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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Rumba de Barcelona

Passei esta última semana a Barcelona. Não foi o regresso a uma cidade que já conhecia. Foi um regresso, um de muitos, espero eu. Barcelona é daquelas cidades que se entranham na nossa alma porque tem tudo o que pode mexer com uma pessoa: tradição, futebol e muita música.

Fica aqui uma pequena lista de dicas para quem está a pensar ir até lá um dia, ou regressar como eu. Há sempre espaços novos para conhecer e propostas renovadas. Aqui falemos do que tem mais a ver com a música.

 

Anti-Karaoke

 

Tentem apanhar uma segunda feira que haja Anti-Karaoke. Clicando no link para o site podem ficar com uma ideia do que se trata mas só presenciando ao vivo se pode perceber a verdadeira loucura que se abate sobre a bonita sala Apollo 2!

Tudo muito simples, tudo muito eficaz. Uma anfitriã Rachel Arieff, americana mas perfeitamente adaptada à Catalunha, trata de ir chamando a malta que se inscreve para subir ao respeitado palco. Todo o suporte musical da canção arranca em alta e bom som e apenas com a ajuda de uma pauta com a letra o desafiador tem o seu momento de verdadeira fama. No passado dia 25 de Abril assisti a um desfile que passou por cantores e cantoras a solo, duetos ou mesmo grupos bem afinados a interpretar California Girls dos Beach Boys. Tudo colado às versões originais, nada de canções locais. A surpresa é constante porque a lista de escolha é variada e desafiante. Rapidamente passamos dos System of a Down para Bon Jovi, de Metallica a A-Ha tudo vale e diga-se que a grande maioria sai-se muito bem! Das 22h à 1 da manhã o ambiente vai aquecendo, a sala compõe-se e chegamos ao ponto de ver um cantor em pleno crow surfing! A sério! A malta motiva-se com muita facilidade e para isso muito contribui Rachel Arieff que incendeia a sala de hora a hora com a sua própria interpretação de temas tão dísparas como New York, New York ou Du Hast dos Rammstein. Ela canta enquanto provoca a plateia atirando bocados pão para saciar a fome, ou jatos de água à boa maneira dos alemães. Com isto consegue criar um autêntico ambiente de concerto e, mais importante, faz com que os amadores se sintam mesmo artistas durante a sua actuação. O ritmo entre actuações nunca se perde e a diversão é total. No fim todos os que cantaram são convidados a invadir o palco e a usar os acessórios à disposição para juntos explodirem numa versão bombástica de Killing in the Name of dos Rage Against The Machine.

Uma experiência incrível e a não perder: Anti-Karaoke!

Só não peço isto para Lisboa porque acho que cá a rapaziada nestas coisas das cantorias se leva muito a sério e não seria capaz de entrar neste espírito de festa. É que este pessoal em Barcelona não canta mal, alguns foram mesmo muito bons, mas nunca se leva a sério e goza de todo o seu momento.

 

Harlem Jazz Club

 

Noutro registo aconselho uma visita ao Harlem Jazz Club que promove jam sessions de blues ou jazz além de uma interessante agenda de concertos. Apanhei uma jam de blues em que apenas ficava um guia em palco, o homem da voz e guitarra. Quem quisesse avançava para o baixo, bateria, piano, harmónica ou vocais. Do que vi todos os que assumiram o palco fizeram-no com muito talento. O ambiente é impecável e passa-se ali uma bela noite. O clube fica na zona gótica e podem encontrar mais informação no site.

 

Discos Juandó

 

Um tesouro bem escondido no meio do Bairro Gótico. Um autêntico regalo para a vista a decoração das paredes desta loja de discos de vinil em 2ª mão. Uma vasta colecção muito organizada por estilos e preços e muito por onde procurar desde o funk ao soul. O dono é de uma simpatia total e o tempo de procura pela loja vale a pena.

 

Revolver

 

Esta é uma repetição. Já da outra vez que tinha ido a Barcelona arruinei aqui o meu Visa. Desta vez já ia preparado para me conter e consegui aquilo que queria. São duas lojas ambas recheadas de pérolas tanto em cd como em vinil além de livros , dvd's e caixas de colecção. Queria trazer o álbum dos catalães Mujeres em vinil e lá consegui encontrar e descobri o vinil de Stretching Out - volume 1 dos Skatalites que também comprei. Em cd apostei num conselho de um amigo que vive por lá e aconselhou os catalães Surfing Sirles.

 

Finalmente numa loja de ambiente Reggae descobri um mano que gostou da minha camisola do Benfica e aproveitou para pôr o seu português em dia. Além de 2 t-shirts trouxe um cd aconselhado pelo mano: Jah Nattoh - em buenas manos , para conhecer. É reggae feito na montanha que rodeia Barcelona segundo disse o dono da More Fire, loja bem perto das melhores tapas do Bairro Gótico.

 

Um especial obrigado às dicas do amigo Tiago Romeu que reside há uns anos por aqueles lados e de vez em quando conta como são os concertos por lá como já aconteceu com os Primal Scream e os Afro-Cubism.

 

Barcelona, quero encore!

Kubik: Novo trabalho é editado e apresentado no Teatro Municipal da Guarda em Maio

Kubik, o cientista de sons, e o novo disco: “Psicotic Jazz Hall” Depois de seis anos de espera, Kubik vai editar o seu terceiro disco de originais, fechando assim a trilogia iniciada em 2001 com Oblique Musique”.

“Psicotic Jazz Hall” é o título do novo trabalho e conta com a edição do Teatro Municipal da Guarda (TMG). O disco é apresentado ao vivo no próximo dia 14 de Maio, no Pequeno Auditório do TMG. “Psicotic Jazz Hall” (título inspirado num disco do músico francês Pascal Comelade: “Psicotic Music Hall”) explora a matriz do jazz fundindo-a com o rock, a electrónica, músicas do mundo, num resultado musical mutante e sempre na procura de novos desafios criativos. Kubik é o projecto de música electrónica de Victor Afonso, artista da Guarda com larga experiência musical no rock, na improvisa- ção, na música experimental, e na electrónica.

 

A música de Kubik cruza vários géneros e é fortemente influenciada pelo imaginário cinematográfico. Manipulação electrónica, free-rock, jazz, hip-hop, ambient, world-music, metal, breakbeat, música de “cartoons”… todas estas diferentes sonoridades se fundem num grande caldeirão de estilos e estéticas que é o universo kubikiano. O percurso começou há 13 anos com os Prémios Maqueta 1999. Dois anos depois, em 2001, foi revelação musical para o jornal Público. Seguiram-se dois discos, ambos aclamados pela crítica especializada e incluídos nos melhores dos respectivos anos por várias publicações: “Oblique Musique” (2001) e “Metamorphosia” (2005). «Kubik is an amazing artist. He is moving into a special and particular universe. He has a fantastic records and a fantastic music… He’s a monster!» a frase é de Mike Patton (Faith No More, Mr. Bungle, Fantômas). O músico norte-americano chegou mesmo a convidar Kubik em 2004 a tocar na primeira parte do concerto dos Fantômas na Aula Magna (Lisboa).

 

Kubik tocou ainda em diversos festivais e na Casa da Música, Teatro São Jorge, ZDB, Fnac, Paredes de Coura, e tem no curriculum dezenas de colaborações com artistas dos mais diversos géneros musicais como Adolfo Luxúria Canibal, Old Jerusalem, Norton, Bypass, Factor Activo, Américo Rodrigues ou César Prata e remisturou vários temas para colectâneas. Compôs ainda música origi- nal para três filmes mudos e também para espectáculos de bailado, teatro, exposições, curtas-metragens e performances.

Paredes de Coura com Two Door Cinema Club e Crystal Castles

Two Door Cinema Club, Crystal Castles, Esben & the Witch e Deerhunter, são as bandas confirmadas para o Festival Paredes de Coura, avança a Antena 3.

Depois dos rumores que surgiram no início deste mês de que o festival estaria cancelado e de João Carvalho, um dos responsáveis da Ritmos, promotora do festival, ter negado, garantindo que este ano o festival teria o maior número de bandas de sempre, esta quinta-feira foram anunciados quatro nomes, um para cada dia.

Os canadianos Crystal Castles são os primeiros a abrir o festival, subindo ao palco no dia 17 de Agosto. Esta é assim um regresso da dupla a Portugal, depois de terem actuado em Lisboa e na Queima do Porto. Em Novembro do ano passado, cancelaram o concerto agendado para o Sá da Bandeira devido a uma lesão da vocalista.

Para o dia 18 de Agosto, estão confirmados os britânicos Esben & the Witch e para o dia 19 os norte-americanos Deerhunter, juntando-se assim aos Metronomy.

Os Two Door Cinema Club sobem ao palco no último dia do festival, dia 20. Esta será a estreia dos britânicos em Portugal.

O Festival Paredes de Coura realiza-se entre os dias 17 e 20 de Agosto. Os bilhetes estão à venda nos locais habituais e o preço varia entre os 40 euros (um dia) e os 70 euros (quatro dias).

 

in Público

Record Store Day em Portugal

Na Flur, em Lisboa (na zona de Santa Apolónia), a animação começa às 15h00 com o DJ Alcides atrás dos pratos. Afonso Pais & JP Simões com Carlos Barretto sobem a palco às 16h30, seguindo-se Tiago Sousa com um repertório dedicado a Zeca Afonso. Até às 20h00, há mais música ao vivo com June, Niagara e o set do DJ Nuno Bernardino. Quem se deslocar à Flur vai também ser contemplado com uma exposição de capas de discos a cargo de Rui Miguel Abreu e também ter a possibilidade de ser atendido por ilustres como Rui Pregal da Cunha (Heróis do Mar), Rui Vargas, Inês Coutinho (A.M.O.R.), a artista Susana Pomba, Zé Pedro Moura (Pop dell'Arte) e Tiago Santos (Cool Hipnoise).

 

A Louie Louie, também na capital, mas no Chiado, celebra este dia especial com o lançamento da reedição de "Free Pop", dos Pop dell'Arte, e do novo disco dos Stealing Orchestra, "Deliverance".

 

Na Carbono, a celebração é dupla porque a pequena cadeia de lojas faz 18 anos. A festa faz-se com um sorteio feito sob um sistema de quiz. Entre os prémios está uma edição especial dos Rammstein numa caixa de dildos.

A Trem Azul apresenta dois concertos de música improvisada. O primeiro é protagonizado pela dupla Luís Lopes e Pedro Sousa e começa às 16h00. Às 17h00 é a vez de Rodrigo Pinheiro e Miguel Mira subirem a palco. A entrada é livre. Entre as 14h00 e as 19h00 há descontos de 20 por cento nos produtos da loja especializada em jazz.

 

Na Matéria Prima, em Lisboa e também no Porto, há «concertos, performances relâmpagos e sorteios de cabazes musicais». A entrada é livre e os horários das lojas serão alargados. Os descontos variam entre 10 e 50 por cento.

Ainda na Invicta mas na Jo-Jo's Music/Cdgo há concertos de entrada livre a cargo dos Glockenwise (16h00), The Partisan Seed (16h30), Nuno Prata (17h00), Lufa-Lufa (17h30), Long Way to Alaska (18h00) e Botswana (18h30). Na loja, há descontos de 20 por cento nos CDs, DVDs e vinis.
 
in Cotonete

Swans na Aula Magna: Os cisnes negros


por: Marco Moutinho

 


Após 14 anos de pausa, os Swans do «anti-cristo» Michael Gira mostraram-se poderosos e intensos num compêndio de rock extremo.

O concerto dos Swans arrancou com um ruidoso feedback de guitarra que se arrastou por cerca de 15 minutos, e que, apesar de desconfortável para os ouvidos conseguiu ser hipnotizante e fílmico. Entender os Swans é compreender os extremos entre a beleza e o monstruoso, entre som ambiente delicado e riffs arrastados, potentes e hipnotizantes, repetidos em loop constante.

 

O risco de um regresso, quando nada o previa e após o lançamento de «My Father Will Give up a Rope To The Sky», do ano passado, era elevado. Contudo cedo se percebeu neste concerto que o risco seria vencido quando Phil Puleo, baterista, e Thor Harris, percussionista, entraram em palco com uma intensidade avassaladora escoltados por sons de sinos de igrejas por cima do feedback que preenchia toda a Aula Magna. Quando o discípulo do diabo Michael Gira, entra em palco tudo muda, e somos transportados para um apocalipse de serial killers sedentos de almas e ouvidos.

 

Gira liderou furiosamente a banda, pregou aos céus, rezou em voz baixa aos demónios e gritou, pedindo a Jesus para descer à terra e a Deus para se redimir. No concerto as pausas foram aterradoras (é incrível o que o receio do inesperado faz ao ser humano) e após a pausa, o ruído, grave, forte e assustador. «Sex God Sex», foi a ilustração das letras infames de Gira, banhada por uma voz tão despojada quanto visceral. A canção com riffs e efeitos de Norman Westberg, Christoph Hahn e Chris Pravdic, foi tocada num volume elevadíssimo, do qual quase não sairam ilesos os ouvidos dos que acorreram à Aula Magna.

 

Na primeira parte dos Swans, Annie Lewandowsky ou Powerdove apresentou o seu mais recente disco, «Be Mine», mostrando não mais que um projecto de folk melodioso, com letras românticas que falam de saudade e sonhos cor-de-rosa. Escolha nada adequada!

Os Swans foram uma experiência de quase duas ruidosas e poderosas horas, que violaram os ouvidos dos fãs levando-os ao abismo e ao mórbido com Gira no final do concerto a incarnar no movimento dos seus braços as asas de um cisne, negro. Apresentaram-se como uma banda à altura do produzido e esperado, amortizaram a longa espera da sua vinda a Portugal

 

marcomoutinho.musica@gmail.com

disco digital

Suede regressam a Portugal em Maio


Os britânicos Suede regressam em maio a Portugal para um concerto na Queima das Fitas do Porto, revela a banda no seu site oficial.

 

O cartaz da Queima das Fitas só é anunciado oficialmente durante a próxima semana, mas além dos Suede, também os norte-americanos MGMT já anunciaram, na sua página do Myspace, que irão atuar na festa dos estudantes da cidade invicta.

 

A Queima das Fitas do Porto decorre entre 30 de abril e 07 de maio no Queimódromo, junto ao Parque da Cidade.

 

Diário Digital / Lusa

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