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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Terrakota - Oba Train

Os Terrakota estão de regresso com o seu 3º disco de originais. E que regresso, meus amigos!
O álbum "Oba Train" vem mesmo a tempo de ser adoptado como banda sonora dos dias de verão que estão para chegar. Nesta altura não há ninguém que não pense nas suas férias, e comprar o novo disco dos Terrakota pode ser o primeiro, e importante, passo para o sucesso ao nível de companhia musical quer se vá para o campo, ou para a praia.
Isto porque o grupo volta a atirar-se para muitas áreas diferentes dos chamados géneros musicais, e consegue fazê-lo de forma magistral.
"Oba Train" é o feliz casamento do conceito musical multifacetado, com a mensagem das letras críticas, e de mensagens fortes, inteligentes, certeiras, e cantadas em várias línguas. Há aqui muito por onde pegar.
O melhor elogio que se pode fazer aos Terrakota é que conseguem transpôr para disco a alma, e o ambiente dos seus festivos concertos, e por isso assinam o melhor disco que até hoje gravaram.

Para isso muito contribui a excelente performance de Romi que está a cantar cada vez melhor, e neste disco já aparece em nível muito elevado. Ela sente-se à vontade tanto no andamento mais hip hop, em que contam com a colaboração Ikonoklasta,e de Conductor, do Conjunto Ngonguenha, como nos ritmos africanos, sul americanos, ou jamaicanos. É um autêntico tratado de globalizão em forma de disco, e com grandes canções capazes de nos acompanharem meses a fio.
Interessante é também o facto do disco estrear uma nova editora ( Gumalaka ) que é o resultado da junção de esforços entre Matarroa e Rádio Fazuma, e que foi gravado no estúdios dos Blasted Mechanism. Tudo boa gente, portanto.
Além de ser um excelente disco, há que dizer que uma edição que conta com a colaboração do grande U-Roy já merece tudo de bom, e a verdade é que a lenda jamaicana participa no disco. Os Terrakota aproveitaram a sua passagem por cá para o convidarem. E fizeram muito bem porque valorizaram ainda mais um disco que merece ser reconhecido por toda a gente.

Dave Matthews Band @ Atlântico: O Concerto

Há uns 10 anos atrás perguntava eu a outros apreciadores, e conhecedores, das performances ao vivo da Dave Matthews Band, porque é que ninguém os trazia cá. Estávamos a meio da década de 90, altura em que pegou definitivamente o conceito de concertos, e festivais, por cá. Estavamos a receber gente ilustre como Tricky, Björk, Portishead, Blur, e muitas dezenas mais de nomes bem interessantes. A resposta para a ausência da DMB por cá era geral; não havia fãs em número suficiente para esgotar um grande espaço, era aposta arriscada, e o facto de tocarem muito pouco fora dos Estados Unidos da América não ajudava.

Serve esta introdução para dizer que foi a pensar nestas explicações que assisti à recepção fabulosa que Dave Matthews, e seus pares foram recebidos.
As luzes apagaram, o excelente disco de Bob Marley que tinha estado a tocar até ali deu lugar ao ruído do povo. Os músicos subiram a um palco muito simples, sem paredes, e só com uns jogos de luzes por cima, e sem tocarem uma nota, sem dizer uma palavra, ficaram ali surpreendidos, e compreensivos a olhar para uma multidão que enchia toda a sala do Pavilhão Atlântico com destaque para a plateia que estava repleta de uma ponta a outra. Dave olhava compreensivamente para os seus fãs portugueses, e terá pensado que bem podiam ter vindo mais cedo. Afinal tinhamos fãs que chegassem, porque nem a banda mudou assim tanto, basta dizer que as mais de 3 horas de concertos contemplam muitos dos seus temas mais antigos, nem a malta começou a ouvir compulsivamente DMB nos últimos anos, mesmo porque os discos mais recentes nem são grande coisa.

Estava dado o mote, e a partir daquela louca entrada só tinhamos duas hipóteses; ou a banda entrava em piloto automático e fazia passar o tempo de um concerto que já estava ganho à partida, ou se entregava de corpo e alma a uma actuação inesquecível que fizesse justificar toda aquela devoção vinda da plateia.
Felizmente, foi a segunda hipótese que aconteceu esta noite.
A vida da Dave Matthews Band pertence ao palco. Eles vivem ali, são extraordinários ao vivo, e justificam completamente a aura de mito que lhes é colada por causa de discos como "Live at Red Rocks".
Excelentes músicos, uma harmonia fantástica entre todos, uma atitude de rock lambido pelo espírito do jazz, e uma combinação de temas clássicos, com outros mais recentes, e até Dave a solo à boca do palco.
São mais de 3 horas seguidas a dar música a uma audiência totalmente rendida a cada nota, a cada palavra, a cada tema.
As canções sucedem-se ao sabor da disposição da banda, não vislumbrei nenhum alinhamento fixo no chão, ou perto dos músicos, fiquei convencido que os temas iam sendo escolhidos em tempo real. Basta comparar os alinhamentos de Lisboa, e Dublin, para perceber que a DMB não segue uma setlist fixa na digressão.
A simpatia, e humildade de Dave, o empenho de Stefan Lessard - baixista (aqui abro um espaço para dizer que ambos fizeram o favor de assinar algumas capas de cds meus antes do concerto) o carisma do baterista Carter Beauford, sem camisola do SLB, a imponência dos sopros, e o carisma de Boyd Tinsley no seu violino, tudo ali à nossa frente, finalmente, para contemplar em mais de 3 horas de um concerto inesquecível!
O alinhamento está publicado mais abaixo. É claro que cada um sente falta de uma outra música, pela minha parte saí do Atlântico a pensar que podia ter ouvido Typical Situation.

Dave Matthews Band @ Atlântico: Videos

Vídeo de telemóvel gravado na galeria 1 do pavilhão atlântico. Momento em que Dave Matthews afirma que aquele público era o melhor que alguma vez tinha visto! Depois canta Jimi Thing , o segundo tema do primeiro encore:



Vídeo de telemóvel gravado na galeria 1 do pavilhão atlântico. Momento em que a Dave Matthews Band começa a tocar Stay (wasting time), 3º tema do 1º encore:

Dave Matthews Band no Atlântico: O Alinhamento

Everyday *
Dream Girl *
Crash Into Me *
Hunger For The Great Light *
Louisiana Bayou *
When The World Ends *
Grey Street *
The Idea Of You *
So Much To Say *
Anyone Seen The Bridge *
Too Much *
Sister +
Lie In Our Graves *
#41 *~
American Baby Intro *~
Two Step *
Ants Marching *

__________________

Gravedigger +
Jimi Thing *
Stay (Wasting Time) *

__________________

Don’t Drink the Water *
Pantala Naga Pampa *
Rapunzel *


Show Notes:
* Rashawn Ross
+ Dave Solo
~ Tom Morello

Setlist do Último Concerto de DMB antes de Lisboa

Anteontem no The Point, em Dublin na República da Irlanda, foi assim:

(Still Water)
Don’t Drink the Water *
Satellite *
Hunger For The Great Light *
When The World Ends *
Grey Street *
Louisiana Bayou *
Sister +
Dream Girl *
What Would You Say *
Dancing Nancies *
The Idea Of You *
So Much To Say *
Anyone Seen The Bridge *
Too Much *
Jimi Thing *
Stay (Wasting Time) *

__________________

Gravedigger +
Everyday *
Ants Marching *


Show Notes:
* Rashawn Ross
+ Dave Solo

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