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Grandes Sons

Um pouco de música todos os dias. Ao vivo, em vídeo, discos, singles, notícias, fotos. Tudo à volta do rock e derivados.

Grandes Sons

Festival de Sines, sábado dia 28 - O Bailarico Sofisticado e os Gogol Bordello

Se na sexta já se sentia a temperatura a aumentar proporcionalmente à afluência de público o que dizer daquilo que se viu no sábado em Sines? Durante a tarde na praia Vasco da Gama já dava para perceber que os visitantes eram em grande número, mas quando chegou a noite a moldura humana no Castelo era arrepiante!

A organização falava em recorde de assistência da história do evento, e o caso não era para menos. Mais de 6 mil pessoas despediram-se dos concertos no Castelo ao som de Erika Stucky, K`naan e Gogol Bordello. Um número semelhante de resistentes passaram toda a noite na Avenida da Praia a dançar ao som do DJ set do Bailarico Sofisticado até às 8 da manhã.

Não só o recinto do Castelo estava completamente cheio, como as imediações apresentavam semelhante imagem com centenas de pessoas a seguir os concertos nas enormes telas que a organização disponibiliza para quem não chega a entrar.

Contagiada com o excelente que se vivia na última noite do FMM Sines Erika Stucky aproveitou para arrancar um dos concertos mais originais, e interessantes da semana. A senhora Erika é uma figura singela, nasceu em São Francisco nos E.U.A mas vive no país dos seus pais, Suíça.Tão grandes diferenças culturais explicam os devaneios com que interpreta, por exemplo, «These Boots Were Made For Walking». Com diálogos inspirados com o povo pelo meio de propostas musicas que tanto nos levavam às paisagens dos Alpes, como ao deserto com gritos de cowboys. O termo de comparação mais usado entre os assistentes era Laurie Anderson, e não vamos ser nós a desmentir.

Com uma abertura de noite tão interessante o homem da Somália tinha caminho aberto para impor o seu afro hip hop misturado com qualquer coisa próxima do reggae. K`naan não é propriamente um desconhecido de quem segue com interesse as musicalidades que o FMM aborda. Talvez por isso tenha entrado demasiado confiante e não tenha conseguido logo a empatia com o público que veio a conseguir mais tarde com um pouco mais de alma. E ainda foi a tempo de ver os sineenses de mão no ar a gesticular ao melhor estilo de 50 Cent. Acbou a sua actuação em grande estilo e assinou passagem positiva pelo Alentejo.

Para fechar o FMM Sines deste ano na sala principal do evento, o Castelo, chegaram os Gogol Bordello. Foi aí que o espaço terá registado a maior enchente de sempre, e as muitas t-shirts com referências ao punk envergadas entre a assistência prometia agitação. Já se sabia dos discos que os punks ciganos tinham grande pedalada em disco, o que não se sabia é que no palco o bando se transforma numa circo de punk/rock/pop vulcânico incendiando a plateia de uma ponta a outra, dentro e fora das muralhas! Com um ritmo alucinante, e uma energia de cortar o fôlego ao mais activo, os Gogol Bordello partem de uma proposta musical extremamente simples, e directa, para uma demonstração de como contagiar o ouvido e corpo horas seguidas sem querer parar. O líder ucraniano (há elementos de várias nacionalidades) Eugene Hütz entra em palco possuído por uma vontade maior de partir a loiça toda. Pula, grita, olha nos olhos do público, e jornalistas presentes no fosso em frente em palco, salta do palco para a primeira fila da plateia para cantar com os seus fãs e assina um concerto tão vibrante que o último fôlego é um encore com uma versão de um tema de Manu Chao, o que faz todo o sentido! Um concerto para a história do Festival, com a particularidade do aguardado fogo de artifício ter escoado da maneira mais feliz e natural que de há memória em Sines.

Os Gogol Bordello deixavam de rastos os festivaleiros mas não por muito tempo. Rapidamente a mole desceu até à Avenida da Praia e ocupou uns bons quilómetros entre o palco e as última tendas de comércio. Señor Coconut and His Orchestra feat. Argenis Brito deram música ao povo mas não convenceram porque o mote dado pelos Gogol tinha deixado o espírito a pedir mais acção, e menos instrumentalização. Mesmo assim lá pelas 3 e meia da matina mais de 5 mil pessoas dançava ao som de «Smoke on the Water» com que a rapaziada de Señor Coconut, impecavelmente vestida de fato e gravata, se despediu.

Pouco passava das 4 da madrugada quando os 3 DJ`s que formam o Bailarico Sofisticado deram início às hostilidades. A Avenida continuava cheia de gente, e quem chegou a pensar desistir e sair terá desistido logo aos primeiros sons das escolhas de discos do Bailarico. Começaram no alto da noite, com uma luminosidade luar fantástica, a dar som para dançar e foram sempre agitando as massas com propostas musicas bem escolhidas. Destaque para os momentos em que se ouviu, dançou e cantou em uníssono canções de António Variações, ou mesmo das Doce. Entre passagens por sons de África, ska, ou simplesmente rock, o Bailarico Sofisticado não só fez dançar os milhares de resistentes como agradou a todos os que andavam pelo backstage, vendo-se até um dos elementos da banda de Coconut a entrar em palco de cerveja nã mão para dançar. Já ia alto o sol quando se ouviu o hipnotizante, e irresistível, «Born Slippy» dos Underworld que ainda há poucas semanas estiveram por cá. Nessa altura vimos gente a tomar banho no mar!

Foi um fim de Festival apoteótico com o Bailarico Sofisticado a por um ponto final do FMM Sines. Até para o ano!

Festival de Sines, sexta 27: A Agitação Veio da Argélia

Sexta feira, dia 27, regresso a Sines para acompanhar a recta final do Festival que já estava bem instalado no centro fazendo do eixo Castelo-Praia Vasco da Gama um corredor giratório onde milhares de entusiastas circulavam do fim da tarde até ao sol nascer. As cordas do Quinteto de Hamilton de Holanda, os sopros do World Saxophone Quartet, e a festa de Rachid Taha animaram o Castelo.

Ainda com os ecos dos festivaleiros residentes durante todo o evento a garantirem que as passagens de Carlos Bica & Trio Azul com DJ Ill Vibe, e Harry Manx, tinham que figurar no topo dos melhores concertos, registámos já uma grande afluência junto ao Castelo à hora de jantar. Casa cheia para receber os brasileiros do Quinteto de Hamilton de Holanda. Interessante demonstração do que é um bandolinista virtuoso, Hamilton domina completamente o instrumento e depois contextualiza o seu som com as demais cordas, harmonica e bateria da banda que o acompanha. Interessante, mas pouco entusiasmante mesmo que ainda tenha arranhado ao de leve um fado para alegria do povo. Saiu feliz, e foi um bom começo de noite.

Seguiu-se o World Saxophone Quartet que prometiam muita critica política, ao poder dos Estados Unidos da America, mas acabaram por se expressar apenas através dos seus saxofones. David Murray a abrir caminho para exercícios jazz, e os companheiros a seguirem-lhe o rasto num caos ordenado. Quando se desviaram por caminhos mais funk o público correspondeu e houve sintonia. Mas não chegou para agitar o Castelo.

A hora da grande agitação estava guardada para o fim. A coisa prometia tendo em conta que o argelino Rachid Taha tem fama de pôr a malta a dançar, e a sua boa disposição no backstage era um bom sinal.

Foi ao som do que se pode chamar de Rai Chunga que Taha conquistou a plateia ávida de emoções fortes para dar o corpo à dança.

Rachid é uma figura engraçada e tem o carisma do rock n`roll, percebeu o que a malta queria e foi sempre a puxar por Sines enquanto pedia champanhe. Música alterada da Argélia para se dançar até depois das duas da matina com o natural apogeu na versão dos Clash, «Rock the Casbah».

Estava feita a festa no Castelo, a urbe animada desceu à praia para ficar madrugada dentro com a mescla proposta pela La Etruria Criminale Banda que cruzou de tudo um pouco partindo da música tradicional italiana. A Avenida da praia equipada com muitas tascas de comida e bebida, e barracas de venda de discos até artesanato, foi ocupada até de manhã em grande animação. Já nascia o sol, chegava o último dia do FMM Sines.

Adeus Sines!

Terminou hoje pelas 8 da manhã mais uma edição do Festival de Sines, e já sentem saudades!
Uma noite grandiosa no Castelo, a que se seguiu uma madrugada a dançar até o sol já ir bem alto sob a praia Vasco da Gama.
Brevemente ficarão aqui as impressões das duas últimas noites do FMM Sines 2007.
Para já fiquem com um vídeo do último concerto do palco da praia antes do apoteótico DJ set do Bailarico Sofisticado:
Señor Coconut and His Orchestra feat. Argenis Brito - Smoke on Water

A última Noite de Sines

O último dia de música tem a Bretanha como ponto de partida. Liderada por Erik Marchand, a orquestra Norkst parte em busca da recuperação da riqueza modal da música bretã, reencontrando parentescos com o Oriente e os Balcãs. Na Av. Praia, às 19h30.

Às 21h30, já no Castelo, uma cantora desconcertante, Erika Stucky. Tradição suíça, rock, pop alternativa e jazz vanguardista desaguam num imaginário muito pessoal. Acompanha-a para a estreia em Portugal o grupo Roots of Communication.

Eleito pela BBC Radio 3 revelação das músicas do mundo de 2006, o rapper somali K’naan volta a Sines para a entrada decisiva do género no coração histórico do festival, o Castelo. “Hip hop” com sabor acústico e africano, num concerto fundamental, a ouvir, às 23h00.

Também premiado pela BBC, neste caso como melhor grupo das Américas, os Gogol Bordello apresentam-se para um espectáculo efervescente. Entre os Estados Unidos e a Ucrânia, o festival encerra no Castelo, às 00h30, com punk cigano e fogo-de-artifício. Mais uma estreia absoluta no nosso país.

Para gastar as últimas energias, às 02h30, uma descida à praia, para ouvir e dançar com um dos grupos mais originais do momento. Partindo de referências da pop alemã e japonesa, Señor Coconut and His Orchestra feat. Argenis Brito constrói com arranjos latinos um espectáculo contagiante.

in fmm.com

O Dia do Regresso a Sines!!

É hoje, é hoje!!! A poucas horas do regresso a Sines, após uma interminável semana de trabalho, já a cabeça só pensa na música que se vai ouvir logo ainda no palco da praia de Sines, e depois no Castelo. Aqui fica o programa das festas para logo:

A Oceania estreia-se no festival. O pianista neo-zelandês Aron Ottignon está em Sines com o grupo Aronas para um concerto de jazz com um caldeirão de influências, entre elas os ritmos das ilhas da Polinésia. A ouvir na praia, às 19h30.

No Castelo, há Brasil, Estados Unidos e Argélia.

Com pouco mais de 30 anos, Hamilton de Holanda foi considerado pelo mestre Hermeto Pascoal “o maior bandolinista do mundo”. Animal de palco, toca de forma vertiginosa um repertório de música popular, erudita e jazz. Às 21h30, com o seu quinteto.

Às 23h00, o mais famoso quarteto de saxofones do mundo, o World Saxophone Quartet, regressa a Sines com “Political Blues”, jazz condimentado de blues e muito funk, com letras que criticam o clima político dos Estados Unidos contemporâneos.

Às 00h30, Rachid Taha. Porta-voz de uma geração de músicos árabes a viver na Europa, este cantor argelino cruza ritmos do Norte de África, música de dança e atitude punk para criticar as hipocrisias dos dois lados do Mediterrâneo.

Na praia, a partir das 2h30, uma “big band” empenhada em encontrar novos caminhos para a música tradicional italiana. La Etruria Criminale Banda une, sem chocar, estilos tão diferentes quanto a tarantela, música de circo, tango, ska e swing.

Prometo fotos, vídeos, e resumos desta recta final do Festival de Sines.

Festival de Sines Hoje à Noite no Castelo

Amanhã já estou de volta a Sines para as duas últimas noites. Entretanto para os que tiveram a sorte de ter férias nesta semana hoje à noite estão a ver o seguinte programa:

CARLOS BICA & TRIO AZUL com DJ ILL VIBE
Portugal /EUA / Alemanha


Entre a Alemanha, Portugal e o mundo, o contrabaixista Carlos Bica tem vindo a afirmar-se como um dos melhores músicos de jazz da Europa. Acompanhado dos americanos Frank Möbius (guitarra) e Jim Black (bateria e percussões) e do DJ alemão Ill Vibe apresenta-se no FMM com o seu projecto mais emblemático, “Azul”.


TARTIT
Mali

Originários de um raro matriarcado da África de influência árabe, os malianos Tartit são um dos mais comoventes grupos em actividade no circuito das músicas do mundo. As mulheres cantam, dançam e tocam percussão, os homens tocam instrumentos de cordas eléctricos e tradicionais. Hipnótica música de dança de uma cultura a conhecer.


MAHMOUD AHMED
Etiópia


Eleito pelos prémios de world music da BBC Radio 3 o melhor artista africano de 2006, Mahmoud Ahmed é um dos mais extraordinários cantores do mundo. Representante máximo da fusão dos ritmos circulares de sabor oriental da tradição etíope com o pop e o jazz, terá a seu cargo um dos concertos mais esperados do FMM.

Aimee Mann @ Coliseu Lisboa: Magnolia

Só faltaram umas imagens do soberbo filme Magnolia para ilustrar as doces melodias saídas da voz, e viola de Aimee Mann. O Coliseu não encheu para receber a estreia de Aimee em terras lusas, mas a plateia esteve bem composta e saiu satisfeita apesar da duração do concerto me ter parecido um pouco curta. Simpática, comunicativa, e distraída no arranque de um tema que teve de repetir.
Uma noite de bonitas canções numa noite de verão na baixa lisboeta.

Fotos: Rita Carmo
in: Blitz

Aimee Mann Estreia-se Hoje em Portugal

Aimee Mann vai estrear-se hoje em Portugal com um concerto no Coliseu dos Recreios. Na primeira parte, toca Sean Riley acompanhado dos Slowriders.
Aimee Mann irá apresentar temas de todos os álbuns assim como alguns inéditos. Parte do alinhamento deverá ser baseado nas canções do filme «Magnolia».
As portas abrem às 21 horas. O preço dos bilhetes varia entre os 20 e os 50 euros.

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