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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Oasis e Sleaford Mods revistos na secção IndieMusic

 

 

Supersonic, o documentário que retrata a carreira dos Oasis, terá a sua primeira e única exibição nacional em sala no IndieLisboa em Maio. Integrado na secção IndieMusic, o filme conta a história da ascensão fulgurante dos Oasis, desde os exercícios iniciais até ao mítico concerto em Knebworth. Através do olhar de Mat Whitecross, o documentário reúne testemunhos da banda, seus familiares e todos aqueles que acompanharam o percurso do colectivo, assim como vídeos raros dos bastidores Supersonic foi produzido por Asif Kapadia e James Gay-Rees, que venceram o Óscar de Melhor Documentário com Amy, sobre a cantora Amy Winehouse, em 2016.

O Guardian descreveu-os como a “mais irritada banda britânica da actualidade” e Iggy Pop fala deles como “a maior banda de rock dos nossos tempos”. Em cinco anos, os Sleaford Mods assumiram-se como uma presença inquestionável nos tops de edições e uma das caras mais visíveis da atitude DiY do post-punk. Em Bunch of Kunst cristaliza-se a forma como o grupo tomou de assalto o mercado musical, num olhar próximo sobre a relação entre o vocalista Jason Williamson (antigo operário fabril), Andrew Fearn e o seu manager e editor Steve Underwood. Realizado por Christine Franz, o documentário estreia-se em Maio no IndieLisboa 2017 by Allianz, meses antes da passagem dos Sleaford Mods no NOS Primavera Sound e poucos tempo depois do lançamento de English Tapas, editado este mês, a 3 de Março.

 

IndieLisboa com mais uma sala: nove sessões do IndieMusic no Capitólio

Nove sessões da programação do IndieMusic serão exibidas no terraço do Cineteatro Capitólio/Teatro Raul Solnado. Adiciona-se, assim, mais um espaço nobre à lista de parcerias do IndieLisboa, para além dos já habituais Cinema São Jorge, Culturgest, Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema e Cinema Ideal. Considerado uma das obras de referência da arquitectura modernista em Portugal, o Cineteatro Capitólio/Teatro Raul Solnado está integrado no Parque Mayer e foi inaugurado na recta final de 2016, depois de sete anos de interregno por razões de reabilitação. As sessões de cinema ao ar livre do IndieMusic terão o apoio da cerveja MUSA, que habitará o terraço do Capitólio com um bar e várias opções de cerveja artesanal para acompanhar os filmes.

 

Stuart Staples em Lisboa

O universo da música será também focado na secção Director's Cut, com a exibição de Minute Bodies: The Intimate World of F. Percy Smith, realizado por Stuart Staples, vocalista dos Tindersticks. Partindo de imagens de arquivo F. Percy Smith e tirando partido da experiência musical de Stuart, o filme constrói uma narrativa silenciosa que abre espaço a novas leituras sobre o trabalho original do pioneiro documentarista britânico. O filme conta com banda sonora original dos próprios Tindersticks, em colaboração com Thomas Belhom e Christine Ott. O realizador Stuart Staples estará em Lisboa para apresentar a estreia do filme.

A programação da secção IndieMusic e do festival será divulgada em breve. O IndieLisboa decorre de 3 a 14 de Maio. Os bilhetes estarão à venda a partir de 19 de Abril.

Oasis - D'You Know What I Mean? (2016 HD Remaster)

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 Uma nova versão do vídeo de «D´You Know What I Mean» dos Oasis, com imagens inéditas, foi estreada.

O vídeo apresenta a reedição de «Be Here Now», agendada para 7 de Outubro. O terceiro álbum dos Oasis saiu originalmente em 1997.
 
O som da canção foi retrabalhado por Noel Gallagher. «Be Here Now» é a terceira reedição de uma campanha iniciada com «Definitely Maybe» e continuada com «(What´s The Story) Morning Glory». 
 
No final do ano, chegará um documentário sobre os Oasis da autoria da equipa responsável pelos filmes biográficos de Ayrton Senna e Amy Winehouse com imagens nunca antes vistas da banda.

 

Liam e Noel Gallagher fazem as pazes e formam os Eyasis


Poucas semanas depois da saída do álbum de estreia dos Beady Eye, Liam e Noel Gallagher voltaram a fazer as pazes.

Não se pense, contudo, que os Oasis estão de regresso e «Wonderwall» vai voltar a levantar estádios. Os «manos» optaram por uma «fusão» tal e qual um chef que escolha uma cozinha tradicional gourmet.

Dos cacos dos Oasis e das cinzas dos Beady Eye - um nado-morto como agora se conclui - nascem os Eyeasis. O primeiro concerto está marcado para a programação do Allgarve e terá primeira parte assegurada pelos Camones, uma banda de tributo aos Ramones.

Em declarações ao NME, Liam não teve pejo em assumir que sonhava «com este dia» desde há duas semanas. O vocalista referia-se ao facto de o álbum de estreia dos Beady Eye, «Different Gear, Still Speeding» ter falhado o assalto ao top britânico.

Quanto a Noel Gallagher, adiou o disco a solo em que se encontrava a trabalhar. «Provavelmente vou passar essas canções ao Ray Davies (Kinks). No fundo, eu também já lhe tinha roubado umas quantas», confessou.

 

1 de Abril do DD

Oasis no Atlântico: Dias do Passado Futuro


(foto: Rita Carmo, blitz)

Normalmente estava eu a publicar aqui um texto sobre a passagem dos Oasis pelo Atlântico. Como apareceu um jogo do SLB para a mesma hora tive que vender o meu bilhete e perder o concerto.
No Disco Digital resolveu-se convidar um fã especial dos Oasis a fazer a reportagem. E então aqui fica a crónica de Miguel Ângelo (Delfins):


Oh well, já há muito que os irmãos não se insultam em palco, o Liam ultimamente farta-se de oferecer pandeiretas às primeiras filas e o Noel até pede, encarecidamente, que José Mourinho volte para Inglaterra, mas para treinar o City. Alguém que ficasse desiludido? Não creio, pois aqui sobrou a música.

E sobrou a música aliada a um dos melhores espectáculos de Vjing que passaram por cá, diferente da «vertigem» que os U2 consagraram ou da interferência electrónico-activista que os Portishead propagandeiam: um mar de imagens, animações e captações live da própria banda que misturam o sonho pop do imaginário Yellow Submarine e Monty Python com as paisagens cósmicas do início dos Floyd.

Os Oasis chegam com esta Tour ao espectáculo mais consolidado que alguma vez já apresentaram, juntando temas antigos e emblemáticos com as mais recentes deambulações psicadélicas de «Dig Out Your Soul», num equilíbrio profissional e experimental qb. Se os momentos quase acapella de «Don´t Look Back In Anger» são um clássico que ainda hoje conseguem criar um ambiente único de comunhão, também temas novos como ««To Be Where There’s Life», «Falling Down» e «I’m Outta Time» permitem desenvolver com o público um novo tipo de envolvência, mergulhando-o num oceano de sons mais gentis do que a aspereza do repertório inicial do grupo. Estes são os Oasis de agora, de «Dig Out Your Soul», e, porventura, do futuro.

Com novo baterista, Chris Sharrock, apresentado logo no início por Noel, e mesmo sem os irmãos Gallagher estarem na posse de todas as suas capacidades vocais, os Oasis passearam-se pelos singalongs da praxe como «Wonderwall» e «The Masterplan» e puseram muita gente a pular e a gritar a plenos pulmões os refrões de «Rock´n´Roll Star», «Lyla» e «Morning Glory». E esse é o epíteto perfeito do espectáculo rock que os Oasis, melhor do que ninguém, sabem fazer. Há uma semana atrás, no seu blog do Guardian, o lendário Alan McGee enfatizava que os Oasis eram a melhor banda ao vivo do mundo, porque simplesmente reverenciavam, na sua música e atitude, bandas clássicas como os Stones, os Beatles… e os U2! E quando, uma semana depois, terminam em Lisboa o encore com uma versão sónica superior de «I Am The Walrus», lembramo-nos da famosa quote de Bono antes de se lançar selvaticamente a «Helter Skelter»: «Esta é uma canção que o Charles Manson roubou aos Beatles, e nós agora estamos a “roubá-la de volta“…». Essa é a lição do Passado e do Futuro na música popular.

O facto do Pavilhão Atlântico ter estado muito bem composto por gente de várias idades - e com gente nova, muito nova mesmo, por toda a plateia - ajudou mais uma vez a fortificar a ideia de que existe em Portugal uma quantidade apreciável de público jovem para encher espectáculos de rock, e em especial de um tipo de som que carrega em si a marca forte da tradição da música anglo-saxónica. E de uma cultura que também é nossa. Saúda-se esse facto, já comprovado ultimamente pelo êxito dos Kaiser Chiefs nos Coliseus de Lisboa e Porto.

Na primeira parte, o power trio Free Peace encarnou em 2009 os Cream de finais de 60 - com algumas piscadelas de olho óbvias aos Led Zeppelin - e também deixou no ar um certo sabor a… Passado! Mas com a esperança de um futuro orgânico alternativo ao digital, onde, com muita energia e suor, do velho se fará o novo.

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