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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Todos os Nomes Já Anunciados Para os Festivais em Portugal em 2017

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A Blitz fez um apanhado que aqui se reproduz de todos os nomes que podemos ver nos festivais de música em Portugal este ano:

 

TREMOR

Ilha de São Miguel, Açores
De 4 a 8 de abril

Beak>
Mão Morta
Circuit des Yeux
Yves Tumor
Norberto Lobo
Morbid Death
Flamingods
Conjunto Corona
PMDS
We Sea
Filipe Furtado
Bonga
Camera
Ghost Hunt
3rd Method
The Quiet Bottom

CAPARICA PRIMAVERA SURF FEST
Praia do Paraíso, Costa da Caparica


De 6 a 15 de abril

Virgul
Freddy Locks
Jay Moreira & os Bandidos
DJ Afrozila
Regula
Holly Hood
Valas
DJ Cruzfader
Diogo Piçarra
April Ivy
Virgul
Freddy Locks
Keep Razors Sharp
PAUS
Frankie Chavez
Tara Perdida
Allen Halloween
Sara Tavares
Tara Perdida
Trevo
Allen Halloween
DJ Zé Pedro

NOS PRIMAVERA SOUND

ICA

São já 5 os festivais de música cancelados em 2016, porquê?

 

 
 
 

Segundo o estudo “Perfil do Festivaleiro Português e Ambiente Social nos festivais de música em Portugal” [edição de 2015], o número de festivais em Portugal tem aumentado (em 3 anos esse número aumentou quase 40%), contudo o número de festivais que deixam de ter novas edições de ano para ano também aumentou, sempre.

 

Estamos a meio do ano 2016 e já foram cancelados 5 festivais, o que consideramos ser um número muito avultado e que aumentou este ano, não sendo benéfico para a credibilização de uma área de negócio, dos seus intervenientes (nomeadamente nos concorrentes) e na capitalização do seu esforço assim como na angariação de patrocínios. Ficam as justificações do cancelamento destes festivais: 

 

Alvalade Rocks - A data do evento foi escolhida tendo em vista os trabalhos de substituição do relvado do Estádio José Alvalade onde o evento iria ocorrer. Devido a estudos posteriores ao lançamento do evento, chegou-se à conclusão que os trabalhos tinham de ser mais profundos e, como tal, antecipados, fazendo com que deixasse de ser possível a realização do festival.

 

Freak n’Grind Fest – Devido a várias queixas/protestos feitos pelos moradores da zona onde era para ocorrer o festival (Figueira da Foz), assim como um mediatismo negativo gerado, este teve de ser cancelado, após a Câmara Municipal também se demarcar do apoio ao evento. As queixas eram referentes ao estilo de música e erotismo associado ao festival. O festival anunciou que poderá ocorrer noutra data e noutro local, mas com a mesma filosofia.

 

Sound Bay Fest – Devido à pouca adesão por parte do público este festival teve de ser cancelado, contudo os promotores do festival decidiram organizar, no Stairway Club, um “Sound Bay Fest alternativo” e  propuseram devolver em mãos (nesse evento) a diferença do preço dos bilhetes a quem estivesse interessado a assistir a estes concertos.

 

Greenland Festival – Evento foi cancelado devido à falta de pagamento aos artistas por parte dos organizadores. Estes atribuem também culpas ao Município do Funchal (Madeira) por, supostamente, ter forçado o evento a mudar de data e local, inviabilizando o mesmo.

 

Festival Solidário – Este festival organizado pela associação CAIS simplesmente deixou de ter a continuidade do seu anúncio no início do ano (evento final a ocorrer em junho no Estádio do Restelo, Lisboa), dando lugar apenas projeto “Mais música, Mais Ajuda”, de forma avulsa, que ocorre especialmente em Lisboa e no Porto, desde fevereiro, com vários concertos intimistas de artistas portugueses em diferentes salas.

 

in http://www.aporfest.pt/

Um milhão de bilhetes vendidos este ano em Festivais

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No top dos festivais com mais bilhetes vendidos estão o Meo Sudoeste, o Nos Alive e o Vodafone Paredes de Coura e o FMM de Sines, ex aequo . Este ano, foi vendido cerca de um milhão de bilhetes para os principais festivais de música, noticia hoje o Correio da Manhã. Não contando, ainda, com as entradas dos eventos por realizar - Festival do Crato, Festa do Avante e Caixa Alfama - esta contabilidade dá conta de 188 mil bilhetes vendidos para o Meo Sudoeste, 155 mil para o Nos Alive e 100 mil para o Vodafone Paredes de Coura e o Festival Músicas do Mundo, ex aequo .

O Correio da Manhã avança ainda que, segundo um estudo da APORFEST, a maioria dos festivaleiros são jovens entre os 17 e os 20 anos.

Veja aqui o número de bilhetes vendidos para cada um dos principais festivais de música em Portugal:

Meo Sudoeste, Zambujeira do Mar - 188 mil bilhetes

Nos Alive, Algés - 155 mil bilhetes

Festival Músicas do Mundo de Sines - 100 mil bilhetes

Vodafone Paredes de Coura - 100 mil bilhetes

Meo Marés Vivas, Vila Nova de Gaia - 90 mil bilhetes

Nos Primavera Sound, Porto - 77 mil bilhetes

Sol da Caparica - 75 mil bilhetes

Super Bock Super Rock - 56 mil bilhetes

edpcooljazz - 45 mil bilhetes

Andanças, Castelo de Vide - 40 mil bilhetes

Sumol Summer Fest, Ericeira - 24 mil bilhetes

Caixa Ribeira, Porto - 8 mil bilhetes

 

fonte: Blitz

Vencedores dos Portugal Festival Awards

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Os vencedores desta noite foram:

Melhor Campismo - Vodafone Paredes de Coura
Melhores Wc's - Nos Alive
Melhor Festival Não urbano - Vodafone Paredes de Coura
Melhor Festival Académico - Queima das Fitas de Coimbra
Festival Mais Sustentável by Level Up - Bons Sons
Melhor Festival Urbano - Nos Alive
Melhor Micro Festival - Indie Music Fest
Contribuição para o Turismo - Nos Primavera Sound
Melhor Comunicação - Lisb/On Jardim Sonoro
Melhor Actuação ao Vivo - Artista internacional by Fuel tv - Arctic Monkeys
Melhor Festival Pequena dimensão - Milhões de Festa
Melhor Activação de Marca - Vodafone Music Sessions
Melhor Cartaz- Nos Alive
Melhor Actuação ao Vivo - Artista Nacional - Buraka Som Sistema
Melhor Festival Média Dimensão - Sumol Summer Fest
Contribuição para a Divulgação da Música Portuguesa - Sol da Caparica
Melhor Artista Revelação -Jimmy P
Melhor Festival Grande Dimensão - Nos Alive

APORFEST – Associação Portuguesa Festivais Música

 Até final de 2014, ocorrerão 146 festivais de música em Portugal, o que significa um record e aumento de 14% em relação ao ocorrido, em idêntico período, no ano anterior. Surge, proporcionalmente, uma necessidade de representação deste sector e por isso é hoje comunicada, a APORFEST – Associação Portuguesa Festivais Música, registada e fundada em agosto.


APORFEST terá como objetivos principais: representar o sector dos festivais de música; ajudar a estabelecer pontos de contacto na área, fazendo pontes entre este mercado a nível nacional e internacional com outros organismos e associações; informar conteúdos de valor que possam servir para melhorar conhecimento e criar talento que optimizará esta área a nível técnico-funcional; promover e apoiar investigação na área dos festivais e assim poder gerar empregabilidade.

Neste lançamento, a associação consegue já ter um conjunto de serviços, soluções e eventos próprios e outros em parceria, assim como benefícios e vantagens exclusivas, para as diferentes modalidades de associados (Estudante/Público em geral; Profissional; Empresa/ Festival – grande parte dos conteúdos, eventos e informações apenas estarão ao dispor das duas últimas modalidades) que permitirão o desenvolvimento de competências de todos os que de alguma forma gravitam à volta desta área.

Diariamente, serão acrescentadas novas soluções e conteúdos, estando disponíveis para quaisquer esclarecimentos, solicitações, dúvidas e sugestões. Ao longo dos próximos meses, será também constituído um board/comité da associação que cubra diferentes funções e áreas cognitivas.

APORFEST é uma organização sem fins lucrativos formada maioritariamente por uma equipa que colabora com o Talkfest sendo o resultado de um plano estratégico construído desde 2011 e que pode agora alcançar um outro patamar, estando a partir de hoje ao serviço dos seus futuros associados.

Todas as informações em:
www.aporfest.pt
www.facebook.com/aporfest
 
Contacto (preferencial): aporfest@aporfest.pt

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Um Olhar Pelos Principais Festivais

Numa altura em que os festivais de verão ainda fervilham com a entrada em cena do Bons Sons, FUSING Culture Experience, O Sol da Caparica ou o Neopop, importa fazer um apanhado do que já faz parte das memórias de 2014 e o que está para vir.

 

Em ano par já se sabe que há que contar sempre com o cartaz do Rock in Rio Lisboa. Este ano a festejar o 10º aniversário em Portugal houve cartaz de luxo que deixa marcas incontornáveis no Top de melhores concertos deste ano. The Rolling Stones, Arcade Fire, Lorde, Justin Timberlake, Queens of the Stone Age, Robbie Williams e até Jessie Ware, estão entre o melhor que se viu por cá este ano.

 

Depois do arranque de temporada na Bela Vista veio o NOS Alive que não conseguiu reunir um cartaz tão apelativo no palco principal mas confirmou-se como um lugar seguro para encontrar o que de mais interessante está a aparecer no meio das novas apostas. Desde logo a presença dos Jungle merece todo o destaque e a programação do Palco Heineken que nos trouxe grandes momentos com War on Drugs à cabeça, Unknown Mortal Orchestra, Chet Faker, Parquet Courts, Sam Smith, SBTRKT, Elbow, Temples e , claro, Black Keys e Arctic Monkeys no palco principal. Muitos e bons momentos como é hábito acontecer em Algés que foram devidamente realçados e elogiados pela imprensa nacional. Elogios esses rebatidos pela organização do evento com uma pouco habitual e desajustada reacção nas redes sociais querendo comparar a visão da imprensa internacional com a local. Reparos que foram bem rebatidos, igualmente nas redes sociais e até na imprensa, por nomes insuspeitos como Miguel Cadete ou Vítor Belanciano.

 

O Super Rock Super Bock pelo 5º ano situado no Meco também contribuíu com bons concertos para a lista de melhores do ano. Metronomy, Massive Attack, Disclosure, Capicua, Legendary Tigerman, The Kills, Foals, Dead Combo e Kasabian. A noite de Eddie Vedder foi para esquecer, fica na memória a passagem de um símbolo maior do rock contemporâneo. Esta oferta diversificada com atenções viradas para o que de bom se faz por cá, piscando um olho à música electrónica dançável e a consagrados do rock revela-se uma aposta acertada tendo em conta que os organizadores ainda se dedicam a outro evento lá mais para o final do ano onde trazem e experimentam novos nomes.

 

É aqui que o Festival do Sudoeste passa a fazer sentido neste formato virado para a contratação de DJ's de maiores créditos. Desde que a Meo passou a patrocinador principal do evento que se nota uma mudança na estética musical. Podemos estranhar e andar a relembrar as emocionantes noites que passámos no Alentejo hipnotizados pelos Portishead ou a celebrar o regresso dos Faith no More mas a verdade é que o Festival actualmente faz mais sentido com esta abordagem de cabeças de cartaz. A prova é que os números divulgados de festivaleiros presentes deu razão a quem pensa o evento. Será para continuar assim e tem espaço no calendário como grande Festival que é.

 

Pelo meio houve o sempre discreto e eficaz Festival das Músicas do Mundo de Sines que voltou a ter duas mangas, com o primeiro fim de semana em Porto Covo. Agora já com a marginal de Sines junto à praia toda arranjada o FMM está no ponto e merece todos os elogios e reconhecimento internacional que goza como se pode facilmente comprovar pelas prosas na Songlines que deixam a organização orgulhosa sem lamentarem falhas da imprensa local. O que é óptimo.

 

Também voltou o Primavera Sound ao Parque da Cidade do Porto que já tendo conquistado um lugar de destaque no calendário dos principais festivais por cá, por mérito próprio, este ano apareceu com o cartaz menos forte das edições portuguesas. Torna-se maior o fosso de qualidade quando comparado com a versão catalã. Trouxe Kendrick Lamar e Charles Bradley  como nomes a merecerem mais destaque, ainda para mais sendo estreias por cá, e muitas repetições.

 

Falta Paredes de Coura para fechar o ciclo dos Festivias mais clássicos e com maiores tradições por cá. Correrá bem por certo e juntará mais uns quantos bons concertos para a lista final de melhores de 2014.

Os festivais de música são um presente de sucesso e têm futuro risonho

Uma interessante reflexão sobre os Festivais de verão da autoria do amigo Mário Lopes no jornal Público.

 

 

Tornaram-se "uma boa solução de férias em tempos de crise"


Chegámos ao final de mais um ciclo dos grandes festivais de Verão com 330 mil espectadores nos cinco dias de Rock In Rio, uma média diária de 40 mil no Sudoeste e o último dia do Optimus Alive esgotado 16 dias antes. Em Portugal, o número de concertos e os lucros daí resultantes têm crescido consistentemente ao longo da última década, no que acompanham a tendência mundial. Temos, dizem os agentes, um mercado solidificado e rentável, que já pertence ao circuito mundial de festivais. E atractivo, pelos preços baixos e pelo clima, ao crescente público estrangeiro que nos visita. Não há crise. Os festivais crescem e estão para ficar.

Dos Estados Unidos, porém, soou recentemente o alarme. As receitas das cem maiores digressões americanas caíram 17 por cento no primeiro semestre e o preço médio dos bilhetes, perante a quebra na procura, baixou em 2009 pela primeira vez em mais de uma década. Em Inglaterra, por outro lado, o mercado da música ao vivo continua a crescer, mas a um ritmo mais lento que anteriormente: de 13 por cento, em 2009, para 9,4, em 2010. Os dados referem-se, contudo, ao mercado da música ao vivo no geral. Quanto aos festivais, não parecem estar a ser afectados.

"Vejo um futuro risonho para esta indústria", declara Álvaro Covões, da Everything Is New, a promotora do Optimus Alive, que se realiza em Julho no Passeio Marítimo de Algés e que este ano teve esgotado o último dia, aquele em que actuavam Pearl Jam e LCD Soundsystem. "Há festivais para públicos distintos", o que permite chegar a mais pessoas, aponta Jwana Godinho, da Música No Coração, a empresa que ergue o Sudoeste, na Zambujeira do Mar, ou o Super Bock Super Rock, que se deslocou este ano para o Meco. "Em alturas de crise, as pessoas querem escapar, querem divertir-se, e um festival oferece essa possibilidade", diz João Carvalho, da Ritmos, promotora do festival Paredes de Coura, desde há uns anos um santuário indie a norte.

Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2001, 3,8 milhões de pessoas assistiram em Portugal a espectáculos ao vivo (teatro, ópera, dança, tauromaquia e concertos de música clássica e "ligeira"), gerando receitas de 17,9 milhões de euros. A expressão artística com maior peso era então o teatro, a que correspondia um quarto dos espectadores totais. A música "ligeira" tinha uma fatia de 19 por cento de espectadores, mas em 2005 destacou-se: passou a congregar 34 por cento dos espectadores e 42 por cento das receitas. Em 2001, 734 mil pessoas assistiram a concertos de música "ligeira" em Portugal; em 2008, o número de espectadores tinha aumentado para 4,4 milhões e as receitas ascenderam a 39 milhões de euros.

Segundo Álvaro Covões, o crescimento deve-se "à criação de hábitos de cultura e espectáculo que não existiam". Nos anos 90, recorda, "tínhamos um concerto por mês", cenário que contrasta com a oferta actual. Com os músicos mais disponíveis para digressões devido à quebra acentuada na venda de discos, e com o público habituado à experiência do concerto, os festivais tornaram-se parte de um roteiro que já não é apenas melómano.

Em 2010, em Portugal, tivemos os históricos Sudoeste (média diária de 40 mil espectadores) e Paredes de Coura (cerca de 20 mil). Tivemos o recente Optimus Alive, que se realizou pela primeira vez em 2007 e é agora um dos principais festivais portugueses (média diária de 40 mil espectadores) e o renovado Super Bock Super Rock no Meco (média de 24 mil). Mas o mapa mostra uma realidade bem mais diversa, onde coexistem o Músicas do Mundo de Sines e o Med em Loulé, orientados para a world music, o Super Bock Surf Fest, realizado em Sagres e dedicado ao reggae, o Marés Vivas em Gaia, que se vem solidificando como o grande festival urbano da Zona Norte, ou o Andanças, em São Pedro do Sul, que celebra a música e as danças tradicionais.

Jwana Godinho, que nos falou desde o supracitado e esgotado Super Bock Surf Fest (lotação máxima de 15 mil pessoas por dia), refere que esta variedade é parte da história de sucesso dos festivais em Portugal: "São em maior número mas diversificaram-se, o que permite chegar a vários públicos".

Este foi também ano do bianual Rock In Rio (média de 66 mil espectadores), o festival que trouxe consigo, em 2004, data da primeira edição em Portugal, um conceito em que os concertos se cruzavam com um ambiente de parque temático. Ou seja, para além dos palcos, havia a forte presença de patrocinadores e das animações e promoções a eles ligadas.

O factor preço

Os representantes das promotoras referem que as parcerias com patrocinadores são praticamente indispensáveis à realização dos festivais. O Optimus Alive teve custos reais para a Everything is New de 4,6 milhões de euros. O montante investido pelo patrocinador oficial não é revelado, mas Álvaro Covões garante ser essencial para o festival: "São os patrocinadores que garantem que os bilhetes sejam mais baratos", quando comparados com os preços de outros países europeus: "A [revista] Uncut escrevia [em 2008] que, mesmo com bilhete de avião incluído, era mais barato vir ao Optimus Alive que ao [festival] de Reading".

Jwana Godinho, da Música no Coração, não revela qual o orçamento do Sudoeste, mas aponta na mesma direcção que Covões. João Carvalho, que organiza o Paredes de Coura sem patrocinador oficial, com um orçamento de dois milhões de euros e o apoio da câmara a nível de infra-estruturas, reconhece que a dependência total da bilheteira é um "risco tremendo": "O festival acaba por se pagar a si mesmo, mas estamos sempre com receio que chova e que os bilhetes vendam menos". Para Carvalho, Paredes de Coura devia ter um apoio óbvio, "o Turismo de Portugal". O público espanhol marca sempre presença em números muito consideráveis e é um grande factor de promoção da região, até pela repercussão que acaba por ter na imprensa estrangeira. "Este ano, tivemos 60 jornalistas estrangeiros acreditados, não só espanhóis mas também italianos ou gregos".

As notícias vindas dos Estados Unidos ou de Inglaterra não assustam os promotores portugueses. É certo que, como aponta João Carvalho, "os cachets são cada vez mais caros e que as grande bandas só tocam onde e quando querem". Porém, acredita que "o mercado não se ressentirá". Há cada vez mais festivais e, com o mercado de Leste, mais haverá, refere Jwana Godinho, reconhecendo que "este não é o negócio mais rentável do mundo", não vê razões para pessimismo. "Os festivais em Portugal são uma aposta relativamente barata de entretenimento, com grande grau de satisfação." São, digamos, uma boa solução de férias em tempos de crise: "No Sudoeste, o público tem vários dias de descanso com campismo, praia e muita música. Tudo por 90 euros".

Álvaro Covões, por sua vez, é declaradamente optimista. "Apesar das dificuldades que vivemos em Portugal, o nível de vida tem subido. E o entretenimento, os concertos ou os festivais já estão no cabaz das necessidades das pessoas".n


Mário Lopes

Festival de Vilar de Mouros só regressa em 2011

O Festival de Vilar de Mouros vai regressar apenas em 2011, depois de goradas as tentativas de realização de uma edição em 2010, confirmou hoje à agência Lusa a autarca local, Sónia Fernandes.

O decano dos festivais portugueses de música ao ar livre pretende regressar com uma edição "em grande" comemorativa dos 40 anos do chamado "Woodstock português", que em 1971 levou à aldeia do Alto Minho milhares de pessoas para assistir aos concertos de Elton John e Manfred Mann.

Nos últimos meses, a Câmara de Caminha e a Junta de Freguesia de Vilar de Mouros tiveram contactos com algumas produtoras na tentativa de retomar o festival em 2010, mas não conseguiram reunir as condições necessárias.

O Festival de Vilar de Mouros não se realiza desde 2006, ano em que o 35.º aniversário foi assinalado com 35 bandas ao preço único de 35 euros.

A edição de 2007, para a qual estava anunciada a estreia em Portugal de Brian Wilson, dos Beach Boys, foi cancelada três semanas antes das datas programadas, com críticas da Portoeventos e Junta de Freguesia à escassez de apoios da Câmara de Caminha.

O diferendo só ficou sanado em abril de 2009, quando as três entidades assinaram um protocolo que abria a possibilidade do regresso do festival ainda esse ano, o que não chegou a acontecer.

O documento preconizava a criação de uma entidade constituída pela câmara e pela junta, "que, complementada com eventuais parcerias a celebrar com entidades terceiras, consiga levar a bom porto a reedição do festival já no ano de 2009".

As duas autarquias passaram a ter a mesma cor política em outubro de 2009, quando o PSD reconquistou a Junta de Vilar de Mouros por dois votos, interrompendo 20 anos de liderança da CDU.

Promotoras de festivais vivem dias difíceis

Notícia do Diário Económico por Luís Reis Pires:

Prejuízos anuais elevados complicam situação financeira de empresas como a Everything Is New e Música no Coração.

Apesar da alegria reinante nos festivais de Verão, as empresas responsáveis pela sua organização não têm razões para sorrir. As duas maiores promotoras nacionais - a Everything is New e a Música no Coração -, aliadas a uma outra mais pequena - a In Music We Trust -, apresentaram em 2007 prejuízos de quase 1,3 milhões de euros. De resto, as dificuldades no sector não são exclusivas das grandes promotoras, alastrando também às de menor dimensão. De entre um conjunto de cinco das mais conhecidas promotoras de espectáculos, aliás, apenas duas apresentaram lucros em 2007: a Ritmos & Blues e a Smog. Em 2008, as dificuldades agravaram-se, com a Everything Is New, líder do sector, a acabar o ano com prejuízos de 518,6 mil euros e a Smog - uma promotora de muito menor dimensão - de 3,5 mil euros.

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