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Grandes Sons

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Grandes Sons

Lionel Richie no EDPcooljazz - Rei Lionel, Dos Anos 80 e Além Mar

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(Foto: Miguel Quesada)

 

Uma grande ideia de Glanstonbury até Oeiras, Lionel Richie e a sua banda a desfilarem clássicos atrás de clássicos com prazer e dignidade. Nem faltou um final épico a recuperar a canção das canções de solidariedade, «We Are The World». Que noite, Lionel!

 

Um bem haja ao promotor que se lembrou de levar Lionel Richie ao palco da pirâmide de Glastonbury. O cantor aproveitou a oportunidade para protagonizar uma ressurreição artística que lhe valeu uma recepção eufórica no mítico festival inglês, os vídeos da actuação tornaram-se virais, em especial um em que se via até os seguranças em frente ao palco a entrarem numa coreografia durante «Dancing on the Ceiling»! Os ecos da inesperada consagração foram fortes e até levaram Lionel de volta ao topo de vendas de discos em Inglaterra, já não acontecia há 23 anos.

 

De repente poder ver Lionel Richie entre nós tornou-se uma dádiva improvável. O EDPcooljazz acertou em cheio ao escolhê-lo para a penúltima noite do festival, o povo respondeu ao apelo nostálgico e encheu o Estádio Municipal de Oeiras.

Todas as expectativas, mesmo a mais altas, foram rapidamente ultrapassadas com a presença de um cantor que traz para palco toda a pose de artista tipicamente norte americano. Uma personagem fortíssima própria dos casinos de Las Vegas, sempre bem disposto, sorriso fácil a mostrar que se está a divertir tanto ou mais que nós, comunicação eficaz com a plateia, preocupação em não deixar ninguém sentado, e um desfile sem hesitações dos seus maiores êxitos.

 

Divertido intercalou as canções com um discurso sempre engraçado, andou a namorar um copo que nos pareceu conter vinho rosé. Das primeiras tentativas bebeu mas mostrou-se sempre pouco convencido com o sabor até que chegou o momento em que mandou abaixo um copo cheio de um só fôlego. Antes já tinha dito que era melhor não abusar senão ainda ficava a ver como o amigo Stevie Wonder, recorrendo mesmo à imitação com acordes a condizer e tudo.

Quando recuperou «Endless Love», dueto de 1981 com Diana Ross, anunciou a presença da cantora como grande surpresa da noite. Perante a reacção entusiástica da plateia explicou que convidou mas ela não aceitou por causa do calor. Nem de propósito, numa altura em que chuviscou em Oeiras. A plateia fez convictamente de Diana.

 

Quando pensamos em Lionel Richie pensamos logo em meia dúzia de sucessos à escala planetária. Recordamos o disco de 1983 «Can't Slow Down» ou «Dancing on the Ceiling» de 1986. Recebemos sem resistência «Stuck on You», «Penny Lover», «All Night Long», e , claro, o inevitável «Hello». Lembramo-nos das festas de liceu, dos jogos no ZX Spectrum a ouvir estes e outros temas, da colecção de latas da Pepsi com a cara de Lionel e um desenho diferente para cada uma das faixas de «Can't Slow Down» e sorrimos ao ver o ambiente familiar em todo os estádio.

Gerações que não conseguem esconder a satisfação a cada nova canção recuperada do baú dos Commodores, por exemplo. Ou quando se ouve «Say You Say Me», ou quando toda a gente sente uma vontade incrível de dançar ao som de «Dancing on the Ceiling». Tantas emoções recuperadas em catadupa que chegaram a gerar confusão na cabeça de um espectador mais novo que ao reconhecer «Easy» perguntou à mãe se a música não era dos Faith No More. Por acaso, achamos que Mike Patton aprovaria o arranjo final desta versão ao vivo mais ao jeito tropical dos seus Mr Bungle.

 

Lionel Richie está com 66 anos e na última noite da digressão europeia mostrou uma frescura invejável, é um mestre de cerimónias à antiga e radia uma felicidade contagiante com este ressurgimento. É merecido, as suas canções são intemporais e estão aí para ser descobertas por muitas mais gerações.

Um encontro muito feliz entre o público português e Lionel Richie selado com um final inesquecível. Disse que à boleia da música do seu amigo Michael Jackson, que se ouviu antes e depois do concerto, ia recuperar um tema universal. Atacou «We Are The World» com propósito e nem faltou o blazer branco!

 

Se é para reviver os anos 80 que seja à séria e com noites destas. Longa vida ao Rei Lionel!

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