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Grandes Sons

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NOS Alive, Dia 1: Pretérito Perfeito

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Arrancou a 10ª edição do festival NOS Alive, agora com relva artificial a alcatifar o recinto, com todos os argumentos que fazem deste festival um sucesso que atrai muitos turistas e esgota a sua lotação. O tão elogiado sol iluminou todos os que vieram a Algés e que já tiveram momentos musicais para não esquecer, os britânicos rendidos aos nomes do Palco NOS e o resto a explorar entre os palcos Heineken e NOS Clubbing nomes mais ou menos conhecidos. Vencedores unânimes; Pixies, The Chemical Brothers, Wolf Alice e Bob Moses.

Fim de tarde em Algés e o recinto revisto, renovado e melhor do NOS Alive já apresentada uma impressionante multidão em movimentos. Claros elogios à relva artificial que agora dá um andamento de luxo no vasto espaço, além de retirar a poeira, muita curiosidade na rua EDP situada à esquerda da entrada principal com calçada portuguesa pintada e fachadas de edifícios conhecidos bem simuladas com destaque para o espaço EDP Cafe a evocar o museu do fado com ar condicionado com o excelente pretexto de ver Marco Rodrigues, Raquel Tavares ou os Dead Combo mais para a noite. A partir da meia noite, o espaço transforma-se em pista de slows; ainda não verificámos se há adesão.

A disposição dos palcos é a do costume. Os horários continuam a ser rigorosamente cumpridos e, portanto, só falta colocar em marcha um plano de exploração das várias propostas do cartaz que pode levar os mais curiosos a cumprir uma longa maratona à beira Tejo entre o fim de tarde e até onde a resistência deixar pela madrugada dentro.

Começamos pelo palco NOS Clubbing que já nos acostumou a trazer todos os anos alguns dos nomes mais entusiasmantes do momento na área electrónica dançável, portugueses em destaque ou mesmo nomes mais consagrados. No dia de estreia o espaço não desiludiu. Após a apresentação de Xinobi, que tem em «1975» uma importante âncora convidativa à dança. A seguir, houve grande aderência ao piso na «Days Gone By» da dupla nova iorquina Bob Moses. Os temas do álbum caíram de forma perfeita no demorado anoitecer de Algés, oferecendo uma banda sonora cool house que uma pequena multidão parecia conhecer de fio a pavio. 

Destaque ainda para as passagens de Branko, da enchente para celebrar o som dos Junior Boys e para a festança montada pelos Throes + The Shine, ali mesmo a fechar a noite.

Enquanto o duo Bob Moses encantava no palco instalado no meio do recinto, os escoceses Biffy Clyro faziam as delicias no Palco NOS de uma legião de fãs britânicos que dão à banda um surpreendente estatuto cimeiro no Reino Unido. Por cá continuam a ter de actuar à luz do dia, longe do protagonismo que gozam na sua região. Já antes, os The 1975 inauguravam o espaço principal para uma plateia maioritariamente inglesa e adolescente. 

Só depois das 21h00, o imponente palco principal recebeu um nome à sua altura. O lendário Robert Plant trouxe o legado dos Led Zeppelin com os The Sensational Space Shifters. Há sensações inevitáveis ao ouvir «The Lemon song» que abre o desfile e «Rock and Roll» que encerra actividades. Pelo meio algumas surpresas como versões de «Babe I'm Gonna Leave You» de Joan Baez e «Fixin' To die» de Bukka White, além de passagens por repertório a solo de Plant. Todas estas lembranças remetem-nos para a ausência de Page e para o desgaste vocal de Plant que acabo por nos trazer de volta à realidade. Soube bem mas não foi fantástico.

Continuando em modo revivalista, os Pixies passaram triunfantes pelo espaço maior do festival. Não há Kim Deal, a entrega já não é espontânea e nervosa como em outros tempos mas apresentam canções que só por si têm a força maior do puro rock que lhes dá a condição única de imortais. Ouvir «Monkey Gone To Heaven», «Gouge Away», «Tame», «Where Is My Mind», «Here Comes Your Man», «Caribou» ou «Debase», pela primeira vez ou não, é uma experiência que justifica a convocatória dos Pixies em 2016. Só a qualidade do som pareceu não querer acompanhar o momento alto de comunhão entre palco e plateia.

Depois da uma da manhã lugar à celebração de um nome maior da música de dança. Já foram impulsionadores do big beat nos anos 90, já se revelaram por bandas sonoras de filmes ou publicidade, de uma maneira ou de outra chegam aos ouvidos do mundo há várias décadas e sempre com a mesma qualidade. Continuam a editar discos com regularidade que sempre acrescentam três ou quatro músicas que se juntam a uma antologia que depois desfilados ao vivo com competência e o aparato certo resultam sempre numa experiência inesquecível. Muito grandes e muito bons os The Chemical Brothers. 

Falta mencionar os destaques do famoso Palco Heineken que tem revelado momentos gloriosos ao longo da última década. Neste primeiro dia ficam na memória as passagens dos Vintage Trouble e sua postura bem rock and roll, do regresso sempre celebrado de John Grant, do excelente concerto dos Wolf Alice, já uma certeza do rock britânico, e do encerramento festivo dos 2 Many DJs madrugada dentro. Na versão Soulwax não convenceram tanto, e os portugueses Sean Riley & The Slowriders mereciam mais calor humano.

 

João Gonçalves para o Disco Digital

Foto: Everything Is New

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