Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

"Biografia do IÉ-IÉ" de Luís Pinheiro de Almeida

 

A geração IÉ-IÉ tinha estilo, grande auto-estima, era muito vulnerável ao apelo de ideias novas, revolucionárias até, e, claro, muito sensível e atraída pela liberdade de escolha e de expressão. Lembro-me do cheiro do vinil, do Valentim de Carvalho, das capas dos EP e LP, do Salut Les Copains, do desespero que vivi quando o meu primeiro 78 rotações do Bill Halley, que ainda cheguei a ouvir numa reles grafonola, se partiu em cacos. Das festas e reuniões, dos namoros, da animação e do divertimento espontâneo e saudável, tudo isso com a «nossa» música como pano de fundo e elemento aglutinador. [Luís de Freitas Branco]

 

Obrigatório.

Biografia de Keith Richards Apresentada Hoje Por Zé Pedro e Nuno Galopim

«Das melhores autobiografias de uma estrela rock de sempre.» Rolling Stone

* Autor vencedor do prémio «WRITER OF THE YEAR» 2011 pela revista britânica GK.

* UM DOS LIVROS DO ANO: The New Yorker, Time, People, New York Times, Washington Post, San Francisco Chronicle, St. Louis Post-Dispatch, Pittsburgh Post-Gazette, San Antonio Express-News, Bloomberg News, Fast Company, Gawker, Daily Beast...


Já apelidada de Santo Graal das biografias de estrelas de rock, LIFE foi celebrado como um fenómeno incrível: mais de dois milhões de cópias vendidas em menos de um ano.


Em LIFE, Keith revela-nos os seus excessos e fragilidades, mas também todo o seu sentido de humor e coragem. Desde música, sexo, drogas, a lutas de facas, pouco fica por contar neste seu relato entusiástico e vibrante que nos revela os bastidores da maior banda de rock do mundo, os Rolling Stones: o seu nascimento, a passagem de Brian Jones pela banda, as rusgas policiais, os problemas com a lei, a conturbada relação de Keith com Mick Jagger, e a verdade acerca de todos os boatos e mitos que rodeiam uma das mais carismáticas figuras musicais de todos os tempos.


A sessão conta com a presença de Zé Pedro (Xutos & Pontapés) e Nuno Galopim (Diário de Notícias). Na Fnac do Chiado a partir das 18h30.

"Jazz Covers", do português Joaquim Paulo, considerado o melhor livro de Jazz em França

O livro, editado pela Taschen em finais do mês de Outubro, reproduz ao longo de 496 páginas perto de 700 discos, acompanhados de ficha técnica, comentários e entrevistas que contextualizam historicamente cada vinil, de 1940 a 1990.

 

"Jazz Covers" é "um documento da história do jazz que revela que a componente gráfica teve uma ligação muito importante com a música", disse Joaquim Paulo à agência Lusa. A escolha dos discos vai apenas até aos anos 1990, devido ao declínio das edições de música em vinil e da rápida ascensão do digital, sendo que a maioria dos discos foi seleccionada também por revelar uma "cumplicidade entre os designers e os músicos.

Há uma sintonia entre o que a capa mostra e a música". Apesar do jazz remeter invariavelmente para os Estados Unidos, a escolha do coleccionador português é geograficamente ampla, com a inclusão de discos da Argentina, Brasil, Polónia, Roménia ou Reino Unido.

 

Da galeria de eleitos fazem parte Miles Davis, Chet Baker, Thelonious Monk, John Coltrane, Ornette Coleman, Count Basie, Art Blakey, Bill Evans, Ella Fitzgerald e Chick Corea, mas também Stan Getz, Claus Ogerman, Teuo Nakamura, Vince Guaraldi, Moacir Santos e Maurice Vander.

A cerimónia oficial de entrega do prémio terá lugar a 18 de Janeiro no Grand Foyer Théâtre du Châtelet de Paris, França.

Alex Kapranos e a Gastronomia Portuguesa


"Snacks & Outros Sons", Alex Kapranos, edlp Marketing Lda, 2008, 144 págs, € 9,90

Não resisto a reproduzir aqui o destaque que o excelente Guedelhudos dá ao livro de comezainas de Alex Kapranos, dos Franz Ferdinand.

Eis o que escreveu sobre Lisboa:

Subo a íngreme Calçada da Glória pelo lado dos carris do funicular, com as solas de pele escorregando das pedras da calçada que são como cubos irregulares de gelo vulcânico.

Falha-me um pé e agarro-me ao corrimão partido. Esta ravina urbana espartilha dramaticamente a cidade velha de Lisboa. As paredes estão cobertas de graffiti em gatafunhos tipo esparguete enrolado com cores anarquistas de sprays.

Encontro-me com o Parker à porta do Alfaia na esquina da Rua do Diário de Notícias e da Travessa da Queimada. A cadeira de alumínio onde me sento está de tal forma inclinada que me faz escorregar para o espaldar.

Trazem-nos à mesa uma selecção de queijos, presunto e azeitonas. Vale a pena ir a Lisba só para comer queijo de Azeitão. A casca velha, envolta em gaze muçulmana, parece a pele de uma múmia egípcia.

Cortaram-lhe uma tampa na parte de cima e traz uma colherzinha espetada no interior cremoso. É feito numa terra um pouco a Sul, perto da serra e do litoral, a partir de leite de ovelha cru e não pasteurizado, com cardo em vez de coalho.

Barramo-lo como mel em fatias de pão fresco e a sua doce pungência dilata-nos as narinas, forrando-nos o tecto das bocas.

Surge uma travessa roxa de polvo, temperada com um picante suave. O Parker fala-me na escala de Scoville, usada para classificar os picantes. Uma pimenta jalapeno tem cerca de 3.000 pontos e um pimento vermelho zero. O que comemos só perfaz umas duas centenas.

À nossa direita fica a janela da cozinha. Filas de metais contemplam, na nossa direcção, as fotografias desbotadas dos penteados do ano passado na montra do cabeleireiro do outro lado da rua.

O chefe vê-nos e enfia o polegar e o indicador nos olhos de um salmão do mar de nariz atrevido, segurando-o para o podermos ver, abrindo as guelras num sorriso escancarado.

Pedimos peixe. A Caldeira de Peixes do Mar é descrita como "diferentes pedaços de peixe cortados aos bocadinhos e cozinhados em tomate, cebola, alho, vinho branco, pimentos, com batata a acompanhar".

Nacos grosseiros de peixe desconhecido nadam num molho com um sabor rico de ter estado a refogar de um dia para o outro. Para o caso de as batatas amarelas não terem absorvido todos os sabores, há fatias esponjosas de pão no fundo, debaixo dos ossos.

Raspamos a última colher da casca do Azeitão. Entornamos a última gota do vinho tinto. As pedras da calçada parecem mais escorregadias a descer.

Sheiks em Cena no São Luiz

Seguindo a onda revivalista que recupera nomes como José Cid, ou o Quarteto 1111, chega agora a vez dos Sheiks que vão estar uma temporada no Teatro São Luiz a rever a sua carreira. Para sabermos mais nada como bebermos informação no obrigatório blogue, Guedelhudos, do amigo Luís Pinheiro de Almeida, que está a preparar a edição da biografia dos Sheiks:
Os Sheiks iniciaram ontem, às 23H30, nos Jardins de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa, uma série de 12 espectáculos com a sua carreira gloriosa de 1964 a 1967.

Em palco, os músicos falam entre si e obedecem à encenação histórica de António Feio, contemporâneo da banda.

Como não podia deixar de ser, a peça inicia-se com o primeiro encontro dos músicos e a sua entrada de per si em cena.

Cantam assim, sucessivamente, "Runaway", "Smile", "You´re Sixteen", "Barbara Ann", "Be Bop A Lula", "Missing You"... e o resto é história.

A sério, vale a pena ir ver...

António Pires e AS LENDAS DO QUARTETO 1111


Tenho que começar por confessar que tenho o privilégio de ser amigo de António Pires, um jornalista que me habituei a ler, e que fui admirando ao longo de anos, especialmente no Blitz.
Felizmente tive a oportunidade de o conhecer e ficar amigo dele. É um dos grandes transportadores de histórias, e da História, do jornalismo musical em Portugal. Como tal não admira que não esteja devidamente aproveitado num país que tão mal trata quem tanto sabe, e que idolatra personagens vãs.
Se bem o conheço por esta altura ao ler estas linhas já deve estar todo atrapalhado e contestar tudo isto, porque é um homem tímido, modesto, e que não gosta destes elogios.
Em Sines, no verão passado, contou-me sobre a edição deste livro. Fiquei logo entusiasmado com a ideia de ver documentada uma história de um tempo que não vivi, e que me interessa conhecer. Ainda não li o livro sobre as lendas do Quarteto 1111 mas pelo que tenho lido e ouvido nos espaços justificadamente dedicados a esta edição já deu para perceber que é imperdível.

Hoje assinala-se a edição do livro com uma festa no Musicbox a partir das 22h, e com direito a concerto do Quarteto 1111. Deviamos lá ir todos e dizer obrigado ao António por não cruzar os braços e por nos contemplar com a sua prosa conhecedora. Eu vou.
Espero que a generosidade do António não se fique só por este livro, que venham mais, e que ele continua a actualizar esse blogue de utilidade pública chamado Raízes e Antenas.

redes sociais

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

grandes sons de 2017

agenda

Mais sobre mim

foto do autor

Links

actualize-se

Festivais

  •  
  • sirva-se

  •  
  • blogues da vizinhança

  •  
  • músicas do mundo

  •  
  • recordar João Aguardela

  •  
  • ao vivo

  •  
  • lojas

  •  
  • Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2008
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2007
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2006
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D