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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Super Bock Super Bock 2015, Dia 3: Florence e o Fim do Mundo em Sutiã

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A grande enchente estava mesmo guardada para o fim, Florence Welch teve direito a casa cheia e perante tanto calor humano tirou a blusa. Mais um dia de grande afirmação para a música lusófona com triunfos em vários palcos de um festival que ficará marcado pelo histórico encontro de Franz Ferdinand e Sparks. Unknown Mortal Orchestra, Crystal Fighters e Palma Violets também levam e deixam excelentes recordações do SBSR que está para durar à beira Tejo nos próximos anos.

 

O sábado serviu para encher o recinto bem mais cedo do que nos outros dias. Ouvimos muitos festivaleiros confessar que era este o único dia que tinham escolhido para viver o SBSR. Todos os palcos estiveram sempre bem compostos de público e a ansiedade ia aumentando com o chegar da noite. Não restavam dúvidas que a grande maioria estava ali para ver ou rever Florence Welch. Enquanto não chegava a hora, foram muitos os que filmavam e tiravam fotos do tal espectáculo aquático em que dois mergulhadores se elevam com jactos de água. De noite tem outro encanto devido aos fatos fluorescentes e jogos de luzes. Citamos uma boa descrição que apanhámos ao nosso lado: Aquamatrix sobre segways aquáticos inspirados no McFly com uma guitarra de leds da feira da luz.

 

Muitos pontos de interesse musical neste último dia de festival. Comecemos pelos lusófonos.

Márcia no Palco EDP aproveitou para encantar muito público abrigado na sombra da famosa pala. As surpreendentes visitas de Criolo e Samuel Úria ficaram na memória mas nem era preciso mais ninguém para cair nas graças da plateia, bastava aquela interpretação para «Insatisfação», talvez a melhor cantiga portuguesa de 2015. Magnífico.

 

Márcia foi o concerto certo no lugar certo no tempo certo, e o mesmo se pode dizer dos D´Alva um pouco mais tarde na zona oposta. No Palco Antena 3 virado para a escadaria do MEO Arena ainda com a luz do dia, muito público dançou ao som de «#Batequebate» e dos habituais improvisos pop que até as Spice Girls recuperaram. Bem hajam por isso.

Antes por ali passaram os Thunder & Co com os sons refrescantes e dançantes do álbum «Nociceptor», bem recebidos por um público que mostrou estar bem familiarizado com o contagiante single «O.N.O.»

Coube aos We Trust encerrar o Palco da Antena3. Tarefa facilitada pelo reconhecimento popular das canções  «We Are The Ones» ou «The Future». Missão bem cumprida da rádio pública nesta divulgação de música nacional. 

 

Em português, com sotaque do Brasil, continuamos. Além da aparição de Criolo com Márcia, e depois em nome próprio já depois da meia noite na Sala Tejo, houve espaço para o reencontro de Rodrigo Amarante com os seus fãs locais. O ex- Los Hermanos soube contornar o incómodo de um espaço demasiado gigantesco do MEO Arena para as centenas de fãs que o queriam ouvir e ofereceu um bonito concerto com natural destaque para as canções de «Cavalo».

 

Mais tarde, no Palco EDP, a Banda do Mar confirmou a vitalidade dos temas do seu disco em espaço aberto. Todas bem recebidas mas nenhuma bateu a eufórica recepção de «Anna Julia», sucesso recuperado, precisamente, aos Los Hermanos.

 

Naquele palco os sons lusófonos foram interrompidos por duas propostas vindas de outras paragens. O rock dos ingleses Palma Violets já não nos soa tão urgente como em 2013 mas serve para agitar os mais nervosos. Avistámos dois elementos da banda completamente rendidos mais tarde no concerto dos FFS.

 

Entre o norte da América e a Nova Zelândia pode estar um porto de abrigo no Parque das Nações para os Unknown MortalOrchestra. Uma das bandas mais aguardadas do festival não desiludiu e correspondeu com um concerto intenso que passou pelo marcante disco de estreia, pelo seguinte «II» e, obviamente, pelo recente «Multi-Love». O grupo de Ruban Nielson saiu de Lisboa ainda com mais fãs do que quando chegou. Um dos grandes concertos do festival. 

 

Na sala maior do evento houve surpresa para muitos desprevenidos que não conheciam a loucura saudável dos londrinos Crystal Fighters que montaram a sua festa não deixando ninguém indiferente.

 

É verdade que a reunião histórica dos Sparks com Franz Ferdinand atraía muitos curiosos ao MEO Arena mas a enchente que já verificava no arranque dos FFS tinha mais a ver com o fecho da noite do que com aquele momento.

Aproveitaram muito bem os músicos das duas bandas para oferecerem um cativante concerto que convenceu nos temas originais, despertou interesse à plateia menos conhecedora nas passagens pelas músicas de Sparks e levou à loucura o pavilhão a cada recuperação do repertório dos Franz Ferdinand. «Take me Out» mostrava que a plateia não estava ali para facilitar e queria tudo o que tinha direito. FFS será um dos carimbos de qualidade deste SBSR 2015 que fica para mais tarde recordar. 

 

O regresso de Florence Welch revelou-se perfeitamente justificado na maior sala de concertos de Lisboa. Ela que começou tímida num palco secundário do Alive, passou com força pela pequena Aula Magna e agora tem quase duas dezenas de milhares de fãs aos seus pés. Da lesão recente, um pé partido, nem sinal. Florence pulou, correu, desceu à plateia, atirou-se para o chão, e cantou como só ela é capaz percorrendo os seus três discos. 

Foram dezassete canções que mal deram tréguas a uma plateia rendida desde os primeiros acordes de «What the Water Gave Me». Passagens por versões de Calvin Harris e Patti Smith, com um cheirinho de «People Have The Power», e um desfile de todas as suas músicas emblemáticas a fazerem-nos lembrar que cada disco de Florence and The Machine está repleto de singles.

Uma excelente banda em palco, uma entrega total à frente de um cenário de lantejoulas movidas a ventoinhas escondidas, e uma recepção só digna dos grande nomes mundiais da pop. Escolha acertada para encerrar em beleza o SBSR e que motivou de tal maneira a cantora que esta apelou para que o público tirasse a roupa para a abanar por cima das cabeças. Aliás, Florence acabou a dar o exemplo antes de sair para o encore, e correu em sutiã no corredor no meio da plateia para júbilo dos fãs. 

 

O Super Rock Super Bock volta de 14 a 16 de Julho de 2016 no mesmo local.
 
 
João Gonçalves
in disco digital

Super Bock Super Rock, dia 2: Super Blur, Super Benjamin!

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Ao segundo dia do 21º Super Rock Super Bock aconteceu magia à pala de Benjamin Clementine, celebração desmedida e suada com o regresso dos Blur, rock severo com as Savages, reencontro sempre emocionante com dEUS e a consagração de dois nomes incontornáveis da música portuguesa, Sérgio Godinho e Jorge Palma no maior palco do festival.

 

Comecemos por uma sugestão: para quem ainda não entrou no espaço da exposição de fotografias organizado por Rita Carmo numa sala do Pavilhão de Portugal. São 10 minutos bem empregues para ver, descobrir ou relembrar imagens de bandas que passaram por este evento desde 1995, fotos da autoria da organizadora e outros artistas que ilustram uma viagem que nos arrancam sorrisos de nostalgia. A não perder.

 

Neste segundo dia sentimos muito mais movimento no espaço entre o MEO Arena e o Pavilhão de Portugal, sinal que os festivaleiros quiseram mesmo viver as propostas espalhadas pelo recinto. O ambiente continua a ser algo estranho, entre muitas jovens de calções curtos da moda, alguns turistas e gente com ar descontraído de férias, também há muito boa gente com traje de trabalho e que opta por nem mudar de roupa já que o ambiente é urbano.

 

O que mais pode pedir um festival do que um concerto surpreendentemente bom, daqueles que marca todo o evento?

A edição 2015 do SBSR ficará conhecida como aquela que revelou Benjamin Clementine num fim de tarde debaixo da pala à beira Tejo. Neste local já tínhamos apontado a acústica como o maior problema para as bandas que por ali têm passado, até que chegou o londrino Benjamin Sainte-Clementine. Sentado ao piano e acompanhado por um discreto trio, deu voz (e que voz!) e alma às canções de «At Least For Now». Momentos tão épicos de melodias carregadas de sentimento e entrega que só podemos dizer que quem viu jamais esquecerá, quem não viu bem se pode arrepender. Se o Palco EDP foi pensado para um concerto deste envolvimento, então foi uma aposta mais do que ganha. Que momento arrebatador, esta passagem de Benjamin pelo Parque das Nações! A pedir um urgente regresso em nome próprio.

 

Mais tarde, já de noite, outra música vinda de Londres também triunfava no mesmo espaço. Ironicamente, depois da tranquilidade sonora de Clementine ter caído ali na perfeição, o ruído nervoso das Savages também se adequou ao espaço quase fechado do Palco EDP. Jehnny Beth liderou mais uma grande actuação entre nós, ainda com «Silence Yourself» a render. As Savages deram sentido ao conceito Super Rock.

 

Entre a emoção de Benjamin e a agitação das Savages, houve descontracção pop com Adam Bainbridge e o seu alter-ego Kindness muito bem recebido por uma generosa plateia. 

Um dia em cheio para o Palco EDP que terminou com mais um bom concerto, os Bombay Bicycle Club fizeram o pleno de britânicos a triunfar ali bem perto do Casino e do Oceanário.

 

No outro lado do recinto há boas novas para a música portuguesa. O palco da Antena 3 tem estado sempre bem composto de público conhecedor das propostas que por lá passam. Também avistámos muitos músicos a assistirem aos concertos dos seus companheiros de luta, o que proporciona até momentos de colaboração como se viu ontem com Moullinex a subir ao palco dos portuenses Best Youth. Além dos temas do recomendável EP «Highway Moon», houve uma versão bem mexida para «My Moon My Man» de Feist.

Os White Haus abriram a noite no sempre incómodo horário em que ainda não há muito movimento naquela parte do recinto mas cumpriram, enquanto que Teresa Freitas de Sousa aproveitou a excelente recepção que o seu projecto estava a ter e surpreendeu todos com uma fuga do palco até à torre do stand do patrocinador mais próximo para se atirar de uma plataforma alta e cair num gigante colchão insuflado. Um sucesso a passagem de Da Chick.

 

Em português continuamos para falar da mediática reunião de Sérgio Godinho e Jorge Palma no MEO Arena. A expectativa era grande mas as bancadas vazias não ajudaram a criar o ambiente que se pretendia de consagração. Percorrendo o repertório de ambos, conseguiram entusiasmar a espaços a plateia mas não houve o factor surpresa ou improviso que gerasse mais entusiasmo. Foi o que se esperava e isso já é dizer muito destas duas figuras incontornáveis da história da música portuguesa.

 

Antes, no MEO Arena, os The Drums trouxeram-nos o seu rock de Brooklyn já com propostas do recente «Encyclopedia». Pouco fãs na plateia dançaram mas a sala vazia não trouxe grande contágio à actuação que sugeria «Let´s Go Surfing». Não aconteceu mesmo porque o rio Tejo não tem ondas. 

 

Bem mais composto esteve o espaço para receber os belgas mais norte americanos que conhecemos. E já nos conhecemos há duas décadas. Nunca vimos um mau concerto dos dEUS e também não foi desta que tal aconteceu. Um alinhamento que visita a sua discografia desde os primeiros passos e que parece sempre deixar de fora uma outra canção que os fãs não esquecem. Tiveram a plateia menos rendida da sua longa história de passagens por Portugal, a maioria já só queria Damon Albarn.

 

Os Blur chegaram, viram, venceram e já estão a caminho de Espanha. Assinaram sem dificuldade o melhor concerto do festival com uma construção perfeita de alinhamento que equilibrou as músicas do novo «The Magic Whip» com todos os clássicos dos outros sete álbuns.

O palco mais vistoso de todas as visitas a Portugal com adereços que ilustram a capa do mais recente álbum, a entrega habitual de Damon Albarn que visitou várias vezes os fãs das primeiras filas e teve o ponto alto quando levou para o palco o jovem João. Um fã que teve o privilégio de cantar e pular com Damon na contagiante «Parklife».  Ao concerto não faltou nenhum dos grandes hino da Britpop e até deixou a sensação que muita gente ficou saciada bem antes do final do concerto com «Song 2». Depois desse shot pop vimos uma assinalável debandada. 

Os Blur estão em grande forma e dão sentido a esta nova vida de estrada. Curiosamente, o ponto mais alto deste festival não teve mais do que meio pavilhão preenchido.
O título de maior enchente deve ficar mesmo para Sting. 
Florence Welch tem a palavra.
 
Texto: João Gonçalves
Foto: Leonor Fonseca

SBSR 2015 - Horários Dia 3

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Palco Super Bock
01h00 - 02h30 - Florence and the Machine
23h20 - 00h30 - FFS (Franz Ferdinand & Sparks)
21h50 - 22h50 - Crystal Fighters
20h20 - 21h20 - Rodrigo Amarante

Palco EDP
22h50 - 00h00 - Banda do Mar
21h20 - 22h20 - Unknown Mortal Orchestra
19h50 - 20h50 - Palma Violets
18h40 - 19h30 - Márcia
17h30 - 18h20 - Modernos
16h30 - 17h10 - Captain Boy (Tradiio)

Palco Carlsberg
03h10 - 04h40 - Djeff Afrozila
02h00 - 03h10 - Throes + The Shine
00h30 - 01h40 - Criolo

Palco Antena 3
22h15 - 23h15 - We Trust
20h35 - 21h35 - D'Alva
19h15 - 20h05 - Thunder & Co

Super Bock Super Rock, dia 1: Um inglês em Lisboa e um festival à parte

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No vigésimo aniversário, o Super Bock Super Rock regressou à beira Tejo trocando a natureza do Meco pelo betão do Parque das Nações. As queixas de trânsito e pó no recinto deram lugar a irritações na hora de trocar bilhetes por pulseiras. A disposição dos palcos à volta do MEO Arena primeiro estranha-se mas depois é uma questão de habituação, facilitada por uma boa circulação entre o pavilhão de Portugal e o palco da Antena3 do lado da FIL. A multidão concentrou-se para consagrar Sting no MEO Arena; problemas de som atrapalharam SBTRKT e Perfume Genius, e Noel Gallagher foi curto mas bom.

Em suma, o recinto do 21º SBSR pode ser descrito como uma festa à volta do Meo Arena com vista para o rio Tejo e Oceanário. Entrada de frente para ao Centro Comercial Vasco da Gama, tal como acontece em dias de concertos na maior sala de Lisboa, e várias opções a tomar.

À esquerda o palco, e o estúdio, da rádio oficial do evento, Antena3, onde passam alguns dos nomes nacionais do momento. Em frente, o acesso ao pavilhão, sendo que nas traseiras há a entrada para a Sala Tejo onde funciona o Palco Carlsberg, que só entra em acção depois da meia noite e meia.

Rumando para o lado direito após entrada no recinto encontra-se a zona de restauração com esplanadas convidativas ao convívio em noites amenas, animação aquática na baía do Tejo entre o Pavilhão e o Oceanário com vista privilegiada na varanda do Pavilhão de Portugal onde os convidados VIP convivem, e o palco EDP situado debaixo da famosa pala do Pavilhão de Portugal.

Podemos começar por aí. A passagem de Mike Hadreas já não ia apanhar ninguém de surpresa. Primeiro porque até já tinha tocado neste festival na versão Meco, além de ter assinado um dos grandes concertos do último Vodafone Mexefest; depois porque o projecto Perfume Genius já tem uma forte base de fãs que aguardavam com ansiedade pelo reencontro. O concerto não foi tão frio como no Meco mas esteve longe da intensidade mágica do Cinema São Jorge. O som abafado pela pala traiu o resto das expectativas.

O arquitecto Álvaro Siza Vieira nunca deve ter imaginado que num evento fosse tão elogiado pela sombra que dava aos festivaleiros e, ao mesmo tempo, tão criticado pelo boicote sonoro com que a «sua» pala abafa o Palco EDP. 

O problema estendeu-se aos suecos Little Dragon e, mais dramático, à entidade SBTRKT, uma das grandes atracões deste primeiro dia. Aaron Jerome já não tinha sido feliz na passagem pelo Alive no ano anterior e ainda não foi desta que deu a devida qualidade aos temas do excelente álbum «Wonder Where We Land». As esforçadas interpretações de «Hold On», «Wildfire», «New York, New Dorp», mereciam muito melhor sorte acústica. Soube a pouco, espera-se um regresso em nome próprio em sala condizente. É urgente melhorar o som.

No reino da Antena 3 só propostas nacionais e todas bem acolhidas. Duquesa foi vitima do horário madrugador. Nuno Rodrigues, também vocalista dos Glockenwise, esteve bem a representar o muito aconselhável EP homónimo. Mais sorte teve PZ que contou já com um assinalável número de fãs prontos para celebrar a divertida proposta editada no disco «Mensagens da Nave-Mãe» e, principalmente, para cantarem os refrões de sucessos virais como «Neura» e «Cara de Chewbacca». Os músicos em palco de pijama não enganam quanto à vontade de levar a sério a música na brincadeira. Um sucesso.

Muito mais a sério e com proposta bem mais instrumental, os Gala Drop deram o melhor concerto daquele espaço mesmo que o som não tenha sido o melhor para consagrar o monumental «II», do ano passado.

Finalmente, no espaço maior do festival houve sentimentos contraditórios ao longo da noite. O duo alemão Milky Chance terá estranhado a ausência de público para ouvir o single radiofónico «Stolen Dance» bem mais apropriado para danças pela madrugada dentro do que para as 19h00.

Os The Vaccines já estão habituados a recepções discretas. Tinham passado pelo palco EDP do Meco no auge de «What Did You Expect from The Vaccines?», disco de estreia de 2011. Na altura pouco público mas muito entusiasta num local que disfarçava bem a pouca afluência. No MEO Arena não há como disfarçar uns poucos milhares em tão grande plateia, e o entusiasmo também já não é o mesmo. Nem no palco nem na assistência.

Com a sala tão vazia temia-se o pior perto da chegada de Noel Gallagher. Felizmente, o recinto foi-se compondo e o adepto doManchester City teve uma plateia de números razoáveis. Noel e os High Flying Birds deram um concerto competente e convincente em formato bem mais curto do que tem sido habitual na sua digressão. Dos habituais vinte temas só tivemos direito a catorze que obrigaram a cortar canções dos seus dois discos a solo para juntar hinos dos Oasis como aconteceu com a dose dupla «Champagne Supernova» e «Whatever». O suficiente para agarrar os festivaleiros que por ali passavam e atrair os que faziam tempo no exterior. Junte-se «Digsy´s Dinner», «The Masterplan» e o final com «Don't Look Back in Anger», e temos uma passagem triunfante de Gallagher por este SBSR.

Como muitos dos presentes no MEO Arena na recta final do concerto de Noel já estavam a marcar posição para receber Sting, podemos dizer que foi o melhor aperitivo possível. Ainda com as músicas dos Oasis na cabeça a multidão que quase lotou o pavilhão teve direito a tudo o que esperava do agente dos Police. Um alinhamento antológico deliciou a plateia em ambiente familiar que quase nos fazia esquecer que estávamos no meio de um festival de verão. Com um visual a surpreender pela barba hipster e em invejável frescura física, Sting desfilou triunfante todos os seus sucessos que nos levaram às recordações dos anos 80, com tudo o de bom e de mau que isso representa. A aposta foi ganha como se viu pela única enchente da noite mas houve ali muito boa gente que nem quis saber como era o evento SBSR, foi chegar, ver Sting e ir embora. Como se de um concerto só se tratasse. 

Pela noite dentro, a Sala Tejo acolheu os resistentes que quiseram dançar no Palco Carlsberg com uns pouco convincentes Toro y Moi, e os portugueses Mirror People e Xinobi a rasgar a noite.
 
João Gonçalves
in Disco Digital

SBSR 2015 - Horários Dia 2

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Palco Super Bock
01h00 - 02h30 - Blur
23h30 - 00h30 - dEUS
21h50 - 23h00 - Jorge Palma e Sérgio Godinho
20h20 - 21h20 - The Drums

Palco EDP
22h45 - 00h00 - Bombay Bicycle Club
21h15 - 22h15 - Savages
19h45 - 20h45 - Kindness
18h35 - 19h25 - Benjamin Clementine
17h25 - 18h15 - Sinkane
16h25 - 17h05 - Isaura (Tradiio)

Palco Carlsberg
03h00 - 04h30 - Gramatik
01h45 - 03h00 - Stereossauro
00h30 - 01h30 - MGDRV

Palco Antena 3
22h15 - 23h15 - Best Youth
20h45 - 21h45 - Da Chick
19h25 - 20h15 - White Haus

SBSR 2015 - Horários Dia 1

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Palco Super Bock  
01h20 - 02h30 - Madeon 
23h00 - 01h00 - Sting 
21h50 - 23h00 - Noel Gallagher's High Flying Birds 
20h25 - 21h25 - The Vaccines 
19h10 - 20h00 - Milky Chance 

Palco EDP  
22h45 - 00h00 - SBTRKT 
21h15 - 22h15 - Little Dragon 
19h45 - 20h45 - Perfume Genius 
18h35 - 19h25 - King Gizzard and the Lizard Wizard 
17h35 - 18h15 - Ostra S.R. (Tradiio) 

Palco Carlsberg  
03h00 - 04h30 - Xinobi 
02h00 - 03h00 - Mirror People 
00h30 - 01h40 - Toro y Moi 

Palco Antena 3  
22h05 - 23h05 - Gala Drop 
20h35 - 21h35 - PZ 
19h15 - 20h05 - Duquesa 

Horários Super Bock Super Rock 2015

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De regresso a Lisboa, após alguns anos no Meco, o Super Bock Super Rock acontece este ano no Parque das Nações, de 16 a 18 de julho.

16 de julho
Palco Super Bock
01h20 - 02h30 - Madeon
23h00 - 01h00 - Sting
21h50 - 23h00 - Noel Gallagher's High Flying Birds
20h25 - 21h25 - The Vaccines
19h10 - 20h00 - Milky Chance

Palco EDP
22h45 - 00h00 - SBTRKT
21h15 - 22h15 - Little Dragon
19h45 - 20h45 - Perfume Genius
18h35 - 19h25 - King Gizzard and the Lizard Wizard
17h35 - 18h15 - Ostra S.R. (Tradiio)

Palco Carlsberg
03h00 - 04h30 - Xinobi
02h00 - 03h00 - Mirror People
00h30 - 01h40 - Toro y Moi

Palco Antena 3
22h05 - 23h05 - Gala Drop
20h35 - 21h35 - PZ
19h15 - 20h05 - Duquesa

17 de julho
Palco Super Bock
01h00 - 02h30 - Blur
23h30 - 00h30 - dEUS
21h50 - 23h00 - Jorge Palma e Sérgio Godinho
20h20 - 21h20 - The Drums

Palco EDP
22h45 - 00h00 - Bombay Bicycle Club
21h15 - 22h15 - Savages
19h45 - 20h45 - Kindness
18h35 - 19h25 - Benjamin Clementine
17h25 - 18h15 - Sinkane
16h25 - 17h05 - Isaura (Tradiio)

Palco Carlsberg
03h00 - 04h30 - Gramatik
01h45 - 03h00 - Stereossauro
00h30 - 01h30 - MGDRV

Palco Antena 3
22h15 - 23h15 - Best Youth
20h45 - 21h45 - Da Chick
19h25 - 20h15 - White Haus

18 de julho

Palco Super Bock
01h00 - 02h30 - Florence and the Machine
23h20 - 00h30 - FFS (Franz Ferdinand & Sparks)
21h50 - 22h50 - Crystal Fighters
20h20 - 21h20 - Rodrigo Amarante

Palco EDP
22h50 - 00h00 - Banda do Mar
21h20 - 22h20 - Unknown Mortal Orchestra
19h50 - 20h50 - Palma Violets
18h40 - 19h30 - Márcia
17h30 - 18h20 - Modernos
16h30 - 17h10 - Captain Boy (Tradiio)

Palco Carlsberg
03h10 - 04h40 - Djeff Afrozila
02h00 - 03h10 - Throes + The Shine
00h30 - 01h40 - Criolo

Palco Antena 3
22h15 - 23h15 - We Trust
20h35 - 21h35 - D'Alva
19h15 - 20h05 - Thunder & Co

Palco Antena 3 Completa o Cartaz Final do SBSR 2015

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Estes são os projectos nacionais que vão subir ao palco Antena 3 em apresentação dos seus mais recentes trabalhos de originais.

Fica assim completo o cartaz do Palco Antena 3 e, também, da edição 2015 do SBSR, que regressa este ano a Lisboa, após várias edições no Meco.

O Super Bock Super Rock 2015 acontece nos dias 16, 17 e 18 de julho, no Parque das Nações, em Lisboa. Irão acolher o certame as duas salas da Meo Arena, onde estarão o Palco Super Bock (na Sala Atlântico) e o Palco Carlsberg (na Sala Tejo); o Pavilhão de Portugal, onde será montado o Palco EDP; e a Doca dos Olivais, local onde o Palco Antena 3 será instalado, numa superfície total de 75 mil m2.

Os bilhetes para o festival já estão à venda nos locais habituais e custam entre €50 (ingresso diário) e €95 (passe três dias).

Consulta o cartaz completo:

Dia 16 de julho

Palco Super Bock - Sting, Noel Gallagher’s High Flying Birds, The Vaccines,
Milky Chance, Madeon
Palco EDP - SBTRKT, Little Dragon, Perfume Genius, King Gizzard & The Lizard, Kate Tempest
Palco Carlsberg - Toro Y Moi, Mirror People, Xinobi
Palco Antena 3 – Gala Drop, Duquesa, PZ

 

Dia 17 de julho
Palco Super Bock - Blur, Jorge Palma & Sérgio Godinho, dEUS, The Drums
Palco EDP - Bombay Bicycle Club, Savages, Kindness, Sinkane
Palco Carlsberg - Gramatik, MGDRV, Stereossauro
Palco Antena 3 – Best Youth, Da Chick, White Haus

 

Dia 18 de julho
Palco Super Bock - Florence + the Machine, FFS (Franz Ferdinand & Sparks), Crystal Fighters, Rodrigo Amarante
Palco EDP - Banda do Mar, Unknown Mortal Orchestra, Palma Violets, Benjamin Clementine, Modernos, Captain Boy
Palco Carlsberg - Criolo, Throes + The Shine, Djeff Afrozila
Palco Antena 3: We Trust, D’Alva, Thunder & Co.

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