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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Freddy Locks - Bring Up The Feeling

O reggae tem sido a área musical que mais adeptos tem ganho nos últimos meses no nosso país. Basta um olhar mais atento pelas agendas de concertos de norte a sul para verificarmos as imensas sugestões baseadas em sonoridades da Jamaica que contemplam a divulgação de lendas, ou de novatos. Também as ramificações mais concentradas na Alemanha são recebidas de braços abertos por cá, é ver os fenómenos Gentleman ou Patrice.
Todo este entusiasmo tem desenvolvido o interesse pela cultura rastafari, e tem dado ao mundo algumas boas propostas portuguesas ao longo dos anos como os Mercado Negro, e os Kussondulola.
Mas é agora que se sente que o reggae nacional atinge o patamar mais alto e convincente com actuações ao vivo bem interessantes de vários projectos, e (finalmente!) o aparecimento de registos discográficos maiores.
Este "Bring Up The Feeling" é um dos documentos que atestam a maturidade na área da produção, composição, musicalidade, e gravação de reggae feito por cá.
Freddy Locks assume-se como figura de proa na área, e na companhia da família mais feliz do país, a Família Fazuma, assina um excelente disco de reggae.
Canções como "Fazuma", sim uma dedicatória à família, "Bring up the Feeling", ou "Wake Up", são clássicos imediatos do curto reportório português para a causa de Jah.
Um disco equilibrado, bem produzido, e de entusiasmo contagiante é o que Freddy Locks tem para nos dar.
Do melhor do que se faz por cá!

Down Mexico: Ainda o Death Proof

Não resisto a voltar à banda sonora de Death Proof, o último devaneio de Quentin Tarantino. No outro dia destaquei o disco que reúne os temas que podem ser ouvidos no filme.
Hoje destaco a canção que mais tem rodado por aqui muito por culpa do imaginário da dança de Butterfly, confesso.
Para quem já viu fica aqui a recordação do momento, para quem ainda não foi ao cinema ver... Estão à espera de quê?!

Uma Nomeação Portuguesa nos Grammys: Mariza

O álbum «Concerto em Lisboa», de Mariza, foi nomeado para um Grammy, na secção Tradicional, Categoria Best Folk Album- Melhor Álbum de Música Folclórica.
O álbum regista o espectáculo dado pela fadista há dois anos no relvado da Torre de Belém em Lisboa.
Disputam o Grammy na mesma categoria «Um fuego de sangre pura», de Los gaiteros de San Jacinto from Colombia, «Tambor de fuego», de Los muñequitos de Matanzas, e «Esta tierra es tuya», de Sones de Mexico Ensemble.
Os vencedores desta e das restantes 48 categorias serão anunciados em cerimónia marcada para 8 de Novembro no Mandalay Bay Events Center, em Las Vegas.

Xutos & Pontapés Logo à Noite em Belém

Os Xutos & Pontapés regressam a Lisboa hoje para um concerto muito especial na Torre de Belém, em Lisboa. Acompanhados por uma orquestra de metais, dirigida pelo Maestro Pedro Moreira, a banda vai interpretar 20 dos seus mais conhecidos temas como os clássicos “Maria”, “O Homem do Leme”, “Remar, Remar”, “À Minha Maneira” ou “Ai se Ele Cai”, este último retirado do seu mais recente álbum “O Mundo ao Contrário” (2005).
A entrada é livre, a partir das 22h.

Xavier Rudd Hoje no Coliseu de Lisboa

É o regresso de Xavier Rudd a Lisboa.
Recordemos a passagem dele pela Aula Magna no último mês de Outubro:

Xavier Rudd pode ser um desconhecido para a maior parte dos leitores, mas chegou à sala de Lisboa já com uma numerosa legião de seguidores, ao ponto da Aula Magna ter registado casa quase cheia. E depois de se assistir a mais um concerto do australiano em Portugal, percebe-se que esta legião não vai parar de crescer, porque a sua actuação é muito convincente

Para quem costuma ir à Aula Magna regularmente por certo que conhece as figuras irritantes que por lá passeiam autoridade em noites de concertos, são aqueles seguranças capazes de nos abordarem por estarmos de pé num corredor, ou mal sentados, ou outra coisa qualquer. Pois bem, ontem foi a noite da vingança. Xavier Rudd com aquele ar pacato, sozinho em palco, conseguiu deixar em desnorte total a segurança da sala quando desafiou os seus fãs a invadirem o palco para se sentarem à sua volta, qual praia em noite de verão. O repto foi aceite à sua vez, era ver o público a correr das cadeiras mais altas para a frente do palco e subirem para o pé (descalço) de Xavier. Momentos de anarquia, momentos inesquecíveis para quem há muito desejava ver alguma agitação naquela sala. A adesão à corrida ao palco foi tão elevado que o concerto teve de ser interrompido para que um elemento da empresa organizadora do evento viesse ao microfone avisar que o pública poderia ficar apenas uma música por ali, depois ou iam para as cadeiras, ou não havia mais nada para ninguém. A malta assobiou, e Xavier atirou-se a mais música.

O espectáculo de Rudd é empolgante, o homem apresenta-se em palco num estilo The Legendary Tigerman da… praia. Rodeado de instrumentos de sopro, percussão e muitas violas, e com um cenário a fazer lembrar uma tenda hippie na areia, vai tocando canções dos seus álbuns que a maioria acompanha com palmas, e canta nos refrões.

O registo vocal faz lembrar um Paul Simon com mais agudos, e as letras são simples e eficazes. Mas a componente mais interessante, é quando o músico se atira a instrumentais que combinam rápidas batidas com som tirado dos três «didgeridoos» que invariavelmente leva a assistência a saltar e dançar sem parar, num ambiente parecido com o melhor som que os Blasted Mechanism conseguem tirar em processos semelhantes. Só que aqui é só um a fazer sons, e faz de uma maneira impressionante! Xavier é a coordenação de movimentos em pessoa. Uma sincronia impressionante.

A malta que ocupou o palco foi saindo aos poucos perante o atento olhar de seguranças e organizadores, e até de um polícia que se posiciou na parte esquerda do palco!Xavier esteve deliciado, com um sorriso de criança estampado no rosto, não se cansou de elogiar Lisboa, de agradecer e prometeu voltar. No Festival Sudoeste deve ser certinho. O concerto terminou com Xavier Rudd de pé a agradecer enquanto desaparecia no meio dos fãs que depressa correram para ele para o cumprimentar e pedir autógrafos, para trás já tinha oferecido uma harmónica a uma fã. Grande noite. Arrisco dizer que será presença certa no próximo Sudoeste.

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