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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Alt-J no MEO Arena em Janeiro

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 Alt-J num concerto em nome próprio, dia 6 de janeiro, em Lisboa. O trio sobe ao palco do MEO Arena nos primeiros dias do ano para apresentar aos fãs o terceiro registo de originais, “RELAXER”. Depois de um concerto grandioso no passado dia 06 de julho no NOS Alive’17, onde a banda teve a oportunidade de ver uma multidão conquistada com os novos temas revelados em primeira mão, o trio traz agora a Portugal o espetáculo próprio de apresentação deste novo trabalho, que entrou diretamente no Top de vendas no Reino Unido e que com pouco tempo de vida já recebeu fortes elogios da crítica especializada.

Super Bock Super Rock 2017: Na Nova Expo, Agora a Mascote é Slow J

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 O Super Rock Super Bock viveu a sua 23ª edição no 3º ano de vida no Parque das Nações. Um dos festivais mais antigos do país tem a sua história feita de mudanças, riscos e desafios. Começou à beira Tejo, na zona de Alcântara, mais tarde passou pela zona da outra ponte sobre o Tejo, chegou a sair de Lisboa, tentou fixar-se no Meco e acabou a dinamizar uma área simbólica da famosa Expo'98.

Podemos mesmo dizer que o festival acaba por reavivar o espírito da Expo, à sua maneira, claro está, durante estes três dias de música entre a FIL e o Oceanário de Lisboa.

Se a localização tem sido um constante desafio, a programação tem sido uma dor de cabeça. Uma boa dor de cabeça, entenda-se. É preciso acompanhar as novas tendências, saber o que pode arrastar público, onde estão as bandas que vão ter sucesso em breve e saber divulgar a música nacional.

O Super Bock Super Rock, versão Parque das nações, acertou desde logo no palco menos espaçoso, aquele que é dedicado aos artistas portugueses que estão nos primeiros passos. Primeiro com a Antena3, agora com a rádio da casa, a SBSR.FM. Aí não tem sido complicado arranjar nove nomes por ano para mostrarem o que valem. Prova disso são as promoções de Capitão Fausto e, especialmente, Slow J. Os primeiros tiveram a honra de tocar no palco maior antes dos mais aclamados do evento, os Red Hot Chili Peppers. O segundo é um caso à parte. Destaque para o rock dos Stone Dead que ganhou muitos seguidores ali, tal como Manuel Fúria e os Náufragos e os Throes + The Shine, todos souberam aproveitar ao máximo as oportunidades.

 

Slow J é a medalha mais valiosa que o este novo formato do SBSR tem para mostrar. Fruto de uma aposta forte na música nacional, o festival promoveu o rapper português do palco mais pequeno para o Palco EDP e já anunciou a sua chegada ao Palco Super Bock do MEO Arena no próximo ano.

Nada a dizer quanto ao aproveitamento do talento nacional. Também não há muito por criticar no Palco EDP, o tal que recebe a plateia debaixo da icónica pala do Pavilhão de Portugal. Um cartaz sempre agradável, com nomes relevantes, algumas surpresas, propostas menos óbvias ou mais alternativas e indies, como preferirem. Tem acabado por dar bons frutos, este palco, que ora projecta nomes para o Vodafone Mexefest, por exemplo, ora os vai resgatar em bom tempo, como aconteceu com Silva, por exemplo. O Palco LG mistura propostas de música lusófona, uns com mais sucesso do que outros, obviamente. A passagem de Seu Jorge era boa no papel, foi aborrecida na prática. A presença dos Boogarins foi uma aposta bem ganha. Fez-se história com o projecto Língua Franca ao vivo, The Legendary Tigerman marcou o momento com a apresentação do seu novo trabalho e até Bruno Pernadas encantou ao fim da tarde.

Em sentido contrário estiveram os The Gift que tiveram que suar por manter um reduzida plateia e tentar aumentá-la de forma inesperada. O novo disco não chegou para captar a atenção dos festivaleiros que ignoraram a banda de Sónia Tavares de forma surpreendente.

Isto leva-nos à discussão mais delicada do actual Super Rock Super Bock. Os outros dois espaços estão bem resolvidos, o grande dilema mantém-se no MEO Arena, um espaço grande que precisa de nomes atraentes para não ficar com um ar desolador para quem toca e para quem vê.

E depois saber por onde quer ir o festival. No primeiro ano desta nova vida, o mote foi dado com a presença de Sting. Ficou provado que com um nome maior do pop/rock mundial faz-se, pelo menos, um dia em termos de bilheteira. Este ano a fórmula foi comprovado com os Red hot Chili Peppers, que deram um bleo concerto, diga-se. E até com os Deftones que, ainda, conseguem arrastar uma dedicada multidão em número considerável, assinando também um excelente concerto.

Junte-se aquele dia inesquecível do ano passado em que Kendrick Lamar levou à loucura um MEO Arena esgotado e, aparentemente, tínhamos uma fórmula vencedoras. Ou seja, um dia dedicado ao universo hip hop com um nome da primeira linha a fechar o cartaz e duas bandas de reputação insuspeita para os outros dias.

Funcionou bem com os Red Hot Chili Peppers, funcionou de maneira aceitável com Deftones mas sentiu-se a falta de um cartaz mais equilibrado no MEO Arena. E a aposta no Hip Hop pedia uma continuação em vez de um tiro no escuro, como foi o caso de Future. A sequência lógica a Lamar seria um Drake, por exemplo. Já nem vamos para Kanye West ou Jay-Z, que financeiramente não são alcançáveis para estes orçamentos. Mesmo o Drake já faz parte de um pote de Champions League musical, em termos de cachet.

Future podia ser aposta certa, tem hits à escala mundial e discos apreendidos pelas novas gerações, basta recordar as batidas de "Mask Off" para ver que não estamos a exagerar aqui. Mas ao vivo aquilo foi tudo o que o festival não precisava, foi o concerto de Kendrick Lamar mas ao contrário. E nem estou a dizer que foi bom ou mau, aí concordo com o Rui Miguel Abreu, nem dá para entender muito bem o que aconteceu ali.

Esperava-se mais porque o SBSR deu-nos a luz há um ano com Kendrick. Este ano podemos agradecer o superior concerto dos London Grammar que ficam a pedir nova convocatória em nome próprio.

Os Foster the People fizeram prova de vida e sabem que nunca mais farão outro "Pumped Up Kicks", a The Power Generation toca muito bem aquelas músicas de Prince mas nem Bilal nem Ana Moura nos conseguem perder a ansiedade de o ver entrar em palco a qualquer momento. Kevin Morby e James Vincent McMorrow, Jessei Reyez, The Orwells e Tom Barman, têm todos um lugar no nosso coração, como alguns deles já sabiam.

 

A modalidade olímpica portuguesa de bater no som do MEO Arena não pode servir para tudo, os Deftones e o experiente DJ Fatboy Slim provaram que o som pode ter qualidade quando se tem profissionais que o saibam trabalhar. Não por acaso, tiveram a plateia cheia e rendida até ao fim.

Acabar a comparar este festival que leva cerca de 60 mil pessoas (tendo em conta a lotação do MEO Arena) em 3 dias com outro que só numa noite alberga mais de 50 mil festivaleiros é, no mínimo, desonesto intelectualmente. Ambos têm o seu lugar de destaque no topo do mediatismo da época de festivais. Ambos estão a cumprir os seus objectivos. São realidades diferentes.

O Super Bock Super Rock está à procura de se fixar numa zona que deu muitas alegrias ao portugueses e está à procura do formato de cartaz perfeito. A ideia está lá, o rumo parece correcto, só falta ser eficaz na elaboração do espaço a preencher pelas nove bandas anuais no Palco Super Bock, como expliquei atrás. Os outros dois palcos vão bem. Não esquecendo o Palco Carlsberg que recebe os mais resistentes madrugada dentro na Sala Tejo com propostas mais dançáveis. Aqui os portugueses continuam a dar cartas com a qualidade de Xinobi, Beatbombers ou Magazino e com a ajuda de gente boa internacional como os Tuxedo.

Para já, o festival é de Slow J. E isso já é bom.

Super Bock Super Rock, Dia 3: Os Horários

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15 de julho
Palco Super Bock

20h20 - Foster the People
22h00 - Deftones
23h50 - Fatboy Slim

Palco EDP
17h20 - Bruno Pernadas
18h40 - Silva
20h00 - Taxiwars
21h20 - James Vincent McMorrow
22h50 - Seu Jorge "Life Aquatic" Tributo a David Bowie

Palco LG by SBSR.FM
19h30 - Stone Dead
20h55 - Black Bombaim
22h30 - Sensible Soccers

Palco Carlsberg
01h00 - Magazino
02h10 - Marquis Hawkes
03h30 - Monki

Super Bock Super Rock, Dia 1: Horários

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13 de julho
Palco Super Bock

20h40 - The New Power Generation feat Bilal
22h20 - Capitão Fausto
00h00 - Red Hot Chili Peppers

Palco EDP
17h30 - Alexander Search
18h40 - Boogarins
20h00 - The Orwells
21h20 - Kevin Morby
22h50 - The Legendary Tigerman

Palco LG by SBSR.FM
19h20 - Minta & The Brook Trout
20h50 - Manuel Fúria e os Náufragos
22h20 - Throes + The Shine

Palco Carlsberg
01h30 - Tuxedo
02h30 - Xinobi + Moullinex

 

As Canções de Leonard Cohen

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 Aos já anunciados concertos de homenagem a Leonard Cohen no CC Olga Cadaval em Sintra, dia 21 de Setembro, e na Casa da Música do Porto, dia 27, juntam-se agora o CAE Figueira da Foz, dia 29, e o Cine-Teatro Louletano, em Loulé , dia 10 de Outubro. 
"As Canções de Leonard Cohen" reúne no mesmo palco David Fonseca, Jorge Palma, Márcia, Mazgani (apenas Sintra e Porto), Miguel Guedes e Samuel Úria, músicos aclamados do panorama musical português da actualidade que vão interpretar as suas canções de eleição do vasto e rico repertório do cantor, compositor e poeta canadiano. 

A acompanhar David Fonseca, Jorge Palma, Márcia, Mazgani, Miguel Guedes e Samuel Úria estará o colectivo de músicos formado por Pedro Vidal, na direcção musical e nas guitarras; João Correia, na bateria; Nuno Lucas, no baixo; Rúben Alves, nas teclas; e Paulo Ramos e Orlanda Guilande, nos coros.

Com produção do Bairro da Música e a chancela da Embaixada do Canadá em Portugal, estes quatro espectáculos intitulados "As Canções de Leonard Cohen" apresentam-se como uma homenagem ao autor de canções como "Dance Me To The End Of Love", "Bird on The Wire", "Hallelujah", "I'm Your Man", "Sisters of Mercy" e "So Long, Marianne". O primeiro, em Sintra, acontece no dia em que Leonard Cohen completaria 83 anos.

Recorde-se que Leonard Cohen faleceu aos 82 anos, no dia 7 de Novembro de 2016, um mês depois de ter editado o seu 14.º álbum de originais, "You Want It Darker".

Os bilhetes para o concerto no Centro Cultural Olga Cadaval, dia 21 de Setembro, custam 30€ (cadeiras orquestra); 25€ (1ª e 2ª plateias); e 20€ (balcão). Na Casa da Música, dia 27, o bilhete tem um custo único de 25€. No CAE Figueira da Foz, dia 29 de Setembro, a entrada tem o custo de 20€; e no Cine-Teatro Louletano, a 10 de Outubro, de 25€.

Real Fado

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Real Fado é o nome do evento promovido pela EASTBANC PORTUGAL para promover e homenagear o Fado, a canção tradicional lisboeta, listada como Património Cultural Intangível da UNESCO.

 

Esta ação a decorrer no Príncipe Real entre julho e agosto oferece três concertos semanais (3ª, 6ª e domingo) e terá a participação de fadistas como Teresinha Landeiro, Tânia Oleiro, José Manuel Rato, Cristina Clara, entre outros nomes.

 

Os cerca de 25 concertos foram desenhados e adaptados ao caráter e perfil dos locais que os acolhem. Para além do Fado Tradicional, um concerto intimista no mais icónico bar lisboeta, o Pavilhão Chinês, outros géneros e influências musicais irão juntar-se ao Fado numa misteriosa cisterna, o Reservatório da Patriarcal (Fado & Outras Sonoridades). Já no edifício da Embaixada – Portuguese Shopping Gallery, concretamente no espaço da Gin Lovers, será o Fado Intemporal a fazer-se ouvir num cruzamento entre património e contemporaneidade, simbolizado por duas gerações de fadistas.

 

Trata-se de uma iniciativa que convida a explorar estas melodias e letras autenticamente portuguesas em três locais cheios de caráter e magia.

 

Fado Real também homenageia a sua casa-mãe, o "Príncipe Real", o bairro mais cool de Lisboa, que combina vistas esplêndidas, jardins românticos, mansões aristocráticas e um tecido urbano encantador com as lojas e os restaurantes mais trendy da capital.

 

Fado Real é organizado pela Eastbanc Portugal, precursora de um projeto integrado comercial e residencial de reabilitação inovador em vários edifícios nobres de um dos mais emblemáticos bairros lisboetas.

 

 

INFORMAÇÔES ÚTEIS:

Programa para os meses de julho e agosto:

  • Terças-Feiras, Fado Tradicional das 19H00 às 20h00 no Pavilhão Chinês, Rua Dom Pedro V, n 89/ 91
  • Sextas-Feiras, Fado & Outras Sonoridades das 19H00 às 20h00 no Reservatório da Patriarcal, Praça do Príncipe Real (centro do Jardim)
  • Domingos, Fado Intemporal das 20H00 às 21h00 na Embaixada|Gin Lovers, Praça do Príncipe Real, nº 26

A 10ª Edição do Milhões de Festa

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Para a décima edição do Milhões de Festa, que retorna a Barcelos de 20 a 23 de Julho, as celebrações da marca da década não se ficam pelo que acontece em cima dos palcos. Nesta edição, mais do que nas anteriores, o recinto, assim como a cidade, irá receber programação paralela, sempre em consonância com o espírito do festival e com a sua orientação.

Primeiro, ainda no capítulo dos concertos, mas fugindo aos palcos do festival, no sábado e domingo, os norte-americanos Bitchin Bajas e os veteranos do Milhões de Festa Riding Pânico têm actuações marcadas na cidade, em espaços de acesso gratuito. O Milhões de Festa abraça assim a cidade de Barcelos, abrindo portas de novos espaços e estendendo o convite a forasteiros e locais para os visitar. Em comunhão fortalece-se, de forma indelével, esta relação.

 

NOS Alive 2017: A Maturidade Reconhecida e Merecida

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 O NOS Alive chegou à sua 11ª edição e confirma o alcance de uma maturidade reconhecida por público e imprensa.

Ao longo da última década, o Alive, soube crescer, aprender com os erros, teve visão ambiciosa, expandiu-se internacionalmente e isso reflecte-se nos mais de 20 mil festivaleiros vindos do estrangeiro e em mais de uma centena de jornalistas internacionais.

O evento conseguiu o mais difícil dos objectivos, ter uma marca de garantia que leva o público a confiar nos critérios da organização para criar os alinhamentos dos vários palcos. E não falamos só dos tradicionais palcos NOS e Heineken. O palco NOS Clubbing, o Coreto by Arruada, o cantinho acolhedor do EDP Fado Cafe e o espaço da Comédia, acabam todos por serem relevantes, como se pode testemunhar facilmente ao longo do festival com a presença significativa de público em cada um dos espaços.

 

O facto de o festival ter esgotado todos os bilhetes disponíveis para os três é uma proeza que mostra bem a consolidação do NOS Alive junto ao público. A verdade é que o anuncio da presença dos Depeche Mode, Foo Fighters e Weeknd (juntamente com The XX), chegou para garantir casa cheio logo à partida para os três dias.

A tarefa da organização passa a ser mais fácil para completar o cartaz dos vários palcos a partir daqui. A fórmula mantém-se, no palco NOS a abertura do dia cabe a artistas portugueses. Neste aspecto os You Can't Win Charlie Brown foram os que melhor aproveitaram a oportunidade, embora os The Black Mamna e Tiago Bettencourt tenham cumprido as expectativas.

 

DIA 1

 

No dia 1, o caminho até de The Weeknd foi interessante. Os Alt-J regressaram ao palco principal já mais à vontade mas quem os viu em espaços mais pequenos não deixa de ter saudades desses tempos, os Phoenix mostraram-se encantados com o regresso e mereciam ter tido um som mais potente. Os The XX foram, indiscutivelmente, um dos grandes vencedores desta edição do NOS Alive.

Não é fácil passar aquele ambiente tão característico dos discos de estúdio para o palco, mas os The XX fazem-nos com mestria e emoção, contagiam a plateia que parece sempre gigantesca demais para música tão delicada. Um concerto perfeito, é para estes momentos que o público corre a comprar bilhetes, é para viver estas emoções que as pessoas fazem dos festivais um sucesso.

O concerto dos The XX foi de tal maneira bom que, de repente, os primeiros minutos da actuação de Weeknd parecia não conseguir superar o que ali se tinha vivido. Mas Weeknd era o maior trunfo para a primeira noite do festival e rapidamente mostrou ao que veio. Um concerto em crescendo que acabou com todos os hits que fazem dele um dos artistas mais procurados da actualidade. Um som demasiado alto e bruto poderá ter afastado várias pessoas não tão familiarizadas com aquele universo.

 

A tradição manteve-se no Palco Heineken com um público fiel, a maior parte dele indiferente ao que se passava no resto do festival. Rhye encantou, os Blossoms revelaram-se e os nomes mais esperados da noite não desiludiram. Ryan Adams tinha uma multidão respeitosa, rendida e expectante à sua espera, o concerto só podia ser épico. Os Royal Blood desfilaram a sua fórmula certa e segura de rock, alimentando assim uma relação com o público local que está para durar. O concerto de Bonobo foi excelente, musicalmente, visualmente e de ambiente certo. Glass Animals fecharam com estilo a primeira noite.

 

DIA 2

 

A movimentação da larga maioria do público para a frente do palco NOS não enganava, estava tudo ali para celebrar o rock dos Foo Fighters. Os Courtneers devem ter ganho mais alguns admiradores para a sua causa ao fim da tarde, os The Cult mataram saudades aos mais veteranos que são do tempo em que Dave Grohl era só mais um Nirvana e os The Kills sofreram com as dores de crescimento da passagem de um palco mais recatado para o gigante palco NOS. A Dupla não esteve mal, o público que ali estava é que não era o seu e não acompanhou a proposta sempre intensa dos Kills. Tudo ficou resolvido com a aparição da figura mais cool do rock. Os Foo Fighters são uma máquina poderosa e incansável de rock, desfilam clássicos atrás de clássico. Apesar de Dave exagerar nos berros que oferece, o concerto tem um ritmo contagiante. Mesmo que haja diálogos extensos que só alimentam a fama de gajo incrivelmente porreiro que Grohl goza e com proveito. Mais de duas horas de concerto, tudo o que se esperava dos Foo Fighters, tudo o que a banda sempre promete e cumpre. Eficazes.

 

No outro lado do recinto, o dia ficou marcado pelos concertos das Savages, também elas uma máquina de debitar rock selvagem com formato previsível mas sempre convincente. Os Wild Beasts foram os mais reveladores da noite, excelente concerto para um público que até parecia surpreendido com tanta qualidade. Dali para a frente era injusto pedir mais a quem foi rivalizar com os Foo Fighters.

 

DIA 3

 

O mesmo efeito no espaço maior do festival, o público mostrou desde cedo ao que ia e foi ocupando lugar em contagem decrescente para o concertos dos cabeças de cartaz.Os Kodaline e os Imagine Dragons tiveram a tarefa muito facilitada, bastava puxar dos seus hits radiofónicos para receberem aprovação geral de um público que aguardava os Depeche Mode. Tudo certo até às 22h25.

Os Depeche Mode são conhecidos por nunca darem maus concertos mas também por raramente apresentarem todos os seus clássicos de carreira deixando sempre os fãs a chorar por este ou aquele hit. Por exemplo, não houve "Just can't get enough" para ninguém. Eles fazem o que querem e o que lhes apetece em cada uma das suas digressões. E porquê? Porque podem. Porque são uma verdadeira instituição na música, seja ela de estúdio ou de palco. Uma primeira parte mais voltada para as canções do novo disco e uma recta final a visitar clássicos que levam a multidão ao rubro aos primeiros acordes. Forma invejável de Dave Gahan, física e artística, tal como de todos os elementos da banda. Objectivo perfeitamente cumprido pelos Depeche Mode que estão , à vontade, do top 10 de bandas indispensáveis para um cartaz de qualquer festival de topo no mundo inteiro.

 

O facto do concerto mais aguardado da noite, e um dos mais aguardados do ano, ter acabado tão cedo, perto da meia noite, trouxe uma estranha sensação de vazio na área maior do festival. Ficou a ideia que podia, e devia, ter sido preenchida mais uma banda no palco NOS.

A parte óptimo é que deu para assistir com atenção ao excelente concerto 10COTEXAS, com artistas da editora portuguesa Discotexas. Momento único e inesquecível cheio de ritmo disco, pop e rock no NOS Clubbing.

A alternativa à pop previsível que antecedeu a chegada dos Depeche Mode no palco principal era muito valiosa no espaço Heineken. Por isso os concertos de Spoon, Fleet Foxes e Cage The Elephant foram tão concorridos e elogiados ao longo do recinto durante a noite. Muita qualidade junta a confirmar a tradição de concertos superiores naquele canto do NOS Alive.

The Avalanches fizeram a festa na transição do frio dos estúdios para o quente do palco com as suas canções baseadas em samplers ali amplificadas humanamente em formato de banda clássica. Peaches fechou o festival ao seu estilo, extravagante para que ninguém ficasse indiferente.

 

Em 2018 o NOS Alive regressará para defender o prestigio, justamente, conquistado e com a boa pressão de manter o público satisfeito.

 

 

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