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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

10 Ideias a reter da Edição dos 10 Anos de Rock in Rio Lisboa

 

Rock in Kids

Verdadeiramente impressionante o número de crianças a circular no Parque da Bela Vista durante os cinco dias do Festival. Vimos criançada ao colo, em carros de bebés, às cavalitas, pela mão e em grupo. E depois há os jovens que ocupam as filas da frente de concertos como o de Ed Sheeran. Neste caso as jovens, vá. É um festival amigo das crianças.

 

Rock in Lisboa

O Festival arrancou em pleno dia de ressaca da final da Champions League que trouxe uma autêntica invasão espanhola. No dia 1 ainda se viram muitos adeptos madrilenos de Real e Atlético na Bela Vista. O mundo tinha os olhos na nossa capital por causa da bola mas durante uma semana Lisboa não saiu do rótulo de cidade da moda. Além da presença dos Rolling Stones, um acontecimento por si só, houve a aparição de Bruce Springsteen, que repetiu a visita no último dia, a presença do Sr. ex Presidente dos Estados Unidos da América, Bill Clinton, falou-se num passagem de Mourinho e vimos Daniela Ruah em grandes danças. Nunca Lisboa esteve tão no centro do mundo do espectáculo.

 

Rock in Televisão

A cobertura da SIC Radical transmitiu todos os concertos do palco principal, com a óbvia excepção dos Rolling Stones, numa emissão de cinco dias que merece destaque. Aqui não se discute a estética, o estilo, o ritmo, o guião ou os comentários. O importante é que todos que não puderam/quiseram ir ao recinto viram os concertos que lhes interessava. Com a ajuda das redes sociais acontecem dois fenómenos engraçados;

- facilmente ficamos a saber de pormenores que nos escapam no recinto recebendo sms de quem acompanha em casa ( A Sara Sampaio está aí! Ou O Boss esteve aí outra vez! ) à melhor maneira do que acontece com os jogos de futebol que estamos a ver no estádio ( olha que foi mesmo fora de jogo! )

- muito engraçado ir picando o facebook e o twitter com comentários a criticar tudo e todos, desde quem lhes oferece a transmissão até quem está no recinto, arrasar o cartaz e depois quando está o grupo mais consensual a tocar vibrar digitalmente. Por outro lado, as fãs e os fãs que se dão ao trabalho de ir cedo para as filas da frente para estarem bem perto dos seus ídolos são gozados mas estão a viver a sua vida felizes e não em casa armados em intelectualóides. É só música, pessoal.

 

 

Rock in Wonderwall

Curiosamente, Noel Gallagher estava em Lisboa horas antes do arranque do Rock in Rio. Felizmente foi-se embora sem ir lá. É que assassinar a canção "Wonderwall" pareceu ser o deporto favorito de domingo no parque. Primeiro Robbie Williams, que fez o mesmo a "Song 2" dos Blur para ninguém se ficar a rir, depois Jessie J a entusiasmar-se com um espectacular concerto e embalada pelos acordes também assassinou o tema dos Oasis. O melhor é os irmãos fazerem as pazes e pensarem no Rock in Rio Lisboa 2016.

 

Rock in Boss

Bruce Springsteen tinha dado um dos melhores concertos de sempre, não só do Rock in Rio mas de sempre em Lisboa, na edição de 2012. Em 2014 não foi anunciado no cartaz mas foi dos nomes mais badalados na 6ª edição. Aparição surpreendente e inesquecível durante o concerto dos Rolling Stones, selfies multiplicadas pelas redes sociais e presença na regie para testemunhar o concerto de Timberlake. Lisboa é do Boss.

 

 

Rock in Stones & Justin

Apesar de todas as criticas conhecidas dos puristas anti-Rock in Rio há um facto indesmentível; o Festival tem dado dos melhores concertos que já vimos em Portugal. Paul McCartney, Stevie Wonder, Bruce Springsteen, entre outros, ficaram na memória de todos. Este ano mais dois a juntar a esta restrita lista. O concerto dos Rolling Stones por ter sido o último por cá e por ter corrido tão bem mesmo com senhores com mais de 70 anos em palco. O concerto de Justin Timberlake por ter sido o primeiro por cá e por ter confirmado tudo o que se esperava dele, um espectáculo deslumbrante de música e dança em comunhão com uma enorme plateia rendida. Ambos inesquecíveis.

 

Rock in Lorde & Jessie

As duas raparigas que enfrentaram a multidão olhos nos olhos traziam desafios diferentes. A jovem que veio da Nova Zelândia é uma das figuras em destaque no mundo do rock mas só tinha a seu favor um single conhecido. A desconfiança de uma actuação demasiado negra e sombria para o ambiente do Rock in Rio deu lugar a uma história de amor entre palco e plateia que ameaça continuar em nova visita. Lorde deu muito mais do que "Royals" e foi a grande surpresa pela positiva do palco mundo.

A inglesa Jessie J também carregava um hit comercial de peso, «Price Tag» mas aproveitou a oportunidade de actuar antes de Timberlake para dar um concerto impressionante ao nível da entrega e atitude. Comunicativa com o público que conquistou palmo a palmo, surpreendente a meter-se com os sisudos seguranças em frente ao palco, irradiou simpatia e foi a grande revelação do Palco Mundo.

 

 

Rock in Desespero Madrugada Dentro

Apesar da muita oferta de autocarros e táxis, da haver ligações para a outra margem até tarde, há um ponto que falha no Rock in Rio; escoar as pessoas o mais rapidamente possível para outros pontos da cidade. De nada serve saber que há barcos à espera no Rio Tejo se não se consegue sair facilmente das imediações do recinto. Todos os dias saímos tarde da Bela Vista e o cenário nunca mudou, filas intermináveis para Táxis e autocarros. Se tivermos em conta que em três das cinco noites de festival era véspera de dia de trabalho dá o que pensar. Não se percebe porque é que o Metro não ajuda com ligações até mais tarde nestes dias.

 

 

Rock in Indie

Foi a grande novidade desta edição. Aposta claro e arriscada em nomes menos conhecidos do grande público, especialmente no palco Vodafone, e a apresentação do grande trunfo indie para cabeça de cartaz da penúltima noite. Os Arcade Fire no Rock in Rio deixou a comunidade indie de cabelos em pé porque não queriam fazer o sacrificio de ir à Cidade do Rock ver uma das bandas mais empolgantes da actualidade. Entre juras e promessas, a verdade é que na noite mais alternativa apareceram quase 50 mil pessoas. Para os padrões do Rock in Rio terá sido meia casa, para a escala de lotação de outros grandes festivais por cá seria uma noite de arromba. Assim, o RiR piscou o olho aos mais cépticos, deu uma demonstração de força à concorrência ( que esteve no terreno, por lá vimos em noites diferentes Álvaro Covões e Luís Montez a passear ) roubando um muito apetecível cabeça de cartaz e levou um público que ainda não tinha entrado no parque da Bela Vista a sair convencido com a actuação dos Arcade Fire que raramente falham ao vivo, eles que, entretanto, há muito deixaram cair o rótulo alternativo conquistando público em toda a linha de gostos e tendências. Caiu a noite de metal, ficou a noite indie.

 

 

Rock in Frio

Lamentavelmente foi um factor constante. Nem a chegada de Junho deu tréguas em noites frias, ventosas e desagradáveis à medida que as horas passavam. Tudo teria sido muito mais agradável com aquele calor que Lisboa tem.

 

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