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Grandes Sons

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Super Bock Super Rock, Dia 2: O ataque massivo de Iggy Pop Super Rock

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O segundo dia do 22º SBSR voltou a contar com um clima quente de verão que se estendeu a noite fora. Corpos suados com várias causas para se entregarem. Actividade excitante no Palco EDP, propostas refrescantes no palco nacional da Antena 3 e dois nomes velhos conhecidos a fazerem excelente prova de vida no espaço maior do MEO Arena. Dia em cheio.

Comecemos pela sombra: debaixo da pala do Palco EDP dançou-se e ouviram-se propostas diferentes com os últimos três nomes a subirem ao palco a deixarem boas impressões. Pela hora de jantar o londrino Kwabs dava seguimento à sua aparição de véspera no concerto dos Disclosure. Convenceu e surpreendeu com uma bela versão do actual êxito de Justin Bieber «Love Yourself».

Depois, o duo Rhye encantou com uma banda sonora R&B que nos remete para a base da Califórnia desde onde operam apesar de o vocalista Milosh ser do Canadá e Robin Hannibal ser dinamarquês. A canção «Open» resume bem os belos momentos que ali se passaram aos primeiros minutos.

Mac Demarco ainda não tinha convencido nas outras passagens por Portugal mas desta vez não facilitou e assinou um belo concerto com alinhamento e duração perfeita para o contexto de festival. Teve a reacção entusiástica merecida e mesmo que tenho tocado «Salad Days» para um público que se alimentava de refeições mais condimentadas -  tudo fez sentido.

Antes de passarmos para o espaço maior do recinto, uma palavra para o rock dos Glockenwise que soou perfeito no final de tarde, assim como para excelente actuação dos Pista no palco Antena 3 que entusiasmou a plateia que ocupou as escadas laterais do MEO Arena. Já de noite os Capitão Fausto bateram-se com galhardia com Iggy Pop.

Com horários, mais uma vez, por cumprir na hora de arranque dos maiores concertos no pavilhão principal, houve que esperar para ver o lendário Iggy Pop. Já estávamos avisados que a banda de «Post Pop Depression» não vinha - uma pena para um disco recente tão bem conseguido - mas o que Iggy nos trouxe deu para saciar toda a expectativa acumulada. Concerto cru, eléctrico e directo a grandes hinos da sua carreira. Não é todos os dias que celebramos «The Passenger», «Lust For Life» ou «Real Wild Child» com um vocalista tão carismático. Por falar em child, Iggy Pop é um daqueles sobreviventes de todos excessos do rock, pré e pós-punk, que nos orgulhamos de voltar a ver ao vivo. Com as recentes perdas de Lou Reed e David Bowie, ganhamos um carinho e valorizamos muito mais estes pequenos momentos de convívio com homens que mudaram a música que admiramos. Iggy fez prova de vida com distinção, emoção e uma entrega incrível para quem vai para os 70 anos. É bíblico!

Agora recuemos a 1998. A exposição mundial tinha encerrado e a capital ganhava um novo espaço para espectáculos. O primeiro grande concerto estava marcado para Novembro e a honra cabia aos Massive Attack, na altura a apresentarem «Mezzanine». A noite tornou-se inesquecível e ainda hoje quem lá esteve recorda o momento dos isqueiros acesos a compasso das batidas densas da banda. 

Depois disso já passaram pelo nosso país mais de uma dezena de vezes e nunca os vimos darem um concerto menos bom mesmo que sem grande inovações.

Desta vez houve uma evolução em palco, correram o risco de tornar tudo mais tenso e sombrio dando espaço aos Young Fathers que casam na perfeição com o universo conhecido dos Massive Attack. As marcas de 3D e Daddy G estiveram todas presente. As mensagens em formato informático passaram no ecrã do cenário do palco. Tocaram-se os extremos dos sentimentos, loucura e euforia por Ronaldo e a Selecção, raiva e incompreensão por Nice e preocupação pela Turquia. Tudo com a banda sonora urgente, imediata e densa que só os Massive Attack sabem fazer desta maneira tão natural. Os «hinos» não foram esquecidos e na recta final houve espaço para a celebração do nervoso «Inertia Creep» e dos festejados «Safe From Harm» ou «Unfinished Sympathy». Mais um capítulo com carimbo acima de bom desta bela história ao vivo Portugal dos Massive Attack.

A noite convidava a ficar pelo espaço à beira rio e assim foi sem surpresa que vimos o palco Carlsberg bem composto para descobrir Lion Babe e, sobretudo, muitos festivaleiros resistentes a entregarem-se à dança contagiante do concerto de Moullinex.

 
João Gonçalves para o Disco Digital

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