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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Pop Dell`Arte tocam «Free Pop» na íntegra no MusicBox


Os Pop Dell`Arte vão recuperar o alinhamento integral do álbum «Free Pop» num concerto marcado para 9 de Junho no MusicBox.

Numa segunda metade do concerto, os Pop Dell’Arte voltarão a «Contra Mundum», o mais recente álbum de originais, editado no ano passado e «eventualmente a outros temas da sua discografia». «Free Pop» foi recentemente reeditado em CD.

Aos membros originais, João Peste e Zé Pedro Moura, juntam-se agora guitarrista Paulo Monteiro, o baterista Nuno Castedo, e o multi-instrumentista Eduardo Vinhas. Pode ouvir «Free Pop» aqui.

 

in Disco Digital

Há festa nos 40 anos do "What's Going On" de Marvin Gaye


Foi há 40 anos e a música continua a ressoar tão inventiva, poderosa e emotiva como quando foi editada originalmente. "What's Going On", a obra-prima de Marvin Gaye, o álbum que anunciou com estrondo o fim da linha de montagem da Motown, foi editado em 1971 e, para assinalar a data, há uma luxuosa reedição preparada para hoje, 31 de Maio.

A caixa contém dois CD, um LP em vinil, dois ensaios e fotos raras da sessão que originou a belíssima capa do disco. Para além do álbum original remasterizado, incluído num dos CD, e da sua edição na primeira mistura (a "Detroit Mix", que ouviremos pela primeira vez em vinil), o novo lançamento inclui, à semelhança da edição "deluxe" de 2001, as habituais versões alternativas, material não incluído no álbum ou misturas mono de alguns singles.

Como se impõe, a data é também acompanhada de concertos comemorativos. Dia 24 de Julho, Stevie Wonder liderará a banda que subirá ao Hollywood Bowl, em Los Angeles, para homenagear Gaye - Janelle Monáe e Sharon Jones também estarão presentes. E daqui a cerca de um ano, a 12 de Maio de 2012, os Roots e John Legend, acompanhados pela National Symphony Orchestra, interpretarão "What's Going On" no Kennedy Center, em Washington.

 

in Público

Primavera Sound: A Noite do Regresso dos Pulp

Photograph: Jordi Vidal/Redferns

 

Texto de Tiago Romeu

 

É complicado falar de um concerto quando este, mais que uma sessão de música ao vivo, se transforma num acontecimento para lá da fruição estética ou do encantamento com a técnica interpretativa. Ontem foi um dia estranho na cidade, moderno, complicado e tenso, algo dividido entre a normalidade, o amanhecer de brutalidade na principal praça do centro e a psicose cada vez mais generalizada e cada vez mais frequente antes de uma final que envolva o FC Barcelona.  Um dia que precisava de dezenas de milhares de pessoas a dançar descontroladas o Disco 2000 ao lado do mar, enquanto que na tal praça do centro, outras tantas fechavam o dia resistente e se despedia, com uma ironia cruel e no outro lado do mundo, o pregador da revolução não transmitida pela televisão, Gil Scott-Heron. You will not be able to stay home, brother, e foi um pouco por aí que aconteceu o dia de ontem. Voltemos à madrugada e ao final desse dia, ao concerto mais esperado do segundo dia de concertos do Primavera Sound no Fórum de Barcelona.

 

A interpelação projectada na língua local, “lembras-te da primeira vez”, depois os neons azuis e roxos, um véu retro iluminado a cobrir o palco que cai no arranque de Do You Remember the First Time a lançar o tal acontecimento transcendente. Mais do que 9 anos de ausência dos cenários, foram algo, mais de 40 mil pessoas a tentar ajustar ao presente uma série de hinos de varias gerações que cresceram.  As mesmas pessoas a quem, depois de Pink Glove e de uma voluptuosa Pencil Skirt , Jarvis Cocker perguntou o que andaram a fazer este anos todos. “Something changed”, pois. Já desenvolto da gravata e do blazer negro, um Cocker maduro, dialogante, de barba impecável e trejeitos intactos, pergunta novamente ao público, “vols ballar amb mi”, queres dançar comigo no seu catalão de Sheffield, antes do Disco 2000. E nao só queríamos como precisávamos. E nesse ponto, embalou uma sequência que nos fez esquecer que até aí o concerto não tinha tido pontos baixos: Babies, Sorted for E’s and Wizz, F.E.E.L.I.N.G.C.A.L.L.E.D.L.O.V.E., I Spy – coreografada com uma câmara quase microscópica iluminada e apontada por Jarvis Cocker à sua própria cara – e uma descida ao público para descobrir e apadrinhar um casal de Bolton que se pediu em casamento nesse mesmo momento, perante espanto geral.

 

Logicamente, depois do compromisso matrimonial, uma tremenda versão de Underwear e o aviso geral de que a vida, já o sabíamos, é hardcore. This is Hardcore, com baile no alto de um estrado e em clima de consagração grandiosa.  Seguiram-se os dois temas finais antes da despedida, num concerto que acabou várias vezes antes de acabar à pressa. A grande apoteose, de despedida, de celebração geracional, do hino da passagem à idade adulta, foi transformada num elogio aos que, de manhã, haviam sofrido na pele essa brutal força da ordem. “Já sei que nao é correcto alguém vir de fora, ignorando muitos temas, dar a opinião sobre o que aconteceu, mas quando a polícia ataca gente pacífica, algo está errado. É a essa gente que quero dedicar o próximo tema”. Gente normal, no fundo, e nova explosão colectiva, talvez a maior, com Common People. O final, à pressa, disciplina de festival, e após apresentação de um grupo de músicos em grandíssima forma, com Razzmatazz. Uma canção personalizada, oferecida ao público local mas provavelmente não a escolha mais potente para um concerto que não acabou por si, foi acabado. Terá sido esse o único senão, ínfimo para tão grande noite e para um dia que precisava de acabar com um concerto destes, nalgum ponto da cidade.

 

Tiago Romeu em Barcelona


Alinhamento

 

Do You Remember the First Time? Pink Glove Pencil Skirt Something Changed Disco 2000 Babies Sorted For E's & Wizz F.E.E.L.I.N.G.C.A.L.L.E.D.L.O.V.E I Spy Underwear This Is Hardcore Sunrise Bar Italia Common People

Encore: Razzmatazz

Bilhetes Esgotados no Alive na noite de Coldplay

Na edição de comemoração do quinto aniversário do Optimus Alive volta a fazer história, com os bilhetes diários para 6 de Julho e os Passes de 4 Dias a esgotarem completamente a 40 dias do início do festival.

De momento, ainda estão disponíveis os Passes de 3 Dias (7, 8 e 9 de Julho) e bilhetes diários para 7, 8 e 9 de Julho, à venda nos locais habituais.

PJ Harvey na Aula Magna: Isto é o desejo

Foto@Eduardo Santiago/SAPO Música

 

Na primeira de duas noites em Lisboa, PJ Harvey defendeu em palco «Let England Shake», o disco que deu o mote para um concerto de tons sombrios e ambiente mais folk que rock.

O resultado foi uma noite mágica e inesquecível.


Ver PJ Harvey ao vivo em 2011 é na prática conhecer pessoalmente o seu disco mais recente. Isto são sempre boas notícias para os seus admiradores; para os que conhecem e gostaram do disco é uma experiência que os pode fazer gostar mais ainda de «Let England Shake». Para os que não chegaram a explorar o álbum, resulta a certeza de o ouvirem muitas vezes.

Longe da imagem de indie rocker de salto alto, PJ Harvey hoje apresenta-se discretamente num canto do palco deixando espaço para os seus companheiros respirarem e serem vistos. Veste-se em tons de negro da cabeça aos pés, vai alternando entre a guitarra e a auto harpa ao longo da noite sem nunca sair da sua posição.

 

A aposta é toda apenas e só na música: não há invenções, não há improvisos, não há retribuição à euforia vinda da plateia sempre que o silêncio entre as músicas se instala no palco. PJ está ali para mostrar as suas novas canções e nada mais. Nós só temos que agradecer uma noite assim em que não são precisos diálogos elogiosos com a plateia ou solos desnecessários. Há um clima de contemplação à artista, justo e natural, e ela responde da melhor maneira que sabe, com a sua voz e canções.

 

Este «Let England Shake» torna-se menos pesado e dramático ao vivo do que em disco. O tema à volta da guerra é suavizado com a visão dos músicos ali à nossa frente, o ambiente sonoro remete-nos mais para a folk britânica do que para o rock dos anos 90 com que PJ Harvey conquistou o mundo. E no entanto é tudo tão coerente, tão fluído que nem damos pelo tempo passar à medida que se avança no alinhamento.

É claro que esta viagem pelo mais recente disco teve desvios e outras paragens. Esse é outro mérito deste concerto que consegue recordar «The Sky Lit Up», «Angelene» e «The River» de 1998, «Pocket Knife» de 2004, «C`mon Billy» do saudoso «To Bring You My Love» ou «Big Exit» de 2000 com alguma naturalidade ao longo da noite sem nunca destoar do ambiente criado pelos mais recentes temas.

 

Foram estas recordações que mais entusiasmaram uma plateia completamente esgotada e sempre no limite de um entusiasmo que PJ Harvey foi sempre contendo até à primeira despedida antes do encore, altura em que, finalmente, se dirigiu aos fãs para agradecer. Além desses agradecimentos também apresentou a sua luxuosa banda onde pontificam Mick Harvey e John Parish, dois figurões, e ainda o baterista Jean-Marc Butty. O público aproveitou para soltar as palmas e gritos coroando o momento com uma estrondosa ovação. Grande regresso de PJ Harvey ao nosso país e ainda ficamos com um disco que ganha nova alma após esta belíssima apresentação.

 

João Gonçalves

jjoaomcgoncalves@gmail.com

in Disco Digital

The National no Campo Pequeno: Maioria absoluta


Foto: Nuno Fontinha


Terá a banda de Cincinatti evoluído e mudado tanto desde o último concerto em nome próprio por cá? Nem por isso, o segredo está na empatia da banda com o público português que cresce a grande velocidade. A magia da Aula Magna repetiu-se perante uma plateia muito maior e ainda mais dedicada!


Os National começaram a fazer discos em 2001 mas só em 2005 com «Alligator», o terceiro álbum, foram reconhecidos e louvados por público e imprensa especializada. A partir daí foram muitos os que descobriram os dois primeiros discos e a legião de admiradores multiplicou-se com a chegada de «Boxer» em 2007 que confirmou a banda como um dos grandes valores do rock actual, indie ou alternativo como preferirem.

As canções foram apresentadas ao longo dos anos nos nossos principais festivais de verão mas foi na Aula Magna em 2008 que a empatia com os fãs portugueses conheceu o auge. Talvez a melhor banda do mundo, escreveu-se aqui no Disco Digital nessa noite.

 

Neste regresso a Lisboa Matt Berninger e a sua turma trouxeram mais um disco editado e mais passagens por festivais antes desta apresentação em nome próprio. Convenhamos que «High Violet», editado no ano passado, não mudou o mundo nem surpreendeu ninguém que já conhecesse a discografia da banda, mas veio cimentar o seu estatuto e enriquecer a colecção de temas favoritos dos seus seguidores especialmente com os singles «Bloodbuzz Ohio» e «Sorrow» que devem até ter (porque não?) angariado mais fieis à causa The National.

 

A esgotada plateia lisboeta viveu com emoção, suor (um calor infernal mais próprio de uma noite de verão do que de primavera) e dedicação cada uma das mais de duas dezenas de canções apresentadas. Quando é que se sabe que a noite foi mesmo especial? Quando temos no alinhamento o tema «Friend of Mine» (do álbum «Alligator») que a banda não tocou o vivo mais de duas vezes nos últimos largos anos. Hoje tocaram-no pela promessa feita a um grupo de fãs lusos, que andam há mais de quatro anos a pedirem para o ouvir, que hoje lhes iam fazer uma surpresa! Foi desta maneira que começou o primeiro encore após a primeira despedida ao som da fantástica «Fake Empire», uma das canções de marca dos National.

Se contarmos que o último tema da noite foi com a banda à boca do palco em registo acústico a cantar com o público em sintonia «Vanderlyle Crybaby Geeks», que também encerra o último disco, enquanto Matt mergulhava nas primeiras filas para dar de beber aos fãs e distribuir cumprimentos, já dá para se ter uma ideia do ambiente de enorme cumplicidade entre banda e admiradores.

 

Hoje em dia uma ligação emocional destas conquistada por um grupo que não é nenhum produto inventado por produtores para teenagers mas sim uma banda séria de rock é coisa de enorme valor. Os National são um caso de enorme paixão para o público nacional como se viu ontem no Porto e hoje em Lisboa e como o resto do país pôde testemunhar ouvindo o concerto pela rádio nacional Antena3. Acreditamos que é recíproco e que não vai ficar por aqui.

 

João Gonçalves

in Disco Digital

 

Foto: Antena3

Rome é Isto Tudo

Uso as palavras do amigo Davide Pinheiro no Disco Digital para sublinhar um dos bons discos de 2011.
«Rome», Danger Mouse & Daniele Luppi
por Davide Pinheiro


Um produtor contemporâneo apaixonado pela história e um compositor revivalista sem medo da modernidade juntam-se e compõe um álbum sem medo de ser romântico.

Quando se fala de Danger Mouse, o inesperado é paradoxalmente óbvio. Porque razão haveria alguém que subverteu o «White Album» dos Beatles e mais tarde assinou um dos clássicos da primeira década pós-milenar, «Crazy», procurar um ponto de fuga na arquitectura cinematográfica romana?

Nesta aventura romântica, contracena com o compositor italiano Daniele Luppe e com os «actores secundários» Jack White e Norah Jones, também eles dois intérpretes da surpresa e da fuga ao óbvio, pelo menos quando desligados de pressões artísticas, no primeiro caso, e editoriais no segundo.

«Rome» é, recorrendo a um chavão óbvio mas assertivo, a banda sonora de um filme que nunca existiu. Um disco intemporal que parte das imagens que os anos 60 deixaram com Daniele Luppi no papel de classicista moderno e Danger Mouse de contemporâneo revivalista.

Desta valsa romana sai um álbum lindíssimo e óptimo para alimentar o processo de enamoramento. «Rome» vive independentemente da dependência geográfica mas se em Roma ainda vale a pena ser romano além dos impérios é por razões tão fortes quanto esta.

 

 

Danger Mouse & Daniele Luppi
«Rome»
Capitol/EMI Music Portugal

davidevasconcelos@gmail.com

Os Golpes e Batida no Festival MED


O cartaz do festival MED foi reforçado com dez novos nomes.

Estão assim confirmados os 22 artistas que subirão aos palcos principais deste certame que se realiza no castelo de Loulé entre 22 e 25 de Junho.

Jaadu – Faiz Ali Faiz & Titi Robin tocam no primeiro dia. A 23 de Junho, actuam os portugueses Golpes e Gilbert Feed`s Band.

Na noite seguinte é a vez de Al Mouraria, The Soaked Lamb e Batida. Na conclusão do festival, a 25 de Junho, estarão Balkan Brass Battle, Mulatu Astatke, Márcia e Frankie Chavez.

O bilhete diário custa 12 euros. O passe para os quatro dias tem o preço de 40 euros.

 

Cartaz completo:

 

22 de junho, 4ª Feira
Jaadu - Faiz Ali Faiz & Titi Robin
Muchachito Bombo Infierno
António Zambujo
Lula Pena
Marrokan

 

23 de Junho, 5ª feira
Seun Kuti & Egypt 80
Magnifico
Sean Riley & The Slowriders
Os Golpes
The Gilbert’s Feed Band

24 de Junho, 6ª Feira
George Clinton Parliament Funkadelic
Luísa Sobral
Batida
The Soaked Lamb
Al Mouraria

 

25 de Junho, Sábado
Balkan Brass Battle - Boban and Marko Markovic versus Fanfare Ciocarlia
Afrocubism
Márcia
Mulatu Astatke
DakhaBrakha
Pinto Ferreira
Frankie Chavez

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