Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Super Rock Super Bock, Dia 1: Éder é sentimento National

Thenationalsbsr2016.jpg

 Arrancou a 22ª edição do SBSR, a segunda consecutiva no espaço circundante ao MEO Arena, numa autêntica noite quente de verão. Um espaço revisto e aumentado mas sem mudanças significativas na disposição de palcos. Foi uma noite de reencontros com velhos conhecidos como os The National mas especial devido à euforia ainda instalada à conta daquele pontapé do Éder.

 

Até perto da hora de jantar não registámos grande afluência ao recinto do festival. O calor insuportavel convidava a uma chegada mais tardia e os nomes que atraiam mais público só subiam ao palco a partir desse horário. Mesmo assim houve assistência em número digno nos palcos EDP e Antena 3 para ver, ouvir e descobrir Alex Rein e Benjamim, no espaço da rádio pública, enquanto do outro lado houve público rendido aos enquanto da dupla feminina Lucius que agradaram com a sua pop de safra indie vinda de Brooklyn. O espaço alberga debaixo da famosa pala de betão pensada por Siza Vieira os festivaleiros que aproveitaram a sombra para já não circularem muito mais pelo recinto e esperarem pelos Villagers.

Foi o primeiro momento marcante do dia, o irlandês Conor O'Brien soube inspirar-se no anoitecer com vista privilegiada sobre o Tejo para desfilar a sua folk modernizada em jeito de brisa refrescante que agradou a todos que conheciam melhor ou pior Villagers.

Isto de sermos campeões europeus é mesmo especial. O ambiente do SBSR tem como ponto comum os sorrisos com que ainda se partilham histórias à volta do grande feito da Selecção de futebol, desfilam bandeiras nacionais e há um cântico que marca cada final de concerto, seja no MEO Arena, debaixo da pala do Palco EDP ou no caminho entre os dois espaços. O mesmo cântico é libertado cada vez que os músicos dão os parabéns à audiência pela conquista europeia. Todos o fazem despoletando o tal cântico: «E foi o Éder que os f&%$#! oh eh oh oh». Assim em ritmo latino e risos rasgados e irreverentes. Um sentimento de orgulho nunca antes visto em festivais de verão. O povo anda mesmo feliz.

A contrastar com a onda positiva apenas dois reparos, alguns atrasos no arranque de concertos em relação aos horários divulgados; Samuel Úria foi o mais prejudicado. E no pavilhão a velha questão do som, se há locais onde se ouve com boa qualidade, outros há que torna a experiência auditiva complicada. Neste formato de festival a resolução é fácil, ir circulando até apanhar o ponto certo, já que os acessos são livres a todas as zonas da plateia.

É precisamente no espaço do MEO Arena que estavam reservadas as actuações mais esperadas. Foi visível a numerosa romaria para um reencontro emocionante com velhos conhecidos, os The National não se fartam de Portugal e os fãs não se cansam deles. Mais um bom concerto da banda de Matt Berninger. Foram 17 canções para matar saudades, não faltaram os hinos «Mr November» ou «Fake Empire» mas o destaque vai para três novas canções: «Can’t Find a Way», «The Day I Die» e «Find You». Podemos dizer que já os vimos em melhor forma mas também já os vimos mais distantes. Mostram cansaço de estrada e falta de frescura para dar o próximo salto, o último disco já tem três anos de vida. No entanto, se há banda que não desilude os fãs são os The National que acabaram com o vocalista no meio do público na habitual comunhão que acaba em celebração a capella em «Vanderlyle Crybaby Geeks».

Antes, Kurt Vile tinha deliciado quem já o segue há muito e também os recém chegados ao seu universo ávidos de celebrar ao vivo o gingão single «Pretty Pimpin» do homem de Filadélfia. Ouvimos comentários sobre a farta cabeleira do cantor, se numa noite quente destas não aparou barba e cabelo nunca mais o fará de maneira radical. 

Estávamos conversados quanto ao rock. Os festivaleiros queriam mais acção e por isso a ponte perfeita entre Jamie XX e dos Disclosure veio saciar essa vontade de forma perfeita. 

Jamie XX teve uma pequena multidão entre si e o Tejo e aproveitou para uma sessão pedagógica de desfile de pérolas funk/disco intercaladas com temas de «In Colour» muito bem recebidos. Ficou a meio caminho entre a celebração do disco bem assimilado pela plateia e a proposta de sons que o influenciam. 

Ficou um desejo maior de entrega aos Disclosure que não costumam facilitar quando são convocados para estas festividades. Voltaram a não falhar. Parece que já foi há muito que os vimos numa tenda pequena do Alive mas o ar juvenil dos irmãos Lawrence não deixa mentir - convivemos só há quatro anos. Tal como no Meco, um pequeno percalço atrapalhou por uns minutos a actuação mas não beliscou a dinâmica e a qualidade das propostas sonoras da dupla. Luzes e grafismo em cenário irresistível, pavilhão cheio entregue à dança e tudo o que temos direito daquela electrónica feita em Inglaterra que nos soa a pop de dança urgente. Além de tocarem ao vivo sem mácula ainda apresentam dois vocalistas para aumentar a qualidade. Kwabs foi um deles, ele que actua hoje no Palco EDP. 

Os Disclosure são o som do presente que já nos soa clássico e desvenda caminhos para o futuro breve.

 
João Gonçalves para o Disco Digital

 

 

redes sociais

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

grandes sons de 2017

agenda

Mais sobre mim

foto do autor

Links

actualize-se

Festivais

  •  
  • sirva-se

  •  
  • blogues da vizinhança

  •  
  • músicas do mundo

  •  
  • recordar João Aguardela

  •  
  • ao vivo

  •  
  • lojas

  •  
  • Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D
    118. 2008
    119. J
    120. F
    121. M
    122. A
    123. M
    124. J
    125. J
    126. A
    127. S
    128. O
    129. N
    130. D
    131. 2007
    132. J
    133. F
    134. M
    135. A
    136. M
    137. J
    138. J
    139. A
    140. S
    141. O
    142. N
    143. D
    144. 2006
    145. J
    146. F
    147. M
    148. A
    149. M
    150. J
    151. J
    152. A
    153. S
    154. O
    155. N
    156. D