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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Real Fado

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Real Fado é o nome do evento promovido pela EASTBANC PORTUGAL para promover e homenagear o Fado, a canção tradicional lisboeta, listada como Património Cultural Intangível da UNESCO.

 

Esta ação a decorrer no Príncipe Real entre julho e agosto oferece três concertos semanais (3ª, 6ª e domingo) e terá a participação de fadistas como Teresinha Landeiro, Tânia Oleiro, José Manuel Rato, Cristina Clara, entre outros nomes.

 

Os cerca de 25 concertos foram desenhados e adaptados ao caráter e perfil dos locais que os acolhem. Para além do Fado Tradicional, um concerto intimista no mais icónico bar lisboeta, o Pavilhão Chinês, outros géneros e influências musicais irão juntar-se ao Fado numa misteriosa cisterna, o Reservatório da Patriarcal (Fado & Outras Sonoridades). Já no edifício da Embaixada – Portuguese Shopping Gallery, concretamente no espaço da Gin Lovers, será o Fado Intemporal a fazer-se ouvir num cruzamento entre património e contemporaneidade, simbolizado por duas gerações de fadistas.

 

Trata-se de uma iniciativa que convida a explorar estas melodias e letras autenticamente portuguesas em três locais cheios de caráter e magia.

 

Fado Real também homenageia a sua casa-mãe, o "Príncipe Real", o bairro mais cool de Lisboa, que combina vistas esplêndidas, jardins românticos, mansões aristocráticas e um tecido urbano encantador com as lojas e os restaurantes mais trendy da capital.

 

Fado Real é organizado pela Eastbanc Portugal, precursora de um projeto integrado comercial e residencial de reabilitação inovador em vários edifícios nobres de um dos mais emblemáticos bairros lisboetas.

 

 

INFORMAÇÔES ÚTEIS:

Programa para os meses de julho e agosto:

  • Terças-Feiras, Fado Tradicional das 19H00 às 20h00 no Pavilhão Chinês, Rua Dom Pedro V, n 89/ 91
  • Sextas-Feiras, Fado & Outras Sonoridades das 19H00 às 20h00 no Reservatório da Patriarcal, Praça do Príncipe Real (centro do Jardim)
  • Domingos, Fado Intemporal das 20H00 às 21h00 na Embaixada|Gin Lovers, Praça do Príncipe Real, nº 26

NOS Alive 2017: A Maturidade Reconhecida e Merecida

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 O NOS Alive chegou à sua 11ª edição e confirma o alcance de uma maturidade reconhecida por público e imprensa.

Ao longo da última década, o Alive, soube crescer, aprender com os erros, teve visão ambiciosa, expandiu-se internacionalmente e isso reflecte-se nos mais de 20 mil festivaleiros vindos do estrangeiro e em mais de uma centena de jornalistas internacionais.

O evento conseguiu o mais difícil dos objectivos, ter uma marca de garantia que leva o público a confiar nos critérios da organização para criar os alinhamentos dos vários palcos. E não falamos só dos tradicionais palcos NOS e Heineken. O palco NOS Clubbing, o Coreto by Arruada, o cantinho acolhedor do EDP Fado Cafe e o espaço da Comédia, acabam todos por serem relevantes, como se pode testemunhar facilmente ao longo do festival com a presença significativa de público em cada um dos espaços.

 

O facto de o festival ter esgotado todos os bilhetes disponíveis para os três é uma proeza que mostra bem a consolidação do NOS Alive junto ao público. A verdade é que o anuncio da presença dos Depeche Mode, Foo Fighters e Weeknd (juntamente com The XX), chegou para garantir casa cheio logo à partida para os três dias.

A tarefa da organização passa a ser mais fácil para completar o cartaz dos vários palcos a partir daqui. A fórmula mantém-se, no palco NOS a abertura do dia cabe a artistas portugueses. Neste aspecto os You Can't Win Charlie Brown foram os que melhor aproveitaram a oportunidade, embora os The Black Mamna e Tiago Bettencourt tenham cumprido as expectativas.

 

DIA 1

 

No dia 1, o caminho até de The Weeknd foi interessante. Os Alt-J regressaram ao palco principal já mais à vontade mas quem os viu em espaços mais pequenos não deixa de ter saudades desses tempos, os Phoenix mostraram-se encantados com o regresso e mereciam ter tido um som mais potente. Os The XX foram, indiscutivelmente, um dos grandes vencedores desta edição do NOS Alive.

Não é fácil passar aquele ambiente tão característico dos discos de estúdio para o palco, mas os The XX fazem-nos com mestria e emoção, contagiam a plateia que parece sempre gigantesca demais para música tão delicada. Um concerto perfeito, é para estes momentos que o público corre a comprar bilhetes, é para viver estas emoções que as pessoas fazem dos festivais um sucesso.

O concerto dos The XX foi de tal maneira bom que, de repente, os primeiros minutos da actuação de Weeknd parecia não conseguir superar o que ali se tinha vivido. Mas Weeknd era o maior trunfo para a primeira noite do festival e rapidamente mostrou ao que veio. Um concerto em crescendo que acabou com todos os hits que fazem dele um dos artistas mais procurados da actualidade. Um som demasiado alto e bruto poderá ter afastado várias pessoas não tão familiarizadas com aquele universo.

 

A tradição manteve-se no Palco Heineken com um público fiel, a maior parte dele indiferente ao que se passava no resto do festival. Rhye encantou, os Blossoms revelaram-se e os nomes mais esperados da noite não desiludiram. Ryan Adams tinha uma multidão respeitosa, rendida e expectante à sua espera, o concerto só podia ser épico. Os Royal Blood desfilaram a sua fórmula certa e segura de rock, alimentando assim uma relação com o público local que está para durar. O concerto de Bonobo foi excelente, musicalmente, visualmente e de ambiente certo. Glass Animals fecharam com estilo a primeira noite.

 

DIA 2

 

A movimentação da larga maioria do público para a frente do palco NOS não enganava, estava tudo ali para celebrar o rock dos Foo Fighters. Os Courtneers devem ter ganho mais alguns admiradores para a sua causa ao fim da tarde, os The Cult mataram saudades aos mais veteranos que são do tempo em que Dave Grohl era só mais um Nirvana e os The Kills sofreram com as dores de crescimento da passagem de um palco mais recatado para o gigante palco NOS. A Dupla não esteve mal, o público que ali estava é que não era o seu e não acompanhou a proposta sempre intensa dos Kills. Tudo ficou resolvido com a aparição da figura mais cool do rock. Os Foo Fighters são uma máquina poderosa e incansável de rock, desfilam clássicos atrás de clássico. Apesar de Dave exagerar nos berros que oferece, o concerto tem um ritmo contagiante. Mesmo que haja diálogos extensos que só alimentam a fama de gajo incrivelmente porreiro que Grohl goza e com proveito. Mais de duas horas de concerto, tudo o que se esperava dos Foo Fighters, tudo o que a banda sempre promete e cumpre. Eficazes.

 

No outro lado do recinto, o dia ficou marcado pelos concertos das Savages, também elas uma máquina de debitar rock selvagem com formato previsível mas sempre convincente. Os Wild Beasts foram os mais reveladores da noite, excelente concerto para um público que até parecia surpreendido com tanta qualidade. Dali para a frente era injusto pedir mais a quem foi rivalizar com os Foo Fighters.

 

DIA 3

 

O mesmo efeito no espaço maior do festival, o público mostrou desde cedo ao que ia e foi ocupando lugar em contagem decrescente para o concertos dos cabeças de cartaz.Os Kodaline e os Imagine Dragons tiveram a tarefa muito facilitada, bastava puxar dos seus hits radiofónicos para receberem aprovação geral de um público que aguardava os Depeche Mode. Tudo certo até às 22h25.

Os Depeche Mode são conhecidos por nunca darem maus concertos mas também por raramente apresentarem todos os seus clássicos de carreira deixando sempre os fãs a chorar por este ou aquele hit. Por exemplo, não houve "Just can't get enough" para ninguém. Eles fazem o que querem e o que lhes apetece em cada uma das suas digressões. E porquê? Porque podem. Porque são uma verdadeira instituição na música, seja ela de estúdio ou de palco. Uma primeira parte mais voltada para as canções do novo disco e uma recta final a visitar clássicos que levam a multidão ao rubro aos primeiros acordes. Forma invejável de Dave Gahan, física e artística, tal como de todos os elementos da banda. Objectivo perfeitamente cumprido pelos Depeche Mode que estão , à vontade, do top 10 de bandas indispensáveis para um cartaz de qualquer festival de topo no mundo inteiro.

 

O facto do concerto mais aguardado da noite, e um dos mais aguardados do ano, ter acabado tão cedo, perto da meia noite, trouxe uma estranha sensação de vazio na área maior do festival. Ficou a ideia que podia, e devia, ter sido preenchida mais uma banda no palco NOS.

A parte óptimo é que deu para assistir com atenção ao excelente concerto 10COTEXAS, com artistas da editora portuguesa Discotexas. Momento único e inesquecível cheio de ritmo disco, pop e rock no NOS Clubbing.

A alternativa à pop previsível que antecedeu a chegada dos Depeche Mode no palco principal era muito valiosa no espaço Heineken. Por isso os concertos de Spoon, Fleet Foxes e Cage The Elephant foram tão concorridos e elogiados ao longo do recinto durante a noite. Muita qualidade junta a confirmar a tradição de concertos superiores naquele canto do NOS Alive.

The Avalanches fizeram a festa na transição do frio dos estúdios para o quente do palco com as suas canções baseadas em samplers ali amplificadas humanamente em formato de banda clássica. Peaches fechou o festival ao seu estilo, extravagante para que ninguém ficasse indiferente.

 

Em 2018 o NOS Alive regressará para defender o prestigio, justamente, conquistado e com a boa pressão de manter o público satisfeito.

 

 

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