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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Optimus Primavera Sound, dia 1: Blake & Cave, a dupla de sucesso

Arranque glorioso da segunda edição do Optimus Primavera Sound muito por culpa dos concertos de, por ordem crescente, Dead Can Dance, James Blake e Nick Cave & The Bad Seeds que fizeram esquecer o impiedoso frio.

A versão 2013 do Optimus Primavera Sound destaca-se desde logo no lado direito de quem entra onde as ofertas gastronómicas não encontram rival em qualquer outro festival. Um verdadeiro luxo calórico com as francesinhas do Cufra, as bifanas da Conga, os biscoitos da Ribeiro e o pernil em pão do Guedes, que ganha de longe no título de maior eterna fila durante toda a noite. E há muito mais para escolher na área de restauração que está sempre muito movimentada. Assistimos a momentos cómicos quando ingleses tentam perceber o que são francesinhas olhando admirados para a iguaria e nenhum local conseguiu explicar sem oferecer uma garfada.

 

A movimentação no recinto ainda não atingiu o auge neste primeiro dia uma vez que só há dois palcos a funcionar e estão lado a lado no fim da mesma encosta mas já vislumbrámos algumas daquelas personagens que caracterizam este festival. Muitos britânicos de calções, alguns de T-shirts indiferentes ao frio e muitos rendidos aos elegantes copos de vinho (custam 1 euro sem vinho) sempre recarregados. Um óptimo desígnio que conhecemos do ano passado e que se vai repetir seguramente este ano.

 

No que diz respeito aos palcos comecemos pelo concerto que concentrou a maior multidão da noite. Nick Cave & The Bad Seeds trouxe consigo o novo disco «Push The Sky Away» mas recorreu a clássicos como «Red Right Hand», «The Weeping Song», «Jack The Riper» e «Tupelo» - uma sequência real - para tornar este reencontro com os fãs portugueses ainda mais inesquecível. Nick Cave continua a ser um figura de topo no imaginário rock´n´roll com uma postura felina e agressiva em palco acabando muitas vezes a cantar literalmente em cima da plateia.

É de uma entrega contagiante e as presenças de Barry Adamson ou Warren Ellis, que tanto brilhou aqui no ano passado, numa segunda linha ocupados nos seus instrumentos ajudam a transmitir um quadro lendário para quem assiste. Entra directo para o top de melhores concertos do festival deixando a fasquia bem alta.

 

A grande debandada rumo à saída que se viu logo após o final do concerto do australiano significava que a maioria do público tinha vindo para ver Nick Cave e que despreza ou desconhece o poder da música de James Blake.

Antes disso os Deerhunter confirmaram em palco o bom momento de inspiração que mostram no recente disco «Monomania» sem esquecerem «Halcyon Digest», álbum que fez furor em 2010. Os norte-americanos convenceram e foram aprovados pelos muitos resistentes ao frio e ao cansaço.

James Blake pelas 3 da manhã é um figura incrível a aparecer nos ecrãs que ladeiam o palco, ar de menino bem comportado e expressões tranquilas de quem está concentrado na sua música encantadora. Ouvimos ao nosso lado alguém dizer que o timbre da voz marca toda a diferença, não ultrapassa os limites aceitáveis de um Antony Hegarty, por exemplo, e mantém-se no domínio do fascinante. Já vimos James Blake meio perdido num palco secundário do Alive, já o vimos intimista no Tivoli de Lisboa, agora encontramos o artista no seu auge, seguro e com um reportório forte que resulta num alinhamento convincente. Podia ir para palco com o seu laptop e cantar por cima de camadas instrumentais pré-gravadas mas prefere uma experiência mais orgânica rodeando-se de bons músicos que dão vida a «Digital Lions», «To The Last» ou «Limit To Your Love» com classe. Juntamente com Nick Cave, James Blake assinou o melhor concerto do primeiro dia.

 

Antes os Dead Can Dance não desiludiram ninguém, e havia muita gente para os ver, mas facilmente se imagina temas como «Children of the Sun», «Opium» ou «Amnesia» em local mais recatado e intimista. Quem conseguiu fixar-se na frente do palco e entrar na narcótica viagem comandada superiormente por Brendan Perry e a imperturbável Lisa Gerrard ficou a ganhar uma experiência histórica com passagem pelos anos 80 e 90. Justificaram o culto.

 

Menos brilhantes estiveram as manas Deal que vieram mostrar o quanto vale ainda «Last Splash», disco com 20 anos e que é mais conhecido como o disco onde está «Cannonball», um tema que quando é tocado obtém a seguinte reacção: «Ah, isto é das Breeders. Grande malha». Claro que o disco vale mais do que isso mas nem o entusiasmo em palco foi muito nem a reacção na plateia puxava por mais. Ficou o momento simbólico.

 

Hoje há mais e maior oferta. E frio, venham agasalhados.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

 

Rumo ao Norte

 

Começa hoje o Optimus Primavera Sound 2013 e o Grandes Sons muda-se para norte com todo o gosto. Reportagens para acompanhar no Disco Digital e aqui.

 

Horários para hoje

 

PALCO OPTIMUS      
James Blake (02h15)  
Nick Cave & The Bad Seeds (23h35)  
The Breeders performing Last Splash (21h00)  
Merchandise (18h55)  

PALCO SUPER BOCK        
Deerhunter (01h00)  
Dead Can Dance (22h10)  
Wild Nothing (19h50)  
Guadalupe Plata (18h00)  

Iron Maiden na MEO Arena: Aula de história de rock

Regresso arrasador dos ingleses a Portugal. Perante uma sala esgotada desfilaram clássicos atrás de clássicos assinando um concerto perfeito.

Final de tarde ventoso, cinzento, frio e com chuva neste mês de Novembro, perdão, Maio e a romaria nos arredores do MEO Arena não deixava margem para dúvidas: era noite de reunião da tribo metaleira. As roupas pretas, os cabelos compridos, as T-shirts do Eddie e o olhar reprovador de quem está de passagem para o regresso a casa. Era este o ambiente que se vivia. Nas filas para entrar assistimos a vários reencontros, uns emocionados, outros embaraçosos mas sempre dentro da lógica do «pá, já não te via desde o Liceu".

 

Com isto não queremos dizer que os dezoito mil fãs que há muito tempo tinham esgotado a sala eram todos quarentões ou mais velhos. Nada disso. Vimos muitos cabeludos grisalhos, sim, mas em número muito equilibrado com gerações mais recentes com destaque para muitas crianças já entregues à arte do air guitar e do headbangin´ como se viu ao longo da noite.

 

Diga-se que esta tribo, que fora do pavilhão cria desconfiança aos olhares desatentos, é a que forma melhor público, deixando viver o concerto ao máximo. Isto porque o som das guitarras é tão potente que não há cá conversas a meio das canções a incomodar, nem monólogos nos telemóveis ao lado. Até as palmas são batidas com critério e sentido.

 

Isto só é possível num concerto com uma banda que é uma verdadeira instituição na história do rock pesado, heavy metal ou o que lhe queiram chamar. Os Iron Maiden ao vivo representam tudo o que aprendemos e conhecemos do rock das guitarradas nervosas e galopantes. Apresentam-se cientes do peso que têm e justificam a sua importância com um espectáculo arrebatador inspirado no melhor que se viu nos anos 80 mas sem ponta de mofo nem revivalismos bacocos. Está aqui recuperada a famosa digressão de 1988, «Seventh Son Tour: Maiden England», repleta de clássicos que marcaram as quatro décadas de vida da banda em que influenciaram outras tantas gerações de rock mais ou menos pesado.

 

Canções que por si também já tinham ido beber a outros cantos sagrados do rock como Black Sabbath ou Led Zeppelin, tal a imortalidade da voz, bateria e dos muros de guitarras de «Run To The Hills», «Phantom Of The Opera», «Wasted Years», «Seventh Son Of A Seventh Son» ou «Fear Of The Dark». Todos estes clássicos e muitos outros foram interpretados num palco com um cenário personalizado para cada tema. Muitas chamas de fogo, um fundo sempre em formato de capa de vinil , outra imagem de marca da banda, a ilustrar cada canção e o inevitável aparecimento de Eddie The Head, a mascote em vários tamanhos e poses, sempre com jogos de luzes fortes à boa maneira dos anos 80.

Bruce Dickinson e Steve Harris, os dois elementos mais carismáticos, aparentam estar em excelente forma e só são atraiçoados pelo mau som da sala. Começaram com uma pontualidade britânica e durante duas horas desfilaram um alinhamento de sonho que deixou o esgotado MEO Arena a suar. Um encore com «Aces High», «The Evil That Men Do» e  «Running Free» marcou o fim do concerto.

As luzes da sala acenderam-se e a provar que isto é tudo gente de bem está a banda sonora escolhida para a debandada, «Always Look on the Bright Side of Life» dos Monty Python. 

 

Arriscamos que ninguém saíu desiludido deste concerto, até vimos ao nosso lado Tony Carreira e Mickael Carreira a abanarem a cabeça ao som de «The Clairvoyant»!

 Uma aula de história do rock ao vivo e a cores. Memorável.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

Rihanna no MEO Arena: Atrasada e desinspirada

Neste regresso a Lisboa, Rihanna resolveu brindar os cerca de dezoito mil fãs com uma monumental espera, o bilhete marcava o início do espectáculo para as 19h30, a cantora apareceu às 22h30 e pela meia-noite já estava a terminar «Diamonds». Um concerto a despachar com pouca inspiração e longe da forma que já demonstrou em anteriores passagens. A Diamonds World Tour deixou um amargo sabor a desilusão na passagem por Lisboa.

Há sete anos vimos neste pavilhão, agora renomeado de arena, Rihanna ao nosso lado a assistir ao concerto das Pussycat Dolls depois de ter actuado na primeira parte. Era uma menina simpática e até algo tímida que conseguia estar ali junto da mesa de mistura sem ser incomodada pela multidão. Depois cresceu muito, fez-se mulher e no final de 2011 mostrou toda a sua força e talento neste mesmo local com a impressionante «Loud Tour».

 

Seguiram-se mais polémicas conjugais na imprensa, mais vídeos escaldantes e mais alguns êxitos à escala mundial como o estrondoso «Diamonds», sempre acompanhada de gente influente como Eminem, Future, David Guetta ou o parceiro Chris Brown. Uma carreira sempre em crescendo que fazia prever uma passagem por Lisboa empolgante.

 

Além do lamentável e injustificado atraso, Rihanna nunca nos pareceu à altura do que já a vimos fazer tanto ao nível das coreografias, como ao nível vocal. Não se envolveu muito com os bailarinos e houve momentos em que as vozes das coristas pareciam com mais fôlego do que a da figura principal.

O alinhamento quando comparado com outros recentes sofreu alguns cortes deixando no ar uma desconfortável sensação de vermos um concerto a ser despachado. Se a isto juntarmos os exagerados solos de guitarra do português Nuno Bettencourt e alguns abrandamentos de ritmo entre canções já se pode ter uma ideia do sabor a desilusão que a (agora) loura deixou em Lisboa.

 

Talvez o momento mais simbólico desta desinspirada noite tenha sido a pobre interpretação de «Umbrella». Certo que a ponta final foi entusiasmante com alguns dos êxitos mais esperados a contagiarem o Meo Arena que contou com muitas figuras ilustres nos camarotes como Cristiano Ronaldo e sua família mais Irina Shayk, o trio argentino do Benfica, Enzo Perez, Gaitán, Garay e suas esposas, Rui Patrício e Adrien do Sporting e muitas caras conhecidas de novelas e televisão com principal destaque para essa figura chamada José Castelo Branco que teve direito a aparecer a dançar nos ecrãs gigantes durante a longa espera.

 

Foi a passagem por Portugal que menos saudades deixou, Rihanna hoje passou ao lado de um grande concerto. Foi pena.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

Blur @ Primavera Sound em Barcelona por Tiago Romeu

Tiago Ferreira Romeu , amigo residente em Barcelona, conta ao Grandes Sons como viveu o encontro com os Blur no Primavera e garante que vamos gostar de os ver no Porto:



É naquele compasso de espera em que as luzes do palco estão apagadas mas os técnicos ainda não começaram a desligar as máquinas, em que há um roadie com o baixo na mão e nao sabes se está a afiná-lo para um segundo encore ou pura e só a começar arrumar para ir embora, em que quem fica à espera tem um ar demasiado crédulo mas quem se apressa a ir embora, parece, por sua vez, demasiado céptico; é naquele compasso de espera, dizia-te, que começas a duvidar. O que é que te arrebatou, o que acabaste de ver ou as tuas próprias memórias desse concerto num passado em que não chegou a acontecer? Ou que, apesar do discorrer de singles e de nenhum disco ter ficado de fora, a escolha de canções e dos momentos não tenha deixado de ser singular ou, para quem não conhecesse os alinhamentos dos anteriores espectáculos, até algo surpreendente? Ou uma banda muito mais esforçada e com alguns momentos de êxtase genuíno, com odes à lua e ao mar – com uma avassaladora "This is a Low" a terminar o alinhamento inicial – a crescer sobre a pose de certa distância cínica cultivada em anos de britpop?

 

Certo, no meio disto tudo, é essa sensação de arrebatamento diante do regresso de um grupo maior. Passados 15 anos desde o último concerto em Espanha e o primeiro concerto em solo europeu em 2013, não estranha que às 1h30 se tivesse dado a maior enchente desta edição do festival. O momento especial começou na meia hora que o antecedeu, com a multidão de milhares em espera a ser brindada com o mini-concerto surpresa dos The Wedding Present. Três canções sorrateiras no varandim da zona vip posicionada no lado direito do palco, com “there’s always something left behind” do refrão de “My favourite dress” e um “enjoy Blur!” a findar a breve actuação e a lançar as estrelas da noite, a escassos metros e 2 minutos de distância.

 

Sobre o concerto, talvez o melhor seja a conclusão que os Blur são uma banda presente que olha para o futuro e não um grupo que se reuniu para celebrar o que foi. O espectáculo mostra um grupo que retomou a carreira no ponto onde a tinha deixado em 2002 e o alinhamento demonstra isso mesmo, com um bloco central de quatro canções de "13", o último disco da banda enquanto banda. “Theme from retro” inaugurou um palco vazio de músicos e adornado com um pano de fundo sob um viaduto e blocos de edifícios difusos ao fundo, quem sabe se da paisagem sob a Westway.

 

O arranque, demolidor, foi com “Girls and Boys”, Albarn e Coxon particularmente eléctricos, excitados, num tom muito físico que prosseguiu para o excelente single perdido dos primórdios, “Popscene”, e a deliciosa “There’s no other way”. Depois, o primeiro confronto com os demónios, as primeiras hesitações numa voz já cansada, quem sabe cortada pelo frio e vento marítimo: “Bettlebum” intenso, a renovada versão de “Out of Time”, agora com Coxon, e o crescendo de "13", com “Trimm trabb”, “Caramel”, “Coffee and TV” e finalmente “Tender”, com o coro gospel composto de 4 cantores em cima do palco e dezenas de milhares abaixo deste a entoar um hino que continuou para lá da canção.

 

Com muitos ainda a entoar “I’m waiting for that feeling”, dispara “Country House” e Albarn baixa ao fosso para empoleirar-se na multidão. Começava uma espécie de terceiro tempo e depois do single de “The Great Escape”, tempo de “Parklife”, com o tema homónimo, jogging e imitação de Phil Daniels por Albarn incluídos, e as extraordinárias “End of a Century” e “This is a low” a fechar o alinhamento inicial com a mesma melancolia grandiosa que fecha o disco (se descontarmos o epílogo que a tenta disfarçar, claro).

 

Para o encore ficou reservada a nova “Under the Westway”, uma belíssima balada com Albarn ao piano, a única incursão a “Modern life is rubbish” com a vibrante “For Tomorrow” e a épica e sumptuosa “The Universal”, sopros e público a despedir o reencontro num encore de futuro, passado e presente. E teria acabado aí, esgotado e redondo, não fosse a última concessão, o último esforço, algo esmorecido, demasiado breve e a pedido, "Song 2". A velha história dos gregos e dos troianos.

 

Naquele momento, dizia-te, o tal do compasso de espera, se calhar o que arrebatou foram todas aquelas coisas e quem sabe ainda outra: a conclusão que mesmo esse travo de acto ligeiramente falhado, de fim imperfeito de concerto é, por mais que custe, tão coerente com esse grupo em constante desequilíbrio, a oscilar entre a dissecação festiva da cultura pop e a cura da ressaca ou das feridas dessa mesma festa. Ontem ficou provado que voltaram de vez e também por isso voltaram em pleno. Vais gostar, agora quando os vires no Porto.


Tiago Ferreira Romeu, o homem de confiança do Grandes Sons a viver em Barcelona.

The Smiths : Not Like Any Other Love

BBC Synopsis; In this half-hour Culture Show special, fellow Mancunian and lifelong fan Tim Samuels sets out to find out why The Smiths have such a special place in the hearts of a generation. The Smiths were only around for five years in the mid-eighties, but to this day the sentiment their music evokes is strong. Samuels pays visits to a variety of dedicated fans including fashion designer Wayne Hemingway, poet Simon Armitage, Labour MP Kerry McCarthy and Oasis songwriter Noel Gallagher to analyse the look, the lyrics, the issues and the riffs.

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