu fado, e A Naifa triunfou a toda a linha nesta primeira noite de apresentação do seu novo disco no Teatro Maria Matos.

Quem os viu a dar os primeiros tímidos passos há quatro anos carregando «Canções Subterrâneas» não pode evitar um sorriso aprovador ao constatar a força que a vocalista Mitó ganhou em palco. Agora toda ela é projecção de voz, e alma, as canções ganham uma cor viva apresentadas ao vivo.
O prazer que dá ver Luís Varatojo a dominar a guitarra portuguesa, e especialmente, João Aguardela todo expansivo acompanhando tudo na perfeição com o seu baixo, só é comparável à simplicidade com a música de A Naifa nos invade o cérebro, e nos reaviva a memória de outros tempos em que o fado era uma marca deste país.

Os novos temas de «Uma inocente inclinação para o mal» soam muito bem ao vivo. O facto de serem agora assinadas por uma só autora dá uma maior interligação entre elas, e na verdade todas as novas canções convivem muito bem com as mais antigas do disco de estreia do «3 minutos antes de a maré encher».
Está aqui um projecto sólido, já bem oleado em palco, bem representativo da música portuguesa cantada em português, actual, e com marcada identidade lusa que as cordas da guitarra portuguesa ajudam a expressar.

Muito mérito para A Naifa que encheu o Teatro Maria Matos mostrando a sua cortante força, e confirmando-se como grupo que merece todos os elogios pelo excelente trabalho que tem vindo a fazer, tanto nos discos, como nos palcos por esse país fora onde tem finalizado as suas actuações com uma bela versão de "A Desfolhada".
A não perder de vista brevemente em Sesimbra, e Portalegre. Hoje segunda noite na capital.

Gilberto Gil no Coliseu : Uma Aula Cantada

Um privilégio poder estar num Coliseu de Lisboa como se fosse uma enorme sala de aula a contemplar um sábio mestre ali sozinho em palco com o seu violão pronto para nos dar uma lição sobre a cultura da música popular brasileira, os seus estilos, e derivados. O sistema de ensino foi muito simples uma introdução falada, e depois o exemplo cantado, e tocado. Sempre assim a noite fora, para uma plateia que não esgotou a sala, mas representava bem os fãs portugueses, os saudosos brasileiros, e nem faltou o ministro da cultura. O nosso, claro, bem discreto a contrastar com a luminosidade do seu homólogo brasileiro.

O pretexto é o disco intimista «Luminoso», lançado em 2006, que Gilberto tem andado a apresentar pelo mundo fora. Agora na Europa não podia falhar a visita a Portugal. Hoje foi o Coliseu de Lisboa, segue-se o do Porto e Serpa.
O conceito é o mais simples possível, Gil sentado sozinho a tocar violão e a desfilar clássicos da sua carreira.
Depois o concerto cresce e junta-se em palco o filho Ben, que o acompanha na viola acústica, e podemos ser surpreendidos por versões de «I'm 64» dos Beatles, ou de temas de Bob Marley a fazer lembrar a revisitação do brasileiro ao mundo de Bob no disco «Kaya».

Gilberto Gil é ministro da cultura do Brasil, e é um homem do mundo que divulga a sua cultura com uma paixão, e sabedoria fascinantes. Ele aproveita o ambiente intimista para apostar no formato diálogo-canção-diálogo. Cada diálogo é uma explicação para o que vamos ouvir, sendo que há uma altura em que viajamos por diferentes tipos de Samba. Por exemplo, o samba Rock, o aamba de breque, o samba canção, a bossa nova, e para cada explicação sobre o derivado vinha uma canção a ilustrar. O mesmo fez para ilustrar o Baião, outro estilo brasileiro, altura em que aproveitou para homenagear Luiz Gonzaga, o chamado Rei do Baião da década de 1940. Para trás já tinham ficado referências a lendas como João Gilberto, António Carlos Jobim, ou Caetano Veloso.

Neste ambiente ouviram-se versões acústicas de clássicos da música popular brasileira como «Exotérico», «Super-Homem», «Metáfora», «Expresso 2222», «Maracatu Atômico» e «Aquele Abraço», entre outras. Também houve espaço para espreitar o futuro em «Despedida de Solteira», canção em estilo xote que faz parte do novo disco a ser lançada em julho, e apresentar mais uma canção dedicada à sua companheira, Flora, de título «Faca e Queijo».

Uma autêntica aula sobre música, e cultura brasileira, a justificar plenamente «Aquele abraço».

A Naifa Hoje no Teatro MAria Matos

O colectivo A Naifa vai apresentar o novo álbum «Uma Inocente Inclinação para o Mal» hoje e amanhã no Teatro Maria Matos.
O terceiro disco foi trabalhado com apenas uma letrista: Maria Rodrigues Teixeira. Ambos os concertos estão marcados para as 21h00.

Gilberto Gil Para ver e ouvir Hoje no Coliseu de Lisboa

O grande mestre da música brasileira mostra-nos ao vivo “Luminoso”. Que é nome de espectáculo intimista – apenas Gilberto e o seu violão, acompanhados pelo seu filho Bem Gil. “Luminoso”, que é também nome de disco, e disco especial: gravado em 1999, mas apenas editado em 2006/2007, expõe-nos revisitações de temas de toda a carreira de Gilberto Gil, agora em versões despidas e ainda mais aprofundadas.

São 15 canções que servirão de base para os espectáculos de Portugal (mas a que se juntam também outros clássicos), e que regressam a temas caros ao pai do Tropicalismo. “Copo vazio”, “Preciso aprender a só ser” ou “Aqui e agora” são reflexões que nos permitem, a nós que estamos em frente ao palco, (re)conhecer o homem que as compôs, e nos levam a querer perceber quem somos nós. Tudo sempre ao som de uma voz em que o passar dos anos foi afinal acumulando não só de sabedoria, mas também de graça e carinho. De verdade.

Abril em Portugal, estação para reencontrar um nome que nunca foi domado, nem na vida, nem na política, nem na música. Gilberto Gil, o “Luminoso”, que nos vai acender as emoções com (como ele diz no disco) “a magia verdadeira do todo-poderoso amor”.”

The National Tambem em Guimarães

Os The National vão actuar no Centro Cultural Vila Flor, a 18 de Julho, adianta a edição de hoje do jornal Público.
O concerto faz parte do evento Manta, que se realiza desde 2006. Os bilhetes para o festival Manta custam 10 euros (um dia) e 25 euros (três dias), encontrando-se à venda em Guimarães, no Centro Cultural Vila Flor e no site oficial da sala.
in disco digital

Dead Combo Apresentam Lusitânia Playboys às 18h30 na Fnac Chiado

Os Dead Combo, formados pelo contrabaixista Pedro Gonçalves e pelo guitarrista Tó Trips, actuam na hoje na FNAC Chiado às 18h30, no âmbito de uma curta série de apresentações ao vivo do novo álbum de originais.
Até 04 de Maio, "Lusitânia Playboys", o terceiro álbum do duo, hoje à venda, será ainda apresentado em mais oito lojas FNAC de norte a sul do país.

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